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extorsão

Veja modo de atuação de uma quadrilha de roubadores de celulares ligadas ao CV. Dinheiro das vendas dos aparelhos subraídos ajudava a financiar a caixinha da facção

Uma quadrilha que rouba telefones celulares e ainda praticava extorsões contra as vítimas, com o objetivo de desbloquear e revender os aparelhos é alvo de operação da Polícia Civil no RJ. O bando é ligado ao Comando Vermelho. Os agentes buscam cumprir 43 mandados de prisão na capital, Duque de Caxias, São João de Meriti, Barra do Piraí e também no estado de São Paulo. Até o momento, mais de 30 pessoas foram presas. MODUS OPERANDI O bando não apenas roubava os dispositivos, mas intimidava violentamente as vítimas para obter senhas e acessos. Os criminosos faziam ameaças diretas, intimidação psicológica e coação financeira, exigindo pagamentos ou informações sob a ameaça de represálias. A estratégia tornava a quadrilha ainda mais lucrativa, pois dispositivos desbloqueados têm maior valor de revenda e permitem o acesso a contas bancárias e aplicativos financeiros das vítimas. O primeiro ato da organização envolvia a subtração dos celulares em áreas de grande circulação, como Duque de Caxias, Calçadão de Bangu e Central do Brasil. Para garantir exclusividade no fornecimento, os líderes davam armas aos assaltantes, eliminando intermediários e estabelecendo vínculos diretos com traficantes que autorizavam os roubos em troca de parte dos lucros. Após os roubos, agia o núcleo de extorsão, que utilizava diversos métodos para coagir as vítimas a fornecerem senhas e acessos financeiros, como ameaças via aplicativos de mensagem ou SMS, uso de informações obtidas na dark web, golpes de phishing e pressão psicológica. Quando esses métodos falhavam, os celulares eram desmontados e vendidos como peças para assistências técnicas clandestinas. O grupo lavava o dinheiro obtido com a venda dos celulares desbloqueados e das extorsões. Os valores eram distribuídos entre contas bancárias de terceiros, dificultando o rastreamento, sacado em espécie e escondido em locais estratégicos e também como fonte de receita da “caixinha” do CV, que financia as atividades criminosas e disputas territoriais e garante pagamentos para parentes de faccionados, estejam eles presos ou em liberdade. Os bandidos envolvidos no esquema ostentavam luxo nas redes sociais, com a compra de bens de alto valor e festas financiadas pelo crime. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

PM manda para conselho disciplinar (que pode expulsar) 22 policiais envolvidos no esquema conhecido como ‘Tour da Propina’

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho disciplinar, que pode levar a expulsão, de 22 PMs envolvidos no esquema chamado de ‘Tour da Propina’. A deflagração da investigação teve como ponto de partida uma denúncia anônima recebidapela 3a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (3a DPJM) em 30 de junho de 2023. A denúncia alegava o pagamento ilícito de valores a policiais militares do 20o Batalhão de Polícia Militar por parte de um ferro velho situado na Rua Caminho da Piteira, em Nova Iguaçu/RJ. A fim de corroborar as informações contidas na denúncia, foram realizadas ações controladas que resultaram na constatação da presença recorrente de viaturas policiais no estabelecimento comercial em questão. Além disso, diligências realizadas em outros estabelecimentos comerciais revelaram que asuposta prática criminosa não se limitava ao local inicialmente denunciado, uma vez que, as guarnições policiais demonstravam um comportamento recorrente nas manhãs de sexta-feira. Ao estacionarem em frente aos estabelecimentos comerciais, um funcionário se aproximava das viaturas, realizava uma rápida entrega e retornava ao interior do prédio. Em algumas ocasiões, um policial desembarcava e adentrava ao estabelecimento, permanecendo lá por poucos minutos antes de retornar à viatura, que, em seguida, se re-tirava do local. Durante as investigações, constatou-se que algumas guarnições tentaram obstruir ou mani- pular as imagens das Câmeras Operacionais Portáteis (COP), posicionando-as de forma inadequada, em desacordo com as normas internas da corporação, a fim de dificultar a fiscalização. A ferro velho, alvo da denúncia, não possui inscrição estadual nem alvará de funcionamento, conforme consultas realizadas na Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro e na Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, respectivamente. Além disso, a empresa não possui licença ambiental. No intuito de aprofundar as investigações, foi deflagrada, em 11 de agosto de 2023, umaação controlada direcionada ao ferro-velhoDurante um período de três meses, compreendido entre os dias 11, 18 e 25 de agosto; 1o, 8, 15, 22 e 29 de setembro; e 6, 13, 20 e 27 de outubro de 2023, foram realizadas diligências em 12 (doze) sextas-feiras consecutivas. As investigações permitiram identificar a presença recorrente de viaturas pertencentes aos Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPOs) de Vila de Cava, Miguel Couto e Austin, bem como, dos setores “I” e “K” da Rádio Patrulha, todos vinculados ao 20o Batalhão de Polícia Militar. Observou-se que todas as guarnições monitoradas seguiam um padrão de “roteiro de visi-tas” em estabelecimentos comerciais, como centros de reciclagem, lojas de materiais de construção, depósitos de gás, entre outros, nos quais arrecadavam valores provenientes de corrupção passiva.Muitos desses locais foram visitados por mais de uma guarnição, como no caso do ferro-velho da Rua Caminho da Piteira, onde as guarnições compareceram pelo menos duas vezes ao dia. Ao longo do monitoramento, constatou-se que as guarnições fizeram contato com 54locais distintos, listados na representação. Em todos esses estabelecimentos, foram identificados indícios consistentes de crimes militares, como corrupção passiva, concussão e descumprimento de ordens. A corporação concluiu que os autos praticados pelos acusados revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar. Segundo a PM, adotaram, ter adotado conduta oposta àquela esperada de cada membro da Corporação, ferindo preceitos estatutários em vigor e configurando transgressão disciplinar de natureza grave, Durante as investigações, foi captada uma conversa bastante esclarecedora, pois nela eles declaram de forma espontâneas como fazem para cometer crimes quando estão utilizando a COP, no diálogo eles falam exatamente como é seu modus operandi, para a prática de corrupção passiva, qual seja, sempre que vão cometer o crime a COP é retirada, embora fique claro que eles também se utilizam da prática criminosas de obstrução de lente, pra mim cobrar alguém eu tenho que andar certo, pra mim falar que eu vou usar câmera, eu tenho que tá certo, ciente que não tôcometendo nenhum crime, entendeu, senão se eu vou fazer m…, eu não vou usar a câmera, eu vou filmar o meu próprio crime. Que p… essa. Idiotice cara não tem coerência.” Por isso que eu to usando câmera, eu não tô cometendo nenhum crime, o dia que eu for cometerum crime eu não vou usar câmera, que pô idiotice, não tem coerência. Entendeu as coisa incoerente cara, vou usar câmera sempre que eu não tiver cometendo crime, vou usar, vou trocar a câmerasempre que eu não tiver cometendo crime. : é pra eles que eu tô falando, tem que saber essa p…, que a gente não é idiota, acha que o policial é idiota, pior que tem, pior que tem Eles podem até parar de ficar me olhando, que não adianta, que eles olhar eu não vou estar cometendo crime. Eu não vou cometer crime com eles me olhando. (Pausa) Isso aí, esse negócio aí, que ficam olhando lá no monitor olham por amostragem po, não tem como olhar cinquenta mil, vamo bota vinte mil polícia, dez mil, não tem como olhar dez mil polícia. FONTE: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Povo de Israel passou a distribuir drogas em grande escala nos presídios e pode ter contato com grandes fornecedores. Vejas as unidades que essa facção se encontra no RJ e assassinatos cometidos pelo grupo e as lideranças do bando. Como funcionava o esquema de extorsão

MARIO HUGO MONKEN Até o ano de 2022, a Subsecretaria de Inteligência vinha acompanhando ocorrências indicando que a facção criminosa Povo de Israel praticava o tráfico de drogas intramuros em pequenas quantidades. Porém, as recentes apreensões demonstraram que a cúpula do grupo estaria se dedicando ao tráfico em grandes proporções, tendo por finalidade adistribuição e venda de entorpecentes para consumo no cárcere entre os próprios internos. O quantitativo de drogas apreendidas poderia demonstrar que eles podem estar estreitando relacionamento com grandes fornecedores dedrogas, assim se relacionando com o tráfico de drogas. Em 16 de setembro de 2023, no Presídio Nelson Hungria foram apreendidos por policias penais, dentro de um caminhão que iria entregarrefeições para os internos, os seguintes ilícitos: Em 20 de setembro de 2023, no Presídio Romeiro Neto (SEAPRN), em uma operação conjunta entre policias penais e a polícia civil, prenderam em flagrante, dois Inspetores de Polícia Penal que estariam em posse de aproximadamente posse de 200 (duzentos) tabletes de maconha escondidos no teto de um banheiro, pesando aproximadamente 3,5 (três quilos e meio) de erva seca O Povo de Israel vem conseguindo cada vez mais se estruturar, aumentando o quantitativo de integrantes e oprimindo outros internos que se oponham a seus mandos e com grande poder aquisitivo. Verifica-se um expressivo efetivo de internos que a cúpula desse grupo criminoso teria arregimentado durante os últimos anos, mantendo um controle das práticas de crimes e lucros obtidos intramuros por seus membros, motivo pelo qual outras Organizações Criminosas(Orcrim) teriam tentado se aliar ao PVI. Com base no efetivo carcerário de 19 de agosto de 2023, o soma do efetivo das unidades prisionais (UP) citadas, 18.030 (dezoito mil e trinta),corresponde a 42,09% do efetivo total, que era 42.828 (quarenta e dois mil oitocentos e vinte e oito). O efetivo de internos com perfil neutro, que estaria sob influência desse grupo criminoso, teria ultrapassado o percentual de presos faccionados, da orcrim apontada como a maior na capital fluminense. O grupo criminoso denominado “PVI” teria surgido através de um efetivo carcerário de presos sem facção (neutros) que almejavam um isolamento de seus integrantes em uma unidade prisional de alocação exclusiva, tal como ocorre com as organizações criminosas (Orcrim) Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), e sua primeira tentativa nesse sentido teria se dado com o pleito de transferência detodos os presos denominados neutros para o Presídio Hélio Gomes (SEAPHG), em 2004. À época dos fatos, o pleito não foi atendido pela Seap e o PVI deflagrou uma rebelião no Presídio Ary Franco (SEAPAF), que resultou na morte de 08 (oito) presos. Com o passar dos anos foram implementadas novas logísticas operacionais no Sistema Prisional Fluminense que consideraram o ingressosignificativo de presos denominados sem facção (neutros), o que resultou na atual realocação de 13 (treze) unidades prisionais (UP) para esteefetivo carcerário (neutros). Assim sendo, passaram a custodiar presos neutros as seguintes unidades prisionais: Presídio Diomedes Vinhosa Muniz (SEAPVM). Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (SEAPPO); Presídio Nelson Hungria (SEAPNH); Cadeia Pública Inspetor José Antônio da Costa Barros (SEAPJB); Cadeia Pública Joaquim Ferreira (SEAPJFS); Instituto Penal Plácido Sá Carvalho (SEAPPC); Instituto Penal Benjamin de Morais Filho (SEAPBM); Presídio Evaristo de Morais (SEAPEM); Presídio Milton Dias Moreira (SEAPMM); Cadeia Pública Cotrin Neto (SEAPCN); Cadeia Pública Inspetor Luis Fernandes Bandeira Duarte(SEAPBD); Presídio Tiago Teles de Castro Domingues (SEAPTD); Cadeia Pública Juíza de Direito Patrícia Lourival Acioli (SEAPJP); Instituto Penal Edgard Costa (SEAPEC); Presídio Hélio Gomes (SEAPHG); Presídio Romeiro Neto (SEAPRN) O grupo criminoso PVI teria encontrado a oportunidade de arregimentar para o seu grupo, além dos presos sem facção, outrospresos expulsos de facções (principalmente do CV), valendo-se daquelas unidades prisionais designadas para a custódia de presos sem facção,denominados neutros. A estrutura hierárquica no âmbito do PVI, tem a presença de presos apontados como lideranças do grupo criminoso, que no PVI são identificados como “primeira voz”, suposto detentor de poder de mando, e demais presos identificados como “comissões”, porta-vozes das lideranças nos desígnios do grupo criminoso no âmbito de cada unidade prisional Alvinho é um dos chefões do grupo. Ele ingressou no Sistema Penitenciário Fluminense em 19 JUL 1999, e em 05 DEZ 2007 obteve decisão favorável ao gozo de benefício de Visita Periódica Familiar (VPF), ocasião em que não regressou ao estabelecimento penitenciário que estaria recolhido, passando a ser considerado evadido. Foi recapturado, em 13 de novembro de 2009, e permanece preso até a presente data. . Enquanto custodiado no Sistema Prisional Fluminense apresentou comportamento indisciplinar, tendo em seu desfavor 13 (treze) partes disciplinares. Possui 09 (nove) anotações criminais pela suposta prática dos crimes de homicídio, roubo simples e majorado e estupro Alvinho teria amplo prestígio junto aos asseclas faccionados deste grupo criminoso e poder de mando junto a todo efetivo carcerário dasunidades prisionais destinadas ao PVI, deliberando sobre o ingresso ou expulsão de membros, rebeliões, tentativas de fugas, interrupções dodenominado “disque extorsão” e aplicação de punições a integrantes, que teria resultado em lesões corporais, morte, resistência ou uso da força contra policiais penais. Sobre a expulsão do grupo do criminoso conhecido como Chadeia pontado como segundo na hierarquia do PVI em 2021. Na oportunidade, Alvinho teria tomado conhecimento de suposta tentativa de sequestro de sua família por “Chadeia”, em 2020, e teria identificadovínculos deste com a facção milícia de Macaquinho, Em relação ao ingresso de novos membros, tanto os presos sem facção criminosa como também presos ex-integrantes de facções criminosasexpulsos de suas facções, tal como identificou-se com o apenado Lorde, outrora integrante do Comando Vermelho (CV), atuante no Morro da Fé. Lord teria sido apontado como mandante do ataque ao ônibus linha 350 em novembro de 2005, que lhe teria resultado em supostas ameaças pelo CV, fazendo com que este migrasse para o PVI. Supostamente Alvinho teria autorizado que presos do PVI alocados no Presídio Milton Dias Moreira (SEAPMM) empreendessem em fuga em 2018. O fato envolveu a utilização de armas de fogo por presos daquela UP, que embora frustrada, resultou que policiais penais permanecessem reféns de presos. À época foi deflagrada uma operação que

Bar, sorveteria, farmácia, padaria, barbearia, loja de ração: nada escapava da cobrança de milicianos no bairro do Prata, em Belford Roxo. Taxas variavam de R$ 50 a R$ 70

No último dia 30 de agosto, a PM prendeu um miliciano que fazia cobranças a comerciantes no bairro do Prata, em Belford Roxo. Segundo investigações, o suspeito age a mando de Soneca e Gabriel da Madeira. Ele adentrava nos comércios, recolhia os valores e saía guardando ou contando dinheiro; O criminoso esteve em um bar, loja de ração, padaria, sorveteria, barbearia e drogaria. Com o bandido, foram encontrados R$521 em espécie, tudo fracionado em notas de R$50, R$20, R$10, R$5 e R$2. A cobrança é realizada sem a utilização de arma de fogo, mas que a grave ameaça consiste em saber que se caso não houvesse o pagamento por conta dos comerciantes, retornaria posteriormente e provocaria um mal maior. Os comerciantes  confirmaram que houvera a   cobrança e que em geral pagava o valor de R$50 a R$70 mas não quiserem compareceram na delegacia por medo da milicia local. O bandido preso afirmou espontaneamente que trabalha para narcomilicia local, ganhando o valor de R$500 semanal. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

PMs suspeitos de integrar milícia na Zona Oeste que emprestava dinheiro a juros altos e ameaçava tomar bens dos inadimplentes poderão ser excluídos da tropa

A PM decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode decidir pela exclusão do servidor dos seus quadros, de dois policiais suspeitos de integrar milícia no bairro de Cosmos, na Zona Oeste do Rio que praticava, extorsão contra moradores do local. Segundo as investigações, os envolvidos “emprestavam” dinheirocom juros médio de 40% ao mês, e, em havendo atraso, passavam a cobrar juros diários, sendo certo queatuavam desprovidos de autorização legal para tais práticas econômico financeiras. Os agentes ameaçavam os inadimplentes que haviam contraído empréstimo que, inclusive, acabaram expulsos de suas casas, as quais eram posteriormente apropriadas, vendidas ou mesmo alugadas pelos militares e demais criminosos. No decorrer do ano de 2020, no bairro Campo Grande mediante grave ameaça de morte exercida com emprego de arma de fogo, obtiveram para si, vantagem patrimonial indevida, no valor aproximado de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), em prejuízo das vítimas Rafael B.C. e sua esposa Daniele A.L.B., que são proprietários de um trailer de lanches no local. Segundo o que consta no citado inquérito, as vítimas adquiriram três empréstimos com osmilitares, perfazendo o total de R$ 38.000,00 (trinta e oito mil reais), sendo primeiramente adquirido o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), que seria quitado em 40 (quarenta) parcelas de R$ 1.000,00 (um mil reais). Posteriormente fizeram novo empréstimo no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), a ser quitado em 50 (cinquenta) parcelas de R$ 2.000,00 (dois mil reais). e ovalor de R$ 3.000,00 (três mil reais), que seria pago em 20 (vinte) parcelas de R$ 500,00 (quinhentosreais). Inicialmente, por cerca de dez meses, as vítimas pagaram, mensalmente e em espécie, ovalor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) aos militares. Ocorre que, após o último empréstimo, osmilitares recalcularam a importância “emprestada” às vítimas, gerando novas parcelas com valoresaltíssimos, estabelecendo datas distintas para o seu pagamento, sem que houvesse um prazo final para aquitação da dívida. Ainda no dia 15 de agosto de 2021, esteve na residência das vítimas exigindo o veículo de sua propriedade, como forma de compensação do não pagamento das dívidas recalculadas. Nesta oportunidade, levou o automóvel, no entanto, o devolveu por não estar em “boas condições”. Sendo assim, diante das circunstâncias ora expostas, o casal se tornou vítima de constantes ameaças de morte pelos militares, tudo com a finalidade de obterem para si vantagem econômica indevida, mediante o constrangimento empregado. fonte: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Investigação revela como é a divisão de poder no Complexo de São Carlos (TCP) – QUEM DOMINA O QUE

Investigação revela como está dividido o poder no Complexo de Favelas de São Carlos, na região central do Rio. que é formado pelos morros do São Carlos, Mineira, Zinco e Querosene. Segundo relatório obtido pela reportagem, há um chefe do tráfico em cada uma dessas localidades, todos subordinados hierarquicamente ao traficante “Coelho”, que atualmente cumpre pena mas continua ditando ordens de dentro do presídio. Vários perfis de rede social inclusive ostentam emojis (figurinhas) de coelho (se referindo ao vulgo do dono do Complexo do São Carlos) e da medalha com o número 3 (se referindo à expressão: “É tudo 3!” (tá tudo tranquilo), dita somente pelos integrantes da facção do TCP.       Estão abaixo dele no primeiro escalão hierárquico os traficantes Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo “Parazão” , oriundo de Belo Horizonte/MG, Leonardo Miranda da Silva, vulgo “Empada” e Marcílio Cherú de Oliveira, vulgo “Cheru ou Menor Cheru”.  Sob ordens diretas do traficante “Coelho”, essas lideranças são responsáveis pela gestão do tráfico de drogas no Complexo do São Carlos, tendo as regiões e os morros divididos geograficamente sob determinado comando. Já na localidade do São Carlos, o “frente” é Cheru, o qual tem três mandados pendentes de prisão.  O Querosene é dividido entre Cheru e Empada, sendo que os dois controlam o local.  Dentre as comunidades do Complexo do São Carlos, há o Zinco, cujo frente é procurado pela Justiça, sendo ele Empada ou Danado., Ele se encontra evadido e tem 12 mandados pendentes de prisão.         A localidade conhecida como Mineira, tem como “frente” o nacional de vulgo “Parazão” ou “Paraíba”, que arrendou o local de Coelho.  Oriundo de Minas Gerais, Parazão controlava o tráfico de drogas na comunidade conhecida como Cabana do Pai Thomas, na região oeste de Belo Horizonte. Ele é um dos mais procurados do Estado de Minas Gerais e possui 4 mandados de prisão pendentes. Atualmente, PARAZÃO não sai do morro da Mineira e por informações de campo, foi constatado que ele é o responsável por trazer armamentos para região  e para todo o TCP. É considerado forte no morro e tem a total confiança de COELHO, como se vê inclusive em postagens de redes sociais.    A região situada no entorno da comunidade já no asfalto (Catumbi, Estácio, Cidade Nova, etc) também sofre atuação desta organização criminosa não apenas com a venda de entorpecentes pelos chamados “esticas”, mas sobretudo pelos roubos (celulares, veículos e cargas), extorsões a comerciantes obrigados ao pagamento de taxas, “sequestros” com as vítimas sendo levadas para dentro da comunidade com objetivo de fazer transferências de pix, monopólio sobre prestação de serviços (água, gás, internet, etc), invasões e esbulho de imóveis particulares na região, “clonagem” de veículos, além do branqueamento de capital por meio de atividades lícitas desenvolvidas em nome de laranjas.  Ressalta-se que traficantes do Complexo do São Carlos são os autores da maioria dos roubos de cargas e veículos na circunscrição da 6ªDP e região. Foi iniciada investigação específica no início deste ano apurando a invasão de traficantes sobre dois edifícios situados também na Rua Laura de Araújo, a mesma do estacionamento que os traficantes tomaram após exigir R$ 5.000 mensais do dono e como ele não concordou em pagar, foi ameaçado e sumiu.  Com a perda da posse do imóvel pelas invasões e provavelmente não sendo mera coincidência, o proprietário recebeu ligação de um homem que demonstrou interesse em comprar os dois edifícios inteiros, e que, vem a ser primo do traficante Marcílio Cherú de Oliveira, vulgo “Cheru ou Menor Cheru”.  E vale dizer que, o primo do traficante “Cheru” consta no quadro societário de uma loja de motocicleta que funciona na frente dos dois edifícios invadidos, estando fora da comunidade, no asfalto, na Rua Laura de Araujo, a mesma onde está situado o estacionamento, que vai até o Metrô Praça Onze e próximo ao CICC:5 5  Em frente aos dois prédios invadidos funciona o estabelecimento comercial de propriedade do primo de Cheru.  FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil

Veja o quem é quem da quadrilha do traficante Flamengo (TCP) que explora condomínios residenciais e comunidades em Caxias praticando extorsões e expulsando moradores

Denúncia publicada na rede social aponta a suposta hierarquia da quadrilha do traficante vulgo Flamengo ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP) que explora condomínios no bairro de Nossa Senhora do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O 02 do bando é o bandido conhecido como Bala. Ele é o responsável pelas extorsões nos condomínios e pelo tráfico no Barro Vermelho enquanto Flamengo fica escondido em Parada de Lucas. Tem as síndicas dos condomínios. ]Uma delas se chama Sílvia, responsável pelo Pádua. Ela seria encarregada de pagar supostas propinas a policiais. Carla seria síndica do Rotonda onde expulsou diversos moradores e invadiu apartamentos. Índio foi outro síndico colocado pelo Flamengo no Bolzano. Também é suspeito de ter expulsado moradores e invadido apartamentos. É suspeito também de um homicídio. Mykaela seria síndica do Volterra. A quadrilha tem as sub síndicas: Micaelly (Pádua), Amanda no Parma que fica responsável por checar se há apartamentos vazios ou alugados para poder cobrar taxas ou invadir. O grupo tem seus braços armados que cuidam da segurança dos condomínios e dos síndicos como Vaguinho, Weslei, Mais de Mil e Henrique. Rato também seria braço armado e faria instalação de câmeras nos condomínios. Letícia, sua mulher, seria Tesoureira do Parma. Outra integrante do grupo é Andreza Sapatão, que ficaria na portaria do Rotonda e seria encarregada de acompanhar a movimentação da polícia. Tem ainda os traficantes que agem nos prédios como Cadu e as secretárias Ísis (Bolzano) e Jéssica (Parma). Na rua, o bando de Flamengo contaria com o auxílio de um PM conhecido como Bomba que seria sócio da Internet da Jaqueira que teria monópolio na região (nenhuma outra empresa pode entrar). Pirulito também cuida da internet e seria encarregado de atravessar o dinheiro para Parada de Lucas e entregar para o Flamengo. Os braços armados na rua seriam Lala, que seria responsável pelas extorsões na Jaqueira, Vila Rosário e Pantanal. Junto com ele age o vulgo Lento. Mochilinha faria pequenos serviços para o Flamengo como colocar barricadas na Jaqueira. Marcão e Matheus, pai e filho, eram responsáveis pela extorsão. No entanto, teriam roubado a quadrilha. Flamengo mandou matar os dois mas eles conseguiram fugir. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Nova investigação contra a rede de gatonet de Suel e Ronnie Lessa revela que grupo tinha concorrência rival e que pagava propina a policiais. Veja o quem é quem

Novas investigações que vieram a tona recentemente revelam o quem é quem na quadrilha comandada por Maxwell Simões Correa, o Suel, por Ronnie Lessa e Welington de Oliveira Rodrigues, o Manguaça, que fornece gatonet nos bairros de Rocha Miranda, Colégio, Coelho Neto e Honório Gurgel. A investigação revela ainda que haveria concorrência de um grupo rival nos negócios e o pagamento de propinas a policiais corruptos. O grupo tem por finalidade obter vantagens indevidas, mormente no que concerne à exploração ilícita dos serviços de telecomunicação, televisão e internet (a famigerada GatoNet). Atividades aliadas ao cometimento dos crimes de corrupção ativa, extorsão e lavagem de dinheiro. Alex Pif Paf – é o braço direito de Manguaça de Oliveira Rodrigues. Exerce atividade de caráter técnico junto aos serviços de gatonet. As conversas mantidas por ele demonstraram a prática da atividade, havendo alusão a pagamentos pelo serviço, cortes do fornecimento, planilhas de “clientes” e menção a outro fornecedor de internet em morro dominado pelo grupo criminoso. Atua ainda como subgerente do grupo, com a probabilidade de ter assumido a gerência após a prisão de Wellington. Tabu era operador técnico dos serviços de gatonet. Havia conversas dele sobre a prisão do do patrão Suel “Suel”, com o filho de Suel e e da subordinação ao PM dono da “GatoNet”, Águia Elton também é operador técnico. Fez contatos com Manguaça. Há mensagens em que Elton afirma expressamente sobre fornecimento do serviço em “sua área”. Tem ainda conversas de respeito de disputas, em que um grupo rival teria cortado o sinal da internet usada pelo grupo criminoso. Seu nome apareceu em anotações de contabilidade da gatonet, essas apreendidas na residência de “Suel”, por ocasião de cumprimento de mandado de busca expedido na Operação Lume referente aos homicídios da vereadora Marielle Francisco da Silva e de seu motorista Anderson Pedro Matias Gomes e à tentativa de homicídio de Fernanda Gonçalves Chaves. Isaac DJ é outro que exerce papel de operador técnico, . Os dados revelam conversas sobre a prisão de “Suel”, demonstrando preocupação, além de diálogos em que reclamam da desordem da milícia no Rio de Janeiro e de ligações dessa com o narcotráfico. Luciano Trabalho Cavalo atuava como responsável pela manutenção de todos os aparelhos usados na rede clandestina de gatonet. Há, inclusive, mensagens em que o próprio Luciano afirma trabalhar há anos para o PM Sandro dos Santos Franco realizando a manutenção de todo o equipamento empregado pela quadrilha. O feito aponta, ainda, que Luciano integra, juntamente com Welington, o grupo de WhatsApp: “Mant fibra iraja”, criado em 17/04/2018, relacionado com as atividades desenvolvidas pelo grupo criminoso. Sandro Olho de Tandera era gerente de parte da área em que foi implantada a rede clandestina de gatonet, supervisionando todos os aspectos técnicos e financeiros em determinada área de domínio do grupo, inclusive com emprego de arma de fogo. Os diálogos demonstram que ele supervisiona o funcionamento do gatonet, negocia a compra e a manutenção de materiais e aparelhos destinados ao funcionamento da rede, faz o recolhimento de valores pagos pelos “clientes”, repassa as parcelas devidas aos líderes (filho de Suel). Ele ainda realiza o pagamento acordado com policiais corruptos da região e faz uso ilegal de armas de fogo no exercício de suas incumbências na estrutura criminosa. Também há conversa entre ele e Wellington sobre a prisão de “Suel”, demonstrando preocupação e insegurança quanto ao esquema do grupo criminoso. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Quem dá as ordens no Morro do Dezoito (CV) é o traficante Doca da Penha, apontou investigação

Segundo a última investigação a que tivemos acesso sobre o Morro do Dezoito, em Água Santa, quem dá as ordens por lá é o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca. Foi ele que deu a ordem por exemplo para extorquir em R$ 20 mil uma empresa de engenharia que realizava uma obra na região em 2020.Baseado no Complexo da Penha, Doca era representado por dois frentes, HO, que foi preso e Bruno PT, que acabou morto. Sem os dois, Jean do Dezoito, que saiu da ADA, virou o novo frente do morro, cargo que já havia ocupado antes quando a favela era dominada pela ADA. Os traficantes ganhavam dinheiro com o fornecimento clandestino de internet e TV, cobrança de “taxas” de segurança a moradores, entre outros. Drogas comercializadas são enviadas inicialmente para a Vila Cruzeiro, para o Morro do 18 e posteriormente para o Morro do Barão, na Praça Seca. O bando também tem extensões em Santa Teresa, região central da capital e no município de Mendes, no Sul Fluminense;Outros traficantes de destaque na hierarquia do Morro do Dezoito são Dumec, que só estava abaixo de HO e de Bruno PT, e Jota, um dos seguranças dos líderes. No braço da organização criminosa responsável pelo roubo de veículos é possível verificar a seguinte estrutura: mecânico responsável pelo desmonte dos carros; motorista frentinhas que transporta as peças aos ferros-velhos; motorista de caminhão reboque que retira a carcaça dos veículos roubados do interior da comunidade; traficantes responsáveis por autorizar os roubos por serem mais uma fonte de renda da organização. Restou possível apurar, ao longo da investigação, que qualquer crime cometido na região, seja roubos de carga ou de veículos, que utilize a estrutura da Organização Criminosa para proteção dos autores de forma a terem um local seguro para consumar o delito cometido, é devido o pagamento de uma taxa em dinheiro ou em mercadoria (produtos do crime) pelo uso da base e de sua estrutura. Fonte: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Relação com o tráfico, milícia e jogo do bicho, propinas a policiais, extorsões e ameaças a comerciantes, vazamento de operações, grupo de extermínio que cometeu vários homicídios, plano para matar delegado da PF e agente aposentado, veja os crimes que o contrabandista Adilsinho, um dos homens mais procurados do Rio, é suspeito

Um dos homens mais procurados do Rio, Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho comanda uma quadrilha que pratica extorsões, roubos, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes tributários, além de relações com integrantes do jogo do bicho, da milícia e do tráfico de drogas. As investigações revelam ainda “relação de proximidade com o Poder Público, haja vista a participação de vários agentes de segurança em seu quadro, além do pagamento de propina para integrantes da Polícia Civil e da Polícia Militar” Ele seria investigado por montar um novo ‘escritório do crime’ no Rio responsável por diversos homicídios, entre eles o do miliciano Marquinho Catiri, de policiais e de pessoas ligadas ao jogo do bicho. Processo na Justiça Federal revela que, além de propinas pagas a policiais, teria determinado a emissão de notas fiscais falsas (em quantidade inferior à efetivamente vendida); teria ordenado a gerentes a deixar de descontar e recolher o tributo incidente e cobrado sobre a fabricação e comercialização de cigarros; teria ordenado o recolhimento, transporte, repasse e depósitos dos valores ilicitamente auferidos; teria determinado ao escalão de segurança extorquir, ameaçar e constranger comerciantes a vender a mercadoria da malta; teria ordenado a aquisição, recebimento, transporte, manutenção em depósito, exposição à venda e venda de cigarros cujo tributo foi sonegado; teria determinado a gerentes e pessoas especializadas e interpostas a promover a ocultação e dissimulação de valores provenientes de toda atividade criminosa; teria ordenado a gerentes e pessoas especializadas e interpostas a realizar a remessa de valores ao exterior em desacordo com os preceitos legais; teria comandado, chefiado/liderado, coordenado, montado e organizado toda a estrutura malta e as atividades através dela desenvolvidas; teria dividido o lucro entre os demais líderes; teria determinado o pagamento a todos os membros da malta. A polícia chegou a organizar uma grande operação para capturar 40 integrantes de sua quadrilha mas apenas quatro mandados foram cumpridos, todos do último escalão do bando. Concluiu-se que o número de denunciados que não foram localizados foi um grande indicativo de que eles foram avisados previamente sobre a data da operação e do cumprimento das medidas decretadas pelo Juízo (…); houve o chamado vazamento da operação. Um integrante da organização teria realizado pesquisas e visitas ao ‘site’ do COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal),com sede em Brasília, que participou da operação. Ressaltou o MP que, “até aquele momento, a eventual atuação do COT era informaçãoreservada a poucas pessoas da Polícia Federal” e, naquele dia 15/06/2021, foi justamente a data em que os mandados de prisão e de busca e apreensão da Operação ‘Fumus’ foram digitados, de modo que não se tratou de mera coincidência. Segundo o MP, no dia seguinte, em 16/06/2021, esse mesmo membro teria conversado com Adilsinho via ‘WhatsApp’. A relação entre os dois não seria meramente eventual, já que, em 14/05/2021, ele teria estado na milionária festa realizada por‘Adilsinho’ no Hotel Copacabana Palace, Em continuidade, no próprio dia da operação (24/06/2021) e nos dias seguintes, esse suspeito teria demonstrado “especial interesse em acompanhar o resultado” ao acessar notícias sobre a operação. A Polícia Federal instaurou inquérito no dia 12/01/2023, para apurar suposto delito de ameaças contra um Delegado de Polícia Federal e um Agente de Polícia Federal aposentado que teriam sido proferidas por Adilsinho. Segundo a denúncia da época, o criminoso teria tentado contratar um grupo de policiais para executar o serviço, os quais teriam se negado a fazê-lo em razão dos alvos escolhidos. O caso foi arquivado. FONTE: Relatório da Justiça Federal disponível no site Jusbrasil

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