Como agia uma das maiores quadrilhas de receptadores de veículos no Rio que ganhou novo chefe nos últimos anos mas que foi para a cadeia em maio
Investigações revelam que as comunidades da Paula Ramos e Morro dos Prazeres, no Rio Comprido, são tidas como bases para a atuação de um dos maiores receptadores de veículo em atuação na cidade, criminoso vulgo Cocão” , preso em maio, A atuação da organização criminosa baseada nos Prazeres e Paula Ramos, afeta diretamente 07 (sete) circunscrições, das seguintes distritais, segundo dados cruzados de inteligência: UNIDADES AFETADAS 018a DP (Praça da Bandeira) 019a DP (Tijuca) 010a DP (Botafogo) 009a DP (Catete) 007a DP (Santa Teresa) 015a DP (Gávea) Segundo a polícia, Cocão seria o grande destinatário dos veículos subtraídos e para tanto ofertaria valores entre um mil a cinco mil reais por veículo aos responsáveis pelos roubos realizados , valores estes fixados pelo modelo e marca dos automóveis encaminhados. Estando na posse dos carros roubados, “Cocão” teria condições de optar entre duas modalidades criminosas: a primeira seria uma espécie de negociação com as vítimas, estipulando valores para “resgate” do bem, modalidade esta amplamente difundida no ambiente criminoso – que seriam valores pagos pelas vítimas para obtenção da entrega do veículo (extorsão); já a segunda seria a realização da “clonagem” dos veículos, com adulteração de chassis, placas e documentos, passando o veículo produto de roubo a ostentar identificação de outro idêntico. Em ambas as hipóteses, há grande movimentação de quantias para a quadrilha capitaneada pelo criminoso, não sendo excessivo afirmar que a atividade de “Cocão” , com o pagamento de quantias a autores dos roubos, vem afetando consideravelmente as estatísticas relacionada a esta modalidade de delito. Por ser o destinatário dos veículos roubados, Cocão seria o grande responsável e arquiteto dos crimes, estipulando metas e modelos a serem visados pelos criminosos, oferecendo quantias em espécie quando da entrega dos veículos. Não é por outro motivo que “roubadores”, estimulados pela obtenção rápida de quantias em dinheiro, atuariam de forma reiterada em vias públicas, endereçadas nas circunscrições das Unidades Policiais que atendem a grande Tijuca e adjacências. Cocão foi indiciado junto com Comel , que foi antes dele o grande receptador primário de veículos, isto é, exercia a mesma função atual de “Cocão”, Cocão assumiu a função de Comel,, preso em janeiro de 2022, também em uma operação realizada pela polícia civil na comunidade do Turano, como a seguir demonstrado. Com a captura de “Comel”, o investigado “Cocão” teria assumido a gestão dos veículos clonados em comunidades estratégicas do complexo do Rio Comprido, dentre elas a atuação criminosa realizada nos Prazeres e Paula Ramos, figurando como destinatário de todos os veículos roubados encaminhados a estas comunidades. Gize-se, que em inúmeros casos, veículos recém roubados em vias públicas, endereçadas no bairro da Tijuca e adjacências, são rastreados 3 , logo após a prática do crime, em vias localizadas no interior da comunidade dos Prazeres e Paula Ramos, evidenciando ser esta região o destino dos veículos objeto da ação criminosa, como é o caso da presente investigação. Cumpre, desde logo, ressaltar que o investigado de vulgo “Cocão” foi capturado, na manhã do dia 21/05/2024 4 , no deflagrar da operação “Rota do Rio no interior da comunidade dos Prazeres, por policiais civis. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site Jusbrasil









