Leia agora como foram as mortes de dois militares do Exército que foram carbonizados ainda vivos em Nova Iguaçu em.abril por conta de dívidas de agiotagem. O crime foi comandado por um ex-militar que havia dado baixa no.inicio do ano mas outras duas pessoas também tiveram as prisões decretadas. Narra a denúncia que “no dia 04 de abril de 2025, entre 13h30 e 14h00, na Estrada do Vai e Vem, bairro Tinguá, município de Nova Iguaçu, os criminosos constrangeram Ricardo Jefferson Moura Gomes a realizar transferências bancárias por meio do sistema PIX. Segundo consta dos autos, Ricardo e Matheus da Silva Souza foram sequestrados e levados para um local ermo, de difícil acesso, na Estrada do Vai e Vem, bairro Tinguá, Nova Iguaçu, onde foram rendidos sob violência e grave ameaça com emprego de arma de fogo. No local dos fatos, a vítima Ricardo foi coagida a efetivar uma transferência no valor de R$ 20.000,00 sendo realizadas ainda tentativas adicionais de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais) para o irmão de um dos envolvidos. Consumada a extorsão, os denunciados colocaram as vítimas no interior de um veículo e atearam fogo, provocando a morte de Matheus, que foi encontrado carbonizado no local. A vítima Ricardo embora gravemente ferida, com 90% do corpo queimado e múltiplas fraturas, conseguiu sair do automóvel, sendo socorrida, mas faleceu posteriormente no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Importa destacar que, mesmo em estado crítico e ainda lúcido, Ricardo identificou expressamente o ex-militar como o autor e mandante da ação criminosa. Ele agiu como como mentor intelectual e executor direto da ação criminosa, sendo indicado como autor pela vítima Ricardo antes de sua morte. O irmão dele teve sua conta bancária como destino de transferências sob coação, tendo participado da divisão do produto da extorsão e, portanto, do planejamento e execução dos crimes. Já um outro envolvido denunciado foi o beneficiário direto da quantia de R$ 20.000,00, recebida sob coação da vítima, desempenhando papel essencial para a ocultação e movimentação do produto do crime. O crime foi cometido por motivo torpe, qual seja, vingança pessoal decorrente da cobrança de dívida oriunda da prática de agiotagem. A execução foi realizada de modo extremamente cruel, mediante emprego de fogo enquanto as vítimas ainda se encontravam vivas, causando sofrimento e morte lenta, conforme demonstrado por laudos periciais. Além disso, os crimes foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, uma vez que estas foram atraídas para local ermo, subjugadas repentinamente, sem qualquer possibilidade de reação ou fuga. Uma testemunha afirmou que a vítima Ricardo teria ido na casa do ex-militar afim de cobrar uma dívida mas ele não.estava em casa. Depois disso, Ricardo afirmou que o ex-militar lhe fez ameaças o acusando de ameaçar e agredir sua mãe com tapas juntamente com mais outros dois homens. Ricardo negou e o suspeito pediu desculpas. Depois, o mandante do crime pediu a Ricardo para ir a sua casa buscar o dinheiro; A dívida seria em torno de R$1600,00;. Ricardo foi até lá e depois nào foi.mais visto.e a testemunha ficou sabendo através de um policial amigo de Ricardo que ele foi socorrido a um hospital. A vítima pediu para não avisar a esposa que estava grávida. Um.militar colega de quartel das vítimas foi até o. local onde o veículo foi queimado. Viu que Ricardo estava caído, com uma fratura exposta na perna e tinha queimaduras em todo o seu corpo. Ricardo pediu ajuda ao declarante para conseguir um veículo a fim de levá-lo para o hospital e que o sargento Matheus estava morto dentro do veículo em chamas;. O.militar informou que foi pegar seu veículo a fim de socorrer, mas lembrou que não podia mexer no corpo do sargento Ricardo, pois devido ao seu estado fatalmente iria prejudica-lo e que populares ja tinham solicitado o Samu;. Enquanto aguardava o sargento Ricardo confessou ao declarante que o autor seria um ex-militar e outras quatro pessoas. O militar ligou para um sargento e informou que o sargento Silva Souza estava morto e o sargento Ricardo estava muito ferido;. Esse sargento que foi avisado fez uma nova ligação e pediu para falar com o sargento Ricardo e o declarante ao lado escutou o sargento Ricardo comentar que eles tinham sido sequestrados e foram levados para o local a fim de ser executados. Ricardo ainda disse que tomou um tiro na cabeça. Um.outro colega de quartel disse ter ouvido Ricardo dizer a Matheus “Coé Negão bora logo que eu tenho que resolver uma parada” Mais um colega de quartel afirmou que tinha conhecimento que Ricardo praticava agiotagem mas Matheus não. FONTE: TJ-RJ