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Pagamentos e acertos para propina, contato com oficiais superiores, aviso sobre operações, pedidos de ajuda: investigação da PF revelou relação promíscua entre o traficante Professor do Alemão (CV) e PMs

Segundo a Polícia Federal, o traficante Professor do Alemão investia uma parcela significativa de seus lucros com a venda de drogas no pagamento de subornos a policiais “arregos” com a finalidade de suprimir as ações do Estado, obtendo proteção e recebeendo informações privilegiadas por parte desses policiais, que seriam responsáveis pelos patrulhamentos de areas, como avisos com antecedência de operações políciais a serem desencadeadas, bem como informações de movimentações administrativas de policiais, inclusive com recebimento de publicações de boletins internos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal revelou esquema para pagamento de propinas a PMs. Em uma delas, um traficante de vulgo Uber  que atuava na comunidade do “Engenho” revelou que os pagamentos (sintonia)estariam seguindo normalmente toda  semana, mas que alguns policiais estariam praticando algum tipo de covardia com eles.Em seguida, afirmou que iria cortar o dinheiro  deles (policiais), inclusive o dinheiro pago a um oficial conhecido como Estrela. Professor era avisado de operações policiais. Em um trecho, ele conversou com um indivíduo vulgo Lorão Galinha que lhe disse que esteve com um PM vulgo Bigode ” e teria recebido informação deiminente deflagração de operação em que policiais militares estariam escalados para dar apoio  a policiais civis em operação contra milicia“Professor” falou não acreditar nas afirmações e falou que o “Paraíba (Doca)” e “Mel” (Wilton  Carlos Rabello Quintanilha, vulgo “Abelha”) teriam contatos e acertos muito sinistros (com policiais) e estes não teriam avisado nada sobre a possibilidade de operaçãoes na localidade de sues domínios. Lorão prosseguiu afirmando que seus contatos BP e Chq confirmaram que haveria uma operação grande, mas ainda não podiam confirmar o local.Em seguida “Professor” pediu para “Lorão Galinha” aguardar novas informações, possivelmente porque iria entrar em contato com os supostos policiais cooptados pelo grupo, e em seguida, retornar com informações que a operação a ser deflagrada seria realizada pelo BOPE Doca chegou a dizer a Professor que Bigode e Capitão iriam confirmar o horário da operação e ele iria avisar ao parceiro.   Professor conversou com FZD, um suposto oficial da PMERJ, e foi informado que iriam trocar o comando local e o policial iria para Manguinhos mas o traficante o tranquilizou dizendo que iria conversar com o chefe de lá que a sintonia lá (pagamento de propina) fosse mantida.  Ao mesmo tempo, que o oficial iria conversar com o major que assumiria no Alemão para ele manter o acerto com Professor. Dias depois, o novo comandante ligou para o bandido para manter as tratativas.  Professor foi flagrado em uma escuta dizendo que estava em guerra com policiais  que estariam exercendo paralelamente a atividade de milícia nas proximidades de sua comunidade, além de demonstrar aexistência de tratativas diretas com policiais oficiais superiores da Polícia Militar do Rio  de Janeiro (Estrela Superior). “ O traficante, inclusive, intimidou um dos PMs que supostamente estava atuando como miliciano, cobrou explicações e ordenou que ele subisse o morro para conversar. O policial demonstrou medo.   ” P… irmão, eu nunca fui de sacanagem, nunca me meti em parada errada, nunca me meti em milícia nenhuma, nunca fuidisso, até porque o meu trabalho eu trabalho contra as milícias, não sei se você tá  sabendo aí onde eu trabalho, talvez você esteja sabendo. P… compadre, se eu tivesse na sacanagem, tivesse na milícia como deve chegar pra você aí”, disse o PM; Em seguida “Professor informou que as informações que estaria recebendo  divergiam das declarações prestadas pelo PM e que ele estaria recebendo informações privilegiadas do alto escalão (PMERJ) de que esse policial” estaria fazendo denúncias contra ele. Em outro áudio, Professor afirmou que o Alô (propina)  teria seguido para o “São João” recebendo resposta de que tudo ficaria mais calmo e que somente uma viatura ficaria na localidade, inclusive com agradecimentos ao fim. Em uma conversa, um contato informou a Professor que teria trocado mensagens com um policial que se comprometeu a conversar pessoalmente com uma coronel da PMERJ afirmando que teriauma reunião com ela e aproveitaria para combinar um suposto acerto. Um policial encaminhou mensagem de colegas a Professor  onderevelaram estar recebendo apenas R$ 1200,00 de propina e que nãoestariam acostumados a receber tão pouco valor e ameaçam dizendo que seria melhor entrar  na comunidade atrapalhando os negócios da venda de drogas. Eles exigiam que se “Professor”desejasse aumentar a sintonia entre eles teria que aumentar o valor da propina.Em seguida “Professor” reagiu em tom ameaçador respondendo que está na vida do  crime há muito tempo e que se não aceitasse o valor pago não receberiam nada.Os PMs também pediram ajuda a Professor. Um de alcunha Hulk pediu a  “Professor” ajudasse arecuperar um veículo roubado da marca VW, modelo Tiguan, cor branca, o qual segundo monitoramento por GPS teria sido localizado na comunidade dominada por “Professor”.O detalhe que chama a atenção consiste na informação de que o referido veículo  pertenceria a um irmão de um capitão que seria amigo do policial requisitante. Um outro policial enviou mensagens a Professor solicitando a pedido de uma coronel da PMERJ que “Professor” ajudasse na devolução de um veículo que pertenceria a um político influente, o qual estaria escondido na comunidade.  Professor recebeu de um policial o boletim interno da PMERJ que trazia a movimentação de agentes.  FONTE: Polícia Federal

Milicianos confirmaram que Tandera ‘abandonou tudo’ e que homens de Zinho fariam uma triagem para selecionar quem seria aproveitado na quadrilha, que voltaria a ser uma só. Quem não ficassse, poderia ser morto, como ocorreu com alguns

Milicianos confirmaram mesmo que Danilo Dias Lima, o Tandera, abandonou o crime. Um deles, que foi preso, disse que Tandera deu a “ultima forma” com a morte do seu irmão Delsinho e abandonou tudo. Esse miliciano disse que entrou para a milícia do Zinho logo depois e foi convocado para uma reunião mas ficou sabendo que em toda reunião do grupo, um morre, por isso abandonou tudo. Mas devido a sua experiência na milícia, foi convocado para treinar homens do falecido Tubarão e assim poder retornar para Cabuçu, em Nova Iguaçu, com sua família. E disse que Tubarão tentou um acordo com Juninho Varão, que herdou as áreas de Tandera, contra a milícia do Zinho. Uma investigação da Polícia Federal foi mais além. O falecido miliciano Nanan foi flagrado em uma conversa com GG dizendo que Tandera havia metido o pé. GG disse então que éra hora de “abraçar todo mundo. Até mesmo por material” (material refere-se ao armamento deixado pela milícia vencida).No contexto do diálogo, foi falado sobre a realização de uma “peneira”por milicianos que dominam a região da Zona Oeste, visando realizar uma espécie de triagem ou processo seletivo, através do qual apenas os milicianos (antigos rivais) aprovados seguirão na milícia que a partir de agora dominaria além dos territórios de Santa Cruz, também a Baixada Fluminense. Na triagem dos antigos rivais e de “resolver o que tem que resolver” (sic) – na madrugada do dia 06 para o dia 07 de setembro de 2022, três milicianos foram mortos. Um deles (vulgo Foca), é citado no diálogo acima “E aqui fora, o que fez contato foi o Foca né? Fiquei de receber ele hoje aí. Vou botar o Jhon Jhon pra trocar uma ideia com ele”. As mensagens trocadas entre GG e Nanan confirmaran, o que já se desconfiança, ou seja, o desmanche completo da milícia do Tandera e a intensão de aproximação e união (“bater cabeça para o irmão”- Zinho) daqueles que assumiram o grupo rival, para que a organização criminosa voltaria a ser uma só, com vasta extensão territorial. As mensagens também revelam articulação para seleção daqueles que seriam”abraçados”na nova configuração da milícia e daqueles que seriam” resolvidos “(executados). Na época, a nova configuração da milícia, com a queda de Tandera “, inclusive, foi colocada em pratica no Complexo de Gericinó (Bangu), através dos presos mais antigos e leais a milícia do Zinho. FONTE: TJ-RJ

Chefe do tráfico morto em Niterói teve preventiva decretada mês passado suspeito de atacar PMs. Anos atrás, foi acusado de matar jovem que foi a baile funk dominado por facção rival a comunidade que morava no Rio

Morto em confronto com a PM em Niterói nesta segunda-feira, o traficante CHarles de Miranda Ramos, o Naizinho, havia sido preso pela última vez em 2022 e teve a prisão preventiva decretada mês passado suspeito de atacar PMs. O criminoso é filho do Nai, ex-dono do Morro da Mineira nos anos 90, que está preso desde 1992. Em 2014, teve prisão decretada suspeito da morte de Tiago Portelinha, que era morador da Comunidade do Morro de São Carlos, dominada pela facção ADA e teria ido, juntamente com outros amigos, a um baile funk realizado no Morro dos Prazeres, cujo controle do tráfico local pertence a facção Comando Vermelho, logo a vítima teria ingressado em um território “dominado” por uma facção rival. Na época, diversas testemunhas foram ouvidas em sede policial, havendo relatos de pessoas diferentes de que a vítima foi capturada por alguns homens, dentre eles, Charles de Miranda Ramos, sendo este último identificado por testemunha através de fotografia, como sendo o principal suspeito do crime. Anos depois, ele foi improunciando (ficou livre do juri popular). Em dia 15 de agosto de 2011, policiais militares rumaram para a Favela da Nova Brasília, localizada no Bairro do Fonseca visando apurar delação anônima dando conta que na véspera traficantes do local haviam recebido uma carga de 100 (cem) quilos de cocaína. Já no interior da comunidade, os agentes da lei tiveram sua atenção despertada para uma casa aparentemente desabitada e aberta, em cujo interior foram encontrados Charles e comparsas dentro de um quarto, constatando que os mesmos mantinham, sob sua guarda, na forma compartilhada, o material bélico a seguir descrito: – duas pistolas marca Taurus, calibre 9 milimetros, devidamente municiadas; – uma pistola marca Glock, devidamente municiada; – uma granada de uso exclusivo das Forças Armadas. (…) Na época, a localidade tinha como dono, o traficante Pão Com Ovo, que está há vários anos preso. Charles era braço armado da quadrilha. Por conta desta prisão, Charles foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão FONTE: TJ-RJ

Como se deu a ascensão do traficante Professor do Alemão (CV) no mundo do crime. Há 11 anos, ele já era figura de destaque na facção e quando foi preso pela última vez, há dez anos, disse que não queria isso para a sua vida

A ascensão do traficante Fhillip da SIlva Gregório, o Professor, no Complexo do Alemão veio em 2014 quando da morte de Diogo Wellington Costa, o Bebezão. O bandido voltou a ganhar destaque na mídia essa semana após serem divulgadas conversas dele com oficiais da UPP do Alemão sendo que em uma delas, um policial reclamou do valor da propina paga pelo criminoso. A partir daí, ele passou a ser o principal responsável pela aquisição e o transporte de armas, drogas e munições da facção criminosa Comando Vermelho. Na época, Professor tinha como base a Rua Canitá e um sítio localizado no município de Seropédica. Seu grupo tinha ramificações na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais. Já naqueles tempos, Professor e sua quadrilha movimentavam vultosas quantias que eram depositadas em contas pessoais ou de empresas e se destinavam ao pagamento das drogas, armas e munições apreendidas. Insta observar que, inclusive, o denunciado e seus comparsas enviavam fotografias das drogas, armas e depósitos feitos, como forma de “mostrar” a “mercadoria” ou a efetivação dos pagamentos. Foram feitas na ocasiã diversas prisões em flagrante pelo transporte de armas e drogas, bem como, se tomou conhecimento de ações policiais não vinculadas à investigação, onde foram feitas iguais apreensões. Em uma das mensagens trocadas entre o acusado e um elemento de vulgo “PH”, Professor mencionou que “possui um sítio com estrutura pica pra nois arriar aqui”, ou seja, para utilização no recebimento/armazenamento de entorpecentes, o que pôde ser comprovado com a prisão do acusado. No decorrer das interceptações foi constatado que a quadrilha, liderada pelo acusado, que já tinha um sítio em Seropédica, tinha a intenção de adquirir outra chácara nos limites entre Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, bem como um veículo carreta para armazenamento e transporte do material entorpecente, respectivamente. Ele chegou a mencionar a existência de um veículo carreta, que só negociava na Colômbia, Bolívia e Peru. Constatou-se que o acusado efetuava transações de substâncias entorpecentes e, por diversas vezes, reclamou da perda de material entorpecente. Além de ser o chefe do tráfico, Professor coordenava a entrega e distribuição de entorpecentes, recrutava entregadores, fazia contato com fornecedores de entorpecentes e realizava transações financeiras de grande soma, havendo referencia nos autos de movimentar valores superiores a R$1.000.000,00 (um milhão de reais) em 15(quinze) dias. Um policial pôde afirmar que, em virtude das mensagens trocadas pelo acusado e chegou a movimentar entre R$800.000,00 (oitocentos mil reais) e R$900.00,00 (novecentos mil reais) por semana. Professor foi preso quando voltou ao Rio depois de ter ido ao Paraguai transportar um comparsa de vulgo Orelha. A prisão do acusado foi possível, em virtude de conversas mantidas entre o acusado e sua esposa, onde se verificou que o mesmo retornou ao Brasil em um avião de pequeno porte, indo para São Paulo e de lá viria para o Rio de Janeiro em vôo comercial. A equipe, então, conseguiu, junto às empresas de aviação, localizar o vôo em que o mesmo estaria, prendendo o acusado. Em sede policial, o acusado foi informado que estava sendo monitorado, não tendo o mesmo negado a prática do delito, afirmando que era o chefe do tráfico local e que era ligado à Facção Comando Vermelho e concordou em levar a equipe de policiais até o sítio. Professor disse que, após sair da prisão, em julho de 2013, retomou o trabalho, como motoboy, tendo em paralelo se envolvido com elementos integrantes do tráfico de entorpecentes do Complexo do Alemão, Afirmou, no entanto, qque não era o líder da quadrilha, nem tampouco se escondia no Complexo do Alemão, eis que possuía residência fixa fora do Complexo e sua função no tráfico era de “ajudador”0 Disse na época. que recebia ordens, possuindo alguns elementos sob seu comando para receber e distribuir carga de entorpecentes, bem como para efetuar depósitos referentes ao pagamento das cargas e, para preservar a segurança de seus familiares, não declarou o nome de quem recebia tais ordens. Alegou o acusado que, quando tomou conhecimento através dos policiais federais da investigação e do monitoramento existente, percebeu que não tinha ideia da dimensão de seu envolvimento com os elementos do tráfico de entorpecente, caindo em si quanto à gravidade dos fatos em que havia se envolvido, se dando conta de que não era isso que queria para sua vida, tendo por conta disso levado os policiais por livre e espontânea vontade até o sítio em Seropédica. Segundo o acusado, não negociava armas, nem andava armado, afirmando que existiam elementos que faziam segurança do local quando chegava ao Complexo do Alemão. O acusado disse que não recebia drogas, mas era o responsável em organizar a chegada das drogas de São Paulo, desconhecendo o fato de drogas enviadas a Juiz de Fora. Foi condenado a 21 anos e dois meses de prisão. . FONTE: TJ-RJ

Justiça decretou a prisão preventiva de dois homens suspeitos de matar PM na saída de uma boate em Nova Iguaçu em fevereiro

A Justiça decretou as prisões preventivas dos indivíduos conhecidos como Marquinho e Teleco, suspeitos do assassinato do PM Marco Antônio da Silva Canto, ocorrido no dia 20 de fevereiro deste ano, na porta de uma boate, em Nova Iguaçu. Segundo testemunhas, houve uma confusão dentro do estabelecimento envolvendo duas mulheres. Um dos envolvidos sacou uma arma e o PM lhe disse que não precisava fazer isso. O colega de farda do policial disse a Marco que esse suspeito poderia ser um miliciano. Tudo parecia resolvido já que o homem que sacou a arma havia deixado o local. Marco fez contato com outros PMs na tentativa de alguém abordar o indivíduo que havia sacado a arma de fogo mas ninguém respondeu. O policial resolveu sair junto com o indivíduo da boate e este percebeu e sacou a arma de fogo novamente surpreendendo o PM. “Não estava desenrolado? O que você veio fazer aqui fora? Está de maldade? Quer morrer p..? Polícia é o c..”. O PM ficou em reação, o homem juntamente com um cúmplice lhe revistou, retirou sua arma de fogo e começou a atirar nele, o matando-o com sucessivos disparos na cabeça. Ambos tiveram as prisões decretadas. FONTE: TJ-RJ

Testemunha afirmou que homem que atropelou e matou duas pessoas na Avenida Brasil tinha forte cheiro de álcool

Uma testemunha afirmou à Justiça que o homem que atropelou e matou duas pessoas durante a última semana na Avenida Brasil, em Padre Miguel, tinha cheiro de álcool e dificuldade em falar na hora do fato. O acusado ainda tentou jogar a culpa pelo acidente na irmã. O declarante revelou que estava parado no acostamento da Avenida Brasil, altura do nº 31146, Padre Miguel, quando avistou três pessoas atravessarem à frente de seu veículo. Elas estariam aparentemente alcoolizadas. Após elas atravessarem, a testemunha deu marcha, acelerando para adentrar à pista. Após isso, ouviu barulho de frenagem e barulho de colisão contra pessoas, mas não sabe precisar a ordem dos sons; O motorista acelerou mais forte, pois viu um veículo se aproximando em alta velocidade, em vias de colidir com seu carro; O veículo que colidiu contra o seu trata-se de um VirtuS. O motorista, Anderson de Moraes, apresentava sinais embriaguez, representados pelo ‘forte cheiro de álcool’ e ‘dificuldade de fala’. De acordo com o relato da testemunha, Anderson apresentava temor com a situação e chegou a sugerir que a irmã dele assumisse a responsabilidade e a autoria do fato. O declarante disse que tinha consigo um vídeo no qual Anderson afirmou estar alcoolizado; Anderson tentou se evadir do local, porém teve a fuga impedida pelo declarante. Em seguida, populares acionaram a Polícia Militar; O atropelador teve a prisão preventiva decretada. Uma terceira vítima encontra-se hospitalizada em estado grave. FONTE: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Mulher tem prisão temporária decretada suspeita de mandar traficantes matarem o marido em Itaboraí

A Justiça decretou ontem a prisão temporária de uma mulher suspeita de mandar traficantes matarem o marido em Itaboraí.  O Inquérito Policial nº 951-00072/2025 foi instaurado para apurar o homicídio de Marcos Aurélio Batista Santos, ocorrido na madrugada do dia 14/02/2025, na Rodovia RJ 114, bairro Itapacorá,. Segundo consta dos autos, especialmente nos depoimentos de testemunhas, a vítima teria sido espancada e morta por indivíduos ligados ao tráfico local, a mando do enteado, sua esposa e a mulher de Marcos. O crime teria sido motivado c por uma suposta investida amorosa de Marcos em sua nora o que gerou desentendimento familiar. Em decorrência disso, os três investigados teriam solicitado o auxílio de traficantes da região para executar o delito. A vítima foi espancada, levada para local incerto e teve o corpo encontrado na manhã seguinte, em via pública. Entretanto, as testemunhas que apontaram os mandantes não presenciaram os fatos, tendo relatado apenas o que ouviram de terceiros, em especial de uma pessoa, ainda não ouvida. Uma das testemunhas disse que os três traficantes envolvidos na execução do crime, passaram a circular armados nas proximidades de sua residência com o claro intuito de intimidação. FONTE: TJ-RJ

MP arquivou e não investigou denúncias recebidas pela sua Ouvidoria sobre supostas propinas pagas a PMs pelo tráfico e milícia

O Ministério Público Estadual do Rio engavetou denúncias recebidas por sua Ouvidoria a respeito de supostas propinas recebidas por PMs.. Em uma delas, uma moradora afirmou que a frente do tráfico da Favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, possuía um telefone so parra falar com os policiais do batalhao que ela pagaria arrego. “Ela manda matar quem deve e a família nao pode procurar a policia senao morre tambem agora ela manda colocar drone na chatuba e tem um telefone so pra falar com os policia do batalhao que ela paga arrego”, disse. O MP argumentou que a denúncia anônima é genérica e não indicou as circunstâncias de fato específico a ser objeto de apuração, tampouco vítimas ou testemunhas da ação delitiva, não sendo acompanhada por qualquer elemento de convicção, de forma a aferir a sua plausibilidade, impondo-se o seu indeferimento/rejeição. Em outra notícia crime enviada à sua Ouvidoria, um denunciante disse que milicianos do Catiri, em Bangu, cobravam uma taxa de R$ 150,00. No entanto, houve reajuste determinado pelos milicianos e a taxa passou a custar 500,00.. Narrou que tudo ocorre com a anuência do batalhão da área pelo fato dos policiais receberem propina para não interferir nas ações dos milicianos. Conta inclusive que certo dia a viatura de nº 523164, com quatro policiais armados de fuzis, estava na Rua Solidão, às 21 horas e saíram apenas às 21h30 com certa quantia nas mãos (não detalhou). “A notícia se desprovida de elementos mínimos concretos capazes de levar a comprovação da materialidade delitiva, bem como para corroborar a autoria delitiva atribuída pelo noticiante aos elementos identificados , haja vista que não houve identificação de nenhuma das supostas vítimas dos fatos noticiados, nem tão pouco de qualquer testemunha, inexistindo juntada de qualquer arquivo – digital ou não – contendo elementos probatórios que corroborem a comunicação”, afirmou o MP. Mas essa não foi a única denúncia sobre o Catiri recebida pela Ouvidoria do MPRJ Uma outra pessoa comunicou que os milicianos andam armados sem nenhuma restrição, pois os policiais somente aparecem no local para receber propina. “notitia criminis anônima em epígrafe encontra-se desprovida de elementos mínimos concretos capazes de levar a comprovação da materialidade delitiva, bem como acerca da autoria delitiva, haja vista que não houve identificação de nenhuma das supostas vítimas dos fatos, tampouco de qualquer testemunha, inexistindo juntada de qualquer arquivo – digital ou não – contendo elementos probatórios que corroborem a comunicação. Adicione-se que não há qualquer indício de materialidade para iniciar uma investigação, haja vista que há apenas uma narrativa especulativa, desacompanhada de quaisquer elementos de prova.”, afirmou o MP. FONTE: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

PMs recebiam propina do tráfico em Angra

Procedimento investigatório .presidido pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado – GAECO em auxílio à 2a Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar (pág. 25 do i. 001 do PIC), foi instaurado para apurar crimes de corrupção, praticados por policiais militares do Batalhão de Angra dos Reis ao deixarem, deliberadamente, de atuar no combate ao tráfico de drogas local, mediante o recebimento de propinas. A notícia de fato criminal surgiu do depoimento prestado por um ex-PM , vulgo Veltinho, por ocasião de sua prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, que resultou no APF n. 166- 00796/2022 e na ação penal de autos n. 0003001-18.2022.8.19.0066. Preso em flagrante na data de 2.3.2022, ele relatou que fazia a entrega da propina do tráfico a policiais militares, para que não atuassem contra o tráfico de drogas, prática conhecida como “arrego”. Entre às 19:21 do dia 15 de fevereiro de 2022 até às 22:20 do dia 16 de fevereiro de 2022 , em Angra dos Reis, neste estado, um PM exigiu propina de Veltinho (o documento que tivemos acesso não fala o valor) Mesma coisa aconteceu entre às 12:18 do dia 18 de fevereiro de 2022 e às 21:08 do dia 18 de fevereiro de 2022 e entre às 22:22 do dia 28 de fevereiro de 2022 e às 22:28 do dia 28 de fevereiro de 2022 , O contato foi feito via celular. O PM citado responde a processo na Auditoria da Justiça Militar. FONTE: TJ-RJ

Saiba quem são os traficantes que fazem parte da quadrilha de Professor do Alemão (CV)

investigação revela todos os traficantes que fazem parte da quadrilha de Professor do Alemão, bandido flagrado conversando com oficiais da PM da UPP, e que comanda o Morro da Fazendinha. A quadrilha conta com um grupo de narcoguerrilheiros, estruturados em diversospostos, desde olheiros, a vapores (que fazem escoar as drogas), a gerentes e seguranÁas, respons·veis pela defesa do territÛrio, expansão ·rea de domÌnio, proteção dos lÌderes e ataque às forças de segurança. Professor segue as ordens de Marcinho VP e Pezão. Seu fornecedor de drogas é Paulista. Seu gerente-geral é 2D ou Macaco Louco. Seus gerentes são Pim-PIm, Rick e Torá. Seus soldados são É o Bixo, Humberto, BN, Dim, Róbson, Gordola, Paulo Henrique e Carlos Roberto Outros bandidos citados pelos PMs se chamam Lucas, Alex, Jobson, Thiago, Felipe, Fernando, Michel, Patrick (filho de Pezão), Pablo, Vítor, reconhecidos por fotos em rede social alguns deles portando fuzis. De acordo com a investigação, haveria cobranÁa de taxas ilegais aos moradores da comunidade Há relatos de que três rapazes teriam ido à Fazendinha resgatar um veículo e acabaram mortos e tiveram os corpos esquartejados. A investigação iniciou-se apÛs a equipe de busca eletrônica da Polícia Civil receberpelas redes sociais imagens e vÌdeos de torturas praticadas por traficantes daquela localidade contra jovens que teriam praticado recentemente roubos e furtos na orla carioca, bem como o ato de violÍncia praticado contra uma jovem. A comunidade da Fazendinha era altamente conflagrada, em razão dos diversosprocedimentos policiais existentes envolvendo troca de tiros entre policiais e traficantes da localidade, bem omo noticiando outros ataques à base da UPP que lá existe, onde, inclusive, os agentes de segurança que lá estavam, acabaram feridos ou mortos. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jurídico Jusbrasil

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