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jogo do bicho

Como o grupo de Adilsinho agia para tentar tomar pontos de apostas do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis de rival. Disputa provocou atentado e assasssinatos. RELEMBRE

Em junho de 2024, publicamos trechos de um relatório da Justiça do Rio que apontava uma guerra travada pelo bicheiro Adilsinho, preso anteontem, contra Bernardo Bello. Segundo o documento, a disputa provocou assassinatos e atentados, inclusive de um milician (Marquinho Catiri). Na guerra pela expansão territorial visando tomar com violência extrema os pontos nas Zonas Sul e demais bairros do Rio de Janeiro, os homens ligados a Adilsinho agiam para dissuadir os gerentes e operadores do jogo ilícito chefiados pelo bicheiro Bello , ora realizando o monitoramento dos adversários para a sua execução. O assassinato de Fernando Marcos Ferreira Ribeiro en abril de 2023 na Tijuca visava a expansão criminosa da quadrilha chefiada por Adilsinho para dominar, tomando à força, os pontos de jogos do bicheiro Bernardo Bello. O documento diz que, na mesma época, um contraventor estava na mira do grupo de Adilsinho e dias depois da morte de Fernando, seu filho foi alvo de atentado no Catumbi, área de Bello. O contraventor na época disse que os capos estariam enviando “equipes”, formadas por policiais envolvidos para todos os pontos de bicho da área em que ele trabalha, ligada ao contraventor Bernardo Bello, e proferindo ameaças de morte contra quem resistisse em “mudar de lado” e que os bicheiros estariam tentando estabelecer “uma nova cúpula da contravenção. O relatório informava que os “seguranças” de Adilsinho, ao intimidarem os comerciantes que possuíam máquinas caça-níqueis em seus estabelecimentos, deixavam o recado de que, a partir de então, haveria uma “nova cúpula do jogo do bicho, formada por ele, Rogério Andrade e família Drummond. Um homem que funcionava como porta-voz de Adilsinho durante o mês de abril de 2023 circulava pelos pontos que eram dominados por Bernardo Bello rodeado de seguranças, anunciava que havia uma Nova cúpula, e a partir dali quem mandava era Adilsinho, fornecendo o seu próprio telefone para que qualquer conflito fosse resolvido com ele. Esse suposto porta-voz de Adilsinho acabaria sendo alvo de atentado em uma reação do grupo de Bernardo Bello enquanto os aliados de Adilsinho realizavam a troca de máquinas caça-níqueis no bar “Parada Obrigatória”, situado na esquina da Rua Souza Franco com a Boulevard Vinte e Oito de Setembro. Na época, homens ligados a Adilsinho invadiram o estabelecimento, arrombaram os cadeados das máquinas e disseram que, a partir de então, a responsabilidade seria deles. O relatório diz que Copacabana também foi palco de guerra com capangas de Adilsinho rondando e ameaçando os integrantes do grupo de Bernardo, fato ocorrido, inclusive, no dia anterior à morte da vítima Fernando Marcos. O documento ainda apontou a conexão entre a execução de Fernando Marcos e as cápsulas apreendidas na tentativa de homicídio do filho do contraventor já que houve convergência para o confronto realizado entre as cápsulas de fuzil utilizadas nos dois crimes. Segundo o relatório, as mesmas armas usadas na morte de Fernando e no atentado foram usadas também nos homicídios do miliciano Marquinho Catiri, que era considerado o “braço armado de Bernardo Bello”; e de seu segurança Sandrinho, e também em um outro homicídio, o do policial civil João Joel de Araújo, morto em 2022.

Homicídios do qual a quadrilha de Adilsinho é investigada têm muitos PMs e ex-PMs entre os suspeitos. CONFIRA

Relatórios e decisões judiciais apontam que integrantes de forças de segurança e ex-agentes públicos são investigados por suposta participação em homicídios e atentados que, segundo as apurações, teriam possível ligação com o grupo comandado pelo contraventor Adilsinho, que fo preso ontem. De acordo com relatório mencionado em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi registrada denúncia anônima junto ao Disque Denúncia (registro nº 4203.6.2022, de 20/06/2022), relatando que policiais militares do 15º BPM, identificados pelos apelidos de “sargento Dutra” e “sargento Lemos”, além de um ex-policial militar chamado Arlindo, estariam supostamente envolvidos em diversos homicídios na Baixada Fluminense e na capital. Segundo o teor da denúncia reproduzido nos autos, o grupo seria investigado, entre outros fatos, pela morte do ex-policial civil Tiago Barbosa, em Nova Iguaçu (IP nº 861-00533/2022); pelo possível envolvimento no homicídio do policial militar Ezequias Penido da Rosa, em Duque de Caxias (IP nº 861-00110/2022); e pela morte do policial civil João Joel de Araújo, na Ilha de Guaratiba (IP nº 901-00398/2022). As investigações seguem em andamento. A denúncia anônima também mencionaria que “Dutra e Lemos” teriam eventual ligação com o contrabando de cigarros e que parte dos homicídios atribuídos ao grupo poderia ter sido praticada sob ordens de integrantes da organização criminosa investigada. As informações constam nos relatórios policiais e são objeto de apuração judicial. Dutra, também conhecido como “Sem Alma”, teria sido excluído da corporação e figura como investigado e réu em ações penais relacionadas a outros homicídios, incluindo o do miliciano conhecido como “Marquinho Catiri” e de seu segurança. Em decisões judiciais, há referência à hipótese de atuação em estrutura criminosa organizada, tese que ainda será analisada no curso dos processos. Outro caso mencionado em investigações é o do policial militar Daniel Mendonça Silva, morto em 18 de abril de 2023, em Marechal Hermes. Conforme os autos, “Sem Alma” e um ex-PM são investigados por possível envolvimento no crime. Também tramita ação penal relativa à morte do empresário Cristiano de Souza, ocorrida em 6 de junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, do qual Sem Alma é um dos réus Segundo consta no processo, a vítima atuava no ramo de cigarros e teria se mudado para Juiz de Fora (MG) após relatar ameaças. De acordo com o Ministério Público, o crime teria apresentado modus operandi semelhante ao utilizado em outros homicídios sob investigação (como o assassinato do policial penal Bruno Keiler), com a suposta utilização de rastreador GPS fixado nos veículos das vítimas. Um PM conhecido como Maia também é investigado no caso “Maia”também figura como réu em processo que apura o homicídio de Fabrício Alves Martins de Oliveira (IP nº 901-00871/2022). Em relação a esse caso, a Justiça decretou a prisão preventiva de “Adilsinho”, apontando possível conexão com disputas entre organizações criminosas rivais pelo controle do comércio clandestino de cigarros. No assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido no Centro do Rio em 2023, investigações indicam a suposta participação de um policial militar, que foi preso preventivamente. Conforme consta nos autos, ele teria, em tese, fornecido veículos utilizados no crime. O caso segue em tramitação. O grupo investigado também é citado em apuração sobre a morte do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, em Niterói. Segundo informações constantes nos inquéritos, perícias teriam apontado eventual coincidência de armamentos utilizados em outros homicídios sob investigação. Dois policiais militares foram presos preventivamente nesse contexto, além de um homem apontado como ex-integrante do grupo de Adilsinho, conhecido como Kiko. A Polícia Civil ainda apura possível participação de pessoas ligadas ao grupo no atentado contra o contraventor Vinicius Drumond, ocorrido na Barra da Tijuca. Um policial militar e um ex-PM chegaram a ser presos no curso das investigações. Outro policial, conhecido como “Coala”,ligado a Sem Alma, foi preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em atentado contra um agente da Seap conhecido como Mizinho supostamente ligado a Bernardo Bello Ele também é investigado pelo homicídio de Emerson Teles de Menezes, ocorrido em 10/05/2024. Segundo decisão judicial, há nos autos registro de vídeo supostamente gravado pelo próprio investigado portando armamento de uso restrito (um fuzil AK 47) coincidindo com os estojos encontrados no local do crime., fato que será analisado no decorrer do processo. Todos os citados nas investigações são considerados inocentes até o trânsito em julgado de eventual sentença penal condenatória. Os casos seguem sob análise do Poder Judiciário.

Investigações do MP apontaram elo entre contraventor Adilsinho e agentes públicos; policial militar foi preso hoje suspeito de fazer segurança do bicheiro

A prisão de um policial militar suspeito de atuar na segurança do contraventor Adilsinho, realizada nesta quinta-feira em Cabo Frio, reforça as suspeitas de que o grupo criminoso contava com a colaboração de agentes públicos para manter suas atividades ilícitas. De acordo com o superintendente da Polícia Federal, delegado Fábio Galvão, esta foi a terceira tentativa de capturar o bicheiro. Segundo ele, nas investidas anteriores, o investigado teria conseguido escapar com auxílio, inclusive, de policiais. As investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontam que a organização criminosa mantinha uma rede estruturada de cooptação de agentes públicos, especialmente nas forças de segurança. Em denúncia apresentada pelo MPF e divulgada anteriormente por nossa reportagem, foram citados os apelidos de 12 policiais militares e dois bombeiros que estariam vinculados a uma empresa responsável pela escolta armada de cargas de cigarros distribuídas em diversos pontos do estado. Entre os codinomes mencionados nas investigações estão “Velho do Rio”, “Marreco”, “Morenão Topa Tudo”, “Coquinho da VK”, “Alvinho”, “Jajá”, “Shampoo”, “Max”, “Bonfim”, “Maromba”, “Stive” e “Baiano” — este último identificado como bombeiro. Segundo os autos, a organização teria estabelecido relações ilícitas com agentes do poder público responsáveis pela segurança, o que teria sido fundamental para a expansão e manutenção das atividades criminosas. O esquema, conforme descrito nas apurações, envolvia o pagamento sistemático de propina para garantir a omissão deliberada diante das infrações penais praticadas. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram diálogos que indicariam a existência de uma espécie de “tabela” de pagamentos. Em uma das conversas, um integrante do grupo orienta o repasse de R$ 15 mil, sendo R$ 12 mil destinados ao “batalhão” — em referência à Polícia Militar — e R$ 3 mil à “DP”, indicando Delegacia de Polícia. Em outro trecho interceptado, um investigado menciona expressamente valores de “doze mil para o carro azul” — supostamente em alusão às viaturas da PMERJ — e “três mil para o carro preto”, possível referência à Polícia Civil. As investigações também apontam que um homem conhecido como “Cabeça” atuava como intermediador entre a organização e agentes públicos corrompidos. Ele seria o responsável por operacionalizar a entrega de valores e articular a liberação de mercadorias apreendidas. Relatórios indicam que, quando cargas de cigarros eram apreendidas por policiais civis da 59ª ou da 62ª Delegacia de Polícia, ambas situadas em Duque de Caxias, “Cabeça” era acionado para intermediar contatos que resultavam na devolução informal das mercadorias. Segundo o Ministério Público, há indícios de que as restituições ocorriam sem qualquer formalização oficial. Um colaborador premiado relatou ao MP que, em pelo menos duas ocasiões, conseguiu reaver cargas apreendidas após contato com policiais lotados na 62ª DP, mediante pagamento indevido. Em uma das situações, o repasse foi descrito como “cerveja”, termo que, segundo os investigadores, seria usado para se referir a propina. As apurações também registram episódios em que integrantes da organização foram abordados enquanto descarregavam cigarros ao lado de milicianos, estando armados e portando grandes quantias em dinheiro. Apesar disso, não houve registros formais de prisão ou apreensão, o que, segundo o MP, indica possível acerto informal para evitar a responsabilização. O pagamento de valores ilícitos, de acordo com os investigadores, garantia ainda tratamento privilegiado em abordagens policiais, impedindo autuações em flagrante e apreensões de mercadorias. Em uma das conversas interceptadas, atribuída a uma policial militar, há orientação para que os operadores do esquema evitassem entregar documentos durante abordagens ostensivas antes de “desenrolar” a situação. A fala menciona que equipes do programa Caxias Presente utilizariam sistemas integrados de consulta de dados, o que poderia gerar registros formaais e dificultar eventuais acertos posteriores. Para o Ministério Público, o conjunto probatório indica que a engrenagem criminosa se sustentava não apenas na logística de distribuição de cigarros, mas também na cooptação sistemática de agentes públicos, garantindo proteção institucional indevida às atividades ilícitas. As investigações seguem em andamento.

Grupo de Adilsinho acreditava que crimes ficariam impunes e que “ele teria crédito para matar mais uns trinta”, diz Justiça

De acordo com relatório do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o grupo liderado por Adilsinho demonstrava acreditar que eventuais outros crimes permanecerão impunes. Conforme consta no documento, há menção de que os mandados de prisão expedidos contra o líder teriam “caído”, e de que ele estaria com crédito para “matar mais uns trinta”. Segundo o relatório, a declaração foi extraída de diálogo ocorrido em março de 2024. O sigilo da conversa foi posteriormente levantado, o que permitiu que o conteúdo viesse recentemente aos autos. O documento aponta ainda que diálogos obtidos por meio de quebra de sigilo de dados revelam que integrantes da quadrilha se referem a Adilsinho como “patrão” e “01”. A decisão também destaca o poderio bélico do grupo criminoso liderado por Adilson, bem como o temor vivenciado pela população em relação à organização. Outro ponto ressaltado é a utilização, por parte da quadrilha, de aplicativos paralelos para envio de mensagens, com o objetivo de dificultar a obtenção de provas em interceptações telefônicas e na quebra de sigilo de dados. Consta nos autos que Adilsinho exerce forte influência e ocupa posição de liderança em grupo criminoso responsável pela prática de contravenção e comércio ilegal de cigarros. O relatório menciona ainda a existência de relação com outros homicídios na comarca do Rio de Janeiro, conforme indicado por exames de confronto balístico. O advogado de Adilsinho disse que ele nega qualquer envolvimento em homicídios e máfia dos cigarros.

Processos na Justiça Federal detalham organização suspeita de fabricar cigarros clandestinos sob liderança atribuída a Adilsinho

Investigações conduzidas pela Polícia Federal e processos que tramitam na Justiça Federal apontam que o contraventor Adílson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, é investigado por supostamente comandar uma organização criminosa estruturada voltada à fabricação e comercialização clandestina de cigarros. De acordo com peças processuais, a estrutura investigada é descrita como complexa e sofisticada, contando, segundo os autos, com divisão de funções e possível participação de empresários, advogados, pessoas ligadas a milícias privadas e até agentes públicos que estariam sob suspeita de colaboração. As apurações indicam ainda movimentação financeira considerada expressiva e atuação que não se limitaria ao estado do Rio de Janeiro, podendo alcançar outras unidades da federação. Suposta exploração de trabalhadores paraguaios Conforme relatado em decisões judiciais, a investigação aponta que cidadãos paraguaios teriam sido aliciados e trazidos ao Brasil para atuar em fábricas clandestinas, em condições que estão sendo apuradas como possivelmente análogas à escravidão. Os autos mencionam que trabalhadores teriam sido transportados vendados, com restrição de acesso a celular, submetidos a jornadas de aproximadamente 12 horas diárias, sem emissão de notas fiscais relativas à produção e sob contexto descrito como de intimidação armada. Essas circunstâncias ainda são objeto de análise judicial. Estrutura e divisão hierárquica Segundo a Polícia Federal, a organização investigada apresentaria hierarquia definida. Adilsinho é apontado nas investigações como possível líder do grupo, exercendo, conforme descrito nos autos, poder de coordenação financeira e estratégica. Abaixo dele estariam: Todos esses papéis constam como hipóteses investigativas descritas nos processos em andamento. Origem das atividades e histórico De acordo com os autos, o vínculo de Adilsinho com a contravenção ligada ao jogo do bicho e máquinas caça-níqueis remonta a meados dos anos 2000. As investigações apontam que, ainda naquela época, ele já teria influência territorial em áreas exploradas pela contravenção, o que, segundo a linha investigativa, teria facilitado a posterior expansão para o mercado clandestino de cigarros. As apurações indicam que, a partir de 2018, teria sido estruturada a fabricação e comercialização de cigarros clandestinos por meio de empresas formalmente constituídas, com possível apoio de responsável contábil ligado à empresa Cia Sulamericana de Tabacos, com o objetivo, segundo a investigação, de conferir aparência de legalidade às operações. Consta nos processos que teria havido manipulação contábil, emissão de notas fiscais consideradas ideologicamente falsas e declaração inverídica de rendimentos. Mudança de estratégia em 2021 Segundo a Polícia Federal, após procedimentos fiscais da Receita Federal e avanço das investigações criminais em 2021, o investigado teria abandonado a tentativa de operar por meio de empresas formais, migrando para modelo integralmente clandestino. Ainda conforme os autos, naquele ano teria sido iniciada a montagem de um complexo industrial clandestino, com parte significativa das operações em Duque de Caxias, região onde, segundo a investigação, o grupo possuiria influência territorial. Movimentação financeira Relatórios anexados aos processos indicam que, em 2020, uma das empresas vinculadas ao investigado movimentou aproximadamente R$ 45 milhões na Caixa Econômica Federal e R$ 30 milhões no Santander, com predominância de operações em espécie. As autoridades apontam que o patrimônio atribuído ao investigado, sob suspeita de ter sido adquirido com recursos ilícitos e posteriormente submetido a mecanismos típicos de lavagem de capitais, ultrapassaria R$ 25.192.812,50, além de cerca de US$ 1.000.000,00. Esses valores constam em relatórios periciais e ainda dependem de conclusão judicial definitiva. Capacidade produtiva das fábricas Uma das fábricas clandestinas investigadas teria faturamento mensal estimado em, no mínimo, R$ 9 milhões, considerando produção aproximada de 150 caixas por dia, com 50 pacotes por caixa e 10 maços por pacote, vendidos a cerca de R$ 4 cada unidade. Os números são estimativas apresentadas nos autos e fazem parte da investigação. Episódios de violência e apurações paralelas Os processos também mencionam que integrantes do grupo seriam investigados por atuar como segurança armada da estrutura clandestina. Consta ainda referência à morte de um ex-policial militar, proprietário de duas empresas que estariam sob suspeita de terem sido utilizadas para dissimular valores supostamente provenientes da atividade ilícita. Ele foi executado a tiros em 15 de junho de 2023, na Barra da Tijuca. Eventual relação com disputas internas ou comerciais é objeto de investigação. Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente registraram conversa entre um homem identificado como Alex e uma mulher chamada Jordana, na qual ela demonstraria receio de sofrer represálias ao atuar em negócios que poderiam contrariar interesses atribuídos ao grupo investigado. O conteúdo integra os autos e ainda será analisado no curso da ação penal. O grupo é investigado por diversos crimes De acordo com investigações em curso e elementos constantes em autos judiciais, o grupo investigado é suspeito da prática de diversos ilícitos, entre eles: Ainda conforme as investigações, o montante movimentado pelo grupo ao longo do período de funcionamento da atividade sob apuração poderia alcançar cifras milionárias. Os valores exatos seguem sob análise pericial e dependem de confirmação no curso da ação penal. As condutas descritas são objeto de investigação e ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário, sendo assegurado aos citados o direito ao contraditório e à ampla defesa. De acordo com investigações em curso e elementos constantes em autos judiciais, o grupo investigado é suspeito da prática de diversos ilícitos, entre eles: Ainda conforme as investigações, o montante movimentado pelo grupo ao longo do período de funcionamento da atividade sob apuração poderia alcançar cifras milionárias. Os valores exatos seguem sob análise pericial e dependem de confirmação no curso da ação penal. As condutas descritas são objeto de investigação e ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário, sendo assegurado aos citados o direito ao contraditório e à ampla defesa. Situação atual Os fatos descritos integram investigações da Polícia Federal e ações penais em andamento na Justiça Federal. Parte das acusações já resultou em medidas cautelares e denúncias formais, enquanto outros pontos permanecem sob apuração. Até o momento, não há condenação transitada em julgado em relação ao conjunto dos fatos mencionados. As defesas dos citados podem se manifestar sobre as acusações. O advogado de Adilsinho disse que ele nega qualquer envolvimento em homicídios e máfia dos cigarros.

Segundo investigações e processos que tramitam na Justiça, quadrilha de Adilsinho é suspeita de envolvimento em pelo menos 18 homicídios cometidos nos últimos anos. VEJA RELAÇÃO DAS VÍTIMAS

Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e processos que tramitam no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) indicam que o grupo apontado como liderado pelo contraventor Adílson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, preso hoje, é suspeito de envolvimento em pelo menos 18 homicídios ocorridos nos últimos anos no estado. De acordo com decisões judiciais já proferidas, o bicheiro teve a prisão preventiva decretada em ao menos quatro desses casos. Nos demais episódios, a suposta participação do grupo ainda é objeto de investigação. Segundo consta em autos processuais, parte dos crimes teria sido cometida com o mesmo armamento, elemento que, conforme apontado nas apurações, reforça a linha investigativa de possível atuação coordenada. Casos sob investigação A seguir, a relação de vítimas mencionadas em investigações e processos judiciais que apuram eventual ligação do grupo: As investigações ainda apuram se há conexão formal entre todos os episódios. Atentados e possíveis conexões O grupo também é investigado por suposto envolvimento: Outro ponto destacado em investigações é que as armas utilizadas no homicídio do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, ocorrido este ano em Niterói, teriam sido empregadas também nas mortes de Cristiano de Souza e Antônio Gaspazianni Chaves. A Polícia Civil apura eventual ligação entre os crimes. Outros investigados O policial militar Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como “Sem Alma”, apontado em investigações como ligado a Adilsinho, responde a processo por pelo menos três homicídios mencionados nas apurações: Daniel Mendonça, Cristiano de Souza e Marquinho Catiri. Situação processual Parte dos casos já resultou em decretação de prisão preventiva. Outros seguem em fase de investigação, sem denúncia formal até o momento. As defesas dos citados podem se manifestar sobre as acusações. O espaço permanece aberto para posicionamento. O advogado de Adilsinho disse que ele nega qualquer envolvimento em homicídios e máfia dos cigarros.

ADILSINHO FOI PRESO EM CABO FRIO

O contraventor Adislon Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso em Cabo Frio, na Região dos Lagos. O contraventor foi preso em uma ação conjunta pela Polícia Federal e Polícia Civil em um trabalho que contou com apoio de aeronaves. Um PM foi preso fazendo sua segurança. Adilsinho é apontado como chefe da máfia de cigarros contrabandeados no Rio de Janeiro e patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Investigações apontam que Adilsinho seria o mandante de homicídios, entre eles do miliciano Marquinho Catiri. É nvestigado por envolvimento em outros assassinatos ligados ou a máfia de cigarros ou então às disputas no jogo do bicho principalmente contra Bernardo Bello. É considerado o maior produtor de cigarros falisficados do Estado. Adilsinho era um dos integrantes da nova cúpula do jogo do bicho no Rio que teria também Rogério Andrade e Vinicius Drummond mas teria ocorrido um racha no grupo. A Para o secretário de estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, a prisão demonstra a força do trabalho integrado e da inteligência policial. “Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado. A Polícia Civil, dentro da FICCO, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado.” O preso foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos legais e, posteriormente, será transferido ao sistema prisional do estado. A FICCO/RJ é uma força-tarefa permanente que reúne a Polícia Civil e a Polícia Federal, com foco na desarticulação de organizações criminosas estruturadas, por meio de ações integradas de inteligência e repressão qualificada.

Denúncia do MPF ao STF explica como delegados da Polícia Civil do RJ obstruíam investigações de homicídios, inclusive o de Marielle, cometidos por bicheiros, políticos e milicianos

A reportagem teve acesso ao documento da denúncia do Ministério Público Federal ao Supremo Tribunal Federal contra os delegados Rivaldo Barbosa e Genilton Lages por atos de obstrução de investigação sobre crimes praticados por meio de organização criminosa principalmente em relação aos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, cometidos em março de 2018. Segundo o documento, a associação funcionava essencialmente por possuir e manter controle, direto ou indireto, sobre as investigações relacionadas aos crimes de homicídio praticados no Estado por milicianos ou por contraventores, no contexto de disputas por domínio territorial ou pelo gerenciamento de determinados segmentos de mercado ilícito, tais como a exploração de jogos ilegais. Eles cometiam as irregularidades da seguinte forma a)desaparecimento ou destruição de autos físicos e documentos;b) avocação de inquéritos policiais que se encontravam em poder de delegados que não haviam aderido ao modelo de funcionamento da associação criminosa;c) ocultação de provas;d) ausência de preservação dos elementos probatórios que poderiam viabilizar o esclarecimento do crime e de sua autoria, para que os vestígios desaparecessem com o decurso do tempo;e) utilização de testemunhos falsos;f) incriminação de terceiros sabidamente inocentes;f) realização de diligências inócuas, que geravam volume grande de informações, embaraçando o regular andamento das investigações. Segundo os autos, dirigida por Rivaldo Barbosa de Araújo Junior, a associação aproveitou-se de um contexto de mercantilização de homicídios existente no Rio de Janeiro, caracterizado pela existência de grupos de pistoleiros, que matavam sob encomenda, e por disputas territoriais entre milicianos e criminosos organizados, com relevantes consequências patrimoniais Diante de um “mercado de homicídios”, a deliberada ineficiência da Divisão de Homicídios foi precificada pela associação, que assegurava impunidade tanto aos mandantes quanto aos executores materiais de crimes contra a vida, revela o documento do MPF. São diversos os elementos dos autos que dão conta de que os codenunciados exigiam desses agrupamentos ilícitos vantagens indevidas, para deixar de investigar crimes ou para obstruir investigações em andamento. de acordo com a denúncia. O resultado dessa associação entre criminosos habitualmente dedicados à prática de homicídios e os denunciados, para lhes garantir impunidade, foi o crescimento significativo de homicídios não esclarecidos na cidade do Rio de Janeiro, de modo similar ao que ocorreu no “Caso Marielle, aponta o relatório do MPF, Com carreira sólida na Polícia Civil e ostentando a posição da mais elevada hierarquia na Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa se associou a Giniton Lages, a Marco Antonio de Barros Pinto, bem como a outros policiais, com a finalidade de obstruir ativamente as investigações que envolviam homicídios praticados por criminosos organizados, milicianos e contraventores no Estado, bem como para sabotar as investigações por conduta omissiva imprópria, segundo a denúncia, Essa associação passou a representar o que o colaborador Ronnie Lessa chamou de modelo estrutural de corrupção na Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, aponta o relatório do MPF. Criminosos associados à exploração de jogos de azar e às milícias efetuavam pagamentos mensais à Polícia para que os seus homicídios não fossem adequadamente investigados, revela o documento do MPF. Rivaldo era o líder do esquema com a implementação da unificação das Delegacias de Homicídios, Rivaldo Barbosa, na condição de Diretor da Divisão de Homicídios, foi erigido a um patamar de destaque na estrutura da PCERJ. Entretanto, o poder advindo do cargo o alçou a responsável pelo balcão de negócios homicidas instalado na Divisão, uma vez queseria o responsável por coordenar a investigação de toda Região Metropolitana do Rio de Janeiro” Se apurou acerca do modo como os denunciados agiam para obstruir as investigações dos homicídios submetidos à Divisão da qual faziam parte, foi tornar prática comum o desaparecimento de autos físicos de inquéritos policiais e documentos que lhes interessassem, a avocação de procedimentos em poder de delegados que não participavam do grupo, e a omissão na preservação dos elementos probatórios necessários ao esclarecimento dos crimes. Outra linha de atuação se operava por meio da utilização de testemunhos falsos, pela incriminação de terceiros sabidamente inocentes e pela realização de diligências inócuas, Tome-se como primeiro exemplo o homicídio de Marcos “Falcon”. Marcos Vieira de Souza, conhecido como Marcos Falcon, era Policial Militar com atuação na região de Osvaldo Cruz. Obteve notoriedade por atuar como miliciano e justiceiro na região. Valendo-se de sua influência crescente, tornou-se Presidente da Escola de Samba Portela. Anunciou sua candidatura ao cargo de vereador no Município do Rio de Janeiro, mas foi executado. A investigação coube ao Delegado Brenno Carnevale, que não aderiu ao modelo de obstrução de investigações estruturado pela associação criminosa. Notando que Carnevale atuaria com eficiência e, provavelmente, chegaria aos mandantes e executores do crime, Rivaldo Barbosa interferiu diretamente no trabalho do policial, determinando que nenhuma providência fosse tomada sem que fosse direta e pessoalmente informado. Não satisfeito, Rivaldo e seus comparsas promoveram o extravio dos autos em que se apurava o crime, mesmo destino que foi dado a arquivos correlatos à investigação do homicídio praticado contra Geraldo Pereira, igualmenteligado a milícias e a organizações criminosas dedicadas à exploração de jogos ilegais. Em seu depoimento, o delegado Brenno Carnevale revelou que procedimentos investigatórios distribuídos à sua presidência desapareciam, assim como provas e elementos de convicção. Relatou, ainda, que o excesso de exigências burocráticas inviabilizava a realização de diligências importantes. Disse, mais especificamente, que durante as investigações para apurar a morte de André Serralho e após direcioná-las a um grupo de milicianos, se deu conta de que os autos haviam sido extraviados, sempre sob o absoluto controle da associação criminosa denunciada Os episódios não se encerram aí. Ao investigar o homicídio de Haylton Scafura, filho de José Caruzzo Scafura, o “Piruinha”, um dos líderes da antiga “cúpula do jogo do bicho”, Carnevale foi surpreendido por uma decisão proferida pelo titular da Delegacia da Capital, Fabio Cardoso, subordinado a Rivaldo Barbosa, quelhe retirou, sem nenhuma justificativa, a atribuição para o caso. Carnevale identificou que o homicídio de Marcos Falcon apresentava características de execução muito similares aos crimes anteriormente praticados contra Pereira e André Serralho, homicídios que ocorreram anteriormente à sua

Suposto segurança de Adilsinho foi preso suspeito de envolvimento em morte de policial civil em Niterói

Investigado por supostamente pertencer ao grupo de seguranças do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, José Gomes da Rocha Neto, conhecido como Kiko, foi preso hoje suspeito de estar envolvido no assassinato do policial civil José Carlos Queiroz Vianna, ocorrido em outubro do ano passado, em Niterói. O criminoso foi localizado e capturado na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, após trabalho contínuo de investigação. É o quinto suspeito preso pelo crime. As apurações apontam que o homem teve papel direto no planejamento do homicídio. Ele recebia prestações de contas sobre o monitoramento da vítima, realizado por meses até o crime, além de informações detalhadas sobre a execução e a queima do veículo utilizado no ataque ao agente. Com ele, foram apreendidos aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia. O preso possui anotações criminais por organização criminosa, homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. Kkio responde a processo por homicídio pela Justiça do Maranhão.

PM da ativa que foi flagrado em conversa com policial aposentado acusado de fazer segurança de bicheiro recebendo oferta de propina foi recentemente condenado por extorsão em outro processo, diz TJ-RJ

O policial militar Gutemberg Dantas da Silva que foi citado na denúncia do Ministério Público Estadual do Rio recebendo oferta de propina de um policial aposentado suspeito de participar da segurança do bicheiro Rogério de Andrade foi recentemente condenado a três anos de prisão pelo crime de concussão (corrupção praticada por servidor público). O processo é de 2019. Segundo o MPRJ, a conversa de Gutemberg com o policial aposentado envolvido com o contraventor foi em 2019. Na época, ele era lotado na Subsecretaria de Inteligência. Sobre o crime que o levou a condenação, de acordo com o TJ-RJ, Gutemberg junto a comparrsas exigiram de um comerciante a entrega da quantia de R$ 12.000,00. Na ocasião, disseram estar realizando uma operação policial, se identificando incialmente como policiais civis da DRCPIM e posteriormente assumindo serem policiais militares lotados na Subsecretaria de Inteligência da PMERJ (SSint/PMERJ). O comparsa de Gutemberg abordou a vítima om o uso de arma de fogo, informando-lhe que “perderia toda a sua mercadoria e que esta seria levada pela DRCPIM”, exigindo, à princípio, a quantia de trinta mil reais para que a referida mercadoria não fosse apreendida. Em determinado momento, chegou ao local terceiro ainda não Identificado, mas referido como “Tenente”, afirmando ser da SSint/PMERJ, passando a exigir da vítima a quantia de vinte mil reais, e que, diante de sua negativa, aceitou obter a quantia de quinze mil reais. Diante disso, foi então acertada a entrega da quantia na passarela da Estação de Trem de Madureira, não tendo a vítima conseguido reunir a quantia de quinze mil reais e tendo entregue a um dos PMs, vujlgo Betinho, a quantia de R$ 12.000,00 (doze mil reais) acima referida. Segundo o processo, Gutemberg também foi acusado de se envolver em outro caso de extorsão contra um comerciante em Nova Iguaçu. Na ocasião, exigiram R$ 10 mil da vítima tendo por fim recebido R$ 4 mil. Na ocasião, eles se identificaram como como policiais militares da SSint/PMERJ e afirmando que fariam uma fiscalização em seu estabelecimento por conta de uma “denúncia” acerca de mercadorias piratas que teriam recebido. De acordo com os autos, Gutemberg também teria participado de outra extorsão na cidade quando ele e comparsas teriam exigido R$ 40 mil de um comerciante tendo no final recebido R$ 4 mil. Na ocasião, os suspeitos tanbém se identificaram como agentes da DRCPIM. A vítima foi até uma agência bancária sacar o dinheiro enquanto Gutemberg e outro PM permaneceram no estabelecimento aguardando seu retorno.

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