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Traficantes Flamengo e Corinthians do TCP dividem bocas de fumo em favela de Caxias. O segundo comanda um esquema de roubo de veículos em que é exigido resgate das vítimas

Investigação revela como os traficantes Corinthians e Flamengo dividem o comando do tráfico na comunidade do Pantanal, em Duque de Caxias, reduto da facção criminosa Terceiro Comando Puro. No local, Corinthians controla três bocas de fumo: Zero, Geruza e Marquesa. Flamengo manda nas bocas do Barro Novo, B13, Favelinha, Jacapaz ou Terra Prometida. Na parte onde Corinthians comanda,, os roubos de (veículo, telefones e cargas) são liberados e quem comanda os roubos é o vulgo “Léo Morango. Corinthians ordena roubos de veículos nesta região, usufruindo de percentuais utilizados para abastecer a logística do tráfico de drogas na compra e distribuição de drogas e de armamento, bem como para proveito pessoal, Um dos destinos dos veículos subtraídos, conforme se vê no depoimento de uma vítima, quando não é o desmanche, é a própria devolução às vítimas e/ou seguradoras, mediante pagamento de valor extorsionário, denominado pelos criminosos como “resgate” Em um dos roubos, a vítima foi até a boca de fumo tentar reaver seu veículo e, por incrível que pareça, o bandido orientou o lesado a na delegacia fazer o registro de ocorrência e acionar o seguro, sendo certo que, após esse trâmite, o traficante faria contato com a vítima para negociar o pagamento do resgate Diamante é o segundo na hierarquia na parte da comunidade onde manda o vulgo Corintihans, Ele tem uma irmã “que vem a ser tesoureira, gerente do pó de R$ 5, R$40 e do crack. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site Jusbrasil

Veja quem são alguns dos homens fortes de Beira-Mar (CV) em Caxias. Quadrilha é suspeita de pagar arrego a PMs

Mesmo encarcerado há décadas, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar mantem seus redutos, através do império do medo as novas gerações das comunidades em Duque de Caxias. Um de seus mais importantes subordinados é o bandido vulgo Cara de Mau, que desempenha uma função estratégica de homem de confiança dos superiores no tráfico de entorpecentes vulgos Zé Galinha, Grego ou Papai Zé e G ou Malvadão, atualmente em liberdade, atuando como gerente geral do tráfico na comunidade da Ana Clara., dando o aval para compra de munições,rádios transmissores e administra os plantões de mercancia de drogas nas alternâncias dos seus soldados no tráfico e roubos, fornecendo armas para ações delituosas, impondo como condições as assunções nos plantões. Foi Beira-Mar que determinou que Malvadão assumisse a liderança na Ana Clara com a prisão de Zé Galinha., Como um verdadeiro guerrilheiro, “Cara de Mau surgiu em várias fotos fardado, em pontos de vendas de drogas, na função de segurança, portando pistolas e rádiostransmissores, conforme diversas fotos e vídeos constantes em seu aparelho. Cara de Mau exercia funções de extrema confiança das lideranças do tráfico, que otem como olhos fiéis no que tange à comercialização de drogas, armas, munições e diretrizessobre as ordens autorizativas para o cometimento de crimes. Qualquer passo dado na comunidade é previamente comunicado aos chefes. No grupo de Whatsapp denominado “Família Ana Clara “ Cara de Mau nas folgas dos plantões da boca de fumo, frequentemente passava a arquitetar roubos a veículos de transporte de cargas, junto a criminosos da comunidade ou de outras regiões subjugadas pela facção criminosa Comando Vermelho. ]O traficante Zé Galinha, mesmo encarcerado, monitorava de perto seu reduto e as forças de segurança nas cercanias da favela, por meio dos seus subordinados Participam do tráfico também na Ana Clara os traficantes BRT, Zé Neguinho, Atanásio e Tartaruga. Geraldão era o frente deo roubo de cargas da comunidade. Outro importante destaque na quadrilha de Beira-Mar é o traficante Zangado, que tomava conta da comunidade do Cangulo. Ele autorizava o roubo de cargas fornecendo armas, veículos e permitindo o transbordo das cargas na favela mas exigindo 50% dos lucros. Tanto o Cangulo como a Ana Clara recebem ordens diretas da Favela Parque das Missões, cujo frente é o vulgo Coroa. Arrego de PMs Segundo relatos à polícia, haveria uma guarnição da PMERJ que receberia arrego para avisar sobre operações nas comunidades comandadas por Beira-Mar. Quando eles avisam das operações, os agentes suspeitos ligariam para os telefones das lideranças ou falam no radiotransmissor na frequência do Canal 4. Os policiais corruptos buscariam os arregos em uma viatura ou então em um carro Honda Civic prata. Se os traficantes não pagarem a propina, os PMs os matam, segundo a denúncia, Há também o tráfico na comunidade do Badu, liderado pelo vulgo Girafa, no Rasta, cujo frente é o TH, que se esconde no Complexo da Penha, Na Vila Urussaí, o líder é Cachorro Louco ou CH, Há até uma música; soldado do “beira Mar”, gosta muito de roubar! Cara de Mau pit bul do zé galinha, vai na pista roubar carga, o bagulho fica tenso FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil

Povo de Israel passou a distribuir drogas em grande escala nos presídios e pode ter contato com grandes fornecedores. Vejas as unidades que essa facção se encontra no RJ e assassinatos cometidos pelo grupo e as lideranças do bando. Como funcionava o esquema de extorsão

MARIO HUGO MONKEN Até o ano de 2022, a Subsecretaria de Inteligência vinha acompanhando ocorrências indicando que a facção criminosa Povo de Israel praticava o tráfico de drogas intramuros em pequenas quantidades. Porém, as recentes apreensões demonstraram que a cúpula do grupo estaria se dedicando ao tráfico em grandes proporções, tendo por finalidade adistribuição e venda de entorpecentes para consumo no cárcere entre os próprios internos. O quantitativo de drogas apreendidas poderia demonstrar que eles podem estar estreitando relacionamento com grandes fornecedores dedrogas, assim se relacionando com o tráfico de drogas. Em 16 de setembro de 2023, no Presídio Nelson Hungria foram apreendidos por policias penais, dentro de um caminhão que iria entregarrefeições para os internos, os seguintes ilícitos: Em 20 de setembro de 2023, no Presídio Romeiro Neto (SEAPRN), em uma operação conjunta entre policias penais e a polícia civil, prenderam em flagrante, dois Inspetores de Polícia Penal que estariam em posse de aproximadamente posse de 200 (duzentos) tabletes de maconha escondidos no teto de um banheiro, pesando aproximadamente 3,5 (três quilos e meio) de erva seca O Povo de Israel vem conseguindo cada vez mais se estruturar, aumentando o quantitativo de integrantes e oprimindo outros internos que se oponham a seus mandos e com grande poder aquisitivo. Verifica-se um expressivo efetivo de internos que a cúpula desse grupo criminoso teria arregimentado durante os últimos anos, mantendo um controle das práticas de crimes e lucros obtidos intramuros por seus membros, motivo pelo qual outras Organizações Criminosas(Orcrim) teriam tentado se aliar ao PVI. Com base no efetivo carcerário de 19 de agosto de 2023, o soma do efetivo das unidades prisionais (UP) citadas, 18.030 (dezoito mil e trinta),corresponde a 42,09% do efetivo total, que era 42.828 (quarenta e dois mil oitocentos e vinte e oito). O efetivo de internos com perfil neutro, que estaria sob influência desse grupo criminoso, teria ultrapassado o percentual de presos faccionados, da orcrim apontada como a maior na capital fluminense. O grupo criminoso denominado “PVI” teria surgido através de um efetivo carcerário de presos sem facção (neutros) que almejavam um isolamento de seus integrantes em uma unidade prisional de alocação exclusiva, tal como ocorre com as organizações criminosas (Orcrim) Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), e sua primeira tentativa nesse sentido teria se dado com o pleito de transferência detodos os presos denominados neutros para o Presídio Hélio Gomes (SEAPHG), em 2004. À época dos fatos, o pleito não foi atendido pela Seap e o PVI deflagrou uma rebelião no Presídio Ary Franco (SEAPAF), que resultou na morte de 08 (oito) presos. Com o passar dos anos foram implementadas novas logísticas operacionais no Sistema Prisional Fluminense que consideraram o ingressosignificativo de presos denominados sem facção (neutros), o que resultou na atual realocação de 13 (treze) unidades prisionais (UP) para esteefetivo carcerário (neutros). Assim sendo, passaram a custodiar presos neutros as seguintes unidades prisionais: Presídio Diomedes Vinhosa Muniz (SEAPVM). Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (SEAPPO); Presídio Nelson Hungria (SEAPNH); Cadeia Pública Inspetor José Antônio da Costa Barros (SEAPJB); Cadeia Pública Joaquim Ferreira (SEAPJFS); Instituto Penal Plácido Sá Carvalho (SEAPPC); Instituto Penal Benjamin de Morais Filho (SEAPBM); Presídio Evaristo de Morais (SEAPEM); Presídio Milton Dias Moreira (SEAPMM); Cadeia Pública Cotrin Neto (SEAPCN); Cadeia Pública Inspetor Luis Fernandes Bandeira Duarte(SEAPBD); Presídio Tiago Teles de Castro Domingues (SEAPTD); Cadeia Pública Juíza de Direito Patrícia Lourival Acioli (SEAPJP); Instituto Penal Edgard Costa (SEAPEC); Presídio Hélio Gomes (SEAPHG); Presídio Romeiro Neto (SEAPRN) O grupo criminoso PVI teria encontrado a oportunidade de arregimentar para o seu grupo, além dos presos sem facção, outrospresos expulsos de facções (principalmente do CV), valendo-se daquelas unidades prisionais designadas para a custódia de presos sem facção,denominados neutros. A estrutura hierárquica no âmbito do PVI, tem a presença de presos apontados como lideranças do grupo criminoso, que no PVI são identificados como “primeira voz”, suposto detentor de poder de mando, e demais presos identificados como “comissões”, porta-vozes das lideranças nos desígnios do grupo criminoso no âmbito de cada unidade prisional Alvinho é um dos chefões do grupo. Ele ingressou no Sistema Penitenciário Fluminense em 19 JUL 1999, e em 05 DEZ 2007 obteve decisão favorável ao gozo de benefício de Visita Periódica Familiar (VPF), ocasião em que não regressou ao estabelecimento penitenciário que estaria recolhido, passando a ser considerado evadido. Foi recapturado, em 13 de novembro de 2009, e permanece preso até a presente data. . Enquanto custodiado no Sistema Prisional Fluminense apresentou comportamento indisciplinar, tendo em seu desfavor 13 (treze) partes disciplinares. Possui 09 (nove) anotações criminais pela suposta prática dos crimes de homicídio, roubo simples e majorado e estupro Alvinho teria amplo prestígio junto aos asseclas faccionados deste grupo criminoso e poder de mando junto a todo efetivo carcerário dasunidades prisionais destinadas ao PVI, deliberando sobre o ingresso ou expulsão de membros, rebeliões, tentativas de fugas, interrupções dodenominado “disque extorsão” e aplicação de punições a integrantes, que teria resultado em lesões corporais, morte, resistência ou uso da força contra policiais penais. Sobre a expulsão do grupo do criminoso conhecido como Chadeia pontado como segundo na hierarquia do PVI em 2021. Na oportunidade, Alvinho teria tomado conhecimento de suposta tentativa de sequestro de sua família por “Chadeia”, em 2020, e teria identificadovínculos deste com a facção milícia de Macaquinho, Em relação ao ingresso de novos membros, tanto os presos sem facção criminosa como também presos ex-integrantes de facções criminosasexpulsos de suas facções, tal como identificou-se com o apenado Lorde, outrora integrante do Comando Vermelho (CV), atuante no Morro da Fé. Lord teria sido apontado como mandante do ataque ao ônibus linha 350 em novembro de 2005, que lhe teria resultado em supostas ameaças pelo CV, fazendo com que este migrasse para o PVI. Supostamente Alvinho teria autorizado que presos do PVI alocados no Presídio Milton Dias Moreira (SEAPMM) empreendessem em fuga em 2018. O fato envolveu a utilização de armas de fogo por presos daquela UP, que embora frustrada, resultou que policiais penais permanecessem reféns de presos. À época foi deflagrada uma operação que

Como agia uma das maiores quadrilhas de receptadores de veículos no Rio que ganhou novo chefe nos últimos anos mas que foi para a cadeia em maio

Investigações revelam que as comunidades da Paula Ramos e Morro dos Prazeres, no Rio Comprido, são tidas como bases para a atuação de um dos maiores receptadores de veículo em atuação na cidade, criminoso vulgo Cocão” , preso em maio, A atuação da organização criminosa baseada nos Prazeres e Paula Ramos, afeta diretamente 07 (sete) circunscrições, das seguintes distritais, segundo dados cruzados de inteligência: UNIDADES AFETADAS 018a DP (Praça da Bandeira) 019a DP (Tijuca) 010a DP (Botafogo) 009a DP (Catete) 007a DP (Santa Teresa) 015a DP (Gávea) Segundo a polícia, Cocão seria o grande destinatário dos veículos subtraídos e para tanto ofertaria valores entre um mil a cinco mil reais por veículo aos responsáveis pelos roubos realizados , valores estes fixados pelo modelo e marca dos automóveis encaminhados. Estando na posse dos carros roubados, “Cocão” teria condições de optar entre duas modalidades criminosas: a primeira seria uma espécie de negociação com as vítimas, estipulando valores para “resgate” do bem, modalidade esta amplamente difundida no ambiente criminoso – que seriam valores pagos pelas vítimas para obtenção da entrega do veículo (extorsão); já a segunda seria a realização da “clonagem” dos veículos, com adulteração de chassis, placas e documentos, passando o veículo produto de roubo a ostentar identificação de outro idêntico. Em ambas as hipóteses, há grande movimentação de quantias para a quadrilha capitaneada pelo criminoso, não sendo excessivo afirmar que a atividade de “Cocão” , com o pagamento de quantias a autores dos roubos, vem afetando consideravelmente as estatísticas relacionada a esta modalidade de delito. Por ser o destinatário dos veículos roubados, Cocão seria o grande responsável e arquiteto dos crimes, estipulando metas e modelos a serem visados pelos criminosos, oferecendo quantias em espécie quando da entrega dos veículos. Não é por outro motivo que “roubadores”, estimulados pela obtenção rápida de quantias em dinheiro, atuariam de forma reiterada em vias públicas, endereçadas nas circunscrições das Unidades Policiais que atendem a grande Tijuca e adjacências. Cocão foi indiciado junto com Comel , que foi antes dele o grande receptador primário de veículos, isto é, exercia a mesma função atual de “Cocão”, Cocão assumiu a função de Comel,, preso em janeiro de 2022, também em uma operação realizada pela polícia civil na comunidade do Turano, como a seguir demonstrado. Com a captura de “Comel”, o investigado “Cocão” teria assumido a gestão dos veículos clonados em comunidades estratégicas do complexo do Rio Comprido, dentre elas a atuação criminosa realizada nos Prazeres e Paula Ramos, figurando como destinatário de todos os veículos roubados encaminhados a estas comunidades. Gize-se, que em inúmeros casos, veículos recém roubados em vias públicas, endereçadas no bairro da Tijuca e adjacências, são rastreados 3 , logo após a prática do crime, em vias localizadas no interior da comunidade dos Prazeres e Paula Ramos, evidenciando ser esta região o destino dos veículos objeto da ação criminosa, como é o caso da presente investigação. Cumpre, desde logo, ressaltar que o investigado de vulgo “Cocão” foi capturado, na manhã do dia 21/05/2024 4 , no deflagrar da operação “Rota do Rio no interior da comunidade dos Prazeres, por policiais civis. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site Jusbrasil

Leia com detalhes como age a quadrilha de ladrões de veículos e cargas baseada nas favelas Nova Holanda e Parque União, na Maré, todas do CV

Investigações comprovam que o Parque União e Nova Holanda, no interior do Complexo da Maré, dominadas pela facção “CV – Comando Vermelho”, funcionam como um grande centro de recebimento de veículos roubados/furtados.  O Complexo da Maré é o local de onde os bandidos saem para cometer os crimes, bem como o local para onde os veículos subtraídos são levados e, eventualmente, recuperados.  As lideranças destas comunidades, além de exercer as atividades tipicamente ligadas ao tráfico de drogas, também passaram a explorar outras formas de lucro, mormente o roubo de veículos e cargas, como forma de seu financiamento e sustento.  Os chefões que atuam na região determinam aos sujeitos que se encontram em posições mais baixas da hierarquia que estes vão para a rua e roubem determinado número de veículos ou cargas.  Após os roubos, os indivíduos retornam para a comunidade, local onde, com calma, podem usufruir dos bens roubados, seja lucrando diretamente com a venda da carga ou o desmanche de veículos, seja com a cobrança de “resgate” das seguradoras, etc. Os anos de 2022 e 2023 apresentaram números exorbitantes de roubos de cargas, roubos de veículos e roubos a transeuntes relacionados com a facção criminosa que exerce o comando territorial da comunidade do Complexo da Maré.  As investigações demonstraram que os roubos, quando não acontecem na área, acontecem em áreas próximas com o objetivo de que as cargas, carros e demais produtos roubados sejam levados para o interior do Complexo OS PRINCIPAIS AUTORES SÃO A) Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga – Apontado como criminoso de altissima periculosidade, considerado como o dono do Parque União. Possui 40 anotações criminais e 8 mandados de prisão, sendo o autor ou suspeitos de diversos crimes, entre eles: homicídios, associação criminosa, roubos, tráfico de drogas e associação para o tráfico.  B) Rodrigo da SIlva Caetano, o Motoboy – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos donos da Nova Holanda, do Complexo da Maré. Possui 94 anotações criminais, entre homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubos, além de possuir 12 mandados de prisão pendentes.  C) Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos donos da Nova Holanda, do Complexo da Maré, juntamente com Motoboy. Possui 57 anotações criminais, entre homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubos de cargas.  D) Felipe Ferreira dos Santos, o Jackcargas – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos responsáveis dos roubos de cargas e veículos. Possui 31 anotações criminais, entre homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  E) João Pereira de Araújo Júnior , vulgos Russo ou Russão – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos responsaveis pelos roubos de cargas e veículos, juntamente com JackCargas. Possui 24 anotações criminais, entre vários homicídios, roubos de cargas e veículos, homicídio, associação criminosa e organização criminosa. Possui 2 mandados de prisão pendentes.   F) Alex dos Snatos Souza Borges, o Pit – Criminoso apontado como um dos roubadores da comunidade e do bonde do JackCargas. Possui 2 anotações criminais sendo de roubo e receptação, além de possuir 2 mandados de prisão pendentes.  G) Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D – Criminoso apontado como um dos roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 35 anotações criminais sendo de roubo e receptação, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  H) Rodrigo Correia Martins Resende, o Loirinho – Criminoso apontado como um dos maiores roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 26 anotações criminais sendo entre homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, receptação, posse ou porte de arma de fogo, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 12 mandado de prisão pendente.  I) Luiz Felipe Medeiros Lage, o Filipinho – Criminoso apontado como um dos maiores roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 23 anotações criminais sendo entre homicídios, associação criminosa, receptação, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  Um ladrão de carga relatou que usava  um “Jammer” (grande inibidor de sinal GPS). Disse que, em janeiro, foi chamado por roubadores de cargas e veículos  da Comunidade do Parque União e  Nova Holanda, para roubar uma carga de óleo. Segundo ele, tudo o que acontece na comunidade da Nova Holanda e Parque União passa pelo aval desses dois elementos (Alvarenga e Motoboy); Que todo o armamento utilizado no tráfico de drogas e roubos são fornecidos por esses dois donos;  Que no interior dessas comunidades existem revólveres, pistolas, fuzis e granadas;  Disse que os elementos que compõem o principal grupo de roubadores dessas comunidades é liderado por Jackcargas, tendo como integrantes Dentinho, Horeste, Bel, Cocada, Loirinho, Rato, Russo e 2D. Que todos esses roubadores são ladrões antigos na comunidade, com várias passagens; Que eles faziam parte do bonde do LeoGTA, que se encontra preso atualmente; Que Loirinho é o responsável pela clonagem de todo os veículos das comunidades; Que Russo possui uma pizzaria na comunidade;   Que esse grupo de roubadores, quando vão para a rua roubar cargas e veículos,  sempre utilizam carros blindados, fuzis, pistolas, roupas táticas, coletes e toucas ninjas; Que são utilizados vários veículos para os roubos, dentre eles  SW4, sendo dois blindadas e uma normal, Jeep Compass cinza, Toyota corola, um Toyota Corola Tcross, fiat argo para bater pista, HB20 branco;  Disse que um dos SW4 preto foi utilizado no  roubo de dois veículos que estavam em um caminhão cegonha, próximo da comunidade em Bonsucesso; Que o declarante afirma que toda a carga e  veículos roubados são colocados dentro do galpão desativado de uma empresa de ônibus, onde são desmanchados. Nas comunidades também são aceitos carros roubados em outras localidades e por outros roubadores de fora da comunidades, onde são pagos em dinheiro, geralmente em até 10% do valor do carro ou por troca de drogas; Que os roubos de cargas que foram

A CRONOLOGIA DE UM CRIME BÁRBARO: Veja o passo a passo que acabou levando ao assassinato da jovem Camille Vitória, que desapareceu após ser convocada para uma suposta entrevista de emprego

Veja agora detalhes do assassinato de Camille Vitória Pereira Rodrigues, de 21 anos, que ficou desaparecida após ser atraída para uma entrevista de emprego. Depoimentos apontam que ela foi morta por um homem que usava terno por ter dado uma volta em uma mulher por conta de uma joia cara. Segundo relatos, um ex-policial militar acionou o vigia de um clujbe para arrumar uma mulher para fazer um serviço. Ele precisava de uma mulher jovem e malandra para tirar fotos e vídeos da esposa de um homem que estaria sendo traído. O ex-policial alegou que o homem tinha muito dinheiro e era proprietário de cinco postos de gasolina. O serviço era registrar a traição da mulher;. O ex-PM teria dito que o homem traído tinha 70 anos e a mulher 24 anos. O homem estava irritado alegando que ela estava gastando o dinheiro dele com o namoradinho. O vigia pensou em Vitória por se encaixar no perfil que o ex-PM queria e por saber que a jovem toparia esse tipo de serviço. Camille eceberia 500 reais pelo serviço. O vigia perguntou quanto receberia pela indicação e o ex-PM disse que daria uma ajuda financeira, mas não disse quanto; O vigia falou com Camille Vitória e ela topou o serviço. Ele intermediou o encontro. Eles marcaram no dia 26 de junho via Facebook para irem encontrar com o ex-PM na Central do Brasil; No dia 01 de julho, o vigia se encontrou com a moça em frente ao mercado Super Market de Anchieta, em frente ao MC Donalds, por volta de 8h, e foram juntos de ônibus da linha 124 (Nilópolis X Passeio) até a Central do Brasil. Camille fez um lanche primeiro e depois encontrou com o ex-PM. Ficaram converseando por por cerca de 15 minutos bem perto do acesso. Vitória e o ex-PM trocaram telefones. O ex-PM disse que o serviço seria no bairro Nova Campinas, em Duque de Caxias. O ex-policial buscaria a jovem na Central e levaria até a comunidade e depois voltaria com ela. O serviço foi adiado para o dia 05/07/2024. O vigia cruzou com a jovem na rua quando ela pegou o moto uber em direção a estação de trem de Anchieta. Por volta de meia-noite do mesmo dia, o ex-PM ligou para o vigia e edisse. “Deu ruim!!! Fui buscar a menina e ela não estava lá!! Desliga o telefone e quebra o chip”. O ex-PM utilizando o telefone da esposa para se comunicar com o vigia alegando que o dele estava quebrado; No sábado, dia 06/07/24, foi a uma loja perto do clube e formatou o seu aparelho celular e trocou o chip. Após o desaparecimento, não teve mais contrato com o ex-PM. O vigia falou que estava almoçando na casa da sua irmã quando soube que a família da jovem esteve no clube o procurando e o acusando de ter feito algo com ela. Ele ficou com medo e por orientação da própria irmã e da sua filha decidiu não voltar ao clube. As pessoas ligaram para a sua filha perguntando e acusando o declarante do desaparecimento de Camille. Disse que ficou com med de represálias por parte da família de Vitória. Sabe que o irmão de Vitória respondeu processos criminais, utiliza inclusive tornozeleira. .Durante esse tempo, ficou peregrinando nas casas dos seus parentes com medo. No domingo, ;dia 07/07/24, o declarante esteve na delegacia da Cidade Nova registrando uma calúnia, pois a família de Vitória esteve na casa da sua irmã. Ele reconheceu a foto do ex-PM.. Que perguntado se, em algum momento durante os dias de tratativa do serviço, o homem que estava sendo traído realizou algum contato direto com o declarante por telefone ou rede social , informa que não. Falou que teve por sua vida porque esse ex-PM é conhecido por ser muito violento; O ex-PM disse que conhecida o vigia há 40 anos quando residiam no bairro de Nilópolis. Disse que tinha conhecimento de que o vigia agencia diversas moças novas em programas de cunho sexual e sabia também que gravava video de moças novas, mas não sabe para qual finalidade. Falou que o desaparecimento de que o desaparecimento de Camille Vitória envolve diversas pessoas, inclusive o vigia e um outro amigo. Disse que encontrou com esse outro amigo que lhe apresentou uma demanda; Que Fernando lhe narrou que precisava de uma moça nova para realizar um determinado serviço e que o vigia já sabia quem seria. Que segundo esse amigo, ele estaria sendo chantageado por uma mulher e precisava de alguém para dar um flagrante nesta mulher com um homem;; E que a tal moça contratada deveria tirar fotos e filmar esta mulher em companhia de outra pessoa; O ex-PM disse que poderia ajudá-lo e, em troca, receberia mil reais. O ex-PM fez contato com seu amigo vigia fim de conseguir a tal moça para realizar o serviço. O vigia conseguiu uma menina para realizar o serviço contratado pelo amigo do ex-PM mas não era a menina que o homem procurava. O amigo do ex-PM recusou a menina dizendo que não era a garota e que o vigia e o ex-deveriam achar uma moça específica que o homem estava procurando; O ex-PM deveria fazer uma avaliação da nova moça e repassar ao amigo; Que em uma outra oportunidade, o ex-PM se encontrou novamente com o homem e presenciou quando o telefone dele tocou e ao atender o amigo mencionou “Nina com sendo a pessoa com quem estaria conversando; Que na ligação, o homem relatou a “Nina” que a primeira moça não era a tal menina que ele estava procurando; Ele indagou a “Nina” se o serviço seria em Caxias ou Guapimirim. O ex-PM não ouviu o que “Nina” teria respondido. Ele presenciou o amigo afirmando a “Nina” que outra moça, com perfil, seria contratada; Que no dia 02 de julho, por volta de 9:00h, o ex-PM se encontrou com Camille Vitória e o vigia e com João a fim de avaliar se esta teria

RELATÓRIO DA JUSTIÇA TRAZ DETALHES SOBRE NOVA GUERRA DA CONTRAVENÇÃO NO RIO (ATENTADOS, HOMICÍDIOS, CONEXÃO ENTRE OS CRIMES, PERSONAGENS, ENVOLVIMENTO DE POLICIAIS)

Relatório da Justiça traz detalhes sobre uma nova guerra entre contraventores que se instalou na cidade do Rio de Janeiro desde 2022 entre os bicheiros Bernardo Bello e Adilsinho. O documento traz detalhes de assassinatos e atentados e a conexão entre os crimes que vitimaram policiais e até um miliciano. O relatório também cita a participação de PMs na disputa. O HOMICÍDIO O assassinato de Fernando Marcos Ferreira Ribeiro em abril do ano passado na Tijuca visava a expansão criminosa da quadrilha chefiada pelo contraventor Adilsinho para dominar, tomando à força, os pontos de jogos do bicheiro Bernardo Bello. Na guerra pela expansão territorial visando tomar com violência extrema os pontos nas Zonas Sul e demais bairros do Rio de Janeiro , os homens ligados a Adilsinho agiam para dissuadir os gerentes e operadores do jogo ilícito chefiados pelo bicheiro Bello , ora realizando o monitoramento dos adversários para a sua execução, O homicídio foi praticado com recurso que tornou impossível a defesa da vítima, sendo certo que esta foi surpreendida pela ação dos executores que desceram do veículo e inopinadamente efetuaram os disparos fatais.. Fernando tinha diversas anotações criminais por delitos relacionados à contravenção. Em 2012, no procedimento 921-00278/2012, foi investigado por ser o locatário do imóvel em que funcionava um bingo, à Rua Maxwell, 174 – Tijuca, no interior do Esporte Clube Maxwell. Em 2013, no mesmo local, o bingo foi novamente fechado, e Fernando novamente se apresentou como responsável, tendo figurado, também, como depositário das MEPs, nos autos do procedimento 912-01731/2013. Em 2014, novamente, Fernando foi novamente investigado por reabrir o bingo no mesmo local, no Clube Maxwell. Foi autuado pela Corregedoria da PCERJ, nos autos do procedimento 020-03703/2014 Segundo a autoridade policial, a área de atuação da vítima, no bairro de Vila Isabel, era reconhecidamente dominada, à época, pela família Garcia, herança do capo Miro, o que provocaram diversas mortes no seio familiar, em razão de disputas entre aqueles que se consideravam legítimos herdeiros e Bernardo Bello que tomou para si a exploração do território, empregando, para tanto, a violência e a prática reiterada de homicídios de desafetos. A vítima recebeu uma mensagem em que ele, juntamente com todo o “pessoal damfirma”, terá que comparecer a um compromisso com um “político do Bernardo.] A investigação ainda identificou outra conversa na qual a vítima encaminhou uma foto pelo WhatsApp, com o título “Rota 15”, com vários endereços de “pontos” e contendo “códigos de operação” que comumente são utilizados para identificar máquinas caça-níqueis, sendo, ao total, 19 (dezenove) pontos situados na Zona Sul desta cidade. Outra conversa identificada possibilitou verificar que a vítima, Fernando, posiciona como o “Zero Três” da quadrilha, e manifesta preocupação com a sua segurança. Ainda, conforme apontado pela investigação, diálogos travados no final do mês de janeiro do ano de 2023 denotaram que a vítima demonstrava preocupação com a segurança dos pontos controlados pela contravenção, e buscava arregimentar nacionais que trabalhassem como seguranças da área. Quanto ao homicídio, as imagens das câmeras de segurança adjacentes ao local foram exaustivamente analisadas, e pôde-se perceber queFernando, aparentemente, sofreu uma emboscada, eis que estacionou o veículo em que estava, um Fiat/Mobi, de cor branca e placas, na Rua Caruso, bem à frente do local em que posteriormente se dirigiu. Segundo a autoridade policial, Fernando iria até a casa de um advogado que assumidamente presta (ou prestava) serviços para a contravenção, entregar a parte do quinhão que lhe cabia. O tempo em que a vítima permaneceu aguardando para ser atendida, em frente à portaria do prédio, foi suficiente para que veículo VW/GOL adentrasse à Rua Caruso, sendo que, uma vez identificado o alvo, desembarcaram dois nacionais pelas portas traseiras, portando fuzis, e dispararam contra Fernando, seguindo na direção da Rua Haddock Lobo. Conclui-se que, para a empreitada criminosa, fora utilizado um veículo “clonado”, o que faz parte do modus operandi quando se trata de homicídios executados por grupos de extermínio, que via de regra prestam serviços mediante paga, mormente para a contravenção. A análise das câmeras do local do crime revelou, ainda, que no veículo da vítima havia dois homens que aparentemente portavam armas de fogo, e que desembarcaram e correram, tão logo iniciaram-se os disparos. Ambos os suspeitos tinham anotações relativas a jogos de azar, em razão de estarem exercendo as funções de segurança de um galpão, onde estaria “ocorrendo uma reunião entre contraventores, milicianos e policiais” Um deles, ouvido foi ouvido em sede policial no dia 17/04/2023, relatou ser amigo da vítima fatal há cerca de sete anos. Disse que a acompanhava “todas as quartas feiras do mês”, quando “iam até um depósito de bebidas”, apesar de negar ter ciência do que Fernando fazia, já que somente “ele era quem descia do veículo”. Relatou receber de cem a duzentos reais por diária trabalhada, e confirmou que o telefone que foi encontrado e apreendido no banco traseiro do veículo em que estava a vítima, é de sua propriedade. Também foi ouvido o outro ocupante do veículo, no dia 19/04/2023, tendo relatado que Fernando o ligava com frequência, para que ele, juntamente com o comparsa que estava no carro, pudesse o acompanhar em saídas pela Zona Sul deste município, ocasiões em que Fernando conversava com apontadores do jogo do bicho e depois retornava para o veículo” Relatou ter ciência de que a vítima trabalhou para a contravenção, contudo, disse não saber se ainda possuía esse vínculo. Ele ainda deu outra versão para o encontro com o advogado alegando que todos iriam para o município de Niterói, “comprar peixes para a semana santa”. A investigação mostra que houve vigilância e monitoramento àvítima ocorrida no dia 05/04/2023 – um dia antes da sua morte -, ambos os homens que estavam no carro eram seguranças da vítima. Nesta data (05/04/2023), a vítima e um outro contraventor já estavam sendo acompanhados pelo grupo rival, sendo Fernando morto no dia seguinte (06/04/2023), e o contraventor pretenso alvo do atentado ocorrido no dia 14/04/2023, que acabou por vitimar seu filho. O advogado citado

DENÚNCIAS QUE CHEGARAM NA POLÍCIA TRAZ DETALHES SOBRE O FUNCIONAMENTO DO TRÁFICO NA VILA CRUZEIRO (CV): ESCONDERIJOS DE BANDIDOS, REGRAS PARA CAMPANHA POLÍTICA, INFLUÊNCIA NA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES, CEMITÉRIO CLANDESTINO, BARRICADAS, MATUTOS, BAILES FUNK, FEIRÃO DE DROGAS, INTERNET DO CRIME, DESRESPEITO A MORADORES, ENFERMARIA, BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS E COMUNIDADES, EXPULSÃO DE MORADORES, VENDA DE CARGAS ROUBADAS, ETC

A polícia do Rio recebeu nos últimos anos diversas denúncias sobre o tráfico na comunidade da Vila Cruzeiro, que compõe o Complexo da Penha. As denúncias mostram como funcionaria o crime em um dos quarteis generais da facção criminosa Comando Vermelho. Uma delas descreve a realização diária e em todos os horários, um feirão de drogas que ficam expostas em uma banca com os traficantes gritando e anunciando a venda de entorpecentes. Armados, os bandidos ameaçam e coagem moradores e param veículos que eles não conhecem. Tendo operação, eles fogem pulando muros e lajes das casas. A venda de drogas ocorreria, por exemplo, próximo da antiga base da UPP Parque Proletário, os bandidos usando pistolas e fuzis traficam crack, maconha, cocaína e loló, incluindo menores de idade. Há informes de barricadas de concreto, latões de lixo e ferros por várias vias. O chefão do tráfico local, vulgo Doca ou Urso, só costuma ser visto aos finais de semana quando ocorre o famoso Baile da Gaiola.Um de seus esconderijos era uma casa branca, cercada por vários bandidos armados. Um outro é um imóvel de dois andares com portão e grades pretos onde haveria uma lona de piscina pendurada para dificultar a visão para dentro. Outro líder do crime na favela, Pedro Bala, costumava se esconder na residência da namorada que fica rodeada de seus seguranças armados.Vários traficantes de outras localidades dominadas pelo CV buscam refúgio na Penha como DT, que comanda a Kelsons, que também fica na Penha, e Faustão, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Informações de que bandidos do Jacarezinho e do Complexo da Maré também circulam pelo local. Outro que tinha esconderijo na Vila Cruzeiro era o falecido Piranha do Castelar, em Belford Roxo, que ficava em um prédio de três andares com 15 comparsas armados com fuzis e granadas. O bandido tinha um comércio de quentinhas na favela usado para lavar o dinheiro do tráfico. Criminosos de outros estados também escolheram a Vila Cruzeiro para se esconder. Um deles era oriundo de Manaus que ganhou queima de fogos e baile funk pelo seu aniversário. Quem também andou por lá foi o criminoso capixaba Marujo. Ele possuía vários veículos e vinha semanalmente ao Rio buscar armamentos e drogas. O transporte era feito por Uber. Marujo era matuto e atuava no envio de armas pesadas como fuzis, além de drogas em grande quantidade. Por ser da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), ele se aliou ao CV para atacar o PCC. Como forma de demonstração de poder, os bandidos da Vila Cruzeiro teriam expulsado o ponto final de duas linhas de ônibus para montar uma boca de fumo com menores armados e ainda instalou barricadas. Bailes funks são realizados com dezenas de criminosos armados com fuzis traficando drogas, inclusive lança perfume. Tem evento que começa no fim da noite e vai até as 10h e as vias ficam interditadas com barricadas. O som é altíssimo e as músicas fazem apologia ao crime e a sexo. Outro ponto de venda de drogas, traficantes armados e olheiros vigiando fica perto da estação do BRT e também próximo do Parque Shangai. Os traficantes da Vila Cruzeiro fazem uso de uma empresa de internet e TV a cabo clandestina e impõem esse serviço aos moradores.Os bandidos cortaram os cabos das operadoras legalizadas e impediam os funcionários de fazerem os reparos para que as pessoas usem o serviço clandestino deles. Criminosos baleados costumam ser atendidos na própria favela com auxílio de enfermeiras. Os locais ficam sob vigílias de olheiros armados com pistolas e munidos de radiotransmissores. Há traficantes que instalaram câmeras em suas moradias para monitorar quem entra e quem sai. Quem também estaria na Vila Cruzeiro é uma criminosa conhecida como ‘Princesinha do tráfico’, que era proprietária de uma loja de moda íntima. Ela seria cunhada do traficante DT da Kelsons. Haveria na localidade da Vacaria um cemitério clandestino do tráfico de drogas. Os criminosos da favela são suspeitos de diversos homicídios em que as vítimas são esquartejadas e têm os corpos incendiados. Entre as vítimas estavam três rapazes que foram até o local tentar resgatar um veículo. O traficante Doca aliciaria menores de 12 anos para entrar para o crime, segundo denúncias. Em uma verdadeira fortaleza, com muro de pedra e portão de chapa branca, vivia o contador da quadrilha, conhecido como Fred, que também atua como matuto (fornecedor) vendendo armas e munições importadas para diversas comunidades. O suspeito seria muito discreto no seu dia a dia. A mansão pertencia a um chefe do tráfico local que, após ser preso, migrou para a comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. Fred venderia munições oriundas do Paraguai para Rocinha, e localidades de Bangu, Niterói e São Gonçalo. Ele também faria encomendas de cargas de maconha e cocaína. Doca teria ordenado através de seu filho que apenas um candidato poderia fazer campanha política na comunidade. Quem descumpre a regra poderá sofrer punições severas. Os criminosos teriam executado um homem chamado Felipe que havia matado a facadas sua esposa Juliana. Os traficantes não têm nenhum respeito pelos moradores. Eles fazem o uso de drogas na frente de crianças e jogam a fumaça da maconha no rosto das pessoas. Há relatos de bandidos circulando de motos e carros roubados e de informes que poderão atacar as bases das UPPs. Denúncias apontam que, por ordem do tráfico, integrantes de uma mineradora estariam expulsando moradores de uma área particular com restrições ambientais. Os criminosos ameaçariam os proprietários e realugariam os imóveis para outras pessoas. Houve denúncia também que a associação de moradores local estava em conluio com os traficantes. O representante era braço direito de Doca e foi o bandido quem teria determinado sua eleição. Atua também no local um traficante que foi o responsável pelo sequestro e morte de um policial civil e de um bombeiro. Esse bandido, junto a um comparsa, vende gelo nos bailes funks e os comerciantes só podem comprar com eles. Esse criminoso ainda vende diplomas do ensino

Investigação mostra o quem é quem da milícia alvo de operação ontem. Escutas mostram planos para morte, homicídio de líder, negociação para compra de armas, encomenda de roubos de veículos, pagamento de propinas a PMs e policiais e uso do sistema da Civil para descobrir investigações com grupo. Um dos milicianos negociou até com coronel. VEJA OS DETALHES

Veja o quem é quem na milícia que agia na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, que foi alvo ontem de operação do Ministério Público Estadual. A reportagem teve acesso a trechos de escuta que mostram conversas sobre pagamento de propinas a PMs e policiais civis, negociação de armas, encomenda de roubos de veículos, informações sobre operações policiais e uso do sistema da Polícia Civil para descobrir investigações sobre os milicianos., Negão – Exerceu função de liderança, até o final do ano de 2021. Após o desligamento desse grupo criminoso, passou a fazer parte da “Milícia do Zinho”, que atua em outras localidades da Zona Oeste.Negão foi identificado no início das investigações, porquanto, de acordo com um relatório formulado pela CSI/MPRJ (Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro), ele teria sido alertado, no dia 09 de junho de 2021, por um policial militar lotado no BOPE, sobre uma incursão policial de agentes do batalhão especial na comunidade Bateau Mouche, o que fez com que o miliciano avisasse seus comparsas, determinando que se escondessem. No período de 1 ano e 4 meses, Negão foi o responsável pela milícia da comunidade Bateau Mouche, envolvendo a prática de crimes de cobranças de “taxa de segurança” mediante o crime de extorsão. Após esse período, Negão, ao saber que milicianos da área em que atuava estavam planejando sua morte. Em uma escuta, ele disse que Evaristo estava tramando sua morte e que “Panda” deu o aval para isso acontecer. A partir daí, passou a integrar a milícia do “Zinho. Ele “aceitou o convite da rapaziada do “Ecko” e do “Zinho”” para administrar a localidade de Guaratiba. Júnior – foi executado poucas semanas antes do oferecimento da Denúncia. Tratava-se de líder da milícia, que dominava as comunidades do Bateau Mouche, Campinho, Chacrinha e Praça Seca/RJ. Tendo sucedido a Negão na liderança da milícia. Ocupou a posição de liderança, pelo menos entre dezembro de 2021 até a data de sua morte, em setembro de 2023. Registre-se terem sido obtidas fotografias de julho de 2022, por meio da quebra de dados da conta as quais são referentes a listas e planilhas relacionadas ao controle da cobrança de taxas realizada pela milícia. Além de imagens diretamente ligadas aos irmãos Braga (“Carlinhos Três Pontes”, “Ecko” e “Zinho”). Mencionem-se, ainda, as fotografias de diversas armas, munições e materiais bélicos, produtos esses utilizados pelo grupo criminoso em suas “tarefas” rotineiras.Leleo ou Panda – era um dos líderes do grupo e responsável por ordenar execuções de indivíduos e distribuir cargos de gerência dentro da organização criminosa.Nesse sentido, inclusive, os dados obtidos demonstram que Leleo “nomeou” Júnior como sucessor como Negão na “direção” da milícia do Bateau Mouche. Leleo determinou a execução de Negão por meio de Júnior. Seita ou Ceta – foram identificadas conversas dele em que há sinais da manutenção de estreita ligação com policiais militares, com o objetivo de intermediar a relação desses com os criminosos. Há conversas dele com dois capitães, um coronel e um tenente. Ele se intitulava amigo do 2L ou Panda. Na quebra de dados de suas contas, também foram obtidas imagens relativas a armas de fogo, acessórios ou munições: Federal ou Mano – irmão de Júnior. Era homem de confiança do líder, tendo sido determinada sua participação em importante reunião criminosa. Seu irmão falou em um áudio que é na Baixada. Fala ainda que o “cara” não falou onde é, pois o “cara” é “mundial” (“possivelmente algum miliciano bastante conhecido e relatou ainda que virá 2 (dois) “carteiras” (possivelmente policiais) amigos do “cara” buscá-los e o pessoal no meio do caminho. Os “carteiras” irão conduzi-los até o local de encontro. Júnior ainda disse que os garotos ficarão lá (Baixada), fala que Telmo deve ir junto também Júnior disse que Negão da 18 (PM) irá com eles e poderá levar um amigo (possivelmente policial). Júnior disse que “ele” (possivelmente o miliciano da baixada) irá falar umas “paradas” (conversar) e explicou ainda que era para Federal ir também. Negão 18 – policial militar tendo sido denunciado perante o juízo da Auditoria Militar. Assim, as mensagens analisadas pela investigação demonstram que Federal também mantinha ligações com policiais, de forma a intermediar relação entre esses e o grupo miliciano. Também há elementos que indicam a sua amizade com Ceta Merece destaque a conversa mantida entre Federa e Júnior sobre valores de armas de fogo, a serem adquiridas pelo grupo: Telmo – integrante da milícia que atua nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências. Há indícios de sua atuação como auxiliar de Júnior. Trata-se de pessoa de confiança dele e foi identificado como responsável por realizar e gerenciar as cobranças das taxas devidas ao grupo criminoso e, ainda, resolver questões decorrentes do pagamento de propinas a policiais militares. Há conversas entre Telmo e Júnior em que citam um possível miliciano de vulgo “Semente. Júnior pediu a Telmo avisar lá (provavelmente aos comparsas) para começarem cedo. Telmo perguntou se pode cadastrar na frente do “bt” (possivelmente cadastrar moradores que residam em frente a comunidade do Bateau Mouche), o que é prontamente autorizado por Júnior.Além de merecer relevo as conversas relacionadas ao pagamento de propinas a policiais militares e civis. Em uma delas, Telmo disse que irá pagar aquele “pessoal”, complementa que “eles” mandaram mensagem falando um “monte”. Em outro áudio, Telmo disse para Júnior que irá fazer isso mesmo, irá pagar um pedaço de 1 (um) e um pedaço da outra, não irá sobrar nada. Telmo complementoou que os “caras” estão perturbando demais, diz que já está com nojo desses “caras”. Em seguida, Telmo falou que o “cara” da Patamo não lhe respondeu hoje, e o “cara” do GAT “entrou para dentro” de Telmo falando um monte de besteira. O miliciano menciona que já falou com o GAT de amanhã. Em mais uma escuta, Telmo falou que foi na Albano (rua), conforme pedido de Júnior, porém ninguém abriu a porta. Telmo falou ainda que precisa ir durante o dia para recadastrar (possivelmente os

MARRETA NEGOCIOU COMPRA DE 20 FUZIS DE DENTRO DE PRESÍDIO FEDERAL COM OUTROS CHEFÕES DO CV. VEJA TRECHOS DE ESCUTAS FEITAS PELA PF. “QUAL É A MERCADORIA MAIS FORTE?” “E UMA ARZINHA E UMA M4ZINHA TÁ QUANTO?”

Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça pela Polícia Federal revelam que o traficante Luís Cláudio Machado, o Marreta, um dos líderes do Comando Vermelho, mesmo preso, estaria articulando a compra de pelo menos 20 fuzis junto a outros integrantes da organização criminosa, entre eles Luiz Claudio Serrat Correa, vulgo “Claudinho CL”, Robson Aguiar de Oliveira, vulgo “Binho do Engenho”, Alex Marques de Melo, vulgo “Léo Serrote”, e Marcio dos Santos Nepomuceno, vulgo “Marcinho VP”. As interceptações são de setembro quando Marreta ainda estava em penitenciária federal fora do RJ. Atualmente, ele está em Bangu 1 Inicialmente, seriam fuzis AR15 e Ruger e, posteriormente, maiores calibres, para o domínio e expansão territorial, no intuito de fortalecer e expandir a organização criminosa, com o emprego de violência e material bélico então adquirido. Veja trechos “…A minha pergunta é: qual é a melhor mercadoria forte do momento lá Serrat?” Neste trecho, o interlocutor busca saber sobre novos armamentos de grosso calibre disponíveis para aquisição em sua região. Luiz Claudio Serrat Correa “…Não, só conheci ele como Alan. Ae, tá fortão o maluco. Ae, ele tem tudo e aí se você pega com ele, ele te dá enxada, vassoura, picareta, martelo.” Luiz Cláudio Machado “É mesmo?” Luiz Claudio Serrat Correa “Pra você, cada bahia” Luiz Cláudio Machado “Pra se proteger, né?” Luiz Claudio Serrat Correa “Aí faz a fila lá no portão daquele jeitão, pega com ele ali. Não é ruim as coisas dele, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Entendeu!” Pelo contexto, depreende-se que Marreta estaria interessado em adquirir armamentos pesados objetivando resguardar sua área de atuação, relacionada ao controle de tráfico de drogas Luiz Cláudio Machado “Ae, Cláudio. Trabalhar com uma mercadoria com teor, com teor forte, é outra coisa, né Cláudio.” (quando fala em teor forte”, refere-se ao calibre do armamento. Mais destrutivo, mmaior “teor”) Luiz Claudio Serrat Correa “Então, Nenzão, se você chega lá agora, você consegue a diferenciada, a diferenciada, vai sobressair, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Diferenciada, entendeu!” Luiz Claudio Serrat Correa “Aí, né…preço bom, qualidade boa, já era é mole, entendeu?” Aqui, Marreta é informando que voltando para o estado do RJ, conseguirá armamentos diferenciados e sobressair-se-á. Luiz Cláudio Machado “Tá doido, Cláudio. E uma ARzinha? Uma AR? Um M4zinho tá quanto, Cláudio?” Referindo-se abertamente aos fuzis americanos tipo AR e M4. NI (ao fundo) “Tá cemzinho…” Luiz Claudio Serrat Correa “Setenta e cinco, agora os AR 75, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Tá. É mais jogo comprar ARzinha ou M4, né Cláudio?” Neste trecho, Marreta especula preço de armamentos de alto poder bélico e menciona qual tencionaria adquirir ilicitamente. Luiz Cláudio Machado “E essa tabela que tá aí, cem, cento e tal, eu pra mim, pra mim, eu deixo mais lucro comprar AR15, comprar Ruger, entendeu? Leva a mal não, Cláudio. Cento e pau, Cláudio? Aí quando aparecer um FAL, um fechar com 70, 80, pagar em duas vezes, aí vou desenrola aí, vai indo, né não Cláudio? Ao ser informado sobre os preços de armamento praticados no mercado ilícito, Marreta menciona suas preferências para compra: Ruger (outra fabricante de armamento, sendo popular o fuzil AR556, cal. 5.56mm) e FAL, além de como irá quitar os valores. Luiz Cláudio Machado “Aparecendo cinquenta, o Ruger, o AR, eu vou cair pra dentro, viu?” “Ae, tá escutando? Ô Binho aí aparece um cara lá com dez, a quarenta, dá quatrocentos mil, entendeu? Desenrolo com ele, desenrolo com ele…” “Desenrolo com ele, dou a metade, duzentos, aí no final com ele aí no final pelo menos dar uma parcelada, de quatro prestação de cinquenta, já fico com dez Ruger ou dez AR, entendeu Serrote?” “ Verdade, eu tô falando que se ele quiser, assim que tiver com dez AR, eu tô caminhando, tá ouvindo, aí eu falo com ele pra comprar por cem pra ele e parcelar quatro de cinquenta eu fecho rápido, entendeu? Já fico com dez AR.” “Verdade, mas na situação que tá, os calibre grosso, isso aí vai ser lá pra frente, quando eu estiver tranquilo, aí eu posso comprar um ou dois naquele esquema, aí eu vou fechar. Mas antes disso eu vou ficar na lutinha mermo, com os AR e com os Ruger, entendeu Léo?” Neste trecho, fica mais explícito os anseios e planos de Marreta em adquirir armamentos pesados ao voltar para o estado, inclusive eventual forma de pagamento. Luiz Cláudio Machado “Eu gosto sim de calibre grosso, mas do jeito que tá o mercado lá em cima, oxe, pra mim vai cair igual a os Rug , umas R, eu fico de boa, entendeu?” Embora Marreta prefira calibres maiores, em razão do alto valor pedido, contentar-se-á com armamentos “menos pesados”. “Ô Binho, porque eu acho que tu sabe que o fuzil dá respeito pra área. Os oficial não gosta disso, né Leo?” Neste trecho, Marreta menciona o motivo de buscar armamentos “Impor respeito em sua área de atuação”. Demonstrar força. Luiz Cláudio Machado “Leo, cento e cinquenta o G3, aí me vem o Cabelinho, tá com seis AR, querendo cinquenta, cinquenta e cinco, eu vou comprar os AR, tá ligado, Leo?” Novamente Marreta explicita qual armamento comprará ao retornar ao RJ. Luiz Cláudio Machado “O meu cardápio eu posso falar com o Dinho, né?” Robson Aguiar Oliveira “É isso, mas ae…o Xadrez também vai te botar no caô, né?” Luiz Cláudio Machado Não, ae, então eu posso passar pro Xadrez que ele resolve, né?” Neste trecho, Marreta buscaria se cientificar com quem deverá entrar em contato para conseguir o seu “cardápio” de armamentos.” Ressalta ainda a Polícia Federal que nos áudios degravados pelo DEPEN, há advogado integrando a facção criminosa e executando comandos emanados pelos presos em presídios estaduais bem como repassando ordens aos demais integrantes da orcrim: “Mareta “O meu cardápio eu posso falar com o Dinho né?” Rao10 “É isso, mas ae…o Xadrez também vai te botar no caô, né?” Marreta “Não, ae, então eu posso passar pro Xadrez que ele resolve, né?” Rao “Escuta só, o advogado que compra as coisas

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