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jogo do bicho

Preso ex-PM que era segurança do bicheiro Capitão Guimarães

A Polícia Federal prendeu ontem um ex-policial militar da equipe de segurança do bicheiro Capitão Guimarães. Ele foi pego em uma academia de ginástica localizada no bairro de Icaraí, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Deveraldo Lima Barreira foii condenado por associação criminosa armada e corrupção ativa. Ele teve um mandado de prisão condenatório expedido pela 2ª Vara Federal Criminal de Niterói dia 22 de fevereiro. Deveraldo, que é conhecido como Barreirinha, chegou a ser preso em 2023, mas a investigação foi anulada pela Justiça. FONTE: Portal dos Procurados do Disque Denúncia

Caçado pelas autoridades por envolvimento em homicídios ligados a contravenção, ex-PM Sem Alma também responde por mortes em intervenção policial

Veja a ficha criminal do ex-PM Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, suspeito de envolvimento em diversos homicídios, todos cometidos em atividade de grupo de extermínio, decorrentes de disputa de poder e de territórios, visando a exploração de atividades ilícitas. 059-03267/2015 (Disparo de Arma de Fogo (Decreto Lei 3.688/41), 061-01904/2015 ( Artigo 129, caput, C/C Art. 25, ambos do Código Penal – Lesão Corporal Decorrente de Intervenção Policial), 059-05843/2021 (Artigo 121 n/f do Artigo 123, Inciso II, do CP- Morte por Intervenção de Agente do Estado), 060-04116/2021 (Art. 121 c/c Art. 23, II, do CP- Morte por Intervenção de Agente do Estado Autor), 060-04137/2021 (Artigo 121 §2º inciso VII do CP- Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo – Tentativa), 901-01042/2022 ( Artigo 121 do Código Penal. Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo), 901-01046/2022 (Artigo 121, § 2º, incisos I, IV e VIII, c/c 29, ambos do Código Penal – Homicídio Provocado por Projétil de Arma de Fogo),901-00747/2023 – Apreensão (outros), ]901-00748/2023 – Apreensão (outros). Sem Alma tinha em seu poder munições extraviados da Polícia Rodoviária Federal e Ministério do Exército ilegalmente, pois de acordo com o descrito pela Companhia Brasileira de Cartuchos, tais munições apreendidas foram adquiridas e encaminhadas aos mencionados órgãos. FONTE: Relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro disponível no site jurídicio Jusbrasil

MP e polícia detiveram cerca de 50 pessoas e fecharam pontos de jogo do bicho de Rogério Andrade

O Ministério Público e a Polícia Civil fecharam dezenas de pontos de jogo do bicho, em vários bairros da Capital controlados pela organização criminosa liderada por Rogério de Andrade, que está preso. Além de grande quantidade de material apreendido na operação Safari, foram detidas 50 pessoas. Os locais de jogo foram levantados após trabalho de investigação e de Inteligência desenvolvido pelo MPRJ. A operação de hoje teve sua gênese no mapeamento de pontos do bicho pertencentes a Rogério de Andrade, cuja organização criminosa persiste em suas atividades ilícitas. A ação estratégica permitirá seguirmos o rastro do dinheiro do bicho. A CSI/MPRJ Mobilizou 50 viaturas e 100 agentes para a operação FONTE: Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro

Investigação da década passada revelou um pouco da atuação de Piruinha na contravenção

Uma investigação da década passada revelou que José Caruzzo Escafura, vulgo Piruinha, era exlorador original de jogo ilegal nas áreas dominadas pela quadrilha, havendo menção ao seu domínio em diversos dos diálogos interceptados, comprovando sua ascendência sobre os demais. O bicheiro morreu ontem aos 95 anos. Além disso, havia provas de que uma parte do lucro obtido com a exploração de jogo seria destinada a Piruinha, o que evidencia sua participação no resultado da empreitada criminosa. A quadrilha era acusada de crimes de contrabando, crime contra a economia popular, relacionado à exploração de máquinas caça-níqueis e lavagem de dinheiro. Seu filho, Haylton, um dos integrantes do bando, foi assassinado por integrantes do Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel que estava a serviço de contraventores. O bando de Piruinha explorou ilegalmente jogo de azar por meio de máquinas caça-níquel, adulterando-as e até viciando de maneira a lesar em massa os apostadores, reduzindo e até eliminando a chance de ganho para que o lucro da organização seja maior. Assim agindo, praticaram estelionato coletivo capitulado como crime contra a economia popular. Piruinha agia desde 1975. Seu grupo introduziu peças (noteiros) importadas ilegalmente para montagem de máquinas caça-níquel em áreas de exploração da quadrilha. Ficou comprovado um ingresso de contrabando de placas por via aérea. Piruinha quando esteve preso no Presídio Vieira Ferreira Neto junto de outros integrantes da cúpula do jogo do bicho na década de 1990 teve regalias e facilidades em troca de propinas para o então diretor da unidade e de agentes penitenciários. Os contraventores tinham saídas extras e irregulares bem como outros privilégios como uso de aparelhos telefônicos, ingresso de visitas fora do horário regulamentar inclusive para pernoite, realização de churrascos, entrada a qualquer dia ou hora de bebidas alcoólicas, mulheres, comidas entregues diariamente a eles. Além da corrupção do aparato policial, a cúpula da contravenção era acusada de homicídios no contexto de grupo extermínio de forma a criar um verdadeiro império paralelo. FONTE: Informações tiradas do site do Tribunal.de Justiça do Rio de Janeiro

Primeiro preso pela morte de Fernando Iggnácio já havia dito que comparsas haviam fugido para o Paraguai. RELEMBRE DETALHES DO CRIME

O primeiro dos envolvidos no assassinato do contraventor Fernando Iggnácio que foi preso, Rodrigo da Silva das Neves relatou em 2021 que os comparsas foragidos haviam fugido para o Paraguai. Quase quatro anos depois, o último dos suspeitos que estava solto, o ex-PM Pedro Emanuel D´Onofre Andrade Silva Cordeiro acabou preso no país vizinho. Desde o o falecimento de Castor de Andrade (ano 1997), houve uma cisão na sua família decorrente da disputa entre os seus filhos e o seu sobrinho Rogério de Andrade pelo controle dos negócios ilícitos deixados, tendo ocorrido diversos homicídios ao longo de mais de 20 anos. Fernando Iggnácio e Rogério Andrade, respectivamente, genro e sobrinho do falecido contraventor Castor de Andrade, disputavam controle de pontos de exploração do jogo do bicho, videopõquer e máquinas caça -níquel, fato que teria dado ensejo à contratação de Rodrigo Silva das Neves, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, vulgo Farofa, Pedro Emanuel e seu irmão Otto para a execução do crime de homicídio de que foi vítima Fernando Iggnacio. Farofa já está morto. Segundo a investigação, o PM Araújo, responsável pela segurança pessoal de Rogério Andrade. foi o responsável por contratar, a mando do contraventor,, os demais criminosos para executarem o crime. Rodrigo e Ygor já haviam trabalhado como seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo patrono é Rogério de Andrade, que está preso apontado como o mandante . Registre-se que o fato da contratação dos executores por Araújo encontra respaldo em declarações prestadas por uma testemunha em sede policial. Neste diapasão, tem-se que o modus operandi, a natureza do crime, as circunstâncias em que se deram, a motivação, a quantidade e natureza do armamento apreendido (fuzis calibre 7,62 mm). O crime foi cometido através de emboscada, haja vista que os executores se colocaram em tocaia, de maneira camuflada com a extensa vegetação que ladeava o muro do heliporto, e escolhido de modo preciso o local e o momento em que ela estaria desprotegida. Além disto, foram utilizadas armas de alta energia cinética (fuzis calibre 7,62 mm), o que, indubitavelmente, demonstra a periculosidade em concreto da conduta imputada aos réus. No que tange aos executores, verifica-se dos autos a estrita vigilância mantida sobre a rotina da vítima, inclusive com a ida de dois dos acusados ao heliporto por ela utilizado a fim de estudar o local e certificar-se da localização do veículo da vítima, local em que seria alvejada, o que remete a um grupo integrado por indivíduos extremamente organizados, com alto poder ofensivo, cuja letalidade de suas ações pode ser verificada no resultado morte de Iggnácio. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação revela esquemão do jogo do bicho entre Espírito Santo, interior do RJ e SP

Investigações revelam a relação entre o jogo do bicho do Espírito Santo com o do Noroeste Fluminense e o Estrado de São Paulo Segundo a denúncia ofertada pelo Ministério Público as bancas de jogo do bicho situadas nos municípios de Vitória, Cachoeiro do Itapemirim e Itaperuna agiam diretamente interligadas, na seguinte forma: todas as “descargas” (apostas de risco) das bancas situadas em Vitória e Cachoeiro do Itapemirim eram direcionadas para a Banca de Itaperuna, que além de dar o suporte financeiro para as bancas capixabas, também seria a responsável pela difusão dos resultados decorrentes dos sorteios do jogo do bicho, tendo em vista que a mesma estava diretamente ligada ao Estado de São Paulo, de onde emanava os resultados para os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais”. Os envolvidos movimentavam uma grande quantidade de dinheiro. Um deles adquiriu a propriedade de 15 imóveis de alto padrão no montante de R$ 5.400.000,00 e três veículos, oriundos também da atividade do jogo do bicho e outros crimes como agiotagem. Eles lavavam dinheiro também em cavalos. O chefe da quadrilha seria proprietário de 112 animais, além de 3 cavalos em condomínio. fonte: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Polícia identificou 21 pessoas, entre elas muitos PMs, envolvidas com quadrilha de exploração de cigarros e jogos de azar que vem praticando homicídios no Rio. Descoberta veio a partir da investigação da morte de Marquinho Catiri. Suspeitos tiveram mandados de busca e apreensão contra eles e material recolhido teve o sigilo quebrado

O desdobramento das investigações sobre os homicídios do miliciano Marquinho Catiri e de seu segurança Sandrinho possibilitou concluir a relação destas mortes com a existência de uma organização criminosa atuante no comércio ilegal de cigarros e na luta pelo domínio de áreas para prática da contravenção de jogos de azar. Ao todo, pelo menos 21 pessoas, entre elas PMs fazem parte desta quadrilha. Quatro foram presos recentemente. O bando pratica diversos crimes dentre os quais homicídios de supostos rivais na exploração de jogos de azar e comércio de cigarros. A partir da quebra de sigilo telefônico dos indivíduos já identificados e denunciados, especialmente das contas de José Ricardo Simões e do PM Rafael do Nascimento, vulgo Sem Alma, foi possível o cruzamento de dados e identificação de mais integrantes os quais, de alguma forma, teriam contribuído para a ação criminosa. Os nomes dos citados foram divulgados no site do TJ-RJ bem como seus endereços. Após diligências feitas nos endereços, a polícia recolheu material (celulares, pendrives, HD’s, DVD’s, CD’s, computadores, Laptops, Tablets) e a Justiça determinou a quebra de sigilo de dados a fim de possibilitar o acesso irrestrito aos elementos de investigação. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

RELATÓRIO DA JUSTIÇA TRAZ DETALHES SOBRE NOVA GUERRA DA CONTRAVENÇÃO NO RIO (ATENTADOS, HOMICÍDIOS, CONEXÃO ENTRE OS CRIMES, PERSONAGENS, ENVOLVIMENTO DE POLICIAIS)

Relatório da Justiça traz detalhes sobre uma nova guerra entre contraventores que se instalou na cidade do Rio de Janeiro desde 2022 entre os bicheiros Bernardo Bello e Adilsinho. O documento traz detalhes de assassinatos e atentados e a conexão entre os crimes que vitimaram policiais e até um miliciano. O relatório também cita a participação de PMs na disputa. O HOMICÍDIO O assassinato de Fernando Marcos Ferreira Ribeiro em abril do ano passado na Tijuca visava a expansão criminosa da quadrilha chefiada pelo contraventor Adilsinho para dominar, tomando à força, os pontos de jogos do bicheiro Bernardo Bello. Na guerra pela expansão territorial visando tomar com violência extrema os pontos nas Zonas Sul e demais bairros do Rio de Janeiro , os homens ligados a Adilsinho agiam para dissuadir os gerentes e operadores do jogo ilícito chefiados pelo bicheiro Bello , ora realizando o monitoramento dos adversários para a sua execução, O homicídio foi praticado com recurso que tornou impossível a defesa da vítima, sendo certo que esta foi surpreendida pela ação dos executores que desceram do veículo e inopinadamente efetuaram os disparos fatais.. Fernando tinha diversas anotações criminais por delitos relacionados à contravenção. Em 2012, no procedimento 921-00278/2012, foi investigado por ser o locatário do imóvel em que funcionava um bingo, à Rua Maxwell, 174 – Tijuca, no interior do Esporte Clube Maxwell. Em 2013, no mesmo local, o bingo foi novamente fechado, e Fernando novamente se apresentou como responsável, tendo figurado, também, como depositário das MEPs, nos autos do procedimento 912-01731/2013. Em 2014, novamente, Fernando foi novamente investigado por reabrir o bingo no mesmo local, no Clube Maxwell. Foi autuado pela Corregedoria da PCERJ, nos autos do procedimento 020-03703/2014 Segundo a autoridade policial, a área de atuação da vítima, no bairro de Vila Isabel, era reconhecidamente dominada, à época, pela família Garcia, herança do capo Miro, o que provocaram diversas mortes no seio familiar, em razão de disputas entre aqueles que se consideravam legítimos herdeiros e Bernardo Bello que tomou para si a exploração do território, empregando, para tanto, a violência e a prática reiterada de homicídios de desafetos. A vítima recebeu uma mensagem em que ele, juntamente com todo o “pessoal damfirma”, terá que comparecer a um compromisso com um “político do Bernardo.] A investigação ainda identificou outra conversa na qual a vítima encaminhou uma foto pelo WhatsApp, com o título “Rota 15”, com vários endereços de “pontos” e contendo “códigos de operação” que comumente são utilizados para identificar máquinas caça-níqueis, sendo, ao total, 19 (dezenove) pontos situados na Zona Sul desta cidade. Outra conversa identificada possibilitou verificar que a vítima, Fernando, posiciona como o “Zero Três” da quadrilha, e manifesta preocupação com a sua segurança. Ainda, conforme apontado pela investigação, diálogos travados no final do mês de janeiro do ano de 2023 denotaram que a vítima demonstrava preocupação com a segurança dos pontos controlados pela contravenção, e buscava arregimentar nacionais que trabalhassem como seguranças da área. Quanto ao homicídio, as imagens das câmeras de segurança adjacentes ao local foram exaustivamente analisadas, e pôde-se perceber queFernando, aparentemente, sofreu uma emboscada, eis que estacionou o veículo em que estava, um Fiat/Mobi, de cor branca e placas, na Rua Caruso, bem à frente do local em que posteriormente se dirigiu. Segundo a autoridade policial, Fernando iria até a casa de um advogado que assumidamente presta (ou prestava) serviços para a contravenção, entregar a parte do quinhão que lhe cabia. O tempo em que a vítima permaneceu aguardando para ser atendida, em frente à portaria do prédio, foi suficiente para que veículo VW/GOL adentrasse à Rua Caruso, sendo que, uma vez identificado o alvo, desembarcaram dois nacionais pelas portas traseiras, portando fuzis, e dispararam contra Fernando, seguindo na direção da Rua Haddock Lobo. Conclui-se que, para a empreitada criminosa, fora utilizado um veículo “clonado”, o que faz parte do modus operandi quando se trata de homicídios executados por grupos de extermínio, que via de regra prestam serviços mediante paga, mormente para a contravenção. A análise das câmeras do local do crime revelou, ainda, que no veículo da vítima havia dois homens que aparentemente portavam armas de fogo, e que desembarcaram e correram, tão logo iniciaram-se os disparos. Ambos os suspeitos tinham anotações relativas a jogos de azar, em razão de estarem exercendo as funções de segurança de um galpão, onde estaria “ocorrendo uma reunião entre contraventores, milicianos e policiais” Um deles, ouvido foi ouvido em sede policial no dia 17/04/2023, relatou ser amigo da vítima fatal há cerca de sete anos. Disse que a acompanhava “todas as quartas feiras do mês”, quando “iam até um depósito de bebidas”, apesar de negar ter ciência do que Fernando fazia, já que somente “ele era quem descia do veículo”. Relatou receber de cem a duzentos reais por diária trabalhada, e confirmou que o telefone que foi encontrado e apreendido no banco traseiro do veículo em que estava a vítima, é de sua propriedade. Também foi ouvido o outro ocupante do veículo, no dia 19/04/2023, tendo relatado que Fernando o ligava com frequência, para que ele, juntamente com o comparsa que estava no carro, pudesse o acompanhar em saídas pela Zona Sul deste município, ocasiões em que Fernando conversava com apontadores do jogo do bicho e depois retornava para o veículo” Relatou ter ciência de que a vítima trabalhou para a contravenção, contudo, disse não saber se ainda possuía esse vínculo. Ele ainda deu outra versão para o encontro com o advogado alegando que todos iriam para o município de Niterói, “comprar peixes para a semana santa”. A investigação mostra que houve vigilância e monitoramento àvítima ocorrida no dia 05/04/2023 – um dia antes da sua morte -, ambos os homens que estavam no carro eram seguranças da vítima. Nesta data (05/04/2023), a vítima e um outro contraventor já estavam sendo acompanhados pelo grupo rival, sendo Fernando morto no dia seguinte (06/04/2023), e o contraventor pretenso alvo do atentado ocorrido no dia 14/04/2023, que acabou por vitimar seu filho. O advogado citado

Relatório da PF sobre morte de Marielle relembra disputa sangrenta pelo poder na família Garcia. VEJA OS CRIMES

O relatório da Polícia Federal sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes relembra o histórico da disputa sangrenta que ocorreu dentro da família Garcia, uma das principais expressões da contravenção no Rio de Janeiro. O documento lembra que a morte de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, em 28 de setembro de 2004, com seis tiros de fuzil quando saía de uma academia de ginástica em Jacarepaguá, desencadeou uma série de episódios sangrentos envolvendo pessoas ligadas à família e a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro do qual ele era patrono. Maninho era filho do membro da Velha cúpula do Jogo do bicho e presidente de honra do Salgueiro, Waldemir Garcia, o Miro, que morreu no mesmo ano por conta de problemas de saúde. A intrínseca relação entre a escola e a família Garcia tornou a agremiação uma importante peça no tabuleiro da disputa dos herdeiros de Maninho pelo seu espólio. Disputa essa que se tornaria uma verdadeira guerra, que demonstra, de maneira exemplificativa, notórios homicídios e tentativas vinculados à Acadêmicos do Salgueiro e ao Clã Garcia: Em 2007, o vice-presidente executivo da escola, Guaracy Paes Falcão PAES primo de Maninho, e sua mulher, Simone Moujarkianforam mortos a tiros em bairro da zona norte do Rio de Janeiro. À época, foi acusado o pecuarista Rogério Mesquita. Em 2008, Pedro Paulo dos Santos Fernandes, o Pedro Fú, irmão da já presidente da agremiação, Regina Celi, sofreu um atentado na porta da quadra da escola, ocasião em que levou oito tiros, mas sobreviveu; Em 2009, Rogério Mesquita foi assassinado a tiros de pistola em plena luz do dia, em Ipanema, bairro da Zona Sul da cidade. A principal suspeita recaiu sobre José Luiz Barros Lopes, o Zé Personal, então marido de Shanna Harrouche Garcia, filha de Maninho. Em 2011, Zé Personal morreu em um centro espírita no bairro da Praça Seca quando foi surpreendido por três homens encapuzados que efetuaram diversos disparos contra o bicheiro e seu segurança pessoal. A morte teria ocorrido pouco depois de Zé Personal ter demitido o ex-capitão Adriano da Nóbrega e este ter se aproximado de Bernardo Bello, marido de Tamara, a outra filha de Maninho. Em 2014, Marcelo Cunha Freire, o Marcelo Tijolo, vice-presidente do Salgueiro, morreu com três tiros em Vila Isabel. Em 2017, Waldemiro Paes Garcia Júnior, o Mirinho foi sequestrado e assassinado quando deixava uma academia de ginástica na Barra da Tijuca. A polícia prendeu os executores do crime, mas nunca chegou aos mandantes. A principal suspeita recaiu sobre a disputa peloespólio de Maninho e, consequentemente, Bernardo Bello. Em 2019, Shanna Garcia sofreu um atentado no Recreio dos Bandeirantes. Seu veículo foi alvo de disparos em frente a um shopping na avenida das Américas. Mesmo estando em um automóvel blindado, ela foi alvejada no braço. A filha de Maninho acusoupublicamente o seu ex-cunhado Bernardo Bello. Por fim, em 2020, o contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bid, irmão de Maninho foi vítima de dois atiradores encapuzados. Seu veículo foi alvejado por diversos disparos. Bernardo Bello foi denunciado como mandante do homicídio, mas ainda não foi julgado. Regina Celi Fernandes Duran, que foi presidente do Salgueiro, foi alvo de planejamento de homicídio por parte de Bernardo Bello que contratou Ronnie Lessa para executá-la. Regina representava os interesses de Shanna enquanto que seu opositor, os de Bernardo Bello. Pelo fato de a contravenção carioca estar inserida num contexto de máfia, importou-se a característica da hereditariedade masculina na sucessão dos negócios. Entretanto, Mirinho era uma criança na ocasião do falecimento de seu pai, de modo que Shanna e Tamara, porserem mulheres, não conseguiram quebrar a barreira do machismo na atividade e elencaram seus maridos/companheiros para representá-las. Com isso, Shanna se casou às pressas com Zé Personal, enquanto Tamara se aliou a Bernardo Bello. FONTE: Relatório da PF sobre caso Marielle disponível no site do STF

Relação com o tráfico, milícia e jogo do bicho, propinas a policiais, extorsões e ameaças a comerciantes, vazamento de operações, grupo de extermínio que cometeu vários homicídios, plano para matar delegado da PF e agente aposentado, veja os crimes que o contrabandista Adilsinho, um dos homens mais procurados do Rio, é suspeito

Um dos homens mais procurados do Rio, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho comanda uma quadrilha que pratica extorsões, roubos, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes tributários, além de relações com integrantes do jogo do bicho, da milícia e do tráfico de drogas. As investigações revelam ainda “relação de proximidade com o Poder Público, haja vista a participação de vários agentes de segurança em seu quadro, além do pagamento de propina para integrantes da Polícia Civil e da Polícia Militar” Ele seria investigado por montar um novo ‘escritório do crime’ no Rio responsável por diversos homicídios, entre eles o do miliciano Marquinho Catiri, de policiais e de pessoas ligadas ao jogo do bicho. Processo na Justiça Federal revela que, além de propinas pagas a policiais, teria determinado a emissão de notas fiscais falsas (em quantidade inferior à efetivamente vendida); teria ordenado a gerentes a deixar de descontar e recolher o tributo incidente e cobrado sobre a fabricação e comercialização de cigarros; teria ordenado o recolhimento, transporte, repasse e depósitos dos valores ilicitamente auferidos; teria determinado ao escalão de segurança extorquir, ameaçar e constranger comerciantes a vender a mercadoria da malta; teria ordenado a aquisição, recebimento, transporte, manutenção em depósito, exposição à venda e venda de cigarros cujo tributo foi sonegado; teria determinado a gerentes e pessoas especializadas e interpostas a promover a ocultação e dissimulação de valores provenientes de toda atividade criminosa; teria ordenado a gerentes e pessoas especializadas e interpostas a realizar a remessa de valores ao exterior em desacordo com os preceitos legais; teria comandado, chefiado/liderado, coordenado, montado e organizado toda a estrutura malta e as atividades através dela desenvolvidas; teria dividido o lucro entre os demais líderes; teria determinado o pagamento a todos os membros da malta. A polícia chegou a organizar uma grande operação para capturar 40 integrantes de sua quadrilha mas apenas quatro mandados foram cumpridos, todos do último escalão do bando. Concluiu-se que o número de denunciados que não foram localizados foi um grande indicativo de que eles foram avisados previamente sobre a data da operação e do cumprimento das medidas decretadas pelo Juízo (…); houve o chamado vazamento da operação. Um integrante da organização teria realizado pesquisas e visitas ao ‘site’ do COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal),com sede em Brasília, que participou da operação. Ressaltou o MP que, “até aquele momento, a eventual atuação do COT era informaçãoreservada a poucas pessoas da Polícia Federal” e, naquele dia 15/06/2021, foi justamente a data em que os mandados de prisão e de busca e apreensão da Operação ‘Fumus’ foram digitados, de modo que não se tratou de mera coincidência. Segundo o MP, no dia seguinte, em 16/06/2021, esse mesmo membro teria conversado com Adilsinho via ‘WhatsApp’. A relação entre os dois não seria meramente eventual, já que, em 14/05/2021, ele teria estado na milionária festa realizada por‘Adilsinho’ no Hotel Copacabana Palace, Em continuidade, no próprio dia da operação (24/06/2021) e nos dias seguintes, esse suspeito teria demonstrado “especial interesse em acompanhar o resultado” ao acessar notícias sobre a operação. A Polícia Federal instaurou inquérito no dia 12/01/2023, para apurar suposto delito de ameaças contra um Delegado de Polícia Federal e um Agente de Polícia Federal aposentado que teriam sido proferidas por Adilsinho. Segundo a denúncia da época, o criminoso teria tentado contratar um grupo de policiais para executar o serviço, os quais teriam se negado a fazê-lo em razão dos alvos escolhidos. O caso foi arquivado. FONTE: Relatório da Justiça Federal disponível no site Jusbrasil

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