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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Veja o quem é quem por área no tráfico da Cidade de Deus (CV)

MARIO HUGO MONKEN Um processo que tramita desde 2019 na 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá ainda sem sentença traz informações inéditas sobre como era ou que possivelmente ainda está o tráfico na Cidade de Deus, um dos QGs do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio.As informações dos autos foram passadas por um PM que atuou no 18º Batalhão. No Karate, o dono do tráfico é Éderson José Gonçalves Leite, o Sam  é bem pouco tempo estava preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde mesmo assim continuava a dar ordens para os traficantes e também determina quem .fica na “gerência do tráfico”. Óleo era o”gerente do tráfico no “karatê e na Tangará”; RD dividia a gerência geral com ‘Óleo. Tomé era gerente da cocaina e Di Bala, da maconha. Alho exercia a função de segurança do tráfico e Thaina era a contadora. Edvanderson Gonçalves Leite, o Deco, irmão de Sam, não tinha na época função direta no tráfico, porém, transmitia as ordens de seu irmão e recebia determinado valor do tráfico. Foi preso recentemente. Na localidade da Casinhas ou 15, o dono era o Dedei. Ifael era o gerente geral, Jardel era o gerente, Índio segurança das bocas de fumo. Wallace exercia a função de segurança de Óleo. Nenezinho era o “vapor da “boca do lixão”. Marlon da 15 era vapor. André Luiz exercia a função de “atividade” ou seja, aquele que fica com rádio comunicador e avisa quando policiais entram na comunidade. Butucap era o segurança do tráfico e também pratica roubos de veículos para os traficantes da “15”.No Treze, o dono sera Sardinha,. Vinicinho da 13 era o “gerente. Zidane, o gerente geral do tráfico. E dois gêmeos eram outros gerentes, assim como Guga.Jonathan era o vapor da ponte azul. Diego também era vapor. Pintinho e Marreco são seguranças nas bocas. Nos Apartamentos ou APs, o dono é Carlinhos Cocaína. Peleco é o gerente geral. Rael gerente do pó de R$ 40 e segurança das bocas. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Saiba como se formou o Bonde do Tubarão, um dos maiores rivais da milícia de Zinho

MARIO HUGO MONKEN Investigações revelam como se formou a milícia do Tubarão, que hoje é uma das maiores rivais do maior grupo paramilitar do Estado do Rio, liderado por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Um dos responsáveis pela criação do grupo foi o miliciano Xandy, integrante original do Bonde do Zinho, que passou a rivalizar com ele costurando diversas alianças com outros milicianos que também possuíam o desejo em comum de fazer oposição a quadrilha do irmão do falecido Ecko. Xandy passou a se encaixar no cenário da baixadafluminense, em bairros do município de Nova Iguaçu, conhecidos como Km32 e Km34, além de parte do município de Seropédica.  Tais regiões, por anos, encontram-se sob influência de organizações criminosas armadas, constituídas em forma de milícia privada, e ao menos desde o ano de 2021, estavam sendo palco de conflitos entre os grupos liderados por Zinho e Tandera. Tandera após meses de conflitos, sofreu uma série de baixas de material humano e bélico, levando sua organização, a extinção. Com a extinção do “Bonde do Tandera”, os territórios antes influenciados por ele, passaram a ser geridos em uma parte por Juninho Varão e outra por Tubarão, identificado como  Tauã de Oliveira Francisco. Tubarão intensificou suas ações em busca da influência nas localidades.Ele é considerado o executor das ações criminosas, cujo autor mediato é apontado como “Xandy”, que se encontra acautelado na penitenciária Bandeira Stampa. Desta forma, “Tubarão” é apontado como atual líder operacional da milícia que atua em Seropédica e parte de Nova Iguaçu (Km32 e Km34), na Baixada Fluminense, autodenominada “Bonde do Tubarão”, que mantém conflitos frequentes com o “Bonde do Zinho”.  Outros dados apontam também para a aliança firmada entre milicianos do “Bonde do Tubarão” junto a traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Ocorrências policiais do ano de 2013 indicam que “Tubarão ainda adolescente, já integrava o tráfico de drogas em Seropédica, fato que comprova seu conhecimento e sua ligação à região e à dinâmica do narcotráfico, facilitando seu estabelecimento na localidade e sua aliança ao TCP. Tal ligação a traficantes do TCP se fundamenta ainda por apontamentos de inteligência que indicam que o miliciano conhecido como “Boto”, identificado como André Costa Bastos também teria firmado aliança semelhante para reforçar seu grupo diante de invasões e ataques rivais.  Salienta-se que Boto e Xandy estão acautelados na mesma galeria de presos, na Penitenciária Bandeira Stampa, comprovando a associação entre os dois líderes milicianos. O criminoso “Xandy, também conhecido como “Solinha”, foi alvo da “Operação Dinastia”, realizada em agosto de 2022, que levou ao cárcere mais de 10 (dez) integrantes da orcrim liderada por “Zinho”.  As investigações ocorreram a partir de dados extraídos do aparelho celular de Rodrigo dos Santos, o Latrell, elemento da alta cúpula da citada milícia. Dados da citada investigação revelaram que, mesmo preso na penitenciária Bandeira Stampa, “Xandy tinha o papel de compilar e gerenciar o repasse de informações sobre a movimentação policial e sobre a região de conflito entre a milícia de “Zinho” e de “Tandera”, à época.  “Xandy” também era responsável pelo recrutamento de novos informantes para expansão da rede de informações do grupo.  Interceptações flagraram a participação de “Xandy” em negociações sobre compra e venda de armas e munições para a milícia de “Zinho”, bem como o repasse de fotos de armas e do dinheiro proveniente das extorsões a moradores e comerciantes. Xandy foi apontado também foi como responsável pelas ordens que culminaram no incêndio de vans nos bairros de Paciência e Cosmos, na Zona Oeste do Rio, área de influência do miliciano rival “Zinho”, fato ocorrido em 22MAR2023.  Em março recente, milicianos ligados ao grupo do “Zinho” teriam ingressado no Km32, mais precisamente na localidade conhecida como “Guacha”, mantendo intenso conflito com criminosos ligados ao grupo do “Tubarão”.  Na data de 14 de janeiro de 2023, três corpos foram encontrados no bairro Incra, em Seropédica, fato investigado sob inquérito policial em andamento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, e que levou ao indiciamento de “Xandy, Tubarão”, ” e outros integrantes do grupo miliciano.  Pelo exposto, sabe-se que “Xandy” inicialmente integrava a quadrilha liderada por “Zinho”, porém atualmente é considerado membro de relevância na hierarquia do Bonde do Tubarão  apontado inclusive como autor intelectual na tomada de decisões do grupo paramilitar e um dos principais rivais de Zinho” FONTE: Site do Tribunal de Justica do Rio de Janeiro .

Investigação revela os vulgos de todos os traficantes do Complexo da Serrinha (TCP)

Investigação revela que traficantes da facção criminosa conhecida por “Terceiro Comando Puro – TCP”, ocupam o Complexo da Serrinha, o qual se espalha ao longo de um grande maciço que alcança os bairros de Vaz Lobo, Madureira, Engenheiro Leal, Cavalcanti e Vicente de Carvalho e que abrange as comunidades ou localidades conhecidas como Morro da Serrinha, Morro da Fazenda, Grota, Raia, Morro São José da Pedra, Morro da Patolinha, Morro do Dendezinho, Morro da Primavera e Favelinha. Os bandidos extorquem mensalmente comerciantes no entorno das comunidades e chegaram a exigir R$ 5.000 mensais de uma empresa de ônibus para que ela pudesse continuar operando no local sem sofrer represálias. Os criminosos também foram acusados de torturar um homem que ofereceu dinheiro para manter relações sexuais com uma menina.Os membros da quadrilha também se exibem armados nas redes sociais. O principal líder do grupo é Wallace de Brito Trindade, que  está em liberdade desde 2007. O investigado é conhecido pelas alcunhas de Lacoste, em referência a marca de artigos de vestuário e acessórios que possui um jacaré como símbolo; Salomão, em alusão ao Rei de Israel, que se notabilizou por sua sabedoria, pela quantidade de esposas e pelo reinado duradouro; Flamengo, por ser torcedor fanático do Clube de Regatas do Flamengo; e Mano, termo comumente utilizado por criminosos em geral para designar o principal líder do grupo. Não raro, verifica-se que armas apreendidas no Complexo da Serrinha e/ou ostentadas em redes sociais pelos traficantes locais possuem a inscrição “Tropa do Salomão” e/ou a imagens de jacarés em alusão ao símbolo da marca “Lacoste”, sendo certo que essas referências reverenciam o chefão. Em 2012, Lacoste já ocupava a condição de “frente” do tráfico de drogas existente no Morro São Jose da Pedra, comunidade integrante do chamado Complexo da Serrinha. Após uma série de homicídios de líderes do tráfico local, tais como os vulgos Dinho, Lerdo, Skol expandiu a sua liderança do Morro São Jose da Pedra para o Morro da Serrinha e para o Morro da Fazenda. Em seguida, com o homicídio do presidente da associação de moradores Nilson de Oliveira Augusto, vulgo Chuchu, expandiu a atividade de tráfico de drogas do seu grupo para a localidade conhecida como Dendezinho. Depois, aliou-se aos traficantes que dominavam o tráfico de drogas  no Morro da Primavera. Dessa forma, Lacoste e seus subordinados passaram a controlar o tráfico de drogas e outras atividades criminosas correlatas em todo o maciço que abriga o Complexo da Serrinha, alcançando os bairros de Vaz Lobo, Madureira, Engenheiro Leal, Cavalcanti, excetuando o Morro do Juramento, localizado no bairro de Vicente de Carvalho, que permanece sob o domínio da facção criminosa Comando Vermelho. O investigado, pelo tempo de protagonismo que possui no tráfico de drogas e por ter um histórico de alianças com agentes públicos corruptos, adota extremo cuidado para não revelar dados que possibilitem a sua localização. Por isso, Walace não utiliza linha telefônica convencional para se comunicar com seus comparsas. Contudo, foram reunidos elementos de informação que evidenciam que o investigado permanece liderando a estrutura criminosa que explora o tráfico de drogas existente na região, tais como oitivas de alguns indivíduos presos durante o período de investigação, publicações em redes sociais e conversas interceptadas de outros integrantes da estrutura criminosa. Nesse sentido, vale mencionar o depoimento de um preso no dia  no dia 27/10/2020 por policiais militares. Ouvido na sede da 27a DP, unidade onde o auto de prisão em flagrante foi lavrado, o individuo afirmou ser nascido e criado no Morro São Jose da Pedra, na localidade conhecida como Patolinha, e admitiu que estava atuando na estrutura investigada exercendo a função de “visão” (olheiro). Entre outros indivíduos, reconheceu por fotografia Walace como sendo o indivíduo conhecido pelas alcunhas Lacoste e Salomão e o apontou como sendo o “dono de todo o Complexo da Serrinha”. Outro indivíduo preso por policiais militares no dia 09/04/2021 e foi ouvido na sede da 29a DP, disse que “não tem qualquer contato com os líderes do tráfico de drogas local, sabendo dizer apenas aquilo que todos já sabem, que o chefe é o elemento conhecido como Lacoste ou Mano.   Foram interceptados diálogos que evidenciam que Walace continua liderando a estrutura criminosa investigada. Nas converses, o investigado e mencionado pela alcunha Mano, mas a investigação demonstra que esse termo se refere a Walace . (…) Um dos principais homens de confiança do Lacoste, é o indivíduo conhecido com Leite Ninho, que integra a alta hierarquia da estrutura criminosa que explora o tráfico de drogas no Complexo da Serrinha. Nas mídias sociais, foram encontradas fotografias que reforçam o vínculo dele com o tráfico local. Ele aparece em fotografia com uma pistola na cintura abraçando uma mulher. Outro destaque se refere a um vídeo feito pela mesma moça na forma de selfie em que Leite Ninho aparece sentado com um rádio comunicador comumente utilizado por todos os criminosos que exploram a atividade de tráfico de drogas no Estado do Rio de Janeiro; Por ser homem de confiança de Lacoste e ocupar a alta hierarquia da estrutura criminosa, Leite Ninho adota muita cautela para se comunicar, evitando a linha convencional. No entanto, diversos diálogos interceptados de outros integrantes do grupo criminoso demonstram o vínculo dele com a exploração do tráfico de drogas do Complexo da Serrinha. Vulgo Boneco é um possível sucessor de Lacoste na liderança da organização. Ele sempre foi conhecido no Complexo da Serrinha como um homem de guerra, mas atualmente há rumores de que possui uma doença degenerativa que o impossibilita de participar das recentes disputes enfrentadas por seu grupo. A identificação e o protagonismo de Boneco na exploração do tráfico de drogas existente no Complexo da Serrinha também e ratificado no IP 029-00090/2020, em que a vítima P.C o reconheceu como autor e o apontou como gerente- geral do tráfico de drogas da Serrinha. Apurou-se que o investigado mantém uma conta no Twitter com o nome “Boneco da Serrinha”, onde posta fotografias fazendo o sinal de três, em alusão a facção criminosa que integra, e com coletes e armas, A interceptação de ligações com ruídos de rádios comunicadores ao fundo

Chefão do TCP na Maré agora quer ser chamado de Gabigol. Confira a hierarquia completa da quadrilha

O traficante Thiago da Silva Folly, o TH, um dos chefões do Terceiro Comando Puro (TCP) está usando também o apelido de Gabigol, segundo denúncia do Ministério Público Estadual. O documento deste ano traz mais detalhes sobre a cúpula da facção e da hierarquia do crime no conjunto de favelas.  Gabigol divide a liderança das comunidades com Menor P (preso). Mesmo encarcerado,tem grande influência na comunidade da Maré, enviando ordens aos demais integrantes da facção, para a organização e a realização do comércio ilícito de drogas.  Mangole e TH são membros da organização criminosa conhecida como “Terceiro Comando Puro desde o ano de 2009.  Além disso, os dois possuem uma atuação que se estende para além dos limites territoriais da Maré, inclusive, para as cidades vizinhas de Niteroi e de São Gonçalo, sendo conhecidos por serem um dos principais “puxadores de guerra” contra a facção rival, “Comando Vermelho”. Outros cabeças do tráfico na Maré são os vulgos Cria e Chocolate, que são membros do TCP desde 2001.  Java atua como gerente geral do tráfico de entorpecentes Pescador, Carrapato, Drogadão e RN”, atuam como gerentes do tráfico. respondendo por diversos pontos de venda de drogas, organizando a venda de drogas, bem como, realizando a proteção armada daqueles.    Pescador cuida do Conjunto Esperança, Drogadão a Vila do Pinheiro, Carrapato a Baixa do Sapateiro e RN a Vila do João. Pequeno, Grande ou Gigante é soldado e segurança de Mangole Beh, Galo, Pitbull ou Da Trezentas, Cabeleira e Jackson ocupam a função de “contenção ou soldado”, atuando na segurança armada dos pontos de venda de drogas do Complexo da Maré. Para tal função, os denunciados andam armados, protegendo os pontos de vendas de drogas e “policiando” as ruas do Complexo. Jackson é da Vila do João enquanto que os outros atuam na Vila do Pinheiro. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Relatório da DRE aponta que traficante Pezão do Alemão herdou funções de Beira-Mar no elo com fornecedores de armas e drogas de outros países do continente. Documento diz que Tropa do Urso tem 300 integrantes

Segundo relatório da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil (DRE), o narcotraficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, herdou as funções de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar tratando-se do elo entre o Comando Vermelho e os grandes fornecedores de armas e drogas com conexões no Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia. Há notícias de que Pezão atuaria até mesmo na remessa de cigarros contrabandeados do Paraguai para todo o Brasil fazendo desta atividade mais uma fonte de riqueza para a facção. O traficante Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, recebeu de Marcinho VP uma procuração intitulada de Carta, uma espécie de procuração para resolver as questões dos presos da facção. Abelha atuava como presidente do conselho dos presos, órgão que abrange os líderes da facção presos em todo o país, que é responsável por diversas decisões. Mesmo solto, continua integrando o conselho, sob ordens de Marcinho VP. Edgar Alves de Andrade, o Doca, divide a Carta com Abelha. O Bonde do Urso, do qual comanda, conta com cerca de 300 integrantes fortemente armados e treinados para a defesa e tomada de territórios. Ele tem uma política expansionista pela dominação de áreas. O Bonde do Urso está a frente da guerra pelo controle de áreas em Jacarepaguá aproveitando-se da desestruturação das milícias em razão da repressão da Polícia Civil. A política expansionista de Doca inclui o domínio da Cidade Alta e da Cinco Bocas, áreas dominadas atualmente pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, é quem comanda as incursões e outras tarefas determinadas pela cúpula do CV ao Bonde do Urso. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Relatório da DRE explica como o CV tomou a Gardênia Azul e tentou controlar toda Jacarepaguá

Relatório da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do RJ) traz detalhes sobre como foi o ataque do Comando Vermelho na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, no início do ano, expulsando os milicianos. Um PM revelou em 19 de janeiro foi acionado com um colega para ir até a comunidade já que havia relatos de um intenso confronto entre traficantes do CV e milicianos na localidade conhecida como Marcão. Os policiais visualizaram dois elementos com roupas escuras e armados fugindo pelos telhados das casas. Os agentes determinaram que eles parassem mas eles desobedeceram e efetuaram disparos. Eles acabaram não sendo localizados. Em seguida, os PMs recolheram munições para fuzil e estojos de balas deflagradas. O PM revelou que os traficantes invadiram a Gardênia e também a Muzema e que a próxima seria Rio das Pedras. E que os líderes da invasão na Gardênia foram os criminosos Lesk e Gargalhone, intermediados pelos traficantes do Complexo do Alemão. Disse ainda que, após a invasão, os traficantes estavam comercializando drogas na Gardênia no período noturno nas localidades do Chico City denominadas Boca da Lagoa, Beco Silva e Bar da Gal e que dispunha de alto poder bélico com contenções armadas de fuzis calibres 762  e 556 e forte venda de cocaína e maconha. No Favelão, chegaram a ser vistos diversos indivíduos portando fuzis, vestindo roupas camufladas e balaclavas, andando pelas ruas, abordando moradores e ordenando que os comerciantes não mais pagassem as taxas de segurança aos milicianos da região. Na Chico City, houve informações que os traficantes entraram pelo final do Canal do Anil vindos da mata e atravessando de barco. Em outra parte do Chico City, os bandidos do CV de fuzil e roupas camufladas entraram por uma trilha existente na lateral de um shopping. Eles cortaram o arame farpado e as estacas que separavam a rua da trilha. A Gardênia foi tomada pela Tropa do Urso e por traficantes da Cidade de Deus. Já a Muzema e Tijuquinha, os traficantes tiveram o apoio de bandidos da Rocinha comandados por Johny Bravo. Lesk e Gargalhone teriam saído da milícia e passado para o lado do CV. Em 29 de janeiro, após a retirada das forças de segurança, os traficantes se consolidaram de vez na Gardênia. Curicica, Rio das Pedras e Praça Seca O relatório mencionou também que na época, os traficantes da Cidade de Deus tomaram a Vila Sapê, que era controlada pelo miliciano André Boto. Na época da invasão na Gardênia e também na Muzema, um miliciano de Rio das Pedras, vulgo Pokemon, foi morto em um confronto com a polícia. Nesta comunidade, as lideranças são os irmãos Dalmir e Dalcemir Barbosa e Taillon, filho do segundo. Dalmir e Taillon estão presos e davam ordens da cadeia sendo o filho de Dalcemir próximo de traficantes do Terceiro Comando Puro e colocou bocas de fumo na favela. No dia 22 de janeiro, houve notícia de que o CV estariam na parte alta da mata da localidade do Pinheiro esperando a ordem da chefia para invadir Rio das Pedras. No mesmo dia, durante a madrugada, surgiu a notícia de que o ataque a Rio das Pedras havia sido autorizado. Em 24 de janeiro, o Comando Vermelho travou embates com a milícia na Favela da Chacrinha, na Praça Seca. O traficante Bruno Silva Souza, o Tiriça, líder do crime no Morro da Barão, juntamente com Allan da Costa Silva, o Allan Revoltado e Rafael Cardoso do Valle, o Baby, lideraram o ataque e o CV tomou a favela. FONTE: Relatório da Polícia Civil.do Rio de Janeiro

 Traficante de Mesquita que pagava várias propinas a PMs pegou só dois anos de cadeia. Veja algumas das negociações

O traficante vulgo 22, um dos líderes do Comando Vermelho na cidade de Mesquita, pegou uma irrisória pena de dois anos e oito meses de prisão em um processo que o julgou por acusação de pagar propina a policial militar. A ação penal, de 2019, teve sentença em abril deste ano. Mesmo preso, o criminoso foi flagrado fazendo as negociações. Áudios flagaram 22 falando com uma pessoa que era para separar uma quantia em dinheiro para pagar um PM citando onde o policial residia, qual batalhão trabalhava e para qual batalhão foi transferido. Em outras ligações também foram citados outros policiais, bem como as quantias que eram separadas para cada um deles. Nas ligações, ficou claro que os policiais aceitavam propina. 22 determinou, por exemplo, o pagamento da quantia de R$2.000,00 ao policial militar vulgo “Neném”, a fim de que pudesse exercer livremente as atividades de tráfico de drogas na região, sem que fosse reprimido pela força policial.  Esse agente foi denunciado perante a auditoria da justiça militar, incursos no crime de corrupção passiva. 22 dizia que “para eles (policiais) deixarem todas as firmas tranquilas (…) irá pagar o arrego de duas semanas para que possam trabalhar tranquilos”. Apurou-se que os valores variavam entre R$ 2.000,00 a R$ 25.000,00. O acusado chegou a pensar no pagamento de uma quantia mensal e ainda acorda o pagamento de de R$ 3.000,00  semanais a policiais lotados no GAT. O grupo também praticava roubos e homicídios na localidade. Para que a prática das atividades ilícitas desempenhadas pelo bando fosse tolerada, o denunciado contava com apoio de policiais militares lotados no batalhão correspondente à localidade mediante pagamento de espúria quantia semanal aos agentes FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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