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Investigação revela como é a divisão de poder no Complexo de São Carlos (TCP) – QUEM DOMINA O QUE

Investigação revela como está dividido o poder no Complexo de Favelas de São Carlos, na região central do Rio. que é formado pelos morros do São Carlos, Mineira, Zinco e Querosene. Segundo relatório obtido pela reportagem, há um chefe do tráfico em cada uma dessas localidades, todos subordinados hierarquicamente ao traficante “Coelho”, que atualmente cumpre pena mas continua ditando ordens de dentro do presídio. Vários perfis de rede social inclusive ostentam emojis (figurinhas) de coelho (se referindo ao vulgo do dono do Complexo do São Carlos) e da medalha com o número 3 (se referindo à expressão: “É tudo 3!” (tá tudo tranquilo), dita somente pelos integrantes da facção do TCP.       Estão abaixo dele no primeiro escalão hierárquico os traficantes Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo “Parazão” , oriundo de Belo Horizonte/MG, Leonardo Miranda da Silva, vulgo “Empada” e Marcílio Cherú de Oliveira, vulgo “Cheru ou Menor Cheru”.  Sob ordens diretas do traficante “Coelho”, essas lideranças são responsáveis pela gestão do tráfico de drogas no Complexo do São Carlos, tendo as regiões e os morros divididos geograficamente sob determinado comando. Já na localidade do São Carlos, o “frente” é Cheru, o qual tem três mandados pendentes de prisão.  O Querosene é dividido entre Cheru e Empada, sendo que os dois controlam o local.  Dentre as comunidades do Complexo do São Carlos, há o Zinco, cujo frente é procurado pela Justiça, sendo ele Empada ou Danado., Ele se encontra evadido e tem 12 mandados pendentes de prisão.         A localidade conhecida como Mineira, tem como “frente” o nacional de vulgo “Parazão” ou “Paraíba”, que arrendou o local de Coelho.  Oriundo de Minas Gerais, Parazão controlava o tráfico de drogas na comunidade conhecida como Cabana do Pai Thomas, na região oeste de Belo Horizonte. Ele é um dos mais procurados do Estado de Minas Gerais e possui 4 mandados de prisão pendentes. Atualmente, PARAZÃO não sai do morro da Mineira e por informações de campo, foi constatado que ele é o responsável por trazer armamentos para região  e para todo o TCP. É considerado forte no morro e tem a total confiança de COELHO, como se vê inclusive em postagens de redes sociais.    A região situada no entorno da comunidade já no asfalto (Catumbi, Estácio, Cidade Nova, etc) também sofre atuação desta organização criminosa não apenas com a venda de entorpecentes pelos chamados “esticas”, mas sobretudo pelos roubos (celulares, veículos e cargas), extorsões a comerciantes obrigados ao pagamento de taxas, “sequestros” com as vítimas sendo levadas para dentro da comunidade com objetivo de fazer transferências de pix, monopólio sobre prestação de serviços (água, gás, internet, etc), invasões e esbulho de imóveis particulares na região, “clonagem” de veículos, além do branqueamento de capital por meio de atividades lícitas desenvolvidas em nome de laranjas.  Ressalta-se que traficantes do Complexo do São Carlos são os autores da maioria dos roubos de cargas e veículos na circunscrição da 6ªDP e região. Foi iniciada investigação específica no início deste ano apurando a invasão de traficantes sobre dois edifícios situados também na Rua Laura de Araújo, a mesma do estacionamento que os traficantes tomaram após exigir R$ 5.000 mensais do dono e como ele não concordou em pagar, foi ameaçado e sumiu.  Com a perda da posse do imóvel pelas invasões e provavelmente não sendo mera coincidência, o proprietário recebeu ligação de um homem que demonstrou interesse em comprar os dois edifícios inteiros, e que, vem a ser primo do traficante Marcílio Cherú de Oliveira, vulgo “Cheru ou Menor Cheru”.  E vale dizer que, o primo do traficante “Cheru” consta no quadro societário de uma loja de motocicleta que funciona na frente dos dois edifícios invadidos, estando fora da comunidade, no asfalto, na Rua Laura de Araujo, a mesma onde está situado o estacionamento, que vai até o Metrô Praça Onze e próximo ao CICC:5 5  Em frente aos dois prédios invadidos funciona o estabelecimento comercial de propriedade do primo de Cheru.  FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil

Suspeito de matar médicos na Barra, BMW era braço armado de quadrilha baseada no Turano (CV) que roubava e clonava veículos. Teria participado inclusive do sequestro de um comerciante chinês. VEJA COMO AGIA O BANDO

Envolvido na morte de três médicos na Barra da Tijuca, o traficante Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, está ligado também a quadrilha comandada pelo bandido vulgo Comel, especializada  em  roubo de veículos e adulteração de sinal identificador. A base do grupo é a comunidade do Morro do Turano, que possui atuação da facção criminosa Comando Vermelho.  Suspeitos se reúnem na favela para realizar o desmanche de veículos.A polícia apreendeu no local  materiais para adulteração, dentre eles etiquetas e adesivos com números diversos para remarcação de chassis. Além de Comel e BMW, estão envolvidos no bando os traficantes Adidas, Jhoni, Bahia, Fooka, Budigo, Da Baixinha, Coroa e Biba, além de outros sem apelido identificado.  Chegou a ser encontrada no interior de um desses veículos, uma agenda com anotações das atividades criminosas realizadas na região do Morro do Turano e adjacências, bem como anotações relativas a serviços e produtos comercializados pelo tráfico de drogas, com a utilização da sigla “CV NA”, fazendo clara alusão à facção criminosa Comando Vermelho.  Dentre outras anotações, havia também uma extensa lista telefônica.  HIERARQUIA Comel era o líder,  determinava as ações, distribuía as funções, definindo o crime praticados pelo grupo, com evidente autoria intelectual de todas as infrações penais praticadas pela organização criminosa.  O vulgo “Adidas” protagonizava com Comel”, a liderança do grupo criminoso, com a sua função de permitir ou não a prática de qualquer crime a partir do Morro do Turano, bem como de levar para aquela localidade veículos roubados ou produto de qualquer crime.  Além disso,  Adidas também encomendava veículos roubados de com “Comel”, e ficava com participação no lucro das atividades criminosas perpetradas.  Jhoni, BMW, Bahia, Fooka, Valmir, Budigo e Da Baixinha”, compunham o braço armado da associação criminosa, sendo destacados para praticar roubos, sequestros, ocultação de cadáver e demais infrações penais idealizadas por “Comel” e “Adidas”.  Coroa e Biba eram responsáveis por levar os veículos produto de crime aos compradores, cumprindo a função de atravessadores.  O denunciado Vitor”, era o responsável por adulterar os sinais identificadores dos veículos, atuando como clonador. Nas conversas, foi identificar Comel e comparsas negociando o valor de carros roubados, solicitando autorização ao líder do tráfico para praticar roubos, acertando a entrega de veículos comprados e combinando a adulteração dos sinais identificadores dos veículos.  A quadrilha possui ramificações no Complexo do Lins.   O aparelho telefônico de Comel”, expõs conversa deste com “Adidas”, confirmando que as empreitadas criminosas só se iniciam após autorização de dele.  Adidas  também dava ordens de prática de crimes específicos, como o roubo de motocicletas.  Jhoni” receberia os proveitos dos crimes praticados em conta corrente de sua própria titularidade, conforme extratos de transferências bancárias encontradas no celular de Comel”.  Restou demonstrado que BMW, contato salvo como “Breno Minas”, teria disponibilizado conta corrente de titularidade da mãe de sua filha, para receber o pagamento pelos crimes.  O vulgo Bahia envia um autorretrato em um grupo do WhatsApp utilizado pela associação criminosa armada, para combinar os crimes.  Budigo usava sua própria conta corrente para recebes valores correspondentes à divisão do produto das atividades criminosas.   Quando a associação armada conseguia êxito em subtrair algum veículo e consumar a adulteração dos seus sinais verificadores, cabia aos atravessadores a importante função de transportar os carros e motocicletas aos compradores ou revendedores.  A investigação foi capaz de identificar dois atravessadores que atuavam nessa associação criminosa armada: Coroa e Biba O primeiro foi preso em flagrante em 01/01/2023 por receptação de veículos, ocasião em que admitiu atuar como atravessador de carros clonados.  Identificou-se ainda que Vitor exercia a função de “clonador” na associação criminosa armada. Em conversas com Comel o denunciado Vitor envia duas chaves Pix para que fosse depositada a quantia fruto de empreitadas criminosas.  Uma das chaves está vinculada à conta corrente cadastrada em seu próprio nome, enquanto a outra, no nome de seu irmão.  Após a adulteração dos veículos roubados, cabia aos revendedores o contato direto com os compradores. Tal função era exercida pelos vulgos “Gordinho da CDD”, “Liza”, “DG”, “Buzines”, “Lucas” e “Badeco”.  A investigação logrou êxito em identificar diversos crimes praticados pela associação criminosa armada que já são objeto de investigação em inquéritos policiais próprios.  A 19ª Delegacia Policial instaurou o inquérito policial 019-00677/2022 para apurar a extorsão mediante sequestro de um chinês e esta investigação constatou que o crime foi cometido pelos denunciados.  As conversas travadas pelos membros da organização criminosa no grupo de aplicativo de mensagens, devidamente extraídas e analisadas pelo setor de busca eletrônica da polícia, esclarecem toda a dinâmica criminosa.  Em conversa interceptada. “Comel”, usuário “Deus Se Agrada Em Corações Puros”, informa aos demais participantes do grupo de WhatsApp que “Adidas”, liberou o sequestro do cidadão chinês, mediante o pagamento de 25% do que fosse arrecadado com o crime.  Comel organizava com BMW a execução do crime, oportunidade em que este último indica os nomes de Bahia, Valmir e Budigo. Comel convocou Budigo para a empreitada criminosa, passando o contato de “Jhoni”, usuário “Jhoni Novo”.  Horas depois, “Budigo”, enviou foto da vítima apoiada em um carro.  Nas conversas interceptadas, Comeu chamou “Da Baixinha”, usuário “Baixinha Rt”, para participar do crime.  As principais conversas sobre o sequestro são travadas entre Jhoni” e Comel.  Horas depois, “Jhoni”, enviou fotos da vítima em um bar e, posteriormente, de seu carro em trânsito, que era seguido por integrantes do grupo criminoso. Por fim, encaminhou fotos e vídeos do momento após o arrebatamento, enquanto a vítima era roubada e extorquida.  Embora não seja possível identificar todos os envolvidos nos crimes de extorsão mediante sequestro e roubo, resta claro que, ao menos Jhoni, BMW, Bahia, Pedro, Valmir, Budigo, Adidas Erick e Comel  participaram da consumação dos delitos.  Outro crime que chamou a atenção foi o praticado no Morro do São Carlos, quando, no dia 20/01/2022, integrantes do grupo trocaram mensagens externalizando preocupação em relação a publicações em rede social.  Algumas postagens reportavam que um cadáver havia sido incendiado dentro de um carro no Morro do São Carlos, e a autoria teria sido atribuída a traficantes da Comunidade do Fallet.  O

RELATÓRIO DA JUSTIÇA TRAZ DETALHES SOBRE NOVA GUERRA DA CONTRAVENÇÃO NO RIO (ATENTADOS, HOMICÍDIOS, CONEXÃO ENTRE OS CRIMES, PERSONAGENS, ENVOLVIMENTO DE POLICIAIS)

Relatório da Justiça traz detalhes sobre uma nova guerra entre contraventores que se instalou na cidade do Rio de Janeiro desde 2022 entre os bicheiros Bernardo Bello e Adilsinho. O documento traz detalhes de assassinatos e atentados e a conexão entre os crimes que vitimaram policiais e até um miliciano. O relatório também cita a participação de PMs na disputa. O HOMICÍDIO O assassinato de Fernando Marcos Ferreira Ribeiro em abril do ano passado na Tijuca visava a expansão criminosa da quadrilha chefiada pelo contraventor Adilsinho para dominar, tomando à força, os pontos de jogos do bicheiro Bernardo Bello. Na guerra pela expansão territorial visando tomar com violência extrema os pontos nas Zonas Sul e demais bairros do Rio de Janeiro , os homens ligados a Adilsinho agiam para dissuadir os gerentes e operadores do jogo ilícito chefiados pelo bicheiro Bello , ora realizando o monitoramento dos adversários para a sua execução, O homicídio foi praticado com recurso que tornou impossível a defesa da vítima, sendo certo que esta foi surpreendida pela ação dos executores que desceram do veículo e inopinadamente efetuaram os disparos fatais.. Fernando tinha diversas anotações criminais por delitos relacionados à contravenção. Em 2012, no procedimento 921-00278/2012, foi investigado por ser o locatário do imóvel em que funcionava um bingo, à Rua Maxwell, 174 – Tijuca, no interior do Esporte Clube Maxwell. Em 2013, no mesmo local, o bingo foi novamente fechado, e Fernando novamente se apresentou como responsável, tendo figurado, também, como depositário das MEPs, nos autos do procedimento 912-01731/2013. Em 2014, novamente, Fernando foi novamente investigado por reabrir o bingo no mesmo local, no Clube Maxwell. Foi autuado pela Corregedoria da PCERJ, nos autos do procedimento 020-03703/2014 Segundo a autoridade policial, a área de atuação da vítima, no bairro de Vila Isabel, era reconhecidamente dominada, à época, pela família Garcia, herança do capo Miro, o que provocaram diversas mortes no seio familiar, em razão de disputas entre aqueles que se consideravam legítimos herdeiros e Bernardo Bello que tomou para si a exploração do território, empregando, para tanto, a violência e a prática reiterada de homicídios de desafetos. A vítima recebeu uma mensagem em que ele, juntamente com todo o “pessoal damfirma”, terá que comparecer a um compromisso com um “político do Bernardo.] A investigação ainda identificou outra conversa na qual a vítima encaminhou uma foto pelo WhatsApp, com o título “Rota 15”, com vários endereços de “pontos” e contendo “códigos de operação” que comumente são utilizados para identificar máquinas caça-níqueis, sendo, ao total, 19 (dezenove) pontos situados na Zona Sul desta cidade. Outra conversa identificada possibilitou verificar que a vítima, Fernando, posiciona como o “Zero Três” da quadrilha, e manifesta preocupação com a sua segurança. Ainda, conforme apontado pela investigação, diálogos travados no final do mês de janeiro do ano de 2023 denotaram que a vítima demonstrava preocupação com a segurança dos pontos controlados pela contravenção, e buscava arregimentar nacionais que trabalhassem como seguranças da área. Quanto ao homicídio, as imagens das câmeras de segurança adjacentes ao local foram exaustivamente analisadas, e pôde-se perceber queFernando, aparentemente, sofreu uma emboscada, eis que estacionou o veículo em que estava, um Fiat/Mobi, de cor branca e placas, na Rua Caruso, bem à frente do local em que posteriormente se dirigiu. Segundo a autoridade policial, Fernando iria até a casa de um advogado que assumidamente presta (ou prestava) serviços para a contravenção, entregar a parte do quinhão que lhe cabia. O tempo em que a vítima permaneceu aguardando para ser atendida, em frente à portaria do prédio, foi suficiente para que veículo VW/GOL adentrasse à Rua Caruso, sendo que, uma vez identificado o alvo, desembarcaram dois nacionais pelas portas traseiras, portando fuzis, e dispararam contra Fernando, seguindo na direção da Rua Haddock Lobo. Conclui-se que, para a empreitada criminosa, fora utilizado um veículo “clonado”, o que faz parte do modus operandi quando se trata de homicídios executados por grupos de extermínio, que via de regra prestam serviços mediante paga, mormente para a contravenção. A análise das câmeras do local do crime revelou, ainda, que no veículo da vítima havia dois homens que aparentemente portavam armas de fogo, e que desembarcaram e correram, tão logo iniciaram-se os disparos. Ambos os suspeitos tinham anotações relativas a jogos de azar, em razão de estarem exercendo as funções de segurança de um galpão, onde estaria “ocorrendo uma reunião entre contraventores, milicianos e policiais” Um deles, ouvido foi ouvido em sede policial no dia 17/04/2023, relatou ser amigo da vítima fatal há cerca de sete anos. Disse que a acompanhava “todas as quartas feiras do mês”, quando “iam até um depósito de bebidas”, apesar de negar ter ciência do que Fernando fazia, já que somente “ele era quem descia do veículo”. Relatou receber de cem a duzentos reais por diária trabalhada, e confirmou que o telefone que foi encontrado e apreendido no banco traseiro do veículo em que estava a vítima, é de sua propriedade. Também foi ouvido o outro ocupante do veículo, no dia 19/04/2023, tendo relatado que Fernando o ligava com frequência, para que ele, juntamente com o comparsa que estava no carro, pudesse o acompanhar em saídas pela Zona Sul deste município, ocasiões em que Fernando conversava com apontadores do jogo do bicho e depois retornava para o veículo” Relatou ter ciência de que a vítima trabalhou para a contravenção, contudo, disse não saber se ainda possuía esse vínculo. Ele ainda deu outra versão para o encontro com o advogado alegando que todos iriam para o município de Niterói, “comprar peixes para a semana santa”. A investigação mostra que houve vigilância e monitoramento àvítima ocorrida no dia 05/04/2023 – um dia antes da sua morte -, ambos os homens que estavam no carro eram seguranças da vítima. Nesta data (05/04/2023), a vítima e um outro contraventor já estavam sendo acompanhados pelo grupo rival, sendo Fernando morto no dia seguinte (06/04/2023), e o contraventor pretenso alvo do atentado ocorrido no dia 14/04/2023, que acabou por vitimar seu filho. O advogado citado

Relatório do caso Marielle cita estudo que denuncia que PMs faziam operações em favelas para abrir caminho para a ocupação do TCP e da milícia. Moradores denunciaram que eram abordados por policiais para saber qual facção eles apoiavam e quem declarasse CV eram entregues para ser mortos

No relatório sobre a investigação sobre o caso Marielle Franco, a Justiça cita um trecho do estudo “Expansão das Milícia” feito pelo GENI/UFF que cita existência de denúncias de que policiais estariam realizando operações a fim de abrir caminho para a ocupação de territórios pelas milícias e pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Relatam as denúncias que, em alguns territórios, o TCP teria se aliado a milícias para conquistar territórios para a venda dedrogas com a ajuda da polícia. Segundo alguns relatos encontrados, num território em disputa entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro, agentes policiais estariam abordando os moradores que transitavam na localidade para os interrogar sobre qual facção eles apoiavam e entregando aos criminosos do TCP, para serem executados, aqueles que declarassem apoio ao CV. Houve um relato de relato de parceria entre milícia e Polícia Militar para a ocupação de um condomínio do Programa Minha Casa, MinhaVida que ilustraria perfeitamente esse tipo de favorecimento político-coercitivo e sua indissociabilidade com os processos de formação das bases econômicas para a reprodução das milícias Em uma unidade na zona oeste da cidade, a milícia passou a dominar o conjunto do MCMV por conta de um cabo da PM que se tornou síndicoe tornou a milícia local um ente permanente da administração condominial. Segundo relatos, o policial expulsou diversos moradores, se apropriou dos apartamentos e os vendeu com “contratos de gaveta” providenciados pelos milicianos. Em uma outra unidade, após um um confronto com os membros do Comando Vermelho, os traficantes retomaram o território. No mês seguinte, algumas denúncias alertavam que os milicianos estavam recebendo suporte do BPM local, no intuito deexpulsar o Comando Vermelho da região. Segundo relatos, os policiais chegaram inclusive a transportar os milicianos para pontos estratégicos dentro dos veículos blindados do batalhão. Após nova expulsão dos traficantes, moradores denunciaram que os milicianos passaram a contar com o apoio direto dos policiais militares para realizar suas cobranças e que estes também mantiveram uma viatura da PM na portaria do condomínio em tempo Integral FONTE: Relatório da Polícia Federal no caso Marielle disponível no site do STF

Chefão da Cidade de Deus (CV) montou esquema de lavagem de dinheiro em estados fora do RJ onde ficou preso que tinha como laranjas até advogados de Fernandinho Beira Mar

Inquérito policial aponta para suposta prática de lavagem de dinheiro perpetrada pelos integrantes do Comando Vermelho, associação criminosa para o tráfico atuante na comunidade da Cidade de Deus. Foram apurados diversos atos cartorários realizados por Ederson José Gonçalves Leite, vulgo Sam, líder da facção na Cidade de Deus, e por seus procuradores e pessoas do seu relacionamento, nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Rondônia, locais em que o bandido esteve aprisionado em estabelecimentos federais. A partir disso elaborou-se relatório de análise de vínculos criminais, familiares, empresariais, imobiliários, procuratórios e de visitação penitenciária, no qual foi possível verificar o modus operandi da organização criminosa na ocultação e dissimulação de capitais provenientes do tráfico de drogas. Um homem nomeado procurador de Sam foi Sócio Administrador de de um posto de gasolina , cuja sociedade era composta por familiares, entre eles advogados do megatraficante Luiz Fernando da Costa, vulgo Fernandinho Beira-Mar e de Marcos Marinho dos Santos, vulgo Chapolin, também integrantes do Comando Vermelho. Sam nomeou uma mulher como sua procuradora para cuidar das questões envolvendo seu casamento e, por óbvio, as questões patrimoniais dele decorrente, apesar do bandido manter uma união estável com outra. Conforme resposta do 3º Serviço Notarial de Mato Grosso do Sul/Campo Grande, um cunhado de Sam. era sócio de uma empresa fornecedora de sinal de internet. Essa firma presta serviço de internet dentro da Comunidade dominada por Sam e seus comparsas, Verificou-se ainda que um sobrinho de Sam é ligado a uma empresa de comércio de alimentos (um açougue), que tinha um capital social de R$ 20,000,00. A empresa era de fachada para emissão de notas fiscais e movimentação financeira da quadrilha investigada, eis que sequer declarava qualquer transação, lucros e dividendos etc. A sociedade movimentou R$ 522.666,74 em transações financeiras com notas fiscais que alcançaram a soma de R$522.666,74. O relatório aponta ainda um imóvel na Taquara em nome de uma ex companheira de Sam, adquirido pelo valor de R$ 350.000,00. O A ex-mulher do criminoso ainda seria proprietária de um bar e restaurante, , com capital social de R$ 10,000,00. No mesmo endereço do imóvel funcionaria uma outra empresa. O local foi usado para dezenas de transações e aquisições de bens. Sam também adquiriu um imóvel em Senador Camará no valor de R$ 100 mil, colocado em nome de uma outra ex-mulher dele. A filha de Sam registrou ainda em nome de outras pessoas, um imóvel no Mato Grosso do Sul onde o traficante ficou preso. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

DENÚNCIAS QUE CHEGARAM NA POLÍCIA TRAZ DETALHES SOBRE O FUNCIONAMENTO DO TRÁFICO NA VILA CRUZEIRO (CV): ESCONDERIJOS DE BANDIDOS, REGRAS PARA CAMPANHA POLÍTICA, INFLUÊNCIA NA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES, CEMITÉRIO CLANDESTINO, BARRICADAS, MATUTOS, BAILES FUNK, FEIRÃO DE DROGAS, INTERNET DO CRIME, DESRESPEITO A MORADORES, ENFERMARIA, BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS E COMUNIDADES, EXPULSÃO DE MORADORES, VENDA DE CARGAS ROUBADAS, ETC

A polícia do Rio recebeu nos últimos anos diversas denúncias sobre o tráfico na comunidade da Vila Cruzeiro, que compõe o Complexo da Penha. As denúncias mostram como funcionaria o crime em um dos quarteis generais da facção criminosa Comando Vermelho. Uma delas descreve a realização diária e em todos os horários, um feirão de drogas que ficam expostas em uma banca com os traficantes gritando e anunciando a venda de entorpecentes. Armados, os bandidos ameaçam e coagem moradores e param veículos que eles não conhecem. Tendo operação, eles fogem pulando muros e lajes das casas. A venda de drogas ocorreria, por exemplo, próximo da antiga base da UPP Parque Proletário, os bandidos usando pistolas e fuzis traficam crack, maconha, cocaína e loló, incluindo menores de idade. Há informes de barricadas de concreto, latões de lixo e ferros por várias vias. O chefão do tráfico local, vulgo Doca ou Urso, só costuma ser visto aos finais de semana quando ocorre o famoso Baile da Gaiola.Um de seus esconderijos era uma casa branca, cercada por vários bandidos armados. Um outro é um imóvel de dois andares com portão e grades pretos onde haveria uma lona de piscina pendurada para dificultar a visão para dentro. Outro líder do crime na favela, Pedro Bala, costumava se esconder na residência da namorada que fica rodeada de seus seguranças armados.Vários traficantes de outras localidades dominadas pelo CV buscam refúgio na Penha como DT, que comanda a Kelsons, que também fica na Penha, e Faustão, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Informações de que bandidos do Jacarezinho e do Complexo da Maré também circulam pelo local. Outro que tinha esconderijo na Vila Cruzeiro era o falecido Piranha do Castelar, em Belford Roxo, que ficava em um prédio de três andares com 15 comparsas armados com fuzis e granadas. O bandido tinha um comércio de quentinhas na favela usado para lavar o dinheiro do tráfico. Criminosos de outros estados também escolheram a Vila Cruzeiro para se esconder. Um deles era oriundo de Manaus que ganhou queima de fogos e baile funk pelo seu aniversário. Quem também andou por lá foi o criminoso capixaba Marujo. Ele possuía vários veículos e vinha semanalmente ao Rio buscar armamentos e drogas. O transporte era feito por Uber. Marujo era matuto e atuava no envio de armas pesadas como fuzis, além de drogas em grande quantidade. Por ser da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), ele se aliou ao CV para atacar o PCC. Como forma de demonstração de poder, os bandidos da Vila Cruzeiro teriam expulsado o ponto final de duas linhas de ônibus para montar uma boca de fumo com menores armados e ainda instalou barricadas. Bailes funks são realizados com dezenas de criminosos armados com fuzis traficando drogas, inclusive lança perfume. Tem evento que começa no fim da noite e vai até as 10h e as vias ficam interditadas com barricadas. O som é altíssimo e as músicas fazem apologia ao crime e a sexo. Outro ponto de venda de drogas, traficantes armados e olheiros vigiando fica perto da estação do BRT e também próximo do Parque Shangai. Os traficantes da Vila Cruzeiro fazem uso de uma empresa de internet e TV a cabo clandestina e impõem esse serviço aos moradores.Os bandidos cortaram os cabos das operadoras legalizadas e impediam os funcionários de fazerem os reparos para que as pessoas usem o serviço clandestino deles. Criminosos baleados costumam ser atendidos na própria favela com auxílio de enfermeiras. Os locais ficam sob vigílias de olheiros armados com pistolas e munidos de radiotransmissores. Há traficantes que instalaram câmeras em suas moradias para monitorar quem entra e quem sai. Quem também estaria na Vila Cruzeiro é uma criminosa conhecida como ‘Princesinha do tráfico’, que era proprietária de uma loja de moda íntima. Ela seria cunhada do traficante DT da Kelsons. Haveria na localidade da Vacaria um cemitério clandestino do tráfico de drogas. Os criminosos da favela são suspeitos de diversos homicídios em que as vítimas são esquartejadas e têm os corpos incendiados. Entre as vítimas estavam três rapazes que foram até o local tentar resgatar um veículo. O traficante Doca aliciaria menores de 12 anos para entrar para o crime, segundo denúncias. Em uma verdadeira fortaleza, com muro de pedra e portão de chapa branca, vivia o contador da quadrilha, conhecido como Fred, que também atua como matuto (fornecedor) vendendo armas e munições importadas para diversas comunidades. O suspeito seria muito discreto no seu dia a dia. A mansão pertencia a um chefe do tráfico local que, após ser preso, migrou para a comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. Fred venderia munições oriundas do Paraguai para Rocinha, e localidades de Bangu, Niterói e São Gonçalo. Ele também faria encomendas de cargas de maconha e cocaína. Doca teria ordenado através de seu filho que apenas um candidato poderia fazer campanha política na comunidade. Quem descumpre a regra poderá sofrer punições severas. Os criminosos teriam executado um homem chamado Felipe que havia matado a facadas sua esposa Juliana. Os traficantes não têm nenhum respeito pelos moradores. Eles fazem o uso de drogas na frente de crianças e jogam a fumaça da maconha no rosto das pessoas. Há relatos de bandidos circulando de motos e carros roubados e de informes que poderão atacar as bases das UPPs. Denúncias apontam que, por ordem do tráfico, integrantes de uma mineradora estariam expulsando moradores de uma área particular com restrições ambientais. Os criminosos ameaçariam os proprietários e realugariam os imóveis para outras pessoas. Houve denúncia também que a associação de moradores local estava em conluio com os traficantes. O representante era braço direito de Doca e foi o bandido quem teria determinado sua eleição. Atua também no local um traficante que foi o responsável pelo sequestro e morte de um policial civil e de um bombeiro. Esse bandido, junto a um comparsa, vende gelo nos bailes funks e os comerciantes só podem comprar com eles. Esse criminoso ainda vende diplomas do ensino

Investigação mostra o quem é quem da milícia alvo de operação ontem. Escutas mostram planos para morte, homicídio de líder, negociação para compra de armas, encomenda de roubos de veículos, pagamento de propinas a PMs e policiais e uso do sistema da Civil para descobrir investigações com grupo. Um dos milicianos negociou até com coronel. VEJA OS DETALHES

Veja o quem é quem na milícia que agia na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, que foi alvo ontem de operação do Ministério Público Estadual. A reportagem teve acesso a trechos de escuta que mostram conversas sobre pagamento de propinas a PMs e policiais civis, negociação de armas, encomenda de roubos de veículos, informações sobre operações policiais e uso do sistema da Polícia Civil para descobrir investigações sobre os milicianos., Negão – Exerceu função de liderança, até o final do ano de 2021. Após o desligamento desse grupo criminoso, passou a fazer parte da “Milícia do Zinho”, que atua em outras localidades da Zona Oeste.Negão foi identificado no início das investigações, porquanto, de acordo com um relatório formulado pela CSI/MPRJ (Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro), ele teria sido alertado, no dia 09 de junho de 2021, por um policial militar lotado no BOPE, sobre uma incursão policial de agentes do batalhão especial na comunidade Bateau Mouche, o que fez com que o miliciano avisasse seus comparsas, determinando que se escondessem. No período de 1 ano e 4 meses, Negão foi o responsável pela milícia da comunidade Bateau Mouche, envolvendo a prática de crimes de cobranças de “taxa de segurança” mediante o crime de extorsão. Após esse período, Negão, ao saber que milicianos da área em que atuava estavam planejando sua morte. Em uma escuta, ele disse que Evaristo estava tramando sua morte e que “Panda” deu o aval para isso acontecer. A partir daí, passou a integrar a milícia do “Zinho. Ele “aceitou o convite da rapaziada do “Ecko” e do “Zinho”” para administrar a localidade de Guaratiba. Júnior – foi executado poucas semanas antes do oferecimento da Denúncia. Tratava-se de líder da milícia, que dominava as comunidades do Bateau Mouche, Campinho, Chacrinha e Praça Seca/RJ. Tendo sucedido a Negão na liderança da milícia. Ocupou a posição de liderança, pelo menos entre dezembro de 2021 até a data de sua morte, em setembro de 2023. Registre-se terem sido obtidas fotografias de julho de 2022, por meio da quebra de dados da conta as quais são referentes a listas e planilhas relacionadas ao controle da cobrança de taxas realizada pela milícia. Além de imagens diretamente ligadas aos irmãos Braga (“Carlinhos Três Pontes”, “Ecko” e “Zinho”). Mencionem-se, ainda, as fotografias de diversas armas, munições e materiais bélicos, produtos esses utilizados pelo grupo criminoso em suas “tarefas” rotineiras.Leleo ou Panda – era um dos líderes do grupo e responsável por ordenar execuções de indivíduos e distribuir cargos de gerência dentro da organização criminosa.Nesse sentido, inclusive, os dados obtidos demonstram que Leleo “nomeou” Júnior como sucessor como Negão na “direção” da milícia do Bateau Mouche. Leleo determinou a execução de Negão por meio de Júnior. Seita ou Ceta – foram identificadas conversas dele em que há sinais da manutenção de estreita ligação com policiais militares, com o objetivo de intermediar a relação desses com os criminosos. Há conversas dele com dois capitães, um coronel e um tenente. Ele se intitulava amigo do 2L ou Panda. Na quebra de dados de suas contas, também foram obtidas imagens relativas a armas de fogo, acessórios ou munições: Federal ou Mano – irmão de Júnior. Era homem de confiança do líder, tendo sido determinada sua participação em importante reunião criminosa. Seu irmão falou em um áudio que é na Baixada. Fala ainda que o “cara” não falou onde é, pois o “cara” é “mundial” (“possivelmente algum miliciano bastante conhecido e relatou ainda que virá 2 (dois) “carteiras” (possivelmente policiais) amigos do “cara” buscá-los e o pessoal no meio do caminho. Os “carteiras” irão conduzi-los até o local de encontro. Júnior ainda disse que os garotos ficarão lá (Baixada), fala que Telmo deve ir junto também Júnior disse que Negão da 18 (PM) irá com eles e poderá levar um amigo (possivelmente policial). Júnior disse que “ele” (possivelmente o miliciano da baixada) irá falar umas “paradas” (conversar) e explicou ainda que era para Federal ir também. Negão 18 – policial militar tendo sido denunciado perante o juízo da Auditoria Militar. Assim, as mensagens analisadas pela investigação demonstram que Federal também mantinha ligações com policiais, de forma a intermediar relação entre esses e o grupo miliciano. Também há elementos que indicam a sua amizade com Ceta Merece destaque a conversa mantida entre Federa e Júnior sobre valores de armas de fogo, a serem adquiridas pelo grupo: Telmo – integrante da milícia que atua nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências. Há indícios de sua atuação como auxiliar de Júnior. Trata-se de pessoa de confiança dele e foi identificado como responsável por realizar e gerenciar as cobranças das taxas devidas ao grupo criminoso e, ainda, resolver questões decorrentes do pagamento de propinas a policiais militares. Há conversas entre Telmo e Júnior em que citam um possível miliciano de vulgo “Semente. Júnior pediu a Telmo avisar lá (provavelmente aos comparsas) para começarem cedo. Telmo perguntou se pode cadastrar na frente do “bt” (possivelmente cadastrar moradores que residam em frente a comunidade do Bateau Mouche), o que é prontamente autorizado por Júnior.Além de merecer relevo as conversas relacionadas ao pagamento de propinas a policiais militares e civis. Em uma delas, Telmo disse que irá pagar aquele “pessoal”, complementa que “eles” mandaram mensagem falando um “monte”. Em outro áudio, Telmo disse para Júnior que irá fazer isso mesmo, irá pagar um pedaço de 1 (um) e um pedaço da outra, não irá sobrar nada. Telmo complementoou que os “caras” estão perturbando demais, diz que já está com nojo desses “caras”. Em seguida, Telmo falou que o “cara” da Patamo não lhe respondeu hoje, e o “cara” do GAT “entrou para dentro” de Telmo falando um monte de besteira. O miliciano menciona que já falou com o GAT de amanhã. Em mais uma escuta, Telmo falou que foi na Albano (rua), conforme pedido de Júnior, porém ninguém abriu a porta. Telmo falou ainda que precisa ir durante o dia para recadastrar (possivelmente os

Investigação antiga sobre a milícia de Zinho revelou que quadrilha tinha contato na PF e que favela em Santa Cruz iria ser invadida pelo CV

Milicianos ligados a Zinho tinham um contato na Polícia Federal para passar informações privilegiadas sobre operações. A descoberta veio em uma interceptação telefônica de uma investigação feita há dois anos contra a quadrilha em que o paramilitar André Boto faria a intermediação entre Latrell e Japão que teria esse contato com da PF. A mesma investigação descobriu um plano da facção criminosa Comando Vermelho de invadir a comunidade do Rodo, em Santa Cruz, dominada pela milícia do Zinho. A localidade iria receber reforços dos ‘ moleques de Curicica’ para conter o ataque sendo que eles levariam armas longas (tipo fuzis) para preservar o território que estaria sob risco. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

MARRETA NEGOCIOU COMPRA DE 20 FUZIS DE DENTRO DE PRESÍDIO FEDERAL COM OUTROS CHEFÕES DO CV. VEJA TRECHOS DE ESCUTAS FEITAS PELA PF. “QUAL É A MERCADORIA MAIS FORTE?” “E UMA ARZINHA E UMA M4ZINHA TÁ QUANTO?”

Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça pela Polícia Federal revelam que o traficante Luís Cláudio Machado, o Marreta, um dos líderes do Comando Vermelho, mesmo preso, estaria articulando a compra de pelo menos 20 fuzis junto a outros integrantes da organização criminosa, entre eles Luiz Claudio Serrat Correa, vulgo “Claudinho CL”, Robson Aguiar de Oliveira, vulgo “Binho do Engenho”, Alex Marques de Melo, vulgo “Léo Serrote”, e Marcio dos Santos Nepomuceno, vulgo “Marcinho VP”. As interceptações são de setembro quando Marreta ainda estava em penitenciária federal fora do RJ. Atualmente, ele está em Bangu 1 Inicialmente, seriam fuzis AR15 e Ruger e, posteriormente, maiores calibres, para o domínio e expansão territorial, no intuito de fortalecer e expandir a organização criminosa, com o emprego de violência e material bélico então adquirido. Veja trechos “…A minha pergunta é: qual é a melhor mercadoria forte do momento lá Serrat?” Neste trecho, o interlocutor busca saber sobre novos armamentos de grosso calibre disponíveis para aquisição em sua região. Luiz Claudio Serrat Correa “…Não, só conheci ele como Alan. Ae, tá fortão o maluco. Ae, ele tem tudo e aí se você pega com ele, ele te dá enxada, vassoura, picareta, martelo.” Luiz Cláudio Machado “É mesmo?” Luiz Claudio Serrat Correa “Pra você, cada bahia” Luiz Cláudio Machado “Pra se proteger, né?” Luiz Claudio Serrat Correa “Aí faz a fila lá no portão daquele jeitão, pega com ele ali. Não é ruim as coisas dele, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Entendeu!” Pelo contexto, depreende-se que Marreta estaria interessado em adquirir armamentos pesados objetivando resguardar sua área de atuação, relacionada ao controle de tráfico de drogas Luiz Cláudio Machado “Ae, Cláudio. Trabalhar com uma mercadoria com teor, com teor forte, é outra coisa, né Cláudio.” (quando fala em teor forte”, refere-se ao calibre do armamento. Mais destrutivo, mmaior “teor”) Luiz Claudio Serrat Correa “Então, Nenzão, se você chega lá agora, você consegue a diferenciada, a diferenciada, vai sobressair, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Diferenciada, entendeu!” Luiz Claudio Serrat Correa “Aí, né…preço bom, qualidade boa, já era é mole, entendeu?” Aqui, Marreta é informando que voltando para o estado do RJ, conseguirá armamentos diferenciados e sobressair-se-á. Luiz Cláudio Machado “Tá doido, Cláudio. E uma ARzinha? Uma AR? Um M4zinho tá quanto, Cláudio?” Referindo-se abertamente aos fuzis americanos tipo AR e M4. NI (ao fundo) “Tá cemzinho…” Luiz Claudio Serrat Correa “Setenta e cinco, agora os AR 75, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Tá. É mais jogo comprar ARzinha ou M4, né Cláudio?” Neste trecho, Marreta especula preço de armamentos de alto poder bélico e menciona qual tencionaria adquirir ilicitamente. Luiz Cláudio Machado “E essa tabela que tá aí, cem, cento e tal, eu pra mim, pra mim, eu deixo mais lucro comprar AR15, comprar Ruger, entendeu? Leva a mal não, Cláudio. Cento e pau, Cláudio? Aí quando aparecer um FAL, um fechar com 70, 80, pagar em duas vezes, aí vou desenrola aí, vai indo, né não Cláudio? Ao ser informado sobre os preços de armamento praticados no mercado ilícito, Marreta menciona suas preferências para compra: Ruger (outra fabricante de armamento, sendo popular o fuzil AR556, cal. 5.56mm) e FAL, além de como irá quitar os valores. Luiz Cláudio Machado “Aparecendo cinquenta, o Ruger, o AR, eu vou cair pra dentro, viu?” “Ae, tá escutando? Ô Binho aí aparece um cara lá com dez, a quarenta, dá quatrocentos mil, entendeu? Desenrolo com ele, desenrolo com ele…” “Desenrolo com ele, dou a metade, duzentos, aí no final com ele aí no final pelo menos dar uma parcelada, de quatro prestação de cinquenta, já fico com dez Ruger ou dez AR, entendeu Serrote?” “ Verdade, eu tô falando que se ele quiser, assim que tiver com dez AR, eu tô caminhando, tá ouvindo, aí eu falo com ele pra comprar por cem pra ele e parcelar quatro de cinquenta eu fecho rápido, entendeu? Já fico com dez AR.” “Verdade, mas na situação que tá, os calibre grosso, isso aí vai ser lá pra frente, quando eu estiver tranquilo, aí eu posso comprar um ou dois naquele esquema, aí eu vou fechar. Mas antes disso eu vou ficar na lutinha mermo, com os AR e com os Ruger, entendeu Léo?” Neste trecho, fica mais explícito os anseios e planos de Marreta em adquirir armamentos pesados ao voltar para o estado, inclusive eventual forma de pagamento. Luiz Cláudio Machado “Eu gosto sim de calibre grosso, mas do jeito que tá o mercado lá em cima, oxe, pra mim vai cair igual a os Rug , umas R, eu fico de boa, entendeu?” Embora Marreta prefira calibres maiores, em razão do alto valor pedido, contentar-se-á com armamentos “menos pesados”. “Ô Binho, porque eu acho que tu sabe que o fuzil dá respeito pra área. Os oficial não gosta disso, né Leo?” Neste trecho, Marreta menciona o motivo de buscar armamentos “Impor respeito em sua área de atuação”. Demonstrar força. Luiz Cláudio Machado “Leo, cento e cinquenta o G3, aí me vem o Cabelinho, tá com seis AR, querendo cinquenta, cinquenta e cinco, eu vou comprar os AR, tá ligado, Leo?” Novamente Marreta explicita qual armamento comprará ao retornar ao RJ. Luiz Cláudio Machado “O meu cardápio eu posso falar com o Dinho, né?” Robson Aguiar Oliveira “É isso, mas ae…o Xadrez também vai te botar no caô, né?” Luiz Cláudio Machado Não, ae, então eu posso passar pro Xadrez que ele resolve, né?” Neste trecho, Marreta buscaria se cientificar com quem deverá entrar em contato para conseguir o seu “cardápio” de armamentos.” Ressalta ainda a Polícia Federal que nos áudios degravados pelo DEPEN, há advogado integrando a facção criminosa e executando comandos emanados pelos presos em presídios estaduais bem como repassando ordens aos demais integrantes da orcrim: “Mareta “O meu cardápio eu posso falar com o Dinho né?” Rao10 “É isso, mas ae…o Xadrez também vai te botar no caô, né?” Marreta “Não, ae, então eu posso passar pro Xadrez que ele resolve, né?” Rao “Escuta só, o advogado que compra as coisas

Investigação aponta hierarquia em comunidades do CV em Meriti. Bandidos exploram serviços como TV a cabo e internet, impedem o trabalho de empresas legalizadas e mandam do Complexo do Chapadão

Investigação revela a hierarquia do tráfico em comunidades do Comando Vermelho em São João de Meriti como Carrapato, Gogó, Beira Rio e Vila Rosali. O líder destas localidades é um traficante de vulgo Gato, que passava as ordens por videoconferências. Ele está evadido do sistema prisional desde 2019. O frente das comunidades é um bandido conhecido como Coxinha. Outro frente é SG. Abaixo deles está Manga, que exerce a função de recolher os lucros das bocas de fumo, além de ser o gerente da boca da Igrejinha junto com Teleco e GB (da maconha). Tem também Macumbinha, gerente da boca do Cruzeiro. Vitão é gerente da boca do Vasco no Gogó. O bando explora outros serviços como internet, TV a cabo e telefonia. Existe a ordem de Gato para que empresas prestadoras de serviço legalizadas não entrem nas comunidades. Os bandidos fazem abordagens a técnicos destas firmas impedindo seus trabalhos e ainda roubam seus equipamentos. Há relatos de que o dono das bocas de fumo e os seus gerentes ficam no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. As drogas vendidas em Meriti são trazidas por mototaxistas diretamente do Chapadão. Há ainda os vapores Xeroso, Meleca,, D9, Flamengo, Steve Outro que faz parte da quadrilha é Kim que atribui os preços das drogas e Tayão, que é segurança. FONTE: Polícia Civil.do Rio de Janeiro

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