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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Dois supostos milicianos foram mortos na Zona Oeste do Rio

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga as mortes de dois homens, ainda não identificados na Zona Oeste do Rio. Diligências estão em andamento para apurar os fato. Há relatos de que se tratavam-de milicianos. A Polícia Militar informa que, segundo o comando do 27º BPM (Santa Cruz), policiais militares foram até o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, verificar a entrada de duas vítimas de disparo de arma de fogo. No local foi constado dois homens feridos, um deles em estado grave. De acordo com informações colhidas na unidade de saúde, os dois homens estavam em um campo de futebol no bairro Ponto Chique, quando quatro ocupantes em duas motos efetuaram os disparos. Ocorrência encaminhada para a 35ªDP.  Na última sexta-feira, o miliciano Ricardo Gomes foi assassinado com mais de 60 tiros no Conjunto Campinho, em Campo Grande.

PM suspeito de envolvimento com o tráfico foi preso em Niterói

A Polícia Militar informa que, segundo o comando do 12º BPM (Niterói), policiais militares foram checar informações sobre tráfico de drogas na Comunidade da Palmeira, no Fonseca, em Niterói, na madrugada deste sábado (06/12).   Um policial militar, lotado no 15º BPM (Duque de Caxias) foi preso quando tentava deixar a comunidade dentro de um veículo. Com ele foi apreendido um fuzil de numeração suprimida, uma pistola, carregadores de fuzil, munições e celular. O veículo também foi apreendido. Ele foi encaminhado à 78ªDP, onde foi autuado por porte ilegal de arma. Em seguida será conduzido à Unidade Prisional.  O comando da corporação reitera que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos. 

Destruída ontem pela polícia, Boca do Brilho no Chapadão (CV) tinha propaganda nas redes sociais. “O cliente pode assistir o corte ao vivo”

Destruída ontem pela polícia durante a Operação Barricada Zero, a Boca do Brilho no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, já tinha sido anunciada nas redes sociais. Em uma página no Twitter, escreveram; “Shank, Crumble, Ice, Pac, Dry, Lança, Black, loló e balinha e muito mais. o cliente pode pesar na hora e assistir o corte sendo feito ao vivo!!! “ O local tinha telhado e placas que exibiam um “cardápio” com tipos de entorpecentes e preços. Uma retroescavadeira foi usada para derrubar a estrutura, que funcionava de forma ostensiva, com sinalização visível da rua.

MP diz que tese de legítima defesa para ação de PMs que resultou na morte de jovem no Catete não procede e denunciou policiais à Justiça

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) denunciou à Justiça o 1º sargento PM Daniel Sousa da Silva e o 1º tenente PM Felippe Carlos de Souza Martins pelo homicídio qualificado de Herus Guimarães Mendes da Conceição, de 23 anos. O crime ocorreu durante operação policial realizada em 07 de junho de 2025, no Morro Santo Amaro, no bairro do Catete, Zona Sul do Rio.  Segundo a denúncia do GAESP/MPRJ, o 1º sargento Daniel efetuou os disparos que causaram a morte da vítima. As imagens das câmeras operacionais portáteis demonstram que Herus não esboçou qualquer atitude agressiva e tentou se afastar para se proteger, estando de costas no momento em que foi atingido. Já o 1º tenente Felippe, comandante da equipe ALFA do BOPE, foi denunciado por omissão penalmente relevante, pois decidiu manter a operação mesmo após receber informações de que havia uma festa junina em andamento, com grande número de moradores, incluindo crianças, na Rua Luiz Onofre Alves. O GAESP/MPRJ afirma que o tenente descumpriu seu dever de cuidado e expôs a população a risco grave.  Os dois policiais responderão por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.  A denúncia também destaca que o Inquérito Policial concluiu, pela existência de legítima defesa putativa por parte do 1º sargento Daniel, porém essa interpretação não encontra respaldo em nenhuma prova técnica produzida. Segundo o GAESP/MPRJ, as análises de imagens, os laudos periciais e os próprios depoimentos colhidos demonstram que não houve qualquer gesto da vítima que indicasse agressão ou ameaça. O MPRJ ressalta que o IP desconsiderou elementos objetivos da investigação e que a tese de legítima defesa putativa não se sustenta diante do conjunto probatório reunido. Pedido de suspensão da função pública O GAESP/MPRJ requereu ao Juízo a aplicação de medidas cautelares, incluindo a suspensão integral do exercício da função policial militar dos dois denunciados. O Ministério Público também solicitou restrição de contato com testemunhas, comparecimento periódico em juízo, proibição de acesso a unidades militares e limitação de deslocamento. Segundo os promotores, a continuidade dos denunciados no serviço ativo pode comprometer a regularidade da instrução criminal. A denúncia aponta, inclusive, tentativa de manipulação de imagens de câmera por um dos policiais, o que reforça a necessidade das medidas cautelares.

TCP voltou a atacar áreas do CV em Niterói

Traficantes do Terceiro Comando Puro voltaram a atacar os rivais do Comando Vermelho em Niterói na última noite. Os bandidos fizeram mais uma tentativa no Morro do Estado, no Centro da cidade. Segundo relatos, eles teriam conseguido entrar na comunidade trocando tiros com a contenção do CV que, optou por fugir e deixaram pra trás cargas e até pistolas. Os bondes do CV teriam recuado para o Morro do Palácio, vizinho ao Morro do Estado, Arroz e Chácara. Foi registrado também confronto no Fonsequistão, na Zona Norte de Niterói, Neste caso, a polícia agiu e prendeu um suspeito e apreendeu um fuzil. A polícia tem informações de que o traficante Alex Moreira, vulgo Dril, é o responsável pelos confrontos. Ele estaria investindo pesado para recuperar territórios para o TCP na cidade. Dril já comandou a comunidade do Sabão, em Niterói, e o Morro da Dita, em São Gonçalo, na época da ADA.

Bandidos faziam arrastão em Benfica e atacaram viatura da Seap. Um motorista foi morto e um suspeito ficou ferido

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) informa que, por volta das 13h50 desta quinta-feira, policiais penais trafegavam pela Rua Prefeito Olímpio de Melo, em Benfica, Zona Norte do Rio, quando foram surpreendidos por quatro criminosos realizando um arrastão. Os bandidos — três deles armados com armas longas e o quarto portando um simulacro — chegaram a render e assaltar um motorista que seguia à frente da viatura da Polícia Penal. Em seguida, os criminosos avançaram na direção do veículo oficial e efetuaram disparos contra os agentes. Houve troca de tiros. Um dos criminosos foi ferido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar. O motorista vítima do assalto também foi atingido e, infelizmente, não resistiu aos ferimentos. A viatura da Polícia Penal foi alvejada durante a ação. Os policiais penais não sofreram ferimentos. A ocorrência está sendo investigada pela Divisão de Homicídios (DH).

Padrasto suspeito de matar enteado de dois anos em Queimados contou como cometeu o crime

O homem preso acusado de matar o enteado de dois anos em Queimados no início da ssemana confessou ter agredido a vítima com tapas na região do tronco e duas chineladas, sendo uma na coxa e outra na bunda. Esclareceu que as agressões ocorreram porque o menino havia feito as necessidades nas calças. Disse que após as agressões, colocou o menino no banho e foi ao quintal, porém ao retornar a criança estava tendo uma convulsão dentro do box.Acrescentou que sua companheira tinha ciência que ele batia no menino quando entendesse necessário para correção. As lesões vistas nas fotografias e indicadas no BAM sugerem que a criança tenha sido vítima de tortura, eis que foi levada extremamente machucada e já desacordada para a unidade de saúde. Acrescente-se que tanto a genitora do menor, quanto outros familiares e vizinhos relataram que o autor é pessoa violenta e que além de ter agredido a vítima em outras oportunidades, também agredia sua companheira. A avó materna da vítima, em sede policial, declarou que em diversas vezes percebeu que o menino tinha medo do custodiado, pois chorava, ficava assustado e até tremia na sua presença. Acrescentou que uma vizinha havia comentado sobre um episódio no qual ouviu o menino chorando e que ele parecia estar apanhando. Disse que no período em que o indiciado residiu com sua filha na sua residência, ele apresentou comportamento muito alterado e nervoso e que ele usa drogas diariamente. A mãe da vítima, em sede policial, confirmou que o companheiro já havia agredido o menino em outras duas oportunidades. Ainda, disse que o conduzido já a agrediu de forma violenta em quatro episódios. Quanto aos fatos, afirmou que recebeu vídeos do filho pela manhã e que o menino não apresentava qualquer hematoma/lesão pelo corpo, razão pela qual acredita que seu companheiro e padrasto da criança tenha sido o autor do crime. O documento médico atesta que a vítima chegou à unidade de saúde com vida, falecendo menos de uma hora depois. Foi constatado que a criança havia sido vítima de agressão e apresentava diversas lesões ao longo do corpo: “

Como estão os domínios por facção por região no Grande Rio, de acordo com o estudo da UFF

Segundo o estudo da Geni/UIFF, O Leste Fluminense é o território da hegemonia quase absoluta do Comando Vermelho: em 2024, o grupo responde por mais de 98% da área sob controle e influência na região, que concentra praticamente metade de toda a extensão territorial dominada pelo CV no Grande Rio. A Baixada Fluminense, por sua vez, se converteu, especialmente nos últimos seis anos, em área de disputa acirrada: o CV se mantém como principal força, mas as milícias cresceram 1.608% em controle territorial e mais de 1.200% em população dominada desde 2007, ao mesmo tempo em que o TCP ampliou significativamente sua presença, muitas vezes ocupando espaços deixados pelo ADA em retração. Na capital, o quadro é mais complexo e expressivo da “cidade partida” que organiza o imaginário sobre o Rio de Janeiro. Em 2024, 31,6% da superfície urbanizada do município e 42,4% da população estavam sob controle ou influência de grupos armados, com 22,5% da área e 36,3% dos moradores submetidos a controle efetivo.A hegemonia miliciana se concentra sobretudo na Zona Oeste, região que responde por 65% do território urbanizado da cidade e 49% de seus habitantes. Nessa zona, quase 90% da área dominada e cerca de 80% da população submetida a grupos armados estão sob o comando de milícias.A partir de 2020, porém, o relatório identifica um recuo gradual: entre 2020 e 2024, as milícias perderam parte do território e da população que controlavam na Zona Oeste, abrindo espaço para avanços do CV, do TCP e de pequenos remanescentes do ADA. No Centro e na Zona Sul, o vetor dominante é o Comando Vermelho, em boa medida a partir da conquista de áreas historicamente associadas ao ADA. A perda da Rocinha e do Vidigal, na Zona Sul, por exemplo, aparece na série como ponto de inflexão para o declínio dos Amigos dos Amigos e a recomposição do mapa sob liderança do CV. Já na Zona Norte, a história é de disputa e crescente complexidade: por muitos anos, milícias e CV alternaram posições na hegemonia territorial, com leve vantagem do CV em termos populacionais. Nos últimos anos, o TCP entra na equação com força, tornando a região um dos espaços mais disputados da cidade.

Homem preso suspeito de matar mulher e jogar corpo no Rio Acari contou como cometeu o crime. Vítima chegou a dizer para amiga que achava que ele era doente e psicopata

Preso acusado de matar a cuidadora de idosos Flávia Dornellees e jogar o corpo no Rio Acari, Adriano Fernandes Castro confessou como cometeu o crime. Ele disse que3 o fato ocorreu dentro de um hotel em que estava hospedado com a vítima, após uma discussão: Fávia não gostou de ser questionada por Adriano e deu um tapa no rosto dele; Flávia estava um pouco alterada por conta do álcool consumido anteriormente; Adriano se defendeu do tapa de Flávia e ela tentou dar outro;Nesse momento, Adriano revidou as agressões com outro tapa. Flávia se sentiu ofendida e afirmou que “homem nenhum nunca me bateu. Vou falar para o meu tio, que é envolvido no tráfico, para matar você. Você vai sair do hotel e você pode ter certeza que você vai ser um homem morto. Eu vou fazer questão que meu tio e minha família encham você de bala.”;] Então, Adriano deu uma gravata (mata-leão) em Flávia que não se debateu muito; Após soltar Flávia percebeu que ela estava morta; Ele então colocou o corpo de Flávia no banco do carona de seu carro e saiu do motel;Ele foi direto para o Rio Acari onde deixou o corpo de Flávia Uma amiga de Flávia disse que ela mantinha um relacionamento extraconjugal chá um ano om Adriano Ferrnandes Castro, preso suspeito do crime.Segundo ela, Flávia conseguia pequenos intervalos nesse período aos finais de semana para se encontrar com Adriano. Além dos finais de semana, ela conseguia ficar com o amante durante pequenos espaços de tempo durante a semana; ]De acordo com a testemunha, quando a vítima não conseguia se encontrar com Adriano, este ficava possesso e ameaçava cortar o dinheiro que lhe dava semanalmente; Nestes momentos de raiva, Adriano seguia Flávia em diversos lugares, inclusive em sua residência; Flávia chegou a dizer para a amiga que acreditava que Adriano fosse doente e psicopata; A amiga de Flávia disse que ela se desentedeu com Adriano quando esta comprou um Voyage que hoje está em nome de Adriano. A vítima confessou que comprou o carro no cartão do amante, além de uma viagem para o marido e a filha para o Ceará. A confusão entre Flávia e Adriano começou depois que a vítima descobriu que o Voyage estava no nome do amante. Flávia exigiu que Adriano fizesse uma intenção de venda do veículo para o seu nome, mas que a testemunha não sabe se o home mchegou a fazerA última briga do casal ocorreu há duas semanas quando Adriano teria dado um tapa no telefone e o quebrou e Flávia e esta exigiu que o amante lhe comprasse um novo só que Adriano teria ficado com inveja e que isso teria sido mais motivos de discussões entre os dois nessa última semana; A testemunha disse suspeitar que sua amiga estaria correndo risco e nem sequer comentou acerca de um encontro com Adriano durante uma noite quando oi a última vez que a declarante falou com Flávia.”. O marido de Flávia disse que achava que Adriano era apenas amigo de Flávia e não desconfiava que os dois tinham um caso.

Milícias lideram domínio de extensão territorial no Grande Rio mas CV é hegemônico em número de áreas controladas, aponta estudo da UFF

Estudo do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI/UFF) revela que as milícias são o grupo armado com maior extensão territorial sob seu controle ou influência na Região Metropolitana do Rioç]. Em 2024, os paramilitares controlavam ou influenciavam 49,4% da extensão territorial da região sob o domínio de grupos armados, o que corresponde a 201 km². No entanto, quando considerado apenas o controle territorial, o Comando Vermelho é quem assume a primeira posição com 47,5% dos territórios controlados (150 km²) sob seu domínio. O Terceiro Comando Puro ainda está muito distante das maiores forças do Grande Rio: as milícias e o CV. É a terceira força, sendo responsável por 8,05% da extensão do controle territorial dos grupos armados no período e 7,8% quando soma dos controle e influência. Em 2024, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), 18,1% da superfície territo rial urbanizada da RMRJ e 34,9% da população se encontravam sob controle ou influência exercida por algum grupo armado. Isso significa que há mais de 4 milhões de habitantes do Grande Rio J sob controle ou influência de grupos armados, Na dimensão populacional, em 2024, o Comando Vermelho lidera o domínio sobre pessoas: 47,2% da população sob controle armado — aproximadamente 1,607 milhão de habitantes. O CV tem no Leste Fluminense sua área de maior hegemonia territorial, além de ser o local responsável pela maior área em Km² sob seu controle e influência. O grupo é também incontestavelmente hegemônico na Zona Sul e no Centro da Capital. As milícias são o grupo hegemônico na Capital, onde controlam 67,9% dos territórios e 47,3% da população sob controle armado e, somados o controle e a influência armada, controlam 74,1% do território e 52,7% da população. Isso se deve principalmente à sua forte hegemonia na Zona Oeste da Capital. Também a Zona Norte e a Baixada Fluminense são regiões que concentram parte importante do controle/influência territorial e populacional das milícias, embora o CV seja o principal grupo nessas áreas TCP, a terceira força e com tendência ao crescimento, também tem participação signifi cativa nessas duas áreas, além da Zona Oeste. Os ADA perderam territórios e população onde eram mais fortes, casos da Zona Sul da Capital, Baixada, Leste Fluminense, man tendo algum controle na Zona Norte e Oeste.

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