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Traficante baseado no RJ disse que enviaria fuzis para aliados em Rondônia para extrair ouro. ASSISTA

Em áudio enviado a comparsas, o traficante Zeus chefe do crime em Rondônia, que está de frente na comunidade da Muzema, no Itanhanga, disse que vai mandar fuzis para extrair ouro: ‘É tudo nosso’ A gravacão foi divulgada pela Rede Amazônica, Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido como Zeus ou “Da Roça”, é apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho em Rondônia e influente no tráfico de drogas na Muzema, no Rio de Janeiro. Nascido em Fortaleza, expandiu sua atuação criminosa após a pandemia, operando em vários estados. Está entre os criminosos mais procurados do país, com mandados por tráfico e associação criminosa. ⚠️ Atividades: Comanda estruturas hierarquizadas do CV, incluindo envio de armas, núcleos de finanças, “tribunal do crime” e estratégias de expansão.

Divulgada foto de foragido suspeito de envolvimento em sequestro de jornaleiro em Niterói

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, neste sábado (13), um cartaz para auxiliar nas investigações e no inquérito policial da 81ª DP (Itaipu), a fim de obter informações que levem à localização e prisão de Thiago Bricio Nogueira, de 39 anos. Ele seria um dos envolvidos no sequestro do jornaleiro Eduardo Aguiar Ferreira, de 24 anos. O crime aconteceu em 24 de novembro, na Região Oceânica de Niterói, e, desde então, a vítima continua desaparecida. Nesta sexta-feira (12), policiais da 81ª DP prenderam em Del Castilho, Zona Norte do Rio, Rafael Gonçalves Pacheco, um dos envolvidos no sequestro e desaparecimento do jornaleiro. Segundo as investigações, o jovem foi levado por três homens encapuzados enquanto aguardava pessoas com quem negociaria uma carga de cigarros de origem ilícita, na Rua Jaerthe Pimentel de Medeiros, na Serra Grande. Segundo testemunhas, os criminosos colocaram a vítima à força no interior de um Toyota Corolla prata, modelo antigo, que fugiu em direção à Avenida Central. Agentes da distrital constataram que a última localização enviada pelo iPhone da vítima foi registrada às 20h30 do mesmo dia, em Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.  No início de dezembro, a polícia encontrou em Imbariê, Duque de Caxias, o Toyota Corolla prata usado no sequestro — o carro foi totalmente incendiado. As investigações indicam que o crime pode estar relacionado ao comércio ilegal de cigarros. Eduardo, segundo a polícia, já atuava no mercado de cigarros contrabandeados. O suposto envolvimento teria motivado o ataque.  Thiago Bricio Nogueira, já é considerado um foragido da Justiça, e contra ele foi expedido um mandado de prisão, pelos crimes de Sequestro, Ocultação de Cadáveres e Homicídio.  .O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre sobre a localização do foragido da Justiça Thiago Bricio,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

Policia tenta prender 36 traficantes do CV que agem em Anchieta que têm sofrido ataques do TCP

Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da 14ª DP (Leblon) realizam, nesta sexta-feira (12/12), ação para desarticular o principal núcleo armado, logístico e financeiro da facção narcoterrorista Comando Vermelho na comunidade Az de Ouro, em Anchieta. A “Operação Trunfo Final” é fruto de meses de investigação e resultou na identificação de 36 criminosos, entre eles estão os integrantes da “Tropa do Cesar”. O bando é responsável por portar armas, intimidar moradores, organizar ataques e garantir o domínio territorial da região. Até o momento, nove pessoas foram presas. Essa quadrilha vem sofrendo nas últimas semanas diversos ataques de traficantes do Terceiro Comando Puro liderados pelo bandido vulgo Neném. Os agentes buscam cumprir 108 mandados judiciais, sendo 36 de prisão preventiva e 72 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Anchieta, na Zona Norte, e em Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense.O trabalho investigativo das unidades mapeou toda a estrutura criminosa que controlava a área e identificou os integrantes da quadrilha e suas funções específicas dentro da máquina do crime. Entre os 36 criminosos identificados estão líderes operacionais, gerentes do tráfico, distribuidores de armas e responsáveis pela arrecadação e movimentação financeira. Os agentes descobriram que a facção mantinha na região um de seus principais braços armados.Ao longo das apurações, as equipes comprovaram que o núcleo financeiro da quadrilha realizava diversas transferências e movimentações financeiras destinadas a sustentar o tráfico local, abastecer o arsenal de guerra e financiar as atividades ilícitas.A “Operação Trunfo Final” recebeu esse nome em referência direta ao ás de ouros, carta que simboliza poder, supremacia e domínio, mesma forma que a facção se via dentro da comunidade. A ação reforça a metáfora de que, no tabuleiro do crime, nenhum “ás” é maior que o trunfo, representado pela ação coordenada e estratégica das forças de segurança.

Rabicó (CV) mandou extorquir moradores e comerciantes de comunidade de São Gonçalo

Em outra investigação sobre o traficante Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, foi verificado que sua quadrilha extorquia  os comerciantes e moradores da Comunidade do Laranjal, em ao cobrar “taxa de segurança”.Isso trouxe preocupação no meio do crime porque Rabicó não repassava parte dos lucros gerados pela cobrança da “taxa de segurança”, o que gerou atrito no grupo. Por conta disso, Rabicó  passou a andar com a escolta de diversos traficantes.  Veja o aviso de suposta autoria da Organização Criminosa, onde passam a cobrar “taxa de segurança” de moradores e comerciantes, na comunidade do Laranjal, em São Gonçalo:  “AVISO DE COLABORAÇÃO DE MORADORES E COMERCIANTES DA AREA DE LARANJAL. POR ANOS VCS VEM DESFRUTANDO DO RITIMO DE TRANQUILIDADE QUE COLOQUEI DE NÃO PERMITIR ROUBOS E AGORA CHEGOU A HORA DE VCS RETRIBUIREM POR ISSO ESTOU DETERMINANDO QUE CADA MORADOR E CADA COMERCIO DO LARANJAL CONTRIBUA COM O VALOR DE 50 REAIS POR MÊS PARA CADA MORADOR E 300 REAIS POR SEMANA PARA CADA COMERCIO TIRANDO OS DEPOSITOS DE GAS E INTERNET QUE JÁ ESTÃO PAGANDO NOS QUE É OUTRO VALOR ESSES VALORES DEVERÃO SER ENTREGUES A UM MOTO TAXI DA ALZIRA VARGAS OU SANTA LUZIA QUE VAIR SER INFORMADO NO DIA SOMENTE O GAS E A INTERNET VÃO SER ENTREGUES PESSOALMENTE NA BOCA DA B13 GUINDEAS OU NO RATO O LUGAR VAI SER DETERMINADO NO DIA PRA NÃO TER FOFOCA. ESSA ORDEM PASSA A VALER A PARTIR DO DIA 20 DE JUNHO DE 2020.’ 

Rabicó do Salgueiro (CV) movimentava milhões com a venda de drogas e participava pessoalmente das negociações de armas e entorpecentes

Alvo principal da operação policial hoje no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo o traficante Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, movimentava milhões com a venda de drogas em seu principal reduto, e participava pessoalmente das negociações para a aquisição de munições, armas e entorpecentes para a quadrilha.. Uma investigação feita anos atrás mostrou que o bandido chegou a ter pouco mais de R$ 5 milhões em caixa.  A apuração relatou gastos da quadrilha com recargas, prestação de um carro preto, viagens, almoço, cadastramento de telefones celulares, internet, kit gás e até com uma casa que estava sendo construída para Rabicó em Santa Catarina. O trabalho mostrou conversas entre Rabicó e o antigo aliado Thomaz Jahyson Vieira Gomes, o então 2N, em que o chefe afirmou estar comprando 23 caixas de munição calibre 556 de fuzil. 2N rebateu dizendo que tinha um amigo com 50 caixas de munição para fuzil AK-47, 50 de 9 milímetros e 10 de 45, ambos de pistolasRabicó então afirmou a 2N que iria  pagar R$ 500 nas munições de AK, mas não queria as ´de 9mm´, e precisava que as munições fossem entregues imediatamente.2N´ explicou a ele que as munições vinham vindo do Paraguai, mas já se encontravam do lado brasileiro da fronteira e chegavam em uma semana´   2N virou 3N e se tornou inimigo mortal de Rabicó. Já falecido, 3N chegou a querer  tomar o Complexo do Salgueiro. Em outro trecho, Rabicó questionou se um comparsa entregou R$ 300 mil para um matuto (fornecedor de drogas e armas) no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Há um caso em que Rabicó falou para um aliado que alguém teria que levar 50kg de ´cavalo´ (cocaína pura) e, por isso, tinham separar R$ 250 mil, R$ 70 de frete por quilograma, totalizando R$ 3.500. Rabicó comentou com mais um aliado que já havia comprado 500kg de maconha e separado seis fuzis Parafal 7,62mm, 24 pentes e caixas de munição. Em seguida, afirmou que a intenção era comprar um caminhão para levar apenas as armas e munições para o Rio de Janeiro. Ele chegou a dizer que havia depositado para um fornecedor a quantia de R$133.000,00, divididos em parcelas de R$9.500, por 14 bancos diferentes e pediu a confirmação se o dinheiro do depósito já havia caído na conta do ´mano dos bicos´ (fornecedor de armas). Chamou a atenção também a negociação de Rabicó com outro chefão do Comando Vermelho, Luís Cláudio Machado, o Marreta. Rabicó encomendou 50 kg de drogas e perguntou a Marreta tem pedra (referência a 1kg) para adiantar, dizendo que 30 ou 20 pedras bastam. Rabicó ainda perguntou ao comparsa se ele tinha como arrumar cinco caixas de munições para AK-47.Rabicó também negociou com o traficante Monstrão da Mangueira. Em uma escuta, ele perguntou ao aliado  se conhecia alguém que possa levar 50kg para ele. ´Monstrão´ disse na época que tem um amigo que faz frete para ´nós´ (sic) (referência ao núcleo de traficantes liderado por ´Marreta´) e que cobra ´100 por kg´ (sic).Em outro inquérito, Rabicó já preso foi apontado, além das transações relativas ao comércio de drogas e armas, comandar o tráfico na comunidade do Salgueiro, dando ordens, detalhando e fiscalizando cada integrante da quadrilha, tudo do interior do ComplexPenitenciário de Gericinó, em Bangu, por meio de contatos telefônicos. Um dos trechos captados, ele fala com a mulher que menciona que mandou preparar bucho de boi para refeição, conforme ele havia pedido e que lhe entregaria na próxima visita.Em outra escuta, Rabicó deu uma bronca em um subordinado: ” irmão, se liga. Eu tô te pedindo, tô falando e você tem que cumprir essa porra aí ou então sai …então, veja bem o que eu tô falando para você. Se você não está satisfeito de trabalhar comigo, parceiro, e de ouvir o que eu tô falando, você deixa meu bagulho aí, certo parceiro. Mais recentemente, Rabicó foi reconhecido por motoristas como.participante de roubos de cargas na Rodovia BR-101 no ano passado. Chamado de chefe pelos comparsas, ele empunhava fuzil nas ações. Ele autorizou os roubos de veículos na estrada como forma de complementar os lucros de sua quadrilha.

Muito tempo antes de ser preso pela última vez no caso TH Joias, Índio do Lixão (CV) participava de esquema de envio de armas e munições de cidades fronteiriças para favelas da facção. Chegou a pedir para trazer 15 fuzis de Roraima

O traficante Índio do Lixão ficou conhecido da mídia após sua prisão em setembro durante a investigação que levou a prisão o então deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho. Mas na década passada ele já tinha atuação destacada no tráfico fazendo parte de um esquema de envio de trazia armamentos e drogas das cidades fronteiriças do país para o Rio de Janeiro, mais especificamente para as Comunidades comandadas pelo Comando Vermelho, como a Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio.. Por conta das investigações, um carregamento de quatro pistolas vindo do Paraná para o Rio de Janeiro foi apreendido. “Indio” seria um dos “batedores” desse carregamento; que esse fato teria permitido, inclusive, sua fuga; Um outro integrante do grupo, conhecido como Junior Paulista dirigiu-se para a cidade de Guaíra para trazer, a pedido do indivíduo conhecido como “mentor” (não qualificado à época), uma carga de fuzis. Junior Paulista ficou aguardando a chegada dos “batedores” que seriam enviados pelo acusado “Indio. Que ambos se comunicavam durante todo o percurso; que ficou bem claro que”Indio” havia contratado o transporte; que o acusado Junior Paulista ficou incumbido de trazer o carregamento de fuzis e munições; que existem vários diálogos nesse sentido, dando conta, inclusive, dos valores que seriam repassados através dos “batedores” para a compra do armamento e das munições Foi operado um novo transporte pelo grupo criminoso vindo de Boa Vista, Roraima; que Junior Paulista também a pedido de “Indio” se dirigiu para a cidade do Norte do país para adquirir 15(quinze) fuzis. Indio chegou a mandar uma mensagem para Junior pergutando se ele conseguiria chegar ao Rio de Janeiro em tal data e ele respondeu que não porque estava no meio da Transamazõnica e só conseguia andar a 20km/h. Junior trocou muitas mensagens com “Indio”, inclusive enviando fotos; que mandaram uma foto de uma balsa de Rondônia para Manaus, indicando o veículo em que se encontravam; que eles mantinham com duas pessoas lá, uma de vulgo “Nike” (não qualificado); que eles também mantinham contato com um detento da localidade; que “Nike” seria o responsável para repassar o armamento; que por algum motivo o armamento não foi entregue; que o dinheiro foi repassado para “Nike”, mas ele não entregou o armamento; que depois de algum tempo, o acusado Erasmo, muito ansioso, decidiu retornar; que naquele momento acreditaram que o armamento havia sido repassado. Na negociação no Paraná, o traficante Mentor chegou a dizer que mandaria R$ 25 mil a Júnior Paulista comprar munições de calibres 9mm e 556. ( Em outra conversa, Mentor disse para Junior Paulista que mandou R$76.500,00 para a compra de três fuzis e dez caixas de munição, além de um carregador de Pistola Glock. Hoje, foi noticiado que a Justiça determinou o retorno de Indio do Lixão para o Rio de Janeiro por conta das suas delicadas condições de saúde e da falta de estrutura da penitenciária federal de Catanduvas (PR) para atendê-lo. Foi revelado que ele possuía diversos problemas de saúde em razão de ter sofrido disparos de armas de fogo ao longo dos anos. Em 2015, por exemplo, foi relatado que Índio estaca correndo sério risco de morte estando internado sob custódia policial no Hospital Municipal Doutor Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias..

PM que atuou com Ecko e Tandera e foi sócio de Juninho Varão pode ser expulso da corporação

Recentemente preso, o sargento PM André Barbosa Cabral poderá ser expulso da corporação por seu envolvimento com a milícia da Baixada Fluminense. Ele está sendo submetido a conselho de disciplina.  Cabral era ligado aos milicianos Ecko, Tandera e seu irmão Delsinho e agiu com eles entre os anos de 2011 e 2020 praticando crimes como homicídio, extorsão, agiotagem, corrupção ativa, distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e  de internet, porte e posse ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de dinheiro, além de outros delitos. A investigação dizia que Cabral supostamente exerceria função de liderança do grupo na localidade de Valverde, Cabuçu e na Estrada de Madureira, sendo o PM apontado como uma das mais antigas lideranças da milícia naquela região. Além da liderança, Cabral seria o braço armado da milícia, cabendo-lhe, inclusive, a responsabilidade pela prática de homicídios em nome da organização. Cabral teria sido sócio do atual líder da milícia da Baixada, Juninho Varão em uma empresa que oferecia plano assistencial, acordo que teria sido rompido quando passaram a disputar lucro na atividade.   Foram encontrados diálogos e gravações de áudio entre Cabral e Warley, que era o número 2 da milícia do Varão,  as quais indicariam o envolvimento de ambos com a milícia. 

O dia que o bando de Peixão (TCP) expulsou padres do Complexo de Israel

Em julho do ano passado, membros da quadrilha do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, abordaram representantes do vocacionário da Sociedade das Divinas Vocações, da Igreja Católica, responsável por três paróquias em Vigário Geral, Parada de Lucas, Cordovil e por duas capelas na comunidade.  Os criminosos deram um ultimato: os padres e seminaristas não podiam mais rezar suas missas, nem realizar seu trabalho social na região. Assustados, eles precisaram, em um primeiro momento, ser resgatados por católicos de paróquias vizinhas. Alguns resistiram e ficaram nas igrejas para que os prédios não fossem invadidos. A tentativa de expulsão dos padres foi mais um capítulo de intolerância religiosa executada por seus homens armados. Peixão ministra três cultos por semana para seus soldados, com lições sobre a batalha espiritual em que ensina como a Bíblia pode ser distorcida e usada para justificar a violência. Peixão foi ordenado pastor em uma igreja pentecostal da Baixada Fluminense, mas não abandonou o crime. Exerce sua autoridade carismática citando versículos bíblicos e pichando salmos nos muros. O discurso fundamentalista facilita suas alianças com milicianos e aumenta sua influência política, que ajuda a preservar sua liberdade. Ele nunca foi preso. O bandido  já revelou que se enxerga como um traficante escolhido por Deus para representar Seus interesses na terra. Ele soube disso durante um sonho, quando recebeu a missão divina de restaurar o reino de Israel no Rio de Janeiro. Ele próprio contou sobre seus devaneios em áudios de WhatsApp.  O exorcismo é uma de suas obsessões. Assim ele justifica a perseguição aos representantes das religiões de matrizes africana no Complexo e na Baixada Fluminense, que ele e outros fundamentalistas neopentecostais associam ao diabo.  As informações são de Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP

MP denunciou 13 membros de milícia que atua em Caxias e Belford Roxo. PM e policial civil estão envolvidos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça 13 integrantes de uma milícia, com atuação em Belford Roxo e Duque de Caxias. Entre os alvos estão o policial civil Jaime Rubem Provençano e o policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, conhecido como “Professor Gilmar”. À época dos fatos, em 2024, o policial civil estava lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), e o policial militar no 39º Batalhão da Polícia Militar, em Belford Roxo. Segundo as investigações, eles teriam participado do vazamento de informações sobre operações e dado suporte às atividades da organização criminosa. A pedido do GAECO/MPRJ, o Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa decretou a prisão preventiva de todos os denunciados. Eles vão responder pelo crime de constituição de milícia privada. Os mandados da Operação Golden Head são cumpridos nesta terça-feira (09/12) pelo MPRJ, com apoio das corregedorias da Polícias Civil e Militar. As diligências ocorrem em endereços na Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Belford Roxo e Duque de Caxias, além de unidades prisionais.  Investigação do GAECO/MPRJ O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) conduzido pelo GAECO/MPRJ revelou que a milícia é liderada por Diego dos Santos Souza, o “Cabeça de Ouro”, e por Carlos Adriano Pereira Evaristo, o “Carlinhos da Padaria”, que comandavam as ações de dentro do sistema prisional. A cobrança dos valores era gerenciada por Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, responsável por articular a comunicação entre os líderes presos e os cobradores nas ruas. Os promotores descrevem que a organização praticava extorsões contra comerciantes e mototaxistas. Também há registros de torturas, execuções e disputas armadas por território. O grupo atuava nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, e no bairro Pantanal, em Duque de Caxias. As investigações reuniram provas sobre a existência de controle financeiro, prestação de contas e ordens transmitidas por mensagens. A apuração também identificou disputas armadas com um grupo rival, registros de traições, coações de integrantes e planejamento de ataques.

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