Moto Uber morador de Senador Camará (TCP) entrou no Quitungo (CV), teve celular revistado e apanhou de traficantes de chinelo e golpes com o próprio capacete
No dia 15 de agosto do ano passado, o motorista de aplicativo do Uber Moto W.S.M foi abordado por traficantes do Quitungo, em Brás de Pina, que estavam armados fazendo a contenção do local em razão de o local passar por uma guerra entre facções rivais. Quando foi abordado, os bandidos subtraíram seu telefone celular e sua motocicleta. Enquanto estava detido, vários marginais armados passavam e faziam perguntas ao comunicante, até que, ao avistarem no seu telefone celular que ele seria oriundo de Senador Camará, local em que tem uma facção criminosa distinta do Quitungo. Um dos bandidos armados disse que iria falar com o chefe da localidade, vulgo Belão Minutos depois, diversos bandidos armados com armas de fogo, utilizando diversasmotocicletas chegaram ao local e passaram a fazer novas perguntas ao comunicante e a agredi-lo. Cerca de uma hora depois, libertaram o comunicante, contudo, retendo todos os seus bens. Por fim, o comunicantafirma estar com lesões corporais na região da face, pois os marginais lhe agrediram na cabeça, utilizando seu próprio capacete. Os bandidos após vasculharem o aparelho celular do trabalhador, enviaram fotografias do celular através de whatsapp para Belão. “Aí chefe, aí chefe, foto de bandido no celular”. W teve que esclarecer que a fotografia capturada era na verdade da conta do instagram pertencente a outra pessoa, que ele sequer conhece, mas disse acreditar que os criminosos tenham pesquisado a referida conta propositalmente; No ato seguinte, os suspeitos falaram. “Aí, o chefe mandou os caras virem aí”. Logo após, surgiram duas motocicletas com quatro indivíduos armados com armas de fogo do tipo fuzil e pistola, os quais vieram pela Rua Tucunaré, pararam na esquina com a Rua Suruí e começaram a revistar. . após vasculharem os aparelhos celulares, os criminosos liberaram o passageiro, porém mantiveram restringindo a liberdade do declarante no local; Neste momento, um dos traficantes subtraiu os 2 (dois) aparelhos celulares do rapaz, enquanto que outro passou a agredí-lo dando-lhe um) golpe com um chinelo em seu rosto e três golpes com capacete em sua cabeça; Em virtude da agressão na região craniana, sua cabeça começou a sangrar demasiadamente; Após agredí-lo, os criminosos determinaram que o declarante deixasse o local, mantendo-se os autores do fato na posse da motocicleta, dos aparelhos celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie do declarante, tendo tudo permanecido no interior da favela. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jurídico Jusbrasil





