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investigação

Traficantes do CV e deputado usaram delegado da PF envolvido na quadrilha para levantar dados sobre autoridade que presidia o inquérito contra eles

Os traficantes do Comando Vermelho e o deputado estadual TH Joias pediram ao delegado da Polícia Federal, Gustavo Stteel que fizesse um levantamento detalhado de dados pessoais, imagens e informações funcionais do Delegado de Polícia Federal chefe da DRE/DRPJ/SR/PF/RJ e presidente do Inquérito Policial, Samuel Jose de Escobar Massena Fayad. consistente na pesquisa deliberada e na disseminação de informações sensíveis sobre a autoridade policial responsável pela investigação. “As diligências empreendidas revelam que a organização criminosa objeto da apuração ostenta notável capacidade operacional no que tange à obtenção, manipulação e compartilhamento indevido de dados sigilosos, inclusive com relação a informações sensíveis vinculadas ao Delegado de Polícia Federal Samuel José de Escobar Massena Fayad – chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/DRPJ/SR/PF/RJ) e autoridade responsável pela condução do referido inquérit. Isso representa inequívoco atentado à autoridade do Estado e às prerrogativas do sistema de justiça criminal, com nítidopotencial intimidatório, visando constranger e coagir o agente público no exercício de suas funções”..diz a investigação. Dudu chegou a enviar uma foto de Samuel para o traficante índio do Lixão Em 27/10/2024, “Índio” pediu que “Dudu” falasse para Stteel que o responsável pelos flagrantes teria sido o “doutor Samuel”. “Dudu” respondeu que já teria repassado a informação a Stteel. Stteel expôs serviços realizados no Aeroporto do Galeão (apreensões de entorpecentes e medicamentos controlados) para promover-se e tentar conseguir cargo comissionado na ALERJ. É importante notar que Stteel prevaricou por deixar de comunicar, indevidamente, ao seu chefe superior que integrantes do Comando Vermelho buscavam informações sobre o Delegado Samuel Fayad e outros acontecimentos criminosos, para satisfazer interesses pessoais.

Traficantes do CV entregaram R$ 9 milhões a deputado estadual preso para serem trocados por dólares. Parlamentar foi buscar dinheiro no Complexo do Alemão

Segundo a investigação da Polícia Federla, depois de ser acionado por Índio do Lixão sobre a possibiidade de realizar compra de dólares, no dia 17/04/2024 o deputado TH Joias buscou R$5.000.000,00 (cinco milhões de reais) em espécie na residência do traficante localizada no Complexo do Alemão. Os diálogos interceptados confirmamque os vultosos valores pertenciam a Pezão, Dudu auxiliou na operação realizando a compra de dólares pelo valor de R$1.020.000,00, em casa de câmbio localizada no bairro de Copacabana. O valor total da operação atingiu US$1.000.000,00 (um milhão dedólares), compatível com a conversão dos R$5.000.000,00. Nesta primeiraoperação, TH Joias obteve um lucro pessoal de R$50.000,00, evidenciando o proveito econômico direto da atividade ilegal. Índio entregou mais R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais) a TH Joias para câmbio, novamente com o auxílio de Dudu. No entanto, nessa ocasião, o dinheiro não foi devolvido integralmente, gerando um conflito interno entre os três.. Os diálogos sugeremque parte do dinheiro foi utilizado por TH Joias e Dudu, incluindo a realização de um “chá de revelação” organizado pelo deputado. A investigação da Polícia Federal revelou uma movimentação total de aproximadamente R$119.881.504,00 entre 2020 e 2025 em nome do traficante Índio do Lixão, o qual ocultou e dissimulou a propriedade. de dois imóveis: um localizado em Arraial do Cabo/RJ, ocultado através de uma pessoa, que não possuía capacidade econômica para justificara aquisição de um imóvel de R$1.000.000,00; outro situado em Sergipe, que está em nome de uma mulher. Dudu movimentou aproximadamente R$ 8.764.303,49 entre 2021 e 2024, distribuídos em contas pessoais e de empresas. Muitas das movimentações eram feitas em benefício de Índio, como se deu quando Dudu fez um pix para o policial Costa para pagar pelo serviço de escolta realizado por Policiais Militares. TH Joias e sua esposa movimentaram aproximadamente R$13.038.406,00 entre 2021 e 2023. As contas da mulher concentram a maior parte das movimentações financeiras relevantes do casal, com valores de crédito que variam entre R$440.000,00 e R$1.900.000,00, além de três comunicações específicas de depósitos em espécie de R$50.000,00 cada. Instituições financeiras apontaram movimentações incompatíveis com sua capacidade financeira, bem como evasão rápida de valores, depósitos fragmentados e uso de terminais de autoatendimento para burlar a identificação dos remetentes. O casal tinha empresas de joias, açougue e um ateliê que foram utilizadas para mascarar transferências ilícitas. A soma dos créditos movimentados por ela totaliza aproximadamente R$8.184.301,00

Assessor parlamentar de deputado preso intermediava venda de drogas entre traficante do CV e bandido do TCP

A quadrilha do deputado estadual TH Joias também estava envolvida com o tráfico de drogas. Em uma sequência, TH Joias enviou a Índio do Lixão ” vídeos de sacos contendo maconha. O último vídeo enviado mostra uma sala cheia de sacos contendo a substância. Em seguida, “TH Joias” diz que são 200 kg. “Índio” responde: “isso não é bom de vender”. (Outrossim, entre os dias 16/8/2024 e 19/8/2024, Dudu e “Índio conversam sobre a venda de cocaína a um indivíduo identificado como “Salomão ”,qualificado posteriormente como Walace de Brito Trindade, o Lacoste da Serrinha. Em um dos áudios encaminhados por Dudu, Salomão cobrou de Indio “não esqueça de mandar “outros dois quilos de Ciroq”. Cabe ressaltar que Ciroq é a “marca” de um tipo de cocaína vendida por “Índio”. “Dudu” atua como um intermediário da venda. Dudu encaminha áudio que novamente demonstra que ele está intermediando a venda de cocaína de “Índio” para terceiros. O interlocutor pergunta o preço de cocaína da “marca” Jacaré e da “marca” Ciroq. “Índio” responde que a Jacaré seria R$ 13.000,00 por quilo, e a Ciroq R$ 9.500,00 por quilo. Em seguida, “Dudu” encaminha foto de diversos tabletes de cocaína, e encaminha áudio em que o interlocutor diz: “Acabou decompletar minha remessa agora”. Em 19/8/2024, “Dudu” manda uma mensagem para Lacoste ”, dizendo que o “amigo” (Índio), havia ligado para ele, dando continuidade as negociaçõesiniciadas anteriormente Em conversa com o interlocutor de contato, Dudu afirma estar indo naquele mesmo dia na serrinha ver o “mano” (Lacoste). “Dudu” então manda mensagem para “Indio” avisando que já estava na serrinha e pede para que “Indio” ligue pra ele do outro número, e logo depois, “Indio” liga para “Dudu” A investigação concluiu que Dudu” atuou como elo entre os traficantes “Índio” (Comando Vermelho) e “Lacoste” (Terceiro Comando Puro), viabilizando a comercialização de grandes quantidades de cocaína e armamentos. Os criminosos simularam identidades falsas (como a de um capitão do BOPE e de um secretário de governo) para ,enganar “Lacoste” e garantir a concretização das transações ilícitas. “ Dudu” também participou de outras negociações de drogas com diversos interlocutores, demonstrando envolvimento habitual com o tráfico

Traficantes Lacoste, TH da Maré, Peixão e Léo Empada, todos do TCP, teriam comprado equipamentos antidrones de deputado estadual preso

A organização criminosa se valeu da importação e uso de detectores dedrones, cujo uso é expressamente proibido no Brasil para pessoas físicas oujurídicas de direito privado, conforme a Resolução Anatel n. 760, de 6 de fevereiro de 2023. TH Joias, Dudu, Índio do Lixão, os traficantes Pezão, Lacoste da Serrinha, TH da Maré (falecido), Peixão e Léo Empada promoveram a importação clandestina e consequente compra e venda dos equipamentos voltados para dificultar a operacionalidade dos drones utilizados pelas forças de segurança pública em regiões dominadas pelo tráfico de drogas. O interesse pelo equipamento foi tanto, que TH e Dudu viram uma oportunidade de ganhar muito dinheiro com as lideranças do tráfico, oferecendo não só para o Comando Vermelho mas também para o Terceiro Comando Puro e a ADA (Amigos dos Amigos). De acordo com Informações de Polícia Judiciária 016/25 e 027/25, foi possível identificar que Dudu adquiriu diversos equipamentos para monitoramento e derrubada de drones de fornecedor chinês de empresa sediada na cidade de Shenzhen, China. No período das transações, que vai de janeiro de 2024 a março de 2025, foram identificadas as seguintes compras internacionais: Detector de drones adquirido em 01/06/2024 por US$ 4.200,00;Bazuca antidrones adquirida em 09/06/2024 por R$ 15.124,98;Bazuca antidrones adquirida em 07/08/2024 por R$ 14.947,49;Bazuca antidrones adquirida em 09/09/2024 por R$ 19.442,88;Detector de drones adquirido em 10/09/2024 por US$ 3.000,00;Duas bazucas antidrones adquiridas em 25/09/2024 ao preço de R$ 11.169,81 cada;Duas bazucas antidrones adquiridas em 20/03/2025 ao preço de US$ 2.300,00 cada; Bloqueador de sinal do tipo “mochila” adquirido em 20/03/2025 ao preço de US$ 3.400,00 Destaca-se, aqui, que o preço informado por TH Joias e Dudu a Índio e Pezão para cada um dos equipamentos foi de R$300.000,00 (IPJ 05-2025). Além disso TH da Maré, em chat com Dudu, também relatou ter feito pagamento superior a R$ 200.000,00, evidenciando que Dudu e TH Joias obtiveram lucros expressivos com a venda de cada equipamento do tipo “bazuca”, superiores a R$ 200.000,00. Conversas entre TH Joias e Dudu mostram que o deputado estadual auxiliou lideranças do Complexo do Alemão na aquisição de equipamento próprio para derrubar drones, através da interferência em seu sinal. Em diálogos captados no dia 10/10/2023, “TH Joias ” diz a “Índio” que vai adquirir um equipamento para derrubar drones, a fim de utilizá-los em seucondomínio. “Índio” pergunta o preço, e “TH Joias” diz que seu amigo consegue por R$ 300.000,00.” Narra também que “no dia 6/1/2024, “TH Joias” pergunta se “Índio” poderia onversar com o “01” sobre “Dudu”. “01” também é um termo utilizado por eles para se referir a “Pezão”. Em seguida, “Índio” envia a “TH Joias” foto de R$ 55.000,00 em espécie e diz “Da bazuca dos drones””.

Investigação da PF revelou intenso tráfico de armas entre os traficantes no Complexo do Alemão (CV)

A investigação da Polícia Federal revelou como funcionava o tráfico de armas no Complexo do Alemão. O traficante Pezão era o responsável pelo planejamento e execução de todas as ações criminosas de grande vulto da facção Comando Vermelho, incluindo a importação de armas e drogas, o comércio doméstico de entorpecentes, a aquisição de equipamentos antidrones, o vazamento de operações policiais, a realização de transações de câmbio não autorizadas e a lavagem de capitais. Ele exerce total domínio sobre seus subordinados, e sua permanência em liberdade representa a continuidade do comando da ORCRIM.” A investigação revelou um fluxo constante e ilegal de armamentos e munições, com participação central de Indio do Lixão e Pezão. Foi o que ocorreu, por exemplo, nos dias 20 e 30 de março de 2022, quando Índioi e Fhillip da Silva Gregório, alcunha Professor (já falecido), trocaram informações detalhadas sobre a importação de fuzis AR-10 do Paraguai para o Rio de Janeiro. Não por acaso Índio realizou pagamentos pela compra de fuzis em contas de duas empresas ligadas a Angel Antonio Flecha Barrios, um traficante dearmas. Imagens de fuzis, pistolas e munições na nuvem de Índio confirmam que foram enviadas do Paraguai. O financiamento das armas se deu com recursos do tráfico de drogas controlado por Pezão no Complexo do Alemão. As armas contrabandeadas seriam empregadas em confrontos com os órgãos de segurança pública e com facções rivais. As diligências também revelaram o comércio de armas e munição entre Índio e Profesor com anuência de Pezão Em 23, 27 e 30 de março e 4 de abril de 2022, Índio vendeu munições de calibre restrito (9mm e .40) a Professor e Pezão. Em 4 de maio de 2022, Índio e Pezão venderam réplicas de Glock ao traficante Criam (preso)” sem autorização. Em 18 de maio de 2022, Professor vendeu dois fuzis AR-10 a Índio e Pezão no dia 20/3/2022, “Professor” diz a “Índio” que teria frete com destino ao Rio de Janeiro partindo de Pedro Juan Caballero, mas“Índio” diz que o material está localizado em Ciudad del Este, e custaria R$ 3.500,00 por fuzil (“bico”) para transferi-lo de uma cidade para outra Nos diálogos analisados entre “Professor e Indio ” constatou-se que, em sua grande maioria, são relacionados comércio ilegal de armas e munições, com troca de informações sobre o tema, além de acordos para compra e venda. Em 25/3/2022, “Índio” envia foto e vídeo de um fuzil e diz: “chegou”. Em seguida, “Professor” oferece a “Índio” “uns r10”, ou seja, fuzis AR-10.. Em outra data, Índio ” diz que vão chegar mais 200 caixas de munição para fuzil, calibre 762 e oferece a “Professor”. Os dados telemáticos180 comprovaram que, em 3/5/2022, “Profsssor” pergunta se “Índio” gostaria de adquirir fuzis AR-10. Eles combinam o preço de 18 mil dólares por 2 fuzis, mais 2 ou 2,5% para o câmbio. “ Índio” solicita as informações da conta para depósito, e Professor R” envia contas das empresas “Professor” oferece a “Índio” 2 fuzis AR-10. “Índio” aceita, e no dia seguinte pede as contas para depósito. Novamente, “Professor”informa que o preço total: R$ 95.472,00. .

Veja a participação de policiais no esquema envolvendo o deputado TH Joias e o Comando Vermelho

Preso na operação desta semana, o delegado da PF Gustavo Stteel utilizava do seu cargo para beneficiar criminosos, Havia uma íntima relação dele com Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, por meio da qual eles trocam favores ilícitos. O delegado acessou indevidamente a pedido de Dudu o sistema Epol de uso exclusivo de policiais federais para extrair informações a respeito de investigações em andamento em desfavor de “Dudu e de Índio do Lixão. Outro envolvido na quadrilha, ígor Bernardes Brandão tinha ligação com o Comando Vermelho do qual fez negociações suspeitas para Pezão como também se relacionava com o contraventor Adilsinho. Sobre a participação de policiais na quadrilha. o PM Rodrigo da Costa Oliveira era segurança do traficante Índio do Lixão.. Ele era diretamente requisitado para missões de escolta, transporte e segurança pessoal. Em diversas ocasiões, ele organizou com Dudu ” a logística de deslocamentos, define pontos de encontro, horários e até mesmo os veículos utilizados. Sua atuação vai além da simples execução: ele exerce papel de liderança, sendo descrito por “Dudu” como “chefe da segurança” e “peça fundamental” nas operações. Além de sua própria participação, “Costa” também era responsável por recrutar outros policiais militares para compor a equipe de segurança de “Índio, o que demonstra a sua ascendência sobre os demais PMs. Entre os nomes indicados por ele estavam Wesley Ferreira da Silva, Wallace Tobias e Alexandre Marques, Outros nomes citados, ainda não qualificados, incluem Carvalho, Ormond, Pereira, Menezes e Renan. A participação de Leandro Alan dos Santos, ele foi demandado por Costa e Dudu ” para transportar armas e drogas. Por outro lado, as investigações apontaram que o ex-policial Kleber Ferreira da Silva possui a atribuição de obter informações acerca de operações que serão deflagradas e, posteriormente, repassá-las aos integrantes da agremiação criminosa, com o intuito de que eles possam se evadir da comunidade antes da chegada das equipes policiais.” Costa e Alan fzeram o transporte de arma e drogas a mando de Dudu e índio; A tarefa se deu quando a dupla de traficantes vendeu 148 kg de cocaína para o traficante Lacoste da Serrinha. Lavoste não conseguiu pagar por todo carregamento, combinaram sua devolução parcial. O pagamento se faria com dinheiro em espécie. Assim, no dia 30 de outubro de 2024, Costa resgatou com o traficante Lacoste trinta e seis mil reais e 3kg de cocaína, recebeu, por isso, R$900,00, “300 pro kl”sic, nas palavras de Dudu. Lacoste ainda efetuou outro pagamento, dessa vez, com a anuência de Índio, combinaram utilizar um Fuzil G3, assim como a devolução de 4Kg de cocaína. O comparsa de Lacoste referido como Anão, faria a entrega ao emissário de Dudu Mais uma vez Costa foi acionado por Dudu, assim como Leandro ALan, os quais resgataram a encomenda espúria: Ou seja, os dois agentes com atribuições de segurança pública que deveriam reprimir o tráfico de drogas, não só se omitiram, como contribuíram para a sua concretização, em mais um trágico episódio de corrupção policial.” Costa era constantemente acionado, inclusive para realizar o transporte seguro de Índio, o qual, dada a condição de homiziado, valia-se daequipe de seguranças para se movimentar fora do Complexo do Alemão, como ocorreu no dia 13 de janeiro de 2025, quando convocou para a missão os policiais Wesley, Marques e Tobias, Costa recebeu um valor de R$ 28,550 da empresa TH Joias LTDA. Ele também recebeu quantias vindas da Loja do Flamengo pertencente ao deputado estadual. . O policial militar aposentado Kleber Ferreira da Silva, atuava como informante da facção, repassando dados sigilosos de istemas policiais e informações sobre operações, como se deu no dia 26/04/2024, quando informou para TH Joias sobre operação que aconteceria no dia seguinte, informação que TH Joias repassou imediatamente para Índio, Apesar de ser ex-policial militar, Kleber ainda possui acesso ao sistema policial, o qual utilizava para consultar informações úteis para a organização criminosa, como eventuais mandados de prisão contra integrantes da orcrim, tudo isso, obviamente, mediante paga. No 25 de abril de 2024, Índio solicitou a TH Joia a confirmação sobre uma operação policial que ocorreria no Complexo do Alemão e na Penha no dia seguinte 26/04/2024). TH Joias respondeu que verificaria e enviou a Índio um print de uma ligação em curso com Kleber Ferreira da Silva. . Durante a ligação, Kleber confirmou “operação amanhã 5h”, indicando ter tido acesso a informações sigilosas sobre o horário da ação policial. “TH Joias” deduziu que a operação seria direcionada “lá pro amigo”, provavelmente referindo-se à área de atuação da facção. Notícias daépoca confirmaram que a operação de fato ocorreu no Complexo do Alemão e na Penha em 26 de abril de 2024, no dia seguinte ao diálogo. Em seguida, TH Joias informou a Índio que um pagamento deveria ser realizado a Kleber pela informação fornecida

A hierarquia da quadrilha e as conversas que provam a associação entre traficantes do Comando Vermelho e políticos no Rio de Janeiro. Foi sugerido que bandido se candidatasse a vereador

Veja agora como era a hierarquia da quadrilha alvo de operação esta semana do Ministério Público Estadual do Rio e da Polícia Federal que culminou com a prisão do deputado estadual TH Joias, de um delegado da PF, de um ex-secretário estadual do RJ, de PMs e de traficantes, Sabe-se que TH Joias e seu assessor parlamentar Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, seriam operadores, de uma complexa rede demovimentação financeira criminosa, com transferências vultosas, tendo sido identificadas supostas transações de grande vulto em reais e dólares, realizadas por meio de operadores financeiros clandestinos e frequentemente convertidas em bens de alto valor, como veículos de luxo e propriedades imobiliárias. O núcleo de liderança do bando era de TH Joias e do traficante Pezão, sendo que este último era quem estabelecia as diretrizes que devem ser seguidas pelos membros da ORCRIM, possuindo total domínio sobre as ações perpetradas pelos seus subordinados; O núcleo político ficava por conta de Alessandro Pitombeira Carracena, figura central que conecta as instituições públicas ao crime organizado;Núcleo logístico era formado por Dudu e Gabriel DIas de Oliveira, o Índio do Lixão, além do deputado da PF Gustavo Stteel. e Leandro Ferreira Marçal Eles eram os responsáveis pelas principais frentes da organização criminosa, atuando como intermediários entre os chefes de facções criminosas e autoridades públicas; O núcleo financeiro ficava por conta de Igor Bernardes Brandão e Pedro Lucas Bezerra de Carvalho, que exerciam a função de ocultar e dissimular bens, valores e direitos advindos das práticas criminosas cometidas pelos membros do Comando Vermelho; Tinha o núcleo operacional formado por policiais como Rodrigo da Costa Oliveira, o Costa, Wallace Menezes Varges de Andrade Tobias, o Tobia (ex-PM), Alexandre Marques dos Santos de Souza, Leandro Alan dos Santos e Kleber Ferreira da Silva, que são agentes da lei que integram a segurança detraficantes de drogas e de armas do Comando Vermelho, além promoveremo vazamento de operações policiais. Há várias conversas que demonstram demonstram a correlação entre o mandato de parlamentar de “TH Joias” e o Comando Vermelho Veja conversas e descobertas Em 29/01/2024, ÍnDIO” diz que “mano”, ou seja, “Pezão”, quer falar com “TH” no dia seguinte. A finalidade seria pedir que “TH” atue no sentido de retirar o batalhão de choque do Gardênia Azul e trocá-lo por “PM normal”. Em seguida, TH Joias manda print de ligação em curso com Carracena. “Índio” pergunta “qual o papo”, ou seja, o que Carracena tinha a dizer sobre o assunto. “ TH Joias diz que Carracena alaria com o comandante geral para entender o que pode ser feito Em 31/1/2024, “Índio” diz a “TH” que ambos foram convidados para jantar com Pezão e que “pedido do dono é uma ordem Em 25/4/2024, “Índio” pede que “TH Joias” confirme se acontecerá uma operação no Alemão e na Penha no dia seguinte. “TH Joias” responde que vai ver e manda print de tela, no qual se verifica uma ligação em curso com Kleber Política Águia Segundo a investigação, TH Joias e Dudu obtiveram lucros superiores a R$ 200.000,00 ao venderem antidrones a facções criminosas cariocas; Outra informação relevante é que a mando de TH Joias, Dudu destinou vaga de assessoria parlamentar na ALERJ à esposa de “Índio” como contrapartida por “ajudar” “TH Dudu e TH Joias intermediaram operação de câmbio de R$ 344.500,00 para Pezão”, a pedido de “Índio”, mas desviaram o dinheiro para uso pessoal; Dudu disse que conversou com TH e Carracena e sugeriu que Indio se candidatasse a vereador em Duque de Caxias; Dudu também intermediou a venda de cocaína para Índio. Em 30/11/2023, “Índio” envia a “TH Joias uma foto de dinheiro em espécie, e diz que tem R$ 148.000,00 para entregar a TH, de modo queR$ 100.000,00 são “do mano”, ou seja, de “Pezão”. Diz, ainda, que vai dar a “TH Joias” mais R$ 90.000,00 para entregar ao Carracena. Em 29/1/2024, “TH Joias” diz que Carracena está acordado para falar com “o mano”, ou seja, “Pezão. De acordo com diálogos capturados entre TH Joias e índio, por volta de 18h do dia 31 de janeiro de 2024, Carracena avisou ao grupo sobre operação policial que aconteceria naquele dia. Àquela altura, ao anoitecer, Índio tranquilizava TH informando “Areal tudo na paz aqui”, referindo-se à região do Complexo do Alemão em que se abrigaram, em seguida TH respondeu: “Carracena me ligou cedo” “bateu tudo que ele falou”.

Quadrilha emprestava dinheiro, cobrava mil por cento de juros e ameaça os clientes com armas

Policiais civis da 82ª DP (Maricá) prenderam, neste sábado (06/09), dois integrantes de uma quadrilha de agiotas que atuava com extrema violência. Os agentes cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, em Maricá e São Gonçalo, na Região Metropolitana. As investigações tiveram início em junho deste ano, quando as vítimas procuraram a 82ª DP para denunciar o crime de extorsão. A quadrilha emprestava dinheiro a moradores da região com juros abusivos, que chegavam a 1.000%, e fazia cobranças armadas, ameaçando as vítimas e seus familiares. Em um dos casos, um dos presos invadiu a casa de um denunciante e, não o encontrando, manteve a irmã em cárcere privado, apontando uma arma de fogo para sua cabeça e exigindo o pagamento imediato da dívida. Os agentes identificaram transferências bancárias via Pix para uma empresa em Alcântara, que servia como fachada para movimentar os valores obtidos ilegalmente. Na delegacia, as vítimas reconheceram um dos presos como o responsável por entregar os valores e o outro como o autor das cobranças violentas.As prisões ocorreram durante diligências nos bairros de Itaipuaçu e Jardim Interlagos, em Maricá, e também em Alcântara, em São Gonçalo. Na ação, foram arrecadados dois veículos de luxo, uma pistola, material de armamento, documentos, valores em espécie, celulares e munições. Nos locais, foi possível constatar que os investigados mantinham patrimônios incompatíveis com suas declarações de renda, já que ambos se apresentavam como vendedores autônomos de automóveis. As investigações continuam para identificar outros envolvidos na quadrilha e aprofundar a análise do material apreendido.

Comando Vermelho se infiltrou na administração estadual do RJ e no Poder Legislativo

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal, atraves do deputado estadual TH Joias e do ex-secretario estadual Alessamdro Pitombeira Carracena, a facção criminosa Comando Vermelho teria se infiltrado na administração estadual do Rio de Janeiro e no Poder Legislativo para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas. A principal atividade do grupo investigado consistia na importação de armas do Paraguai e de equipamentos anti-drone da China e revenda para integrantes de facções no Rio de Janeiro, além do tráfico de drogas. Pitombeira papel estratégico que ele desempenhava dentro da estrutura política da organização criminosa Comando Vermelho (CV). Ele integrava o núcleo político do grupo, sendo responsável por fornecer informações privilegiadas, articular medidas junto a órgãos públicos e até solicitar a retirada de forças do BOPE da comunidade Gardênia Azul, em troca de pagamentos vultosos. Em uma interceptação telefônica, TH Joias afirmou: “Carracena me ligou cedo. Bateu tudo que ele falou”. O agora ex-deputado estadual TH Joias chegou a buscar 9 milhões de reais no Complexo do Alemão para trocar em dólar e fortalecer o tráfico da região. De acordo com a PF, TH e a mulher movimentaram R$ 13 milhões nas próprias contas entre 2021 e 2023. TH Joias importava equipamentos antidrone de alta tecnologia da China por um valor e os repassava para criminosos do Complexo do Alemão por um preço dez vezes superior ao original. As investigações apuraram ainda que o parlamentar infiltrava pessoas ligadas aos bandidos da facção dentro da Assembleia Legislativa do Rio. O Tribunal Regional Federal decide pela transferência para presídios federais de segurança máxima de três investigados da operação que teve como principal alvo o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, e o ex-assessor de TH, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, foram presos durante operação integrada das polícias Civil e Federal com o Ministério Público na quarta-feira (03). O terceiro acusado é o traficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico do Complexo do Alemão, que é considerado foragido. Quando for preso, ele deve ser levado diretamente para um presídio federal.

No Complexo da Maré, traficantes do TCP controlam a vida de moradores revistando celulares e lucram com extorsões a população e comerciantes

Segundo investigação da Polícia Civil, os traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) do Complexo da Maré passaram a constranger os moradores com ameaças e intimidações, exigindo sempre a visualização dec elulares, conversas e mı́dias, com o objetivo de saber se alguém da grande região teve ou tinha algum contato com os grupos rivais, até mesmo com a polı́cia. De acordo com a apuração policial, o domínio do TCP na Maré se estende pelas comunidades do “Morro do Timbau, Conjunto Esperança, Conjunto Pinheiros, Vila dos Pinheiros, Vila do João e Salsa e Merengue”, e seus principais integrantes ucram explorando diversas outras atividades criminosas como extorsão de moradores e comerciantes locais e o roubo de cargas e veı́culos. A investigação confirma denúncia de dois anos atrás de que traficantes faziam a utilização de instalações públicas da comunidade para treinamento de guerrilha armada. O grupo criminoso TCP usvam o campo de futebol, que deveria ser local para prática de esportes, como área de treinamento de táticas de combate urbano, O grupo é liderado pelo traficante Menor P, que está preso há vários anos. Abaixo dele, estava TH ou Gabigol mas este morreu em 2025. Depois, vinha Mano Bill ou Bill liderança local, com atuação mais restrita dentro do complexo mas com determinante autonomia na condução do tráfico local, Em seguida, vinha Chocolate, que está preso. Ele tinha expertise na preparação e distribuição de drogas na localidade, sendo também chamado de “o quı́mico” pelos narcotraicantes, tendo em vista a capacidade de determinar o grau de pureza e qualidade das drogas distribuidas e adquiridas,Outras figuras importantes são Cria, Pescador, Carrapato, sendo que este último exerce liderança armada na localidade, sendo responsável pela manutenção e supervisão dsuporte armado das atividades criminosas

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