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PMs suspeitos de integrar milícia na Zona Oeste que emprestava dinheiro a juros altos e ameaçava tomar bens dos inadimplentes poderão ser excluídos da tropa

A PM decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode decidir pela exclusão do servidor dos seus quadros, de dois policiais suspeitos de integrar milícia no bairro de Cosmos, na Zona Oeste do Rio que praticava, extorsão contra moradores do local. Segundo as investigações, os envolvidos “emprestavam” dinheirocom juros médio de 40% ao mês, e, em havendo atraso, passavam a cobrar juros diários, sendo certo queatuavam desprovidos de autorização legal para tais práticas econômico financeiras. Os agentes ameaçavam os inadimplentes que haviam contraído empréstimo que, inclusive, acabaram expulsos de suas casas, as quais eram posteriormente apropriadas, vendidas ou mesmo alugadas pelos militares e demais criminosos. No decorrer do ano de 2020, no bairro Campo Grande mediante grave ameaça de morte exercida com emprego de arma de fogo, obtiveram para si, vantagem patrimonial indevida, no valor aproximado de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), em prejuízo das vítimas Rafael B.C. e sua esposa Daniele A.L.B., que são proprietários de um trailer de lanches no local. Segundo o que consta no citado inquérito, as vítimas adquiriram três empréstimos com osmilitares, perfazendo o total de R$ 38.000,00 (trinta e oito mil reais), sendo primeiramente adquirido o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), que seria quitado em 40 (quarenta) parcelas de R$ 1.000,00 (um mil reais). Posteriormente fizeram novo empréstimo no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), a ser quitado em 50 (cinquenta) parcelas de R$ 2.000,00 (dois mil reais). e ovalor de R$ 3.000,00 (três mil reais), que seria pago em 20 (vinte) parcelas de R$ 500,00 (quinhentosreais). Inicialmente, por cerca de dez meses, as vítimas pagaram, mensalmente e em espécie, ovalor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) aos militares. Ocorre que, após o último empréstimo, osmilitares recalcularam a importância “emprestada” às vítimas, gerando novas parcelas com valoresaltíssimos, estabelecendo datas distintas para o seu pagamento, sem que houvesse um prazo final para aquitação da dívida. Ainda no dia 15 de agosto de 2021, esteve na residência das vítimas exigindo o veículo de sua propriedade, como forma de compensação do não pagamento das dívidas recalculadas. Nesta oportunidade, levou o automóvel, no entanto, o devolveu por não estar em “boas condições”. Sendo assim, diante das circunstâncias ora expostas, o casal se tornou vítima de constantes ameaças de morte pelos militares, tudo com a finalidade de obterem para si vantagem econômica indevida, mediante o constrangimento empregado. fonte: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Seis PMs poderão ser expulsos da corporação suspeitos de serem laranjas de Zinho

Seis policiais militares estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina da corporação suspeitos de serem laranjas do chefe da maior milícia do Estado do Rio de Janeiro, Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Foram identificados expressivos depósitos de recursos dos agentes suspeitos na conta de empresas de um homem investigado como sendo o braço financeiro de Zinho. Segundo as investigações, foram feitos depósitos pelos PMs suspeitos nos valores de R$ 414.618, 493.987, 296,881, 491.350, 349.000, 997.888 946.609 e vários outros entre 2019 e 2021. Outros cinco PMs também são investigados por efetuarem depósitos suspeitos, que iam para contas de postos de gasolina. Os policiais faziam parte do Núcleo de Depositantes, do quais se incluíam também outros 15 civis. FONTE: Boletim interno da PMERJ disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

A CRONOLOGIA DE UM CRIME BÁRBARO: Veja o passo a passo que acabou levando ao assassinato da jovem Camille Vitória, que desapareceu após ser convocada para uma suposta entrevista de emprego

Veja agora detalhes do assassinato de Camille Vitória Pereira Rodrigues, de 21 anos, que ficou desaparecida após ser atraída para uma entrevista de emprego. Depoimentos apontam que ela foi morta por um homem que usava terno por ter dado uma volta em uma mulher por conta de uma joia cara. Segundo relatos, um ex-policial militar acionou o vigia de um clujbe para arrumar uma mulher para fazer um serviço. Ele precisava de uma mulher jovem e malandra para tirar fotos e vídeos da esposa de um homem que estaria sendo traído. O ex-policial alegou que o homem tinha muito dinheiro e era proprietário de cinco postos de gasolina. O serviço era registrar a traição da mulher;. O ex-PM teria dito que o homem traído tinha 70 anos e a mulher 24 anos. O homem estava irritado alegando que ela estava gastando o dinheiro dele com o namoradinho. O vigia pensou em Vitória por se encaixar no perfil que o ex-PM queria e por saber que a jovem toparia esse tipo de serviço. Camille eceberia 500 reais pelo serviço. O vigia perguntou quanto receberia pela indicação e o ex-PM disse que daria uma ajuda financeira, mas não disse quanto; O vigia falou com Camille Vitória e ela topou o serviço. Ele intermediou o encontro. Eles marcaram no dia 26 de junho via Facebook para irem encontrar com o ex-PM na Central do Brasil; No dia 01 de julho, o vigia se encontrou com a moça em frente ao mercado Super Market de Anchieta, em frente ao MC Donalds, por volta de 8h, e foram juntos de ônibus da linha 124 (Nilópolis X Passeio) até a Central do Brasil. Camille fez um lanche primeiro e depois encontrou com o ex-PM. Ficaram converseando por por cerca de 15 minutos bem perto do acesso. Vitória e o ex-PM trocaram telefones. O ex-PM disse que o serviço seria no bairro Nova Campinas, em Duque de Caxias. O ex-policial buscaria a jovem na Central e levaria até a comunidade e depois voltaria com ela. O serviço foi adiado para o dia 05/07/2024. O vigia cruzou com a jovem na rua quando ela pegou o moto uber em direção a estação de trem de Anchieta. Por volta de meia-noite do mesmo dia, o ex-PM ligou para o vigia e edisse. “Deu ruim!!! Fui buscar a menina e ela não estava lá!! Desliga o telefone e quebra o chip”. O ex-PM utilizando o telefone da esposa para se comunicar com o vigia alegando que o dele estava quebrado; No sábado, dia 06/07/24, foi a uma loja perto do clube e formatou o seu aparelho celular e trocou o chip. Após o desaparecimento, não teve mais contrato com o ex-PM. O vigia falou que estava almoçando na casa da sua irmã quando soube que a família da jovem esteve no clube o procurando e o acusando de ter feito algo com ela. Ele ficou com medo e por orientação da própria irmã e da sua filha decidiu não voltar ao clube. As pessoas ligaram para a sua filha perguntando e acusando o declarante do desaparecimento de Camille. Disse que ficou com med de represálias por parte da família de Vitória. Sabe que o irmão de Vitória respondeu processos criminais, utiliza inclusive tornozeleira. .Durante esse tempo, ficou peregrinando nas casas dos seus parentes com medo. No domingo, ;dia 07/07/24, o declarante esteve na delegacia da Cidade Nova registrando uma calúnia, pois a família de Vitória esteve na casa da sua irmã. Ele reconheceu a foto do ex-PM.. Que perguntado se, em algum momento durante os dias de tratativa do serviço, o homem que estava sendo traído realizou algum contato direto com o declarante por telefone ou rede social , informa que não. Falou que teve por sua vida porque esse ex-PM é conhecido por ser muito violento; O ex-PM disse que conhecida o vigia há 40 anos quando residiam no bairro de Nilópolis. Disse que tinha conhecimento de que o vigia agencia diversas moças novas em programas de cunho sexual e sabia também que gravava video de moças novas, mas não sabe para qual finalidade. Falou que o desaparecimento de que o desaparecimento de Camille Vitória envolve diversas pessoas, inclusive o vigia e um outro amigo. Disse que encontrou com esse outro amigo que lhe apresentou uma demanda; Que Fernando lhe narrou que precisava de uma moça nova para realizar um determinado serviço e que o vigia já sabia quem seria. Que segundo esse amigo, ele estaria sendo chantageado por uma mulher e precisava de alguém para dar um flagrante nesta mulher com um homem;; E que a tal moça contratada deveria tirar fotos e filmar esta mulher em companhia de outra pessoa; O ex-PM disse que poderia ajudá-lo e, em troca, receberia mil reais. O ex-PM fez contato com seu amigo vigia fim de conseguir a tal moça para realizar o serviço. O vigia conseguiu uma menina para realizar o serviço contratado pelo amigo do ex-PM mas não era a menina que o homem procurava. O amigo do ex-PM recusou a menina dizendo que não era a garota e que o vigia e o ex-deveriam achar uma moça específica que o homem estava procurando; O ex-PM deveria fazer uma avaliação da nova moça e repassar ao amigo; Que em uma outra oportunidade, o ex-PM se encontrou novamente com o homem e presenciou quando o telefone dele tocou e ao atender o amigo mencionou “Nina com sendo a pessoa com quem estaria conversando; Que na ligação, o homem relatou a “Nina” que a primeira moça não era a tal menina que ele estava procurando; Ele indagou a “Nina” se o serviço seria em Caxias ou Guapimirim. O ex-PM não ouviu o que “Nina” teria respondido. Ele presenciou o amigo afirmando a “Nina” que outra moça, com perfil, seria contratada; Que no dia 02 de julho, por volta de 9:00h, o ex-PM se encontrou com Camille Vitória e o vigia e com João a fim de avaliar se esta teria

Investigação revela hierarquia do tráfico em favela de Belford Roxo que é comandada por filho de lendário Orlando Jogador

Investigação revela a atuação da facção criminosa Comando Vermelho na comunidade da Caixa D´Água, em Belford Roxo. Segundo os dados de inteligência, as lideranças que estão no topo da hierarquia do CV na localidade seriam pertencentes ao bandido conhecido como “Doca” ou “Urso”, sendo certo que ele fica no Complexo do Alemão e que abaixo de dele, na hierarquia quem também exerce liderança é o indivíduo conhecido como “Soró”. Outra liderança forte do CV é fruto do comando dos herdeiros do lendário traficante Orlando Jogador representando, atualmente por seu filho vulgo Popeye. Ele é o líder do CV na Caixa D´Agua é quem autoriza e comanda todas as atividades e empreitadas criminosas feitas pelos seus subalternos do crime. Na sequência da hierarquia do grupo de Popeye está o vulgo Dudu preso recentemente em abril de 2023. Em busca nas redes sociais foi possível identificar diversos perfis ligados ao tráfico da Caixa DÁgua e à facção CV. Vale salientar que todos os criminosos relacionados possuem em seus perfis postagens que os vinculam ao tráfico de drogas local, seja compartilhando fotografias portando armas de fogo, seja de substâncias que divulgam como material entorpecente, além também de publicações onde enaltecem traficantes locais. É sabido que esses perfis servem como forma de demonstração de poder, bem como demonstram grande afronta ao Estado, mais especificamente à Segurança Pública. Após longa pesquisa, foram selecionadas fotografias nitidas de rosto de cada nacional que possuía postagem onde demonstrassem seu envolvimento com o tráfico local, sendo tal demonstração através de fotografias portando arma de fogo, rádios transmissores e/ou grande quantidade de material assemelhado a drogas. Tal material foi enviado ao Instituto de Identificação Félix Pacheco, para que fosse realizado o Exame de Análise Morfológica Facial, Foram identificados outros bandidos como Arroz, Douglas, Marlon, Rafael, André Marcos e Matheus FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jusbrasil

Investigação revela como é a divisão de poder no Complexo de São Carlos (TCP) – QUEM DOMINA O QUE

Investigação revela como está dividido o poder no Complexo de Favelas de São Carlos, na região central do Rio. que é formado pelos morros do São Carlos, Mineira, Zinco e Querosene. Segundo relatório obtido pela reportagem, há um chefe do tráfico em cada uma dessas localidades, todos subordinados hierarquicamente ao traficante “Coelho”, que atualmente cumpre pena mas continua ditando ordens de dentro do presídio. Vários perfis de rede social inclusive ostentam emojis (figurinhas) de coelho (se referindo ao vulgo do dono do Complexo do São Carlos) e da medalha com o número 3 (se referindo à expressão: “É tudo 3!” (tá tudo tranquilo), dita somente pelos integrantes da facção do TCP.       Estão abaixo dele no primeiro escalão hierárquico os traficantes Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo “Parazão” , oriundo de Belo Horizonte/MG, Leonardo Miranda da Silva, vulgo “Empada” e Marcílio Cherú de Oliveira, vulgo “Cheru ou Menor Cheru”.  Sob ordens diretas do traficante “Coelho”, essas lideranças são responsáveis pela gestão do tráfico de drogas no Complexo do São Carlos, tendo as regiões e os morros divididos geograficamente sob determinado comando. Já na localidade do São Carlos, o “frente” é Cheru, o qual tem três mandados pendentes de prisão.  O Querosene é dividido entre Cheru e Empada, sendo que os dois controlam o local.  Dentre as comunidades do Complexo do São Carlos, há o Zinco, cujo frente é procurado pela Justiça, sendo ele Empada ou Danado., Ele se encontra evadido e tem 12 mandados pendentes de prisão.         A localidade conhecida como Mineira, tem como “frente” o nacional de vulgo “Parazão” ou “Paraíba”, que arrendou o local de Coelho.  Oriundo de Minas Gerais, Parazão controlava o tráfico de drogas na comunidade conhecida como Cabana do Pai Thomas, na região oeste de Belo Horizonte. Ele é um dos mais procurados do Estado de Minas Gerais e possui 4 mandados de prisão pendentes. Atualmente, PARAZÃO não sai do morro da Mineira e por informações de campo, foi constatado que ele é o responsável por trazer armamentos para região  e para todo o TCP. É considerado forte no morro e tem a total confiança de COELHO, como se vê inclusive em postagens de redes sociais.    A região situada no entorno da comunidade já no asfalto (Catumbi, Estácio, Cidade Nova, etc) também sofre atuação desta organização criminosa não apenas com a venda de entorpecentes pelos chamados “esticas”, mas sobretudo pelos roubos (celulares, veículos e cargas), extorsões a comerciantes obrigados ao pagamento de taxas, “sequestros” com as vítimas sendo levadas para dentro da comunidade com objetivo de fazer transferências de pix, monopólio sobre prestação de serviços (água, gás, internet, etc), invasões e esbulho de imóveis particulares na região, “clonagem” de veículos, além do branqueamento de capital por meio de atividades lícitas desenvolvidas em nome de laranjas.  Ressalta-se que traficantes do Complexo do São Carlos são os autores da maioria dos roubos de cargas e veículos na circunscrição da 6ªDP e região. Foi iniciada investigação específica no início deste ano apurando a invasão de traficantes sobre dois edifícios situados também na Rua Laura de Araújo, a mesma do estacionamento que os traficantes tomaram após exigir R$ 5.000 mensais do dono e como ele não concordou em pagar, foi ameaçado e sumiu.  Com a perda da posse do imóvel pelas invasões e provavelmente não sendo mera coincidência, o proprietário recebeu ligação de um homem que demonstrou interesse em comprar os dois edifícios inteiros, e que, vem a ser primo do traficante Marcílio Cherú de Oliveira, vulgo “Cheru ou Menor Cheru”.  E vale dizer que, o primo do traficante “Cheru” consta no quadro societário de uma loja de motocicleta que funciona na frente dos dois edifícios invadidos, estando fora da comunidade, no asfalto, na Rua Laura de Araujo, a mesma onde está situado o estacionamento, que vai até o Metrô Praça Onze e próximo ao CICC:5 5  Em frente aos dois prédios invadidos funciona o estabelecimento comercial de propriedade do primo de Cheru.  FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil

Suspeito de matar médicos na Barra, BMW era braço armado de quadrilha baseada no Turano (CV) que roubava e clonava veículos. Teria participado inclusive do sequestro de um comerciante chinês. VEJA COMO AGIA O BANDO

Envolvido na morte de três médicos na Barra da Tijuca, o traficante Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW, está ligado também a quadrilha comandada pelo bandido vulgo Comel, especializada  em  roubo de veículos e adulteração de sinal identificador. A base do grupo é a comunidade do Morro do Turano, que possui atuação da facção criminosa Comando Vermelho.  Suspeitos se reúnem na favela para realizar o desmanche de veículos.A polícia apreendeu no local  materiais para adulteração, dentre eles etiquetas e adesivos com números diversos para remarcação de chassis. Além de Comel e BMW, estão envolvidos no bando os traficantes Adidas, Jhoni, Bahia, Fooka, Budigo, Da Baixinha, Coroa e Biba, além de outros sem apelido identificado.  Chegou a ser encontrada no interior de um desses veículos, uma agenda com anotações das atividades criminosas realizadas na região do Morro do Turano e adjacências, bem como anotações relativas a serviços e produtos comercializados pelo tráfico de drogas, com a utilização da sigla “CV NA”, fazendo clara alusão à facção criminosa Comando Vermelho.  Dentre outras anotações, havia também uma extensa lista telefônica.  HIERARQUIA Comel era o líder,  determinava as ações, distribuía as funções, definindo o crime praticados pelo grupo, com evidente autoria intelectual de todas as infrações penais praticadas pela organização criminosa.  O vulgo “Adidas” protagonizava com Comel”, a liderança do grupo criminoso, com a sua função de permitir ou não a prática de qualquer crime a partir do Morro do Turano, bem como de levar para aquela localidade veículos roubados ou produto de qualquer crime.  Além disso,  Adidas também encomendava veículos roubados de com “Comel”, e ficava com participação no lucro das atividades criminosas perpetradas.  Jhoni, BMW, Bahia, Fooka, Valmir, Budigo e Da Baixinha”, compunham o braço armado da associação criminosa, sendo destacados para praticar roubos, sequestros, ocultação de cadáver e demais infrações penais idealizadas por “Comel” e “Adidas”.  Coroa e Biba eram responsáveis por levar os veículos produto de crime aos compradores, cumprindo a função de atravessadores.  O denunciado Vitor”, era o responsável por adulterar os sinais identificadores dos veículos, atuando como clonador. Nas conversas, foi identificar Comel e comparsas negociando o valor de carros roubados, solicitando autorização ao líder do tráfico para praticar roubos, acertando a entrega de veículos comprados e combinando a adulteração dos sinais identificadores dos veículos.  A quadrilha possui ramificações no Complexo do Lins.   O aparelho telefônico de Comel”, expõs conversa deste com “Adidas”, confirmando que as empreitadas criminosas só se iniciam após autorização de dele.  Adidas  também dava ordens de prática de crimes específicos, como o roubo de motocicletas.  Jhoni” receberia os proveitos dos crimes praticados em conta corrente de sua própria titularidade, conforme extratos de transferências bancárias encontradas no celular de Comel”.  Restou demonstrado que BMW, contato salvo como “Breno Minas”, teria disponibilizado conta corrente de titularidade da mãe de sua filha, para receber o pagamento pelos crimes.  O vulgo Bahia envia um autorretrato em um grupo do WhatsApp utilizado pela associação criminosa armada, para combinar os crimes.  Budigo usava sua própria conta corrente para recebes valores correspondentes à divisão do produto das atividades criminosas.   Quando a associação armada conseguia êxito em subtrair algum veículo e consumar a adulteração dos seus sinais verificadores, cabia aos atravessadores a importante função de transportar os carros e motocicletas aos compradores ou revendedores.  A investigação foi capaz de identificar dois atravessadores que atuavam nessa associação criminosa armada: Coroa e Biba O primeiro foi preso em flagrante em 01/01/2023 por receptação de veículos, ocasião em que admitiu atuar como atravessador de carros clonados.  Identificou-se ainda que Vitor exercia a função de “clonador” na associação criminosa armada. Em conversas com Comel o denunciado Vitor envia duas chaves Pix para que fosse depositada a quantia fruto de empreitadas criminosas.  Uma das chaves está vinculada à conta corrente cadastrada em seu próprio nome, enquanto a outra, no nome de seu irmão.  Após a adulteração dos veículos roubados, cabia aos revendedores o contato direto com os compradores. Tal função era exercida pelos vulgos “Gordinho da CDD”, “Liza”, “DG”, “Buzines”, “Lucas” e “Badeco”.  A investigação logrou êxito em identificar diversos crimes praticados pela associação criminosa armada que já são objeto de investigação em inquéritos policiais próprios.  A 19ª Delegacia Policial instaurou o inquérito policial 019-00677/2022 para apurar a extorsão mediante sequestro de um chinês e esta investigação constatou que o crime foi cometido pelos denunciados.  As conversas travadas pelos membros da organização criminosa no grupo de aplicativo de mensagens, devidamente extraídas e analisadas pelo setor de busca eletrônica da polícia, esclarecem toda a dinâmica criminosa.  Em conversa interceptada. “Comel”, usuário “Deus Se Agrada Em Corações Puros”, informa aos demais participantes do grupo de WhatsApp que “Adidas”, liberou o sequestro do cidadão chinês, mediante o pagamento de 25% do que fosse arrecadado com o crime.  Comel organizava com BMW a execução do crime, oportunidade em que este último indica os nomes de Bahia, Valmir e Budigo. Comel convocou Budigo para a empreitada criminosa, passando o contato de “Jhoni”, usuário “Jhoni Novo”.  Horas depois, “Budigo”, enviou foto da vítima apoiada em um carro.  Nas conversas interceptadas, Comeu chamou “Da Baixinha”, usuário “Baixinha Rt”, para participar do crime.  As principais conversas sobre o sequestro são travadas entre Jhoni” e Comel.  Horas depois, “Jhoni”, enviou fotos da vítima em um bar e, posteriormente, de seu carro em trânsito, que era seguido por integrantes do grupo criminoso. Por fim, encaminhou fotos e vídeos do momento após o arrebatamento, enquanto a vítima era roubada e extorquida.  Embora não seja possível identificar todos os envolvidos nos crimes de extorsão mediante sequestro e roubo, resta claro que, ao menos Jhoni, BMW, Bahia, Pedro, Valmir, Budigo, Adidas Erick e Comel  participaram da consumação dos delitos.  Outro crime que chamou a atenção foi o praticado no Morro do São Carlos, quando, no dia 20/01/2022, integrantes do grupo trocaram mensagens externalizando preocupação em relação a publicações em rede social.  Algumas postagens reportavam que um cadáver havia sido incendiado dentro de um carro no Morro do São Carlos, e a autoria teria sido atribuída a traficantes da Comunidade do Fallet.  O

Relatório do caso Marielle cita estudo que denuncia que PMs faziam operações em favelas para abrir caminho para a ocupação do TCP e da milícia. Moradores denunciaram que eram abordados por policiais para saber qual facção eles apoiavam e quem declarasse CV eram entregues para ser mortos

No relatório sobre a investigação sobre o caso Marielle Franco, a Justiça cita um trecho do estudo “Expansão das Milícia” feito pelo GENI/UFF que cita existência de denúncias de que policiais estariam realizando operações a fim de abrir caminho para a ocupação de territórios pelas milícias e pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Relatam as denúncias que, em alguns territórios, o TCP teria se aliado a milícias para conquistar territórios para a venda dedrogas com a ajuda da polícia. Segundo alguns relatos encontrados, num território em disputa entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro, agentes policiais estariam abordando os moradores que transitavam na localidade para os interrogar sobre qual facção eles apoiavam e entregando aos criminosos do TCP, para serem executados, aqueles que declarassem apoio ao CV. Houve um relato de relato de parceria entre milícia e Polícia Militar para a ocupação de um condomínio do Programa Minha Casa, MinhaVida que ilustraria perfeitamente esse tipo de favorecimento político-coercitivo e sua indissociabilidade com os processos de formação das bases econômicas para a reprodução das milícias Em uma unidade na zona oeste da cidade, a milícia passou a dominar o conjunto do MCMV por conta de um cabo da PM que se tornou síndicoe tornou a milícia local um ente permanente da administração condominial. Segundo relatos, o policial expulsou diversos moradores, se apropriou dos apartamentos e os vendeu com “contratos de gaveta” providenciados pelos milicianos. Em uma outra unidade, após um um confronto com os membros do Comando Vermelho, os traficantes retomaram o território. No mês seguinte, algumas denúncias alertavam que os milicianos estavam recebendo suporte do BPM local, no intuito deexpulsar o Comando Vermelho da região. Segundo relatos, os policiais chegaram inclusive a transportar os milicianos para pontos estratégicos dentro dos veículos blindados do batalhão. Após nova expulsão dos traficantes, moradores denunciaram que os milicianos passaram a contar com o apoio direto dos policiais militares para realizar suas cobranças e que estes também mantiveram uma viatura da PM na portaria do condomínio em tempo Integral FONTE: Relatório da Polícia Federal no caso Marielle disponível no site do STF

Chefão da Cidade de Deus (CV) montou esquema de lavagem de dinheiro em estados fora do RJ onde ficou preso que tinha como laranjas até advogados de Fernandinho Beira Mar

Inquérito policial aponta para suposta prática de lavagem de dinheiro perpetrada pelos integrantes do Comando Vermelho, associação criminosa para o tráfico atuante na comunidade da Cidade de Deus. Foram apurados diversos atos cartorários realizados por Ederson José Gonçalves Leite, vulgo Sam, líder da facção na Cidade de Deus, e por seus procuradores e pessoas do seu relacionamento, nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Rondônia, locais em que o bandido esteve aprisionado em estabelecimentos federais. A partir disso elaborou-se relatório de análise de vínculos criminais, familiares, empresariais, imobiliários, procuratórios e de visitação penitenciária, no qual foi possível verificar o modus operandi da organização criminosa na ocultação e dissimulação de capitais provenientes do tráfico de drogas. Um homem nomeado procurador de Sam foi Sócio Administrador de de um posto de gasolina , cuja sociedade era composta por familiares, entre eles advogados do megatraficante Luiz Fernando da Costa, vulgo Fernandinho Beira-Mar e de Marcos Marinho dos Santos, vulgo Chapolin, também integrantes do Comando Vermelho. Sam nomeou uma mulher como sua procuradora para cuidar das questões envolvendo seu casamento e, por óbvio, as questões patrimoniais dele decorrente, apesar do bandido manter uma união estável com outra. Conforme resposta do 3º Serviço Notarial de Mato Grosso do Sul/Campo Grande, um cunhado de Sam. era sócio de uma empresa fornecedora de sinal de internet. Essa firma presta serviço de internet dentro da Comunidade dominada por Sam e seus comparsas, Verificou-se ainda que um sobrinho de Sam é ligado a uma empresa de comércio de alimentos (um açougue), que tinha um capital social de R$ 20,000,00. A empresa era de fachada para emissão de notas fiscais e movimentação financeira da quadrilha investigada, eis que sequer declarava qualquer transação, lucros e dividendos etc. A sociedade movimentou R$ 522.666,74 em transações financeiras com notas fiscais que alcançaram a soma de R$522.666,74. O relatório aponta ainda um imóvel na Taquara em nome de uma ex companheira de Sam, adquirido pelo valor de R$ 350.000,00. O A ex-mulher do criminoso ainda seria proprietária de um bar e restaurante, , com capital social de R$ 10,000,00. No mesmo endereço do imóvel funcionaria uma outra empresa. O local foi usado para dezenas de transações e aquisições de bens. Sam também adquiriu um imóvel em Senador Camará no valor de R$ 100 mil, colocado em nome de uma outra ex-mulher dele. A filha de Sam registrou ainda em nome de outras pessoas, um imóvel no Mato Grosso do Sul onde o traficante ficou preso. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Quatro PMs poderão ser excluídos do órgão acusados de receberem propina de R$ 1.000 cada para não reprimir transporte irregular de combustível no Sul Fluminense

Quatro PMs estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina, que poderá excluí-los da corporação suspeitos de, em dezembro de 2019, nos municípios de Piraí e Barra Mansa, por receberem cada um deles, vantagem indevida consistente em R$ 1.000,00 para não reprimir o transporte irregular de combustível. Conforme revelou o monitoramento das comunicações telefônicas, na madrugada do dia 10/12/2019, no Auto Posto Ted de Piraí – RJ, dois homens tinham sob sua posse caminhão carregado de combustível quando foram abordados por policiais militares. Na ocasião, PMs suspeitos, ao constatarem irregularidade na documentação da carga de combustível, determinaram a condução dos envolvidos à delegacia de polícia. Para evitar a condução até a unidade, a prisão em flagrante e a apreensão da carga, os agentes negociaram com as vítimas, que seguiam ordens de um terceiro homem. Os PMs aceitaram receber cada um a quantia de R$1.000,00. Em contrapartida, os militares deixaram de praticar ato de ofício, a saber, a prisão e condução dos responsáveis pela carga para a delegacia de polícia. fonte: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

DENÚNCIAS QUE CHEGARAM NA POLÍCIA TRAZ DETALHES SOBRE O FUNCIONAMENTO DO TRÁFICO NA VILA CRUZEIRO (CV): ESCONDERIJOS DE BANDIDOS, REGRAS PARA CAMPANHA POLÍTICA, INFLUÊNCIA NA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES, CEMITÉRIO CLANDESTINO, BARRICADAS, MATUTOS, BAILES FUNK, FEIRÃO DE DROGAS, INTERNET DO CRIME, DESRESPEITO A MORADORES, ENFERMARIA, BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS E COMUNIDADES, EXPULSÃO DE MORADORES, VENDA DE CARGAS ROUBADAS, ETC

A polícia do Rio recebeu nos últimos anos diversas denúncias sobre o tráfico na comunidade da Vila Cruzeiro, que compõe o Complexo da Penha. As denúncias mostram como funcionaria o crime em um dos quarteis generais da facção criminosa Comando Vermelho. Uma delas descreve a realização diária e em todos os horários, um feirão de drogas que ficam expostas em uma banca com os traficantes gritando e anunciando a venda de entorpecentes. Armados, os bandidos ameaçam e coagem moradores e param veículos que eles não conhecem. Tendo operação, eles fogem pulando muros e lajes das casas. A venda de drogas ocorreria, por exemplo, próximo da antiga base da UPP Parque Proletário, os bandidos usando pistolas e fuzis traficam crack, maconha, cocaína e loló, incluindo menores de idade. Há informes de barricadas de concreto, latões de lixo e ferros por várias vias. O chefão do tráfico local, vulgo Doca ou Urso, só costuma ser visto aos finais de semana quando ocorre o famoso Baile da Gaiola.Um de seus esconderijos era uma casa branca, cercada por vários bandidos armados. Um outro é um imóvel de dois andares com portão e grades pretos onde haveria uma lona de piscina pendurada para dificultar a visão para dentro. Outro líder do crime na favela, Pedro Bala, costumava se esconder na residência da namorada que fica rodeada de seus seguranças armados.Vários traficantes de outras localidades dominadas pelo CV buscam refúgio na Penha como DT, que comanda a Kelsons, que também fica na Penha, e Faustão, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Informações de que bandidos do Jacarezinho e do Complexo da Maré também circulam pelo local. Outro que tinha esconderijo na Vila Cruzeiro era o falecido Piranha do Castelar, em Belford Roxo, que ficava em um prédio de três andares com 15 comparsas armados com fuzis e granadas. O bandido tinha um comércio de quentinhas na favela usado para lavar o dinheiro do tráfico. Criminosos de outros estados também escolheram a Vila Cruzeiro para se esconder. Um deles era oriundo de Manaus que ganhou queima de fogos e baile funk pelo seu aniversário. Quem também andou por lá foi o criminoso capixaba Marujo. Ele possuía vários veículos e vinha semanalmente ao Rio buscar armamentos e drogas. O transporte era feito por Uber. Marujo era matuto e atuava no envio de armas pesadas como fuzis, além de drogas em grande quantidade. Por ser da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), ele se aliou ao CV para atacar o PCC. Como forma de demonstração de poder, os bandidos da Vila Cruzeiro teriam expulsado o ponto final de duas linhas de ônibus para montar uma boca de fumo com menores armados e ainda instalou barricadas. Bailes funks são realizados com dezenas de criminosos armados com fuzis traficando drogas, inclusive lança perfume. Tem evento que começa no fim da noite e vai até as 10h e as vias ficam interditadas com barricadas. O som é altíssimo e as músicas fazem apologia ao crime e a sexo. Outro ponto de venda de drogas, traficantes armados e olheiros vigiando fica perto da estação do BRT e também próximo do Parque Shangai. Os traficantes da Vila Cruzeiro fazem uso de uma empresa de internet e TV a cabo clandestina e impõem esse serviço aos moradores.Os bandidos cortaram os cabos das operadoras legalizadas e impediam os funcionários de fazerem os reparos para que as pessoas usem o serviço clandestino deles. Criminosos baleados costumam ser atendidos na própria favela com auxílio de enfermeiras. Os locais ficam sob vigílias de olheiros armados com pistolas e munidos de radiotransmissores. Há traficantes que instalaram câmeras em suas moradias para monitorar quem entra e quem sai. Quem também estaria na Vila Cruzeiro é uma criminosa conhecida como ‘Princesinha do tráfico’, que era proprietária de uma loja de moda íntima. Ela seria cunhada do traficante DT da Kelsons. Haveria na localidade da Vacaria um cemitério clandestino do tráfico de drogas. Os criminosos da favela são suspeitos de diversos homicídios em que as vítimas são esquartejadas e têm os corpos incendiados. Entre as vítimas estavam três rapazes que foram até o local tentar resgatar um veículo. O traficante Doca aliciaria menores de 12 anos para entrar para o crime, segundo denúncias. Em uma verdadeira fortaleza, com muro de pedra e portão de chapa branca, vivia o contador da quadrilha, conhecido como Fred, que também atua como matuto (fornecedor) vendendo armas e munições importadas para diversas comunidades. O suspeito seria muito discreto no seu dia a dia. A mansão pertencia a um chefe do tráfico local que, após ser preso, migrou para a comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. Fred venderia munições oriundas do Paraguai para Rocinha, e localidades de Bangu, Niterói e São Gonçalo. Ele também faria encomendas de cargas de maconha e cocaína. Doca teria ordenado através de seu filho que apenas um candidato poderia fazer campanha política na comunidade. Quem descumpre a regra poderá sofrer punições severas. Os criminosos teriam executado um homem chamado Felipe que havia matado a facadas sua esposa Juliana. Os traficantes não têm nenhum respeito pelos moradores. Eles fazem o uso de drogas na frente de crianças e jogam a fumaça da maconha no rosto das pessoas. Há relatos de bandidos circulando de motos e carros roubados e de informes que poderão atacar as bases das UPPs. Denúncias apontam que, por ordem do tráfico, integrantes de uma mineradora estariam expulsando moradores de uma área particular com restrições ambientais. Os criminosos ameaçariam os proprietários e realugariam os imóveis para outras pessoas. Houve denúncia também que a associação de moradores local estava em conluio com os traficantes. O representante era braço direito de Doca e foi o bandido quem teria determinado sua eleição. Atua também no local um traficante que foi o responsável pelo sequestro e morte de um policial civil e de um bombeiro. Esse bandido, junto a um comparsa, vende gelo nos bailes funks e os comerciantes só podem comprar com eles. Esse criminoso ainda vende diplomas do ensino

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