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investigação

Investigação aponta hierarquia em comunidades do CV em Meriti. Bandidos exploram serviços como TV a cabo e internet, impedem o trabalho de empresas legalizadas e mandam do Complexo do Chapadão

Investigação revela a hierarquia do tráfico em comunidades do Comando Vermelho em São João de Meriti como Carrapato, Gogó, Beira Rio e Vila Rosali. O líder destas localidades é um traficante de vulgo Gato, que passava as ordens por videoconferências. Ele está evadido do sistema prisional desde 2019. O frente das comunidades é um bandido conhecido como Coxinha. Outro frente é SG. Abaixo deles está Manga, que exerce a função de recolher os lucros das bocas de fumo, além de ser o gerente da boca da Igrejinha junto com Teleco e GB (da maconha). Tem também Macumbinha, gerente da boca do Cruzeiro. Vitão é gerente da boca do Vasco no Gogó. O bando explora outros serviços como internet, TV a cabo e telefonia. Existe a ordem de Gato para que empresas prestadoras de serviço legalizadas não entrem nas comunidades. Os bandidos fazem abordagens a técnicos destas firmas impedindo seus trabalhos e ainda roubam seus equipamentos. Há relatos de que o dono das bocas de fumo e os seus gerentes ficam no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. As drogas vendidas em Meriti são trazidas por mototaxistas diretamente do Chapadão. Há ainda os vapores Xeroso, Meleca,, D9, Flamengo, Steve Outro que faz parte da quadrilha é Kim que atribui os preços das drogas e Tayão, que é segurança. FONTE: Polícia Civil.do Rio de Janeiro

Relatório da Justiça destrincha máfia de cigarros no Rio: violência, extorsão, hierarquia da quadrilha, corrupção e aliança com milicianos e contraventores

Segundo relatório da Justiça, a quadrilha de Adilsinho que comanda a máfia de cigarros no Rio de Janeiro é composta por 40 integrantes. O bando é suspeito de praticar crimes de extorsão, roubo, corrupção, lavagem de dinheiro, duplicada simulada e delitos tributários. Um ex-integrante, que rompeu com o grupo, ajudou a polícia a identificar os membros. O colaborador premiado foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e os criminosos estavam se movimentando na caça ao colaborador, inclusive com o envio de seguranças e monitorando o seu comércio e sua residência. Tais bandidos, inclusive, chegaram a efetivamente arrombar o comércio do colaborador e subtraíram bens móveis que guarneciam o imóvel. O bando ainda contou com o concurso de funcionário público e se valeu dessa condição para a prática dos delitos, assim como a ORCRIM manteve conexões com outras organizações criminosas independentes, ligadas ao tráfico de drogas e “milícias. A organização adquire cigarros da marca Club One – Após serem adquiridos da fabricante, os cigarros são levados em caminhões para centros de distribuição do grupo, situados nas cidades de Duque de Caxias, Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes. No centro de distribuição os cigarros são repassados para os integrantes da súcia conhecidos como “operadores”, que são os responsáveis pela entrega do produto aos comerciantes finais (vítimas de extorsões e roubos).] Nas áreas de influência do bando, os comerciantes finais são, então, constrangidos, mediante grave ameaça, a somente adquirirem as marcas comercializadas pela malta, , assim como observar o “tabelamento” de preços por ele determinados. ]A ORCRIM se utiliza de fiscais e seguranças para ameaçarem comerciantes que vendem marcas que não aquelas da malta, bem como aqueles que compram cigarros de pessoas não ligadas a BANCA DA GRANDE RIO e/ou descumprem o “tabelamento” de preços. Aqueles comerciantes que, nas áreas de influência do bando, optam por vender cigarros diversos daqueles comercializados pela malta, tem suas mercadorias “apreendidas”, além de terem sua integridade física ameaçada. Tal “apreensão”, em termos práticos, corresponde a um roubo, pintegrantes do bando subtraem, mediante grave ameaça, os cigarros dos comerciantes. Outro modo de atuar do bando, característico de suas extorsões, é a realização de parcerias com outras organizações criminosas, sejam elas ligadas ao tráfico de drogas ou a milícia, para, se valendo da estrutura de medo e coação que tais grupos exercem em suas áreas de domínio, consigam obrigar os comerciantes daquelas áreas a, apenas, venderem as marcas e cigarros da quadrilha. Membros dos primeiros escalões do bando também estão envolvidos com a exploração do jogo do bicho, de bingos e máquinas caça-níquel. Foi identificada, inclusive, ramificação em outro estado brasileiro. Os irmãos Adilsinho e Carlinhos são os “patrões” e líderes da organização criminosa. Também ocupa a função de “patrão”, mas em menor grau, a pessoa de Pedro Henrique. Os “patrões” são os responsáveis pela gestão do esquema criminosoe destinatários finais dos lucros obtidos com as atividades espúrias, além de empenharem suas empresas no exercício da atividade criminosa. Na qualidade de gestores do esquema criminoso, os irmãos lotearam as áreas de atuação da ORCRIM, sendo cada um responsável por determinadas áreas. O “escritório” do grupo está situado em um mesmo imóvel e os integrantes do segundo, terceiro e quarto escalões servem a ambos os “patrões”. O “escritório” ou “firma” é o imóvel onde funciona o “coração” administrativo e operacional do bando, no qual são realizadas reuniões, recebidos e distribuídos os cigarros, bem como os pagamentos. Por ser local de recebimento de pagamentos em espécie e, por consequência, de grande concentração de dinheiro o “escritório” do bando é local de presença de segurança. O segundo escalão tem João Ribeiro, Márcio Roberto e o PM Cabeça. Incumbe a eles o controle dos estoques de cigarro, determinar/regular a quantidade de cigarros destinadas aos “operadores”, a contabilidade dos negócios do bando, o contato com os “patrões” e com a fábrica dos cigarros. São o que pode ser chamado de “gerentes” da engrenagem delituosa. Cabe a eles, da mesma forma, aplicar sanções aos “operadores” que atrasem seus pagamentos ou descumpram normas internas do bando, assim como determinar a ida dos seguranças aos comércios que desrespeitem o monopólio comercial imposto pelo bando. Eles também são remunerados diretamente com parcelas do lucro criminoso, sendo 70% destinados aos primeiros e 30% dividido entre os membros deste segundo escalão. e os membros do primeiro e segundo escalão estejam envolvidos em outras infrações penais, como é o caso da exploração de bingos, máquinas de caça-níquel e jogo do bicho. Existe, inclusive, determinação expressa para que “bancas do jogo do bicho” não comercializem cigarros, o que demonstra a influência dos “patrões”, também na citada contravenção penal. No terceiro escalão do bando estão os integrantes da “equipe”. Por “equipe” podem ser incluídos os seguranças, os fiscais, motoristas e assessores imediatos dos gerentes. São integrantes deste escalão os Diego, Marcelo, Henrique, Salu, Moa, Fortinho, Claudio Luiz, Mito, Batata e Cabeça. Os seguranças realizam o transporte de valores em espécie com destino aos membros dos escalões superiores e para depósitos bancários. Os “seguranças” recolhem o dinheiro no “escritório” e outros pontos da ORCRIM e levam os valores para as residências dos “patrões”, no bairro da Barra da Tijuca. Qualquer pessoa que busque vender os cigarros da marca CLUB ONE nas áreas de atuação do bando precisa da autorização prévia da ORCRIM, sob risco de ter suas mercadorias “apreendidas” (roubadas). Trata-se de cristalina estratégia do bando para assegurar o seu monopólio comercial imposto através de práticas criminosas, na medida em que se assegura que os cigarros sejam comprados apenas junto aos integrantes do bando. Os “operadores” que deixam de cumprir suas funções, como a de fiscalização das marcas de cigarro vendidas em sua “rota”, podem ser punidos com a perda dela. Os “operadores” são responsáveis pela identificação dos locais que vendam “material clandestino” e repassam essas informações para os membros dos escalões superiores, que autorizam e determinam práticas violentas como “sacudir essas p… toda aí” A intervenção da cúpula da ORCRIM para que o seu cigarro pudesse ser

Morte de Marielle teria sepultado ambiciosos planos do delegado Rivaldo Barbosa. Segundo a PF, ele lucrava enquanto quadrilhas empilhavam corpos mas coisa saiu do controle com assassinato de vereadora

Preso acusado de participar do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes, o delegado Rivaldo Barbosa lucrava enquanto asorganizações criminosas empilhavam corpos pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro, aponta relatório da PF. A criação desse ambiente pernicioso permitiu o fortalecimento de grupos criminosos, tendo em vista que a omissão deliberada na repressão dos crimes de homicídio tem o condão de cultivar um ambiente fértil para todo o tipo de criminalidade, sendo a morte de Marielle o esgoto no qual desaguam os reflexos dos demais. Uma das premissas em que se baseava esse comportamento omissivo na repressão de tais crimes era a de que os vagabundos se matavam entre eles. Assim, cabia à Divisão de Homicídios somente auferir os lucros dessa guerra sangrenta. No entanto, descreve a PF, a atuação com base em tal princípio/pressuposto saiu de controle e levou à execução de uma vereadora cuja trajetória jamais perpassou pela criminalidade, além de seu inocente motorista. Em relação à sua escalada política, Rivaldo chegou ao mais alto cargo de sua corporação, mas esbarrou na inesperada magnitude da repercussão do homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes, cuja morosidade das investigações e notícias isoladas de inconsistências sepultaram seus ambiciosos planos (não revelados). Rivaldo Barbosa passou a ter movimentação incompatível com a renda (pessoa física) e faturamento (pessoa jurídica) declarados Foi verificada ocorrência altíssima de operações financeiras em espécie: saques e depósitos com origem não identificada; FONTE: Relatório da PF sobre o caso Marielle disponível no site do STF

Relatório da PF sobre morte de Marielle relembra disputa sangrenta pelo poder na família Garcia. VEJA OS CRIMES

O relatório da Polícia Federal sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes relembra o histórico da disputa sangrenta que ocorreu dentro da família Garcia, uma das principais expressões da contravenção no Rio de Janeiro. O documento lembra que a morte de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, em 28 de setembro de 2004, com seis tiros de fuzil quando saía de uma academia de ginástica em Jacarepaguá, desencadeou uma série de episódios sangrentos envolvendo pessoas ligadas à família e a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro do qual ele era patrono. Maninho era filho do membro da Velha cúpula do Jogo do bicho e presidente de honra do Salgueiro, Waldemir Garcia, o Miro, que morreu no mesmo ano por conta de problemas de saúde. A intrínseca relação entre a escola e a família Garcia tornou a agremiação uma importante peça no tabuleiro da disputa dos herdeiros de Maninho pelo seu espólio. Disputa essa que se tornaria uma verdadeira guerra, que demonstra, de maneira exemplificativa, notórios homicídios e tentativas vinculados à Acadêmicos do Salgueiro e ao Clã Garcia: Em 2007, o vice-presidente executivo da escola, Guaracy Paes Falcão PAES primo de Maninho, e sua mulher, Simone Moujarkianforam mortos a tiros em bairro da zona norte do Rio de Janeiro. À época, foi acusado o pecuarista Rogério Mesquita. Em 2008, Pedro Paulo dos Santos Fernandes, o Pedro Fú, irmão da já presidente da agremiação, Regina Celi, sofreu um atentado na porta da quadra da escola, ocasião em que levou oito tiros, mas sobreviveu; Em 2009, Rogério Mesquita foi assassinado a tiros de pistola em plena luz do dia, em Ipanema, bairro da Zona Sul da cidade. A principal suspeita recaiu sobre José Luiz Barros Lopes, o Zé Personal, então marido de Shanna Harrouche Garcia, filha de Maninho. Em 2011, Zé Personal morreu em um centro espírita no bairro da Praça Seca quando foi surpreendido por três homens encapuzados que efetuaram diversos disparos contra o bicheiro e seu segurança pessoal. A morte teria ocorrido pouco depois de Zé Personal ter demitido o ex-capitão Adriano da Nóbrega e este ter se aproximado de Bernardo Bello, marido de Tamara, a outra filha de Maninho. Em 2014, Marcelo Cunha Freire, o Marcelo Tijolo, vice-presidente do Salgueiro, morreu com três tiros em Vila Isabel. Em 2017, Waldemiro Paes Garcia Júnior, o Mirinho foi sequestrado e assassinado quando deixava uma academia de ginástica na Barra da Tijuca. A polícia prendeu os executores do crime, mas nunca chegou aos mandantes. A principal suspeita recaiu sobre a disputa peloespólio de Maninho e, consequentemente, Bernardo Bello. Em 2019, Shanna Garcia sofreu um atentado no Recreio dos Bandeirantes. Seu veículo foi alvo de disparos em frente a um shopping na avenida das Américas. Mesmo estando em um automóvel blindado, ela foi alvejada no braço. A filha de Maninho acusoupublicamente o seu ex-cunhado Bernardo Bello. Por fim, em 2020, o contraventor Alcebíades Paes Garcia, o Bid, irmão de Maninho foi vítima de dois atiradores encapuzados. Seu veículo foi alvejado por diversos disparos. Bernardo Bello foi denunciado como mandante do homicídio, mas ainda não foi julgado. Regina Celi Fernandes Duran, que foi presidente do Salgueiro, foi alvo de planejamento de homicídio por parte de Bernardo Bello que contratou Ronnie Lessa para executá-la. Regina representava os interesses de Shanna enquanto que seu opositor, os de Bernardo Bello. Pelo fato de a contravenção carioca estar inserida num contexto de máfia, importou-se a característica da hereditariedade masculina na sucessão dos negócios. Entretanto, Mirinho era uma criança na ocasião do falecimento de seu pai, de modo que Shanna e Tamara, porserem mulheres, não conseguiram quebrar a barreira do machismo na atividade e elencaram seus maridos/companheiros para representá-las. Com isso, Shanna se casou às pressas com Zé Personal, enquanto Tamara se aliou a Bernardo Bello. FONTE: Relatório da PF sobre caso Marielle disponível no site do STF

Conluio entre a Delegacia de Homicídios e promotor permitiu que Escritório do Crime comandado pelo capitão Adriano da Nóbrega praticasse vários homicídios, aponta relatório da PF

O relatório da PF sobre a investigação da morte de Marielle Franco revela que a atuação criminosa da Delegacia de Homicídios da Capital na época de Rivaldo Barbosa em conjunto com um promotor de Justiça deu ao Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel comandado pelo capitão Adriano da Nóbrega, certa tranquilidade para o desenvolvimento de suas atividades ilícitas. Um juiz disse ter constatado “morosidade”, “inefetividade” das investigações sobre crimes cometidos por essa quadrilha e realização de “diligências inócuas”, tecendo duras críticas aos órgãos de investigação na solução dos casos. O caso da morte de Zé Personal é um deles. Ele foi morto por conta da guerra pelo espólio do bicheiro Maninho. O magistrado concluiu que o inquérito foi “marcado por inefetividade”, tendo sido percebida gravíssima “omissão deliberada” do promotor. Esses movimentos peristálticos do apuratório entre a DHC e a 23ª Promotoria de Investigação Penal se arrastaram por sete anos sem que fosse realizada qualquerdiligência efetiva, apesar da magnitude da repercussão do crime. Segundo o relatório, caso fosse efetivamente investigado, uma série de homicídios atribuídos ao Capitão Adriano e ao Escritório do Crime poderiam ter sidoevitados. O inquérito sobre a morte do PM Geraldo Pereira, uma das vítimas do grupo, se detectou a concessão de “indefinidas dilações de prazo, sem efetivo avançodas investigações” pelo promotor. O juiz afirmou que o procedimento foi caracterizado por “rotinas engessadas e não profícuas” No inquérito sobre a morte de Haylton Escafura, o magistrado alertou que, apesar do potencial para ser solucionado, a investigação nãoavançou/“não se desenvolveu rumo a uma conclusão”. Na investigação sobre a morte do empresário Marcelo Diotti pelo Escritório do Crime, o juiz revelou que, apesar dos autores terem sido, a princípio, identificados,possivelmente tenha ocorrido “falhas graves na colheita de provas” Diotti tinha envolvimento com milícias e contravenção. FONTE: Relatório da PF sobre caso Marielle disponível no site do STF

DELEGACIA DE HOMICÍDIOS ERA UM ANTRO DE CORRUPÇÃO NA ÉPOCA DE RIVALDO BARBOSA, APONTA PF. VEJA DENÚNCIAS. INQUÉRITOS SUMIAM

Além da acusação de obstrução das investigações do caso Marielle Franco, o relatório da PF traz muitas denúncias contra o delegado Rivaldo Barbosa.O documento cita o relato do miliciano Orlando Curicica qie disse que ele e sua esposa teriam sofrido uma extorsão da Delegacia de Homicídios, na época que Rivaldo era chefe da DH, para que um crime de porte de arma de fogo não fosse a ela imputado. A quantia de R$20.000,00 teria sido entregue a um subordinado de Rivaldo. Curicica explanou que existia um sistema de pagamento mensal realizado pelas milícias para as delegacias. A DH, por exemplo, recebia mensalmente em torno de R$60.000,00/R$80.000,00, isso quando não auferia uma remessa adicional em razão dos crimes que deixavamprovas/rastros. O miliciano citou os exemplos das investigações envolvendo os assassinatos do policial militar Pereira e do contraventor Haylton Escafura. O documento da PF cita que Curicica relatou que a DH teria recebido de pessoa ligada ao contraventor Rogério Andrade cerca de R$300.000,00 paranão “perturbar” os prováveis envolvidos na execução de Pereira. A filha de Marcos Falcon, que foi assassinado pelo Escritório do Crime, ,revelou que o delegado responsável pelo caso do assassinato de seu pai, Brenno Carnevale, externou certo descontentamento com as ingerências praticadas por Rivaldo Barbosa na investigação, sendo certo que ele teria lhe dito que, diante de novas descobertas sobre o caso, era para “não mexer em nada e passar diretamente para ele”. Carnevale teria revelado a moça o sumiço repentino dos procedimentos apuratórios atrelados a Falcon e Pereira que estavam em sua carga de inquéritos. A filha de Falcon ressaltou que todos com quem conversava sobre a morte de seu pai, sobretudo policiais, desestimulavam-na a procurar a DH, pois esta delegaciaestaria “comprada” e de nada adiantaria o seu empenho. A DH chefiada por Rivaldo, além de ser conivente com os homicídios envolvendo a participação de milicianos e contraventores, dos quais recebiavantagens indevidas, alertava alvos de investigação quando da menção de seus nomes em procedimentos criminais ou quando da existência de medidas restritivas em desfavor deles, como ocorreu com Falcon. Brenno Carnevale narrou sumiço de outros inquéritos, de materiais apreendidos, excesso de exigências burocráticas que inviabilizavam diligênciasimportantes, e súbitas trocas de presidências de inquéritos. Um desses casos de troca inopinada de presidente de inquérito foi a retirada de sua carga, sem quaisquer explicações, do apuratório envolvendo a morte de Escafura, filho do contraventor conhecido como Piruinha. FONTE: Relatório da PF sobre investigação do caso Marielle disponível no site do STF

Em conversa interceptada, traficante que explorava condomínios em Duque de Caxias confessou homicídios. “Eu que matei o Xandão, matamo o Wendel, matamo um monte de milícia nessa p…”. Autos revelam mais detalhes da investigação

Veja agora mais detalhes da investigação sobre a ação de traficantes em condomínios residenciais do bairro de Nossa Senhora do Carmo, em Duque de Caxias, que foi alvo de operação conjunta do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil ontem. Os autos do processo revelam a nova hierarquia do bando, que é comandado por Leandro dos Santos Sabino, o Flamengo, traficante do Terceiro Comando Puro (TCP) e detalhes sobre crimes de tortura praticado pelos bandidos. Flamengo, segundo as investigações, teria sido o responsável homicídios de Wendel Silva de Souza e Alexandre Cezar Pereira. O criminoso foi interceptado e comentou sobre os homicídios. “Fui em quem matei p…, eu que matei o Xandão nessa p… aí, matamo o Wendel, matamos um monte de milícia nessa p… aí rapá”. A nova hierarquia é a seguinte: Flamengo é o líder. É o chefe do tráfico na comunidade Barro 3. Índio, Vaguinho da Água e Gordinho são os braços armados da organização. Índio é o responsável pelas extorsões aos moradores, bem como por expulsar aqueles que se insurgem contra a quadrilha, tendo sido colocado como síndico no Condomínio Bolzano por Leandro. Ele tem a função de repassar parte dos lucros provenientes das cotas condominiais para o líder do bando e foi identificado como o indivíduo que praticou torturas. Vaguinho da Água é reconhecido como autor de diversos roubos e outros crimes na região sendo apontado ainda como integrante do tráfico de drogas local, e foi identificado como o indivíduo que ficou na parte de baixo do apartamento da vítima que foi torturada dando cobertura para os comparsas. Gordinho exerce a função de segurança nos condomínios, tendo sido identificado como o indivíduo que ficou na parte de baixo do apartamento da vítima torturada dando cobertura para os comparsas. Yuri também é integrante do tráfico local e responsável por executar as ordens de Flamengo e Índio, tendo participado da sessão de tortura narrada na denúncia. Loira é responsável pelo cumprimento das ordens dadas por Flamengo. Ela é síndica do Condomínio Rotonda e estava junto de Índio e Yuri no momento em que as vítimas foram torturadas. A tortura Uma família foi torturada pelos criminosos. As pessoas foram agredidas com com golpes de madeira, martelo, socos e chutes. Os criminosos subtraíram R$ 1.000,00 de uma da vítimas R$ 300,00 de outra e três celulares. Eles ainda tomaram os apartamentos das vítimas, que foram questionadas se eram X9. O bando explorava os condomínios Volterra, Rotonda, Parma, Pádua e Bolzano Os criminosos colocavam pessoas de sua confiança na administração dos condomínios para cobrança dos serviços fornecimento de água gás, internet e tv à cabo clandestino, bem como de taxas condominiais dos moradores. Fonte: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Nova investigação contra a rede de gatonet de Suel e Ronnie Lessa revela que grupo tinha concorrência rival e que pagava propina a policiais. Veja o quem é quem

Novas investigações que vieram a tona recentemente revelam o quem é quem na quadrilha comandada por Maxwell Simões Correa, o Suel, por Ronnie Lessa e Welington de Oliveira Rodrigues, o Manguaça, que fornece gatonet nos bairros de Rocha Miranda, Colégio, Coelho Neto e Honório Gurgel. A investigação revela ainda que haveria concorrência de um grupo rival nos negócios e o pagamento de propinas a policiais corruptos. O grupo tem por finalidade obter vantagens indevidas, mormente no que concerne à exploração ilícita dos serviços de telecomunicação, televisão e internet (a famigerada GatoNet). Atividades aliadas ao cometimento dos crimes de corrupção ativa, extorsão e lavagem de dinheiro. Alex Pif Paf – é o braço direito de Manguaça de Oliveira Rodrigues. Exerce atividade de caráter técnico junto aos serviços de gatonet. As conversas mantidas por ele demonstraram a prática da atividade, havendo alusão a pagamentos pelo serviço, cortes do fornecimento, planilhas de “clientes” e menção a outro fornecedor de internet em morro dominado pelo grupo criminoso. Atua ainda como subgerente do grupo, com a probabilidade de ter assumido a gerência após a prisão de Wellington. Tabu era operador técnico dos serviços de gatonet. Havia conversas dele sobre a prisão do do patrão Suel “Suel”, com o filho de Suel e e da subordinação ao PM dono da “GatoNet”, Águia Elton também é operador técnico. Fez contatos com Manguaça. Há mensagens em que Elton afirma expressamente sobre fornecimento do serviço em “sua área”. Tem ainda conversas de respeito de disputas, em que um grupo rival teria cortado o sinal da internet usada pelo grupo criminoso. Seu nome apareceu em anotações de contabilidade da gatonet, essas apreendidas na residência de “Suel”, por ocasião de cumprimento de mandado de busca expedido na Operação Lume referente aos homicídios da vereadora Marielle Francisco da Silva e de seu motorista Anderson Pedro Matias Gomes e à tentativa de homicídio de Fernanda Gonçalves Chaves. Isaac DJ é outro que exerce papel de operador técnico, . Os dados revelam conversas sobre a prisão de “Suel”, demonstrando preocupação, além de diálogos em que reclamam da desordem da milícia no Rio de Janeiro e de ligações dessa com o narcotráfico. Luciano Trabalho Cavalo atuava como responsável pela manutenção de todos os aparelhos usados na rede clandestina de gatonet. Há, inclusive, mensagens em que o próprio Luciano afirma trabalhar há anos para o PM Sandro dos Santos Franco realizando a manutenção de todo o equipamento empregado pela quadrilha. O feito aponta, ainda, que Luciano integra, juntamente com Welington, o grupo de WhatsApp: “Mant fibra iraja”, criado em 17/04/2018, relacionado com as atividades desenvolvidas pelo grupo criminoso. Sandro Olho de Tandera era gerente de parte da área em que foi implantada a rede clandestina de gatonet, supervisionando todos os aspectos técnicos e financeiros em determinada área de domínio do grupo, inclusive com emprego de arma de fogo. Os diálogos demonstram que ele supervisiona o funcionamento do gatonet, negocia a compra e a manutenção de materiais e aparelhos destinados ao funcionamento da rede, faz o recolhimento de valores pagos pelos “clientes”, repassa as parcelas devidas aos líderes (filho de Suel). Ele ainda realiza o pagamento acordado com policiais corruptos da região e faz uso ilegal de armas de fogo no exercício de suas incumbências na estrutura criminosa. Também há conversa entre ele e Wellington sobre a prisão de “Suel”, demonstrando preocupação e insegurança quanto ao esquema do grupo criminoso. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação aponta a hierarquia completa da milícia que agiu em Queimados nos últimos anos e que foi alvo de operação policial esta semana

Investigação aponta a hierarquia da milícia que agiu no município de em Queimados nos últimos anos, que foi alvo de operação policial esta semana. Segundo a apuração, Chin, Macaco Louco, Naninho, Duim ou Gambá, Emerson, Valladares e Mica , exerciam papel de liderança da milícia em comento, emitindo ordens aos demais integrantes do grupo, sendo certo que também atuavam como braços armados da organização criminosa. Os denunciados que exerciam funções de liderança compunham um grupo de WhatsApp chamado “Prioridade Irmãos” que funcionava como uma espécie de conselho deliberativo da malta, sendo certo que quaisquer decisões só poderiam ser tomadas se todos os integrantes desse grupo estivessem de acordo. Os milicianos também compunham outro grupo de WhatsApp, este utilizado para coordenar e operacionalizar as ações da milícia do Belmonte, tal grupo tinha o nome de Irmandade. Chin emitia ordens para Dayana e Anão ou Ananias. Macaco Louco, Mica, Duim ou Gambá e Naninho atuavam nos homicídios perpetrados pelo grupo. Emerson era um dos responsáveis pela expansão territorial da milícia para outras áreas, tais como os bairros de Vila São João e Parque Santiago. Valladares era o encarregado da exploração da atividade de distribuição clandestina de sinal de TV a cabo desempenhada pelo grupo, adquirindo os materiais necessários à expansão das centrais clandestinas visando ampliar sua área de atuação. Dayana era responsável pela contabilidade do grupo criminoso no que tange a prática da agiotagem e da cobrança de cesta básica, após a prisão de “Chin”, seu companheiro. Anão ou Ananias tinha a função de realizar a cobrança de taxas referente ao dinheiro emprestado a juros. Dedé tinha a função de braço armado do grupo, sendo responsável pela prática de crimes de homicídio contra alvos determinados pela milícia. Magu e Tiago também eram braços armados sendo responsáveis, no seio do grupo, pela prática de crimes de extorsão mediante sequestro.França era a pessoa responsável pela coordenação dos pontos de mototaxistas, cobrando deles valores em dinheiro a pretexto de permitir a atividade de transporte alternativo nos locais dominados pela milícia. Matheus tinha a função de responsável pelas manutenções do sinal de TV, bem como das cobranças das mensalidades pelo serviço irregular prestado nas localidades dominadas pela malta. Peixe se valia do poderio bélico e influência da malta nas áreas de influência do grupo criminoso para implantar o monopólio na comercialização e localização de “churrasquinhos”. Andressa tinha a função de informante na medida em que servia de ponte entre os membros da malta, repassando informações estratégicas aos demais integrantes do grupo criminoso, dentre eles Macaco Louco, seu companheiro. Boi ou Bob, Rato, Pig, Eduardo, Capitão e Thiago eram outros braços armados praticando as ações criminosas no grupo sempre portando armas de fogo de grosso calibre. Jonathan tinha como função a prática de agiotagem, emprestando dinheiro a juros em nome da milícia. Ocorre que no ano de 2020 houve uma reunião da cúpula da “milícia do Belmonte”, representada pelo denunciado Valadares, com integrantes da milícia de Campo Grande, onde ficou resolvido que o grupo criminoso “A Firma ou “Bonde do Tandera” passaria a controlar a região de Queimados, momento em que Gordão, JC, Danilo e Negro passaram a integrar o grupo criminoso. Todos eles tinham como função precípua o desempenho de atividades relacionadas às cobranças de “taxas” da malta, arrecadando dinheiro de moradores e mototaxistas a pretexto de “taxa de segurança”. Posteriormente tais valores eram entregues a Shreek e Leite Ninhoque levavam o dinheiro para o quartel general do grupo, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Esses dois últimos tinham como função administrar os negócios da milícia no Município de Queimados/RJ, sempre sob ordens diretas dos líderes da milícia em Campo Grande/RJ. Os denunciados recebiam de outros integrantes do grupo criminoso os valores oriundos de “taxas de segurança” cobradas de moradores e mototaxistas das comunidades sob domínio da milícia. Cavanha tinha como função arregimentar novos integrantes para o grupo criminoso. Carlos Mariano e Heavy Metal ou Danone tinham como função atuar como mecânicos do grupo criminoso, seja consertando, seja adulterando os veículos utilizados pela malta em suas empreitadas criminosas. Danilo exercia a função de síndico dos condomínios Valdariosa e Sebastião Torres, ambos situados em Queimados e controlados pela quadrilha, o que o levou ao papel de destaque no grupo criminoso. Em razão desta posição monopolizou, juntamente com outros integrantes da malta, os serviços de energia elétrica e gás, compelindo diversos moradores da região a pagarem quantias a título de “taxa de segurança”. Além disso, participava da compra e venda de cestas básicas e kits churrasco, atividades monopolizadas pelo grupo criminoso nas comunidades em que exerciam domínio, bem como articulava a prática da agiotagem pela milícia. Em junho de 2021, foi forçado a renunciar ao posto de síndico, momento em que a Fernanda assumiu a função. Ela passou a exercer a função de síndica dos condomínios Valdariosa e Sebastião Torres, , coordenando, sobretudo o braço da malta referente a energia elétrica. Beto e Felipe faziam na função de cobradores, sendo certo que prestam contas aos síndicos. Fonte: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Quem dá as ordens no Morro do Dezoito (CV) é o traficante Doca da Penha, apontou investigação

Segundo a última investigação a que tivemos acesso sobre o Morro do Dezoito, em Água Santa, quem dá as ordens por lá é o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca. Foi ele que deu a ordem por exemplo para extorquir em R$ 20 mil uma empresa de engenharia que realizava uma obra na região em 2020.Baseado no Complexo da Penha, Doca era representado por dois frentes, HO, que foi preso e Bruno PT, que acabou morto. Sem os dois, Jean do Dezoito, que saiu da ADA, virou o novo frente do morro, cargo que já havia ocupado antes quando a favela era dominada pela ADA. Os traficantes ganhavam dinheiro com o fornecimento clandestino de internet e TV, cobrança de “taxas” de segurança a moradores, entre outros. Drogas comercializadas são enviadas inicialmente para a Vila Cruzeiro, para o Morro do 18 e posteriormente para o Morro do Barão, na Praça Seca. O bando também tem extensões em Santa Teresa, região central da capital e no município de Mendes, no Sul Fluminense;Outros traficantes de destaque na hierarquia do Morro do Dezoito são Dumec, que só estava abaixo de HO e de Bruno PT, e Jota, um dos seguranças dos líderes. No braço da organização criminosa responsável pelo roubo de veículos é possível verificar a seguinte estrutura: mecânico responsável pelo desmonte dos carros; motorista frentinhas que transporta as peças aos ferros-velhos; motorista de caminhão reboque que retira a carcaça dos veículos roubados do interior da comunidade; traficantes responsáveis por autorizar os roubos por serem mais uma fonte de renda da organização. Restou possível apurar, ao longo da investigação, que qualquer crime cometido na região, seja roubos de carga ou de veículos, que utilize a estrutura da Organização Criminosa para proteção dos autores de forma a terem um local seguro para consumar o delito cometido, é devido o pagamento de uma taxa em dinheiro ou em mercadoria (produtos do crime) pelo uso da base e de sua estrutura. Fonte: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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