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investigação

Miliciano morto pelo ‘Novo Escritório do Crime’ em Realengo tinha saído três semanas antes da cadeia e estava com medo de morrer porque dois paramilitares tinham acabado de serem executados

Uma das vítimas do Novo Escritório do Crime, o miliciano Neri Peres Júnior, vulgo Alemão, morto em 2021, estava com medo de morrer . Isto porque dias antes de ser assassinato, dois paramilitares haviam sido mortos na região de Realengo, vulgos Brinquinho e Mucão. Neri havia saído da prisão três semanas antes de ser morto, Pelo receio de ser executado, Neri disse que não passaria mais pela Avenida do Canal porque sempre havia muitos bandidos na via. Ele pertenceu à milícia de Orlando Curicica mas não havia saído bem do grupo tanto que teria ficado preso em presídio diferente dos demais integrantes da milícia; Alemão queria implantar um grupo paramillitar na Cohab de Realengo. A região era dominada por um PM vulgo Carvalho que havia morrido de Covid. Carvalho exercia influência no local há seis anos e já teria sido segurança do bicheiro Rogério Andrade Neri foi justamente morto por integrantes do Novo Escritório do Crime para garantir o domínio e a exploração criminosa em territórios da Zona Oeste do Rio de Janeiro, em especial em Bangu e Realengo. FONTE: MPRJ

Homicídio cometido pelo ‘Novo Escritório do Crime’ pode ter rendido R$ 150 mil aos matadores. Homem denunciado por participar do grupo correu risco de ser morto pela própria quadrilha por repassar informações a rivais

Um dos integrantes do Novo Escritório do Crime que foi denunciado pelo Ministério Público Estadual disse que foi perguntado a ele se os membros do grupo teriam recebido cerca de R$ 150 mil para matar Fábio Romualdo, uma das vítimas do bando. Ele não soube dizer mas disse que um dos participantes do grupo apareceu com R$ 100 mil, o que lhe levou a acreditar que o dinheiro era o pagamento pelo homicídio. Esse homem correu risco de ser morto dentro da própria quadrilha. Isso por conta de sua aproximação com um grupo do bando do bicheiro Rogério Andrade que rivalizava com o de Thiago Soares Andrade Silva, o Batata, chefe do Novo Escritório do Crime. Ele só foi salvo por sua amizade com o PM Bruno Estilo, membro do grupo de matadores. No entanto, buscava informações com ele para repassar para o grupo de Márcio Araújo Souza e Rodrigo das Neves, suspeitos do assasinato do contraventor Fernando Iggnácio, e desafetos de Batata. Bruno Estilo desenrolou com Batata para não executá-lo e, depois de muito tempo de afastamento, resolveu procurá-lo e lhe emprestou uma arma, pedindo para não ficar de bobeira. O homem disse que por duas vezes tentaram matá-lo. Esse integrante do grupo chegou a dizer que instalou um rastreador no carro de um outro membro do Novo Escritório do Crime para descobrir quando ele se encontraria com Papa (apontado como executor dos homicídios) para que pudessem pegá-lo, ou seja, prender junto com algum órgão de segurança e descobrir a localização das armas; A informação era para ser passada para Araújo que, mesmo pres,o faria a informação chegar ao GAECO para que os envolvidos fossem presos. FONTE: MPRJ

Saiba como foi o planejamento do outro homicídio confirmado ter sido praticado por integrantes do ‘Novo Escritório do Crime’. “Vamos ganhar uma merendinha extra”, disse PM envolvido

Sobre outro o outro homicídio cometido pelo Novo Escritório do Crime cuja vítima foi o miliciano Neris Peres Júnior, ele foi planejado da seguinte forma, segundo denúncia do Ministério Público Estadual do Rio No dia 14 de setembro de 2021, Rodriguinho enviou mensagem para o PM Bruno Estilo dizendo que Papa perguntou se ele estaria de “bobeira” para o grupo fazer um “trabalho”, então consistente em “pegar um maluco” da “área”. A “área” referida pelos interlocutores é a região de Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma vez que tais criminosos atuam justamente naquele território de Bangu, Padre Miguel e Realengo (todos fronteiriços), e onde justamente Neri foi morto. Bruno falou que ia mandar Jhony ((que se sabe se tratar de Diony Lancaste, preso portando ilegalmente a arma particular de Estilo), buscar a “peça” (arma) para o cometimento do homicídio. Os criminosos fizeram o monitoramento da vítima e realizaram um reconhecimento do local, tudo para compreender a melhor forma de abordagem. Contudo, enquanto se organizavam para buscar o armamento e cometer o crime, a vítima acabou saindo do local e frustrou a empreitada, ao menos naquela data:Rodriguinho, então, “planejou nova investida, especialmente por dispor de informação de que a vítima costuma estar naquela localidade (Realengo) com frequência: No dia 24/09/21, Rodriguinho voltou a procurar Bruno Estilo dizendo que Papa ou 2P , “pediu para verificar se seria possível o grupo se reunir para voltar a tentar matar o “rapaz na área” (referência à Realengo), o que foi afirmativamente respondido pelo PM ”. “Amanhá depois do almoço para ver se resolve o rapaz da área”, disse Rodriguinho “Já é, bandido”, falou Bruno Estilo. Contudo, apesar do grupo ter planejado nova investida contra a vítima, o crime não se consolidou por fatores externos, possivelmente em razão de não ter sido encontrado o cenário fático favorável. Foi feita então uma nova investida. “Mano, só se for até umas quatro e meia. Que seis horas eu tenho que estar na Barra com minha mulher, porque ela vai para uma consulta lá do bagulho que ela vai fazer. Tenho que estar seis horas na Barra”, disse Bruno. Rodriguinho, então, pediu a Bruno que providenciasse o “62”, em referência aos fuzis de calibre 7,62, utilizados pela ORCRIM, que, então, seriam utilizados na prática delitiva. Chamou a atenção a gana de morte ostentada pelos criminosos, que desejam utilizar material bélico de alto potencial para, segundo dito, “estragar” a vítima:Bruno, um pouco mais cauteloso, ainda tentou ponderar sobre a utilização de fuzis de calibre 7,62 durante à luz do dia, o que foi ignorado pelo comparsa por compreender que o local seria tranquilo: “Sem necessidade né mano? Essa hora do dia, pô, fazer maior estardalhaço do c”, disse Estilo Contudo, apesar de haver registros documentais do encontro dos criminosos para a prática do referido crime, mais uma vez tem-se que a investida homicida não foi exitosa. . No dia 30/09/21, “Rodriguinho seguindo o mesmo roteiro anteriormente delineado, voltou a fazer contato com “Bruno dizendo que o “2P” quer saber quando dá para irem atrás e matar o alvo. Ele mandou o áudio em que pergunta se seria possível buscar Bruno” no dia seguinte (01/10/21) para fazer a missão: ““Coé viado, aí… (inaudível) pediu para falar contigo aí se dá pra te buscar amanhã dez horas pra gente fazer essa parada… p… muito chato… resolver logo isso… p…Deus me livre.” Bruno, então, respondeu “deixando claro que toda a empreitada que envolve a morte do alvo de “Realengo” (constantemente monitorado) estaria objetivamente ligada ao Papa ou 2P e Thiago Soares Andrade Silva, o Batata, que controlava o comando dos assassinatos praticados pelo grupo criminoso. “Ele acha que eu tenho a vida dele né? Saio do serviço e tenho meus compromissos mano. C…, “2P” pqp… parece que só tem eu de polícia no bagulho mano. Depois eu vou conversar com o “Soares” mano. Foda mano, não estou vivendo mais não. Às vezes eu deixo de marcar minhas coisas, de resolver minhas coisas… porque p.., eu marco um bagulho e toda hora tem missão. P…!” Bruno Estilo mandou nova mensagem em que confirmou que irá participar da sobredita morte, desejando, assim, que o alvo logo seja localizado. Na mesma oportunidade, o PM” evidenciou que o homicídio seria praticado mediante paga, o que se infere da comemoração de que haveria uma “merendinha extra” para o final de semana. “Fala neguinho… Tomara que esse moleque boie logo amanhã pra gente resolver logo isso. Acabar logo com essa agonia. Não aguento mais. E vem uma merendinha extra! Curtir o fim de semana seu safadinho! Confirmado! Rodriguinho mandou mensaggem para Bruno perguntando se poderia resolver o caso no dia 4/10/2021 “Fala! Amigo mandou mensagem perguntando aqui se dá pra tu amanhã? Resolver aquela parada lá logo.” Bruno confirmou que poderia ir na empreitada criminosa e ainda explicitou que era justamente o alvo de Realengo, bem como ele e ele atuaria junto à múltiplos criminosos, tanto para Batata como para o miliciano André Boto. “Qual, esse aí de Realengo aí? Vamos embora, mano! Boto ficou de me dar uma missão pra mim ir com o Play amanhã também, ficou de me confirmar hoje. C…, trabalho aqui, trabalho na Polícia, trabalho aí, trabalho com o Boto… C.. meu irmão, não tenho mais para nada. Que loucura. A meta é ficar milionário!” No dia seguinte (04/10/21), então, os criminosos se encontraram por volta de 11:30h na localidade conhecida como “CDA” (Caixa D’água), em Padre Miguel, e rumaram para Realengo na busca pelo alvo. Neri foi morto no dia 04/10/21 por volta das 12:50h, tendo o seu corpo sido encontrado às 13h em via pública, atingido por mais de trinta disparos de armas de fogo, dentre as quais ustamente aquelas de calibres utilizados pelos criminosos. Se não bastasse, Rodriguinho e Bruno debocharam da morte de Neri trocando entre si fotos da referida vítima já morta no local, bem como dizendo em tom irônico que Realengo está “perigoso” “Que p… hein? Bagulho de Realengo está muito perigoso. Tem mais

Polícia já tem um suspeito da morte de agente da CORE na Cidade de Deus (CV)

A polícia pede informações que levem ao paradeiro de Matuê, um dos envolvidos na morte de policial da CORE na Cidade de Deus. O traficante Ygor Freitas de Andrade, vulgo “Matuê”, de 28 anos, é ligado a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Ontem após a morte do agente, foi feita uma operação na comunidade que deixou cinco presos. O Disque Denúncia (2253-1177) divulgou, nesta segunda-feira (19), um cartaz com o título – Quem Matou? – para auxiliar nas investigações e no inquérito policial instaurado pelo Núcleo de Investigações de Morte de Agentes de Segurança da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a fim de obter informações que levem à identificação e prisão dos envolvidos na morte do policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), José Antônio Lourenço, morto na manhã desta segunda-feira (19) durante a Operação Gelo Podre, ocorrida na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, quando baleado por criminosos, ligados à facção Comando Vermelho (CV).  Durante a ação, equipes da Core prestavam apoio a uma operação da Delegacia do Consumidor (Decon) para fiscalizar a qualidade do gelo vendido nas praias da Barra da Tijuca e Recreio, ambas na Zona Oeste do Rio. Na comunidade, uma fábrica foi interditada por uso de água contaminada por fezes e um dos responsáveis pelo local foi encaminhado para a delegacia.  Ele chegou a ser socorrido por colegas e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos. A DHC assumiu o caso e no início da tarde, a Polícia Civil iniciou uma busca contra os criminosos envolvidos na morte do policial. Durante a ação, um intenso tiroteio provocou o fechamento da Linha Amarela, no sentido Fundão.  Quem tiver informações sobre sobre a identificação e localização do envolvidos , favor denunciar pelos seguintes canais de atendimento:  Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido FONTE: Polícia Civil.do RJ e Disque Denúncia

Saiba como foi planejado um dos homicídios cometidos pelo ‘Novo Escritório do Crime’. Conversas mostraram envolvidos combinando o assassinato

Leia agora como foi o planejamento de um dos homicídios cometidos pelo Novo Escritório do Crime_ o de Fábio Romualdo Mendes, morto em 2021. Em 28 de agosto daquele ano, Rodriginho mandou mensagem para o PM Bruno Estilo indagando-lhe se Thiago Soares Andrade Silva, o Batata, ” teria lhe “passado a visão” de um “trab” em “vargem”, ou seja, se teria lhe avisado sobre um trabalho relacionado àVargem (Grande e/ou Pequena), bairros da Zona Oeste carioca: Bruno, então, respondeu que Batata havia mencionado que teria uma “missão” (leia-se homicídio), mas que não teria dito quando seria: Rodriguinho, então, confirmou que se trata da mesma “missão”, então encomendada por Batata e indagou Estilo quando ele estaria de serviço, de modo a possibilitar o agendamento da “missão” para data da sua folga: Estilo, então, informou sua escala de trabalho na PMERJJ. Rodriguinho pediu a Bruno comparecer, no dia seguinte, que estaria de folga, no bairro de Curicica, onde iriam “alinhar com o amigo” os detalhes da “missão”. O tal amigo seria o miliciano Playboy da Curicica (já falecido), comparsa de André Boto. Bruno manifestou na ocasião necessidade de esclarecimento se estariam saindo apenas para conversar e combinar a empreitada ou se já iam “resolver a situação”, pois isso implicaria na necessidade de ajustes na sua vestimenta e, principalmente, na separação de “material”, ou seja, armas e munições.. ““Vai lá agora o que? Conversar com ele ou vai resolver alguma coisa? Entendeu? Me explica aí pra eu saber com que roupa eu vou separar e se tem que separar material aqui. Fala aí.” Até então não se tinha convicção de quem seria a futura vítima monitorada pelos criminosos. Contudo, com o avanço do diálogo, pode-se perceber que o alvo da citada missão seria Fábio, morto em 29/09/21, que era personagem diretamente ligado à contravenção fluminense e vinculado ao grupo rival de “Batata. Tal conclusão emerge do fato de que Fábio fora justamente morto dias após o referido diálogo, justamente em Vargem Pequena e era morador de Vargem Grande, de modo que a referência feita no início do diálogo se coaduna perfeitamente com tal cenário. Rodriguinho chegou a indagar Bruno em 06/09/2021, quando eles poderiam partir para a “missão”, que se sabe se tratar do cometimento de homicídio. “Bruno”, então, respondeu que poderiam ir na quarta ou sexta (dias 08 e 09 de setembro) Bruno enviou um áudio evidenciando com clareza que a “missão” se destinaria à prática de homicídio, inclusive revelando a intenção de seguir a vítima após a visita ao BEP onde ela se encontrar com Márcio Araújo de Souza, rival de Batata. Mas Papa, outro envolvido no grupo, disse que achava melhor na sexta porque na quarta ficaria muito “na cara” que seria o Batata, o mandante do crime: ““Quarta é visita? Quarta é visita não dá pra seguir ele? Vim seguindo e o c….. tentar na quarta? Que o mano quer que siga ele e pegue ele de preferência de pistola fora do carro ou com a janela aberta. Vê aí o que que tu acha melhor vocês aí. Se quarta dá pra tentar ou se vai na sexta, tu que sabe. Vê aí, disse Bruno. Tais homicídios são praticados mediante prévia encomenda e em razão de vultosos pagamentos, como muito bem elucida o diálogo em que Rodriguinho disse que Batata irá “deixar forte”, em clara referência ao fato de haver um grande pagamento: FONTE: MPRJ

Homicídios cometidos pelo Novo Escritório do Crime eram chamados de missões. PM envolvido com o bando disse que “toda hora tinha missão e nunca tinha visto tanta gente para morrer”. Quadrilha sentia prazer em matar. “vamos estragar a vítima”

Os homicídios cometidos pelo Novo Escritório do Crime eram chamadas de missões. AS missões quais seriam executadas mediante recompensa aos assassinos. Em uma conversa monitorada, o PM Bruno Estilo, um dos integrantes do bando, disse que ‘toda hora tinha uma missão “Nunca vi tanta gente para morrer” Sobre as execuções, Estilo mandou o seguinte recado para André Boto, outro envolvido com a quadrilha “Se eu soubesse disso naquela época eu tinha ido mais vezes, ia ganhar muito mais. Dessa vez eu não ganhei nada, só o pagamento normal.” Um outro integrante do bando falou que Estilo participa de um grupo criminoso que é comandado em primeiro grau por Rogério Andrade e tem uma vertente, por ele integrada, que é liderada por Flávio Pepe e por Thiago Soares Andrade Silva, o Batata, e também com a participação de Papa ou 2P. ,Ele afirmou que todas as mortes que ocorrem a mando de Batata eram realizados pelo ‘Novo Escritório do Crime”, cujos integrantes se valiam da posição de Estilo como PM para conferir segurança à atividade criminosa. Segundo seu relato, Papa era o mais cruel, ele que executava. Bruno Estilo dirigia os carros usados nos crimes porque como é PM, em caso de cotrratempos, podia dar carteirada. O grupo criminoso utiliza fuzis calibre 7,62 para a prática de homicídios, os quais são fornecidos por Boto e Batata. Bruno, inclusive, foi até Curicica, reduto de Boto, buscar armas. O membro do grupo disse que eles pegaram três fuzis calibre 762, todos Fal. além de 30 carregadores, todos municiados. As armas na ocasião, foram levadas para o Catiri, em Bangu. O bando sentia prazer em matar e desejava o fazer da forma mais violenta e cruel possível. É o caso, inclusive, do episódio em que Rodriguinho” disse para o também Estilo” providenciar o “62” (em referência ao fuzil de calibre 7.62), pois queria “estragar” a vítima Tal estrago, no caso concreto, fora efetivamente verificado, na medida em que a vítima Neri Peres Júnior foi atingida por 36 (trinta e seis) disparos de arma de fogo, os quais foram disparados justamente por fuzil de calibre 7.62 e, ainda, por pistola de calibre 9mm. Neri tinha ligação com o miliciano Orlando Curicica e haveria por parte dele a intenção de assumir o domínio da milícia atuante em Realengo, que anteriormente era comandada pelo policial militar Luiz Henrique Carvalho, que teria morrido em maio de 2021 Antes do homicídio de Neril, Bruno estava sem dinheiro. Após o crime, estava com muita grana tanto que fez obra em sua casa e sua esposa botou silicone, O grupo também tinha capacidade alta de exterminar testemunhas e destruir provas, além de, simplesmente desaparecer em fuga, conforme já consolidado em outras oportunidade. FONTE: MPRJ

Quadrilha de Adilsinho chegou a movimentar anualmente R$ 280 milhões. Polícia acionou EUA e República Dominicana para investigar patrimônio do bando

A quadrilha do contraventor Adilsinho, especializada em venda de cigarros, chegou a movimentar anualmente mais de R$ 280 milhões, segundo informações divulgadas em um processo no Superior Tribunal de Justiça. O bando usava de um estratagema para fugir ao sistema bancário e para maquiar a titularidade da movimentação financeira nas vezes em que ele é utilizado. Um deles era usar cartões de crédito em nome de outras pessoas. Os líderes do grupo tinham suas despesas custeadas por cartões de crédito de terceiros e se utilizam da estrutura do bando para realização dos pagamentos. Essas, aliás, não são as únicas” maquiagens “financeiras realizadas pela organização. Havia evidente emissão de notas fiscais com informações falsas, que não correspondiam às transações comerciais efetivamente realizadas e indicativas da prática de delitos tributários. O cigarro comercializado pela quadrilha é adquirido da Cia Sulamericana de Tabacos por empresas ligadas aos” patrões “. Em razão dessas vendas eram emitidas notas fiscais. Ocorre que o valor de venda declarado em tais notas fiscais não correspondia aquele efetivamente é praticado pela Cia Sulamericana de Tabacos. O preço de venda de cada caixa de cigarros inserido nas notas fiscais era de R$ 1.440,00214, mas o efetivamente pago pelo bando era de R$ 800,00 em 2019 e R$ 900,00 em 2020. O grupo atua em cartelização violenta de pontos de venda de cigarros, lavagem de dinheiro e falsidades há bastante tempo, ainda se encontrando em plena atividade”. E, ainda, que”Sem dúvida o objetivo do bando é gerar monopólio com práticas violentas e, bem como, saldo contábil para lavagem de dinheiro. Seriam três os cabeças da organização: Adilsinho, seu irmão Carlos e um homem chamado Pedro Henrique. As ordens e determinações de opressão aos comerciantes partem dos três. A Polícia Federal chegou a representar pelo compartilhamento de dados com a Receita Federal e com as Agências Investigativas da República Dominicana e dos Estados Unidos da América, formulada com o propósito de obter informações sobre os dados fiscais por meio da análise pela Receita Federal e desvendar o patrimônio dos investigados no exterior por meio de diligências policiais promovidas pelas Agência de Inteligência.Adilsinho e sua trupe são acusados de vários crimes como falsificação de notas fiscais; não emissão de nota fiscal na operação de venda de mercadoria tabagista; o não desconto, nem o recolhimento de ICMS incidente, oque causou prejuízo à ordem tributária e ao patrimônio público federal e estadual; a comercialização de cigarro produto de crime de sonegação fiscal e duplicata simulada; corrupção da policial federal e policiais militares para vazarem informações sigilosas e deixarem de executar dever de ofício (efetuar prisão e apreensão); aliança com facções criminosas para comercializar a mercadoria do grupo nos territórios dominados; õ envio de valores ao exterior (através de dólar-cabo) sem declaração; prática de atos de branqueamento de capital no país e no exterior. FONTE: STJ e Justiça Federal do Rio

Traficante flagrado pela PF dizendo que autoridades pediram ao CV trégua no G20 se intitulava ‘porta-voz’ da facção nas cadeias. Da prisão, comandava o crime no Sul Fluminense e ordenou homicídios

O traficante do Comando Vermleho que teve captada pela Polícia Federal dizendo que o representante de uma autoridade teria pedido a um membro da facção trégua nas guerras e roubos no Rio durante o G20, vulgo Naldinho, tinha posição de destaque dentro do Comando Vermelho. Ele se intitulava “porta voz” das cadeias do estado do Rio de Janeiro/RJ e afirmava a todo momento que ele e mais cinco criminosos seriam os responsáveis pela região Sul Fluminense no que diz respeito à distribuição de drogas, ordens para execuções e castigos corporais, registro de novos pontos de drogas e recolhimento da “caixinha” paga para a facção criminosa. A quadrilha de Naldinho age pelo menos desde 2013 em Resende e Volta Redonda, e posteriormente em outras localidades, incluindo as dependências de estabelecimentos prisionais onde alguns dos agentes se encontravam presos, O bando recebia remessas de drogas da comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. A associação em apreço contava com a liderança de membros atualmente inseridos no sistema carcerário estadual, situação na qual também se encontram outros integrantesinferior escalão, o que evidenciou que unidades penitenciárias funcionavam como verdadeiros escritórios a serviço da criminalidade, sendo certo que os denunciados se comunicavam precipuamente por meio de linhas telefônicas. O bando agia com violência e grave ameaça contra aqueles que se afastassem de suas diretrizes, ou que intentassem o comércio autônomo de drogas em áreas consideradas sob o seu domínio, recorrendo inclusive à prática de homicídios . Ademais, diversos diálogos telefônicos travados entre os denunciados evidenciaram o habitual emprego de armas de fogo na venda de entorpecentesNaldinho é ao lado de Tio 10 como sendo as principais lideranças do Comando Vermelho na região Sul Fluminense, restando evidenciada a expansão gradativa deste domínio territorial para a venda de entorpecentes. Mesmo preso, Naldinho comanda vários pontos de venda de entorpecentes na cidade de Resende/RJ e região, além, de ordenar assassinatos de desafetos, evidenciando tratar-se de indivíduo de alta periculosidade. Para realizar o controle da venda de entorpecentes, Naldinho realizou vários contatos telefônicos, bem como através de mensagens escritas, especialmente com Tio Dez, Marcelo, Juninho, Dentão, Juninho Matias, Nega, Tiago, Léo Russo, Márciko Soldado, Marcola, Rafael Papel, Diego, Valter Baby. Como representante do CV no Sul Fluminense, Naldinho é o responsável pela cobrança da “caixinha” paga para a facção (…) Um dos redutos do bando é a região da Grande Alegria, formada pelas localidades de Baixada da OLaria, Itapuca, Área de Lazer, Nova Alegria, Vila Aliança e Mutirão). O local e outros bairros dominados pela facção Comando Vermelho vinham sofrendo com o aumento da violência imposta pelos traficantes que estabeleceram a “Lei do Silêncio” em seus domínios, utilizando-se de armas de fogo de grosso calibre, como fuzis, pistolas e até granadas para atingirem seus objetivos. A quadrilha usava o grupo de Whatsapp ‘Um por Todos”para evitar prisões e apreensões de drogas e armas de fogo, além de ataques de traficantes rivais. Ele ordenou a morte do traficante Russinho por suspeitar que ele tivesse repassando informações para a PM. Mandou também a execução dos vulgos Baby e Chiick, orientando seus subordinados a não “assustarem” as futuras vítimas para que elas não percebam que na verdade estariam à beira de ser executadas. Naldinho repreesentava 50% do domínio da estrutura administra os carregamentos de drogas, compras e pagamentos, tudo que gira em torno do numerário do tráfico, ao passo em que ‘Tio Dez”, ficava à frente do pessoal, da segurança da área e’ do controle dos pontos de venda de droga. FONTE: TJ-RJ e STJ

Com a falência da empresa do Faraó dos Bitcoins, relembre o golpe dado pela firma nos clientes anos atrás

Durante esses últimos dias, a imprensa carioca noticiou a falência da GAS Consultoria, empresa de propriedade do criminoso Glaidson Acácio, conhecido como ‘Faraó dos Bitcoins’, que está preso. A firma foi envolvida anos atrás em um esquema de suposta oferta pública de contrato de investimento, pretensamente sem prévio registro, vinculado à especulação no mercado de criptomoedas, com previsão de retorno financeiro de 10% sobre o capital investido, com remessa do proveito financeiro de duvidosa legalidade para o exterior, que contaria com a participação de pessoas físicas e sociedades empresárias supostamente vinculadas ao Faraó dos Bitcoins e sua mulher, responsáveis pela GAS. Glaidson e seus comparsas comandavam uma pirâmide financeira, constituindo crime contra o sistema financeiro. Um cliente, por exemplo, celebrou um contrato com a GAS iara o investimento em criptomoedas do montante de R$13.000,00 (treze mil reais), divididos em dois contratosde R$5.000,00 (cinco mil reais) e R$8.000,00 (oito mil reais), respectivamente. O contrato entabulado visava a obtenção de rentabilidade por intermédio das moedas. A rentabilidade do esquema não era a partir de lucro com investimento em criptoativos, ela advém dos novos aportes e com uma remuneração muito alta, as pessoas são estimuladas a reaplicar o dinheiro que elas ganham Entretanto, na data de 24 de agosto de 2021 – pouco mais de um mês após a assinatura dos contratos – a pessoa foi surpreendida quando o grupo econômico ganhou as manchetes dos jornais por meio da operação da Polícia Federal batizada de Operação Kryptos, momento em que foi apreendido mais de R$ 150 milhões sob a acusação de que Glaidson e comparas na verdade foram articuladores um esquema de pirâmide financeira, o que constitui contra o sistema financeiro. A partir daí, a empresa deixou de honrar os compromissos avançados entre as partes utilizando-se do argumento de que não mais se tinha possibilidade de realizar qualquer tipo de pagamento em função de bloqueios sofridos por determinações judiciais, restando os valores inadimplentes desde o início da Operação Kryptos. Argumentaram ainda que mesmo com a rescisão contratual entre as partes não possuem qualquer outro modo de devolver o valor primitivo investido.]Glaidson foi acusado de contratar um grupo para eliminar concorrentes no mercado de bitconis. Um deles sofreu tentativa de homicídio, mediante disparos de arma de fogo contra a vítima em via pública em horário de grande circulação de pessoas. A vítima narrou que a arma de fogo ´falhou´ quando o autor tentava efetuar mais disparos, motivo pelo qual recebeu golpes com a arma (´coronhadas´) na cabeça A vítima teria enviado mensagem para diversos clientes ´investidores´ sobre uma matéria noticiando que a empresa concorrente G.A.S. estaria sendo investigada pelo Ministério Público e que deveria quebrar até o fim do ano, sugerindo que pessoas ‘retirassem’ o dinheiro lá investido, pois as contas da G.A.S. seriam bloqueadas, estando, ‘a de Búzios’, já bloqueada. A vítima atuava como ´Operador de Investimentos´ em moedas de bitcoin e no mês em que fora vitimado estaria em débito com alguns ´investidores´, entretanto sem se apurar possíveis ameaças. FONTE: Superior Tribunal de Justiça

Leia agora sobre o terror e as condições insalubres que viviam paraguaios que trabalhavam em regime de quase escravidão em fábricas clandestinas de cigarros de poderoso contraventor do Rio

Sobre os paraguaios que foram achados durante a semana trabalhando em quase regime de escravidão em uma fábrica clandestina de cigarros pertencentes ao contraventor Adilsinho, investigações da Polícia Federal de anos atrás apontaram que eram oferecidas a eles promessa salarial de R$ 3.000,00 (três mil mensais, que seriam depositados em favor da família do trabalhador ou quitados, no Paraguai, quando o trabalhador retornasse para casa; A remuneração seria acrescida de um vale de R$ 500,00 (quinhentos reais), em espécie, que poderia ser adiantado para financiar seu translado para o Brasil ou pago no local de trabalho. Às vezes, o aliciador mencionava que a fábrica estaria em São Paulo, mas sempre dizia ser legalizada, jamais revelando quem seria o empregador e qualseria, precisamente, o endereço do local de trabalho. Alegava que o trabalho duraria pouco tempo, variando de 2 a 4 meses, com a possibilidade de retorno. Os cidadãos paraguaios eram orientados a cruzar a fronteira em Foz do Iguaçu, sem passar pelo controle migratório, e pegar um ônibus turístico para São Paulo, muitos deles a suas próprias expensas. Há casos de trabalhadores que pegaram outro ônibus no terminal rodoviário até o Rio de Janeiro, desembarcando no meio do caminho para encontrar pessoas responsáveis por seu transporte até a fábrica. Nos demais casos, os trabalhadores já foram abordados na rodoviária de São Paulo e transportados de ônibus fretado para o Rio de Janeiro. Porém, o trecho final era sempre realizado da mesma forma. Todos os cidadãos paraguaios precisaram desembarcar dos coletivos para entrar em um carro particular, sem saber o destino. Quando muitos trabalhadores eram recrutados simultaneamente, todos eram transportados em vans. Dentro dos veículos, os trabalhadores tinhamseus olhos vendados e seus aparelhos de telefonia móvel eram tomados pelos motoristas, que não se identificavam, nem mantinham diálogo durante o trajeto. A venda somente era retirada dos olhos do trabalhador dentro do galpão, quando descobriam que não poderiam mais sair do local, nem mesmoolhar para o lado de fora, e que seus telefones não seriam restituídos. Os trabalhadores eram frequentemente ameaçados de morte quando manifestavam sua vontade de deixar o galpão. Na fábrica, havia câmeras de segurança, totalizando 16 canais de monitoramento eletrônico com gravação DVR. Um homem alertava que os trabalhadores estavam sendo observados e quem tentasse sair seria capturado novamente, prometendo que mal injusto e grave lhe acometeria. Ele também afirmava que os arredores eram extremamente perigosos para dissuadir a evasão de trabalhadores aqueles que cogitavam fugir do galpão, sequer sabiam onde estavam e temiam por sua vida. Trata-se de trabalhadores estrangeiros, com situação migratória irregular, sem recursos financeiros, privados de acesso a meios de comunicação, que não foram informados quanto ao endereço do local de trabalho. transportados de olhos vendados por mais de uma hora, sendo diariamente ameaçados e sujeitos a vigilância ostensiva. Por isso, os cidadãos paraguaios eram forçados a permanecer trabalhando, não tendo decisão a respeito da continuidade da prestação de serviços.Na fábrica, os trabalhadores cumpriam jornadas extenuantes e eram submetidos. a condições desumanas e degradantes. A fábrica clandestina de cigarros funcionava 24 horas por dia, 7 dias por semana, e contava com dois geradores de energia para que a produção não precisasse ser interrompida. Nesse sentido, os 24 trabalhadores se revezavam em 2 turnos de trabalho, com duração de 12 horas consecutivas, trocando toda a equipe nos horários de 07h00 e 19h00. Como as máquinas não poderiam parar de operos trabalhadores faziam apenas uma pausa de 10 a 15 minutos para se alimentar, não podendo o intervalo ser usufruído por mais de um trabalhador simultaneamente. Nessa dinâmica, os trabalhadores ficavam impossibilitados de gozar de repouso semanal. Além disso, os trabalhadores eram encarregados da própria limpeza do local, inclusive das instalações sanitárias, sempre fora de seu turno de trabalho. Na área de produção do galpão, havia fiações expostas, vazamento de combustível, ausência de ventilação natural e acúmulo de materiais inflamáveis (e.g., diversas caixas de papelão empilhadas), causando grave risco de incêndio e Nas imagens, nota-se que não havia aparelhos extintores de incêndio, sinalização de emergência ou rota de fuga. Havia um único alojamento coletivo, cujas condições eram precárias. As camas eram revezadas pelos trabalhadores de diferentes turnos, sendo que algumas ficavam separadas por papelões. A falta de revestimento nas paredes prejudicava a limpeza e a higiene do recinto, enquanto a falta de janelas dificultava a ventilação e a renovação doar.Na cozinha, a higiene também era precária. Havia alimentos sem controle de validade e sem acomodação ou armazenamento adequados, além de estarem expostos ao contato com animais domésticos. Nos depoimentos, consta que não eram fornecidos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ou vestimentas de trabalho. As vítimas eram obrigadas a continuar trabalhando mesmo quando estavam doentes, sendo-lhes negada a assistência médica. Uma pessoa sem qualificação profissional ministrava medicamentos e fazia curativos, às expensas do trabalhador. Havia pessoas operando maquinário com cortes e queimadurasnas mãos. Não havia treinamentos para operação de máquinas e equipamentos, nem sobre adequado uso, guarda e conservação de EPIs. Também há relatos decalor excessivo no galpão, goteiras na área de produção da fábrica e no alojamento, presença de pragas no local, como mosquitos, baratas e ratos, e falta de material para limpeza, secagem e enxugo das mãos nos lavatórios. Alguns trabalhadores narraram, ainda, que consumiam água da torneira ou proveniente de um poço, sendo que esta sequer era transparente.. FONTE: Relatório da Polícia Federal disponível no site jurídico Jusbrasil

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