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operação policial

Presa mulher acusada de espancar até a morte suposta amante do marido em Caxias

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderu ontem a acusada pelo assassinato de Jéssica dos Santos Moreira, de 30 anos. O casao aconteceu no último sábado (17/05), em Vila Guanabara, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A autora espancou a vítima, que era suposta amante do seu marido, até a morte . Segundo as investigações, a mulher foi atacada brutalmente enquanto andava pela rua.  A assassina jogou álcool no rosto da vítima e a agrediu. A maioria dos golpes foi na região da cabeça, sendo que, mesmo após cair, Jéssica seguiu sendo agredida. O ataque foi registrado por câmeras de segurança. Após ser capturada, a autora confessou o crime. Ela relatou que teve o apoio direto do companheiro, que permaneceu ao seu lado durante a agressão sem qualquer intervenção e possibilitou sua fuga. Além disso, contou que o crime foi motivado por ciúmes.   O homem é considerado foragido da Justiça. Ambos responderão pelo crime de homicídio qualificado, com indícios de conduta articulada e divisão de tarefas. FONTE: Polícia Civil do RJ

Polícia já tem um suspeito da morte de agente da CORE na Cidade de Deus (CV)

A polícia pede informações que levem ao paradeiro de Matuê, um dos envolvidos na morte de policial da CORE na Cidade de Deus. O traficante Ygor Freitas de Andrade, vulgo “Matuê”, de 28 anos, é ligado a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Ontem após a morte do agente, foi feita uma operação na comunidade que deixou cinco presos. O Disque Denúncia (2253-1177) divulgou, nesta segunda-feira (19), um cartaz com o título – Quem Matou? – para auxiliar nas investigações e no inquérito policial instaurado pelo Núcleo de Investigações de Morte de Agentes de Segurança da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a fim de obter informações que levem à identificação e prisão dos envolvidos na morte do policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), José Antônio Lourenço, morto na manhã desta segunda-feira (19) durante a Operação Gelo Podre, ocorrida na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, quando baleado por criminosos, ligados à facção Comando Vermelho (CV).  Durante a ação, equipes da Core prestavam apoio a uma operação da Delegacia do Consumidor (Decon) para fiscalizar a qualidade do gelo vendido nas praias da Barra da Tijuca e Recreio, ambas na Zona Oeste do Rio. Na comunidade, uma fábrica foi interditada por uso de água contaminada por fezes e um dos responsáveis pelo local foi encaminhado para a delegacia.  Ele chegou a ser socorrido por colegas e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos. A DHC assumiu o caso e no início da tarde, a Polícia Civil iniciou uma busca contra os criminosos envolvidos na morte do policial. Durante a ação, um intenso tiroteio provocou o fechamento da Linha Amarela, no sentido Fundão.  Quem tiver informações sobre sobre a identificação e localização do envolvidos , favor denunciar pelos seguintes canais de atendimento:  Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido FONTE: Polícia Civil.do RJ e Disque Denúncia

Homicídios cometidos pelo Novo Escritório do Crime eram chamados de missões. PM envolvido com o bando disse que “toda hora tinha missão e nunca tinha visto tanta gente para morrer”. Quadrilha sentia prazer em matar. “vamos estragar a vítima”

Os homicídios cometidos pelo Novo Escritório do Crime eram chamadas de missões. AS missões quais seriam executadas mediante recompensa aos assassinos. Em uma conversa monitorada, o PM Bruno Estilo, um dos integrantes do bando, disse que ‘toda hora tinha uma missão “Nunca vi tanta gente para morrer” Sobre as execuções, Estilo mandou o seguinte recado para André Boto, outro envolvido com a quadrilha “Se eu soubesse disso naquela época eu tinha ido mais vezes, ia ganhar muito mais. Dessa vez eu não ganhei nada, só o pagamento normal.” Um outro integrante do bando falou que Estilo participa de um grupo criminoso que é comandado em primeiro grau por Rogério Andrade e tem uma vertente, por ele integrada, que é liderada por Flávio Pepe e por Thiago Soares Andrade Silva, o Batata, e também com a participação de Papa ou 2P. ,Ele afirmou que todas as mortes que ocorrem a mando de Batata eram realizados pelo ‘Novo Escritório do Crime”, cujos integrantes se valiam da posição de Estilo como PM para conferir segurança à atividade criminosa. Segundo seu relato, Papa era o mais cruel, ele que executava. Bruno Estilo dirigia os carros usados nos crimes porque como é PM, em caso de cotrratempos, podia dar carteirada. O grupo criminoso utiliza fuzis calibre 7,62 para a prática de homicídios, os quais são fornecidos por Boto e Batata. Bruno, inclusive, foi até Curicica, reduto de Boto, buscar armas. O membro do grupo disse que eles pegaram três fuzis calibre 762, todos Fal. além de 30 carregadores, todos municiados. As armas na ocasião, foram levadas para o Catiri, em Bangu. O bando sentia prazer em matar e desejava o fazer da forma mais violenta e cruel possível. É o caso, inclusive, do episódio em que Rodriguinho” disse para o também Estilo” providenciar o “62” (em referência ao fuzil de calibre 7.62), pois queria “estragar” a vítima Tal estrago, no caso concreto, fora efetivamente verificado, na medida em que a vítima Neri Peres Júnior foi atingida por 36 (trinta e seis) disparos de arma de fogo, os quais foram disparados justamente por fuzil de calibre 7.62 e, ainda, por pistola de calibre 9mm. Neri tinha ligação com o miliciano Orlando Curicica e haveria por parte dele a intenção de assumir o domínio da milícia atuante em Realengo, que anteriormente era comandada pelo policial militar Luiz Henrique Carvalho, que teria morrido em maio de 2021 Antes do homicídio de Neril, Bruno estava sem dinheiro. Após o crime, estava com muita grana tanto que fez obra em sua casa e sua esposa botou silicone, O grupo também tinha capacidade alta de exterminar testemunhas e destruir provas, além de, simplesmente desaparecer em fuga, conforme já consolidado em outras oportunidade. FONTE: MPRJ

Policial civil morreu baleado na Cidade de Deus (CV)

Um policilal civil lotado na Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) morreu após ser baleado na cabeça durante operação na comunidade da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na manhã desta segunda-feira (19). O agente foi levado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde foi submetido a uma cirurgia mas não resistiu, Em nota, a Polícia Civil comunica com profundo pesasr a morte do policial civil José Antônio Lourenço, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), brutalmente assassinado por criminosos durante operação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, nesta segunda-feira (19/05). A perda de um dos nossos é sentida com dor e indignação. A Sepol se solidariza com os familiares, amigos e colegas neste momento de luto, também vivido por cada um da instituição. As diligências para identificar os responsáveis por esse ataque covarde já estão em andamento O policial participava de uma operação que mira uma quadrilha que vende gelo contaminado nas praias do Recreio e da Barra da Tijuca,. Pm fevereiro deste ano, uma ação constatou — após laudos periciais — a presença de coliformes fecais no produto oferecido. Os agentes estão nas ruas para cumprir mandados de busca e apreensão, a fim de verificar a qualidade da água e apurar demais crimes na coleta e produção do gelo. As investigações tiveram início após a fiscalização em conjunto com Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (DPMA), Cedae, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPCCA) — todos participam da ação desta segunda. Durante a investigação foram juntados dois laudos produzidos pela Cedae apontando a presença de coliformes fecais nas amostras de gelo coletadas.  A ação desta segunda, que conta com presença de policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), mira as empresas e endereços ligados à fabricação do gelo. Serão verificadas também a regularidade do consumo de água e de energia elétrica, além de possíveis crimes ambientais e contra o consumidor. FONTE: Voz das Comunidades (Facebook) e Polícia Civil do RJ

PRF apreendeu três toneladas de maconha na Dutra

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de três toneladas de maconha, ontem (18). A ação aconteceu na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no Sul Fluminense. A droga estava escondida em um fundo falso de um caminhão frigorífico. O material seria entregue no Rio de Janeiro. Os patrulheiros abordaram o veículo e, com auxílio do Grupo de Operações com Cães (GOC-RJ), realizaram uma revista detalhada na carga transportada. As cachorras K9s May e Corona indicaram a presença de ilícitos no compartimento de carga do frigorífico. O motorista acabou confessando que havia grande quantidade de material entorpecente no interior do veículo, em um fundo falso, não sabendo precisar a quantidade. Ele contou que receberia uma quantia em dinheiro para levar a carga do Paraná até a Baixada Fluminense, onde um comparsa indicaria o local de entrega na capital fluminense. Foi necessário o uso de equipamentos e ferramentas para acessar o compartimento onde a droga estava escondida, totalizando pouco mais de três toneladas de maconha. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil (89ª DP). FONTE: PRF

Com a falência da empresa do Faraó dos Bitcoins, relembre o golpe dado pela firma nos clientes anos atrás

Durante esses últimos dias, a imprensa carioca noticiou a falência da GAS Consultoria, empresa de propriedade do criminoso Glaidson Acácio, conhecido como ‘Faraó dos Bitcoins’, que está preso. A firma foi envolvida anos atrás em um esquema de suposta oferta pública de contrato de investimento, pretensamente sem prévio registro, vinculado à especulação no mercado de criptomoedas, com previsão de retorno financeiro de 10% sobre o capital investido, com remessa do proveito financeiro de duvidosa legalidade para o exterior, que contaria com a participação de pessoas físicas e sociedades empresárias supostamente vinculadas ao Faraó dos Bitcoins e sua mulher, responsáveis pela GAS. Glaidson e seus comparsas comandavam uma pirâmide financeira, constituindo crime contra o sistema financeiro. Um cliente, por exemplo, celebrou um contrato com a GAS iara o investimento em criptomoedas do montante de R$13.000,00 (treze mil reais), divididos em dois contratosde R$5.000,00 (cinco mil reais) e R$8.000,00 (oito mil reais), respectivamente. O contrato entabulado visava a obtenção de rentabilidade por intermédio das moedas. A rentabilidade do esquema não era a partir de lucro com investimento em criptoativos, ela advém dos novos aportes e com uma remuneração muito alta, as pessoas são estimuladas a reaplicar o dinheiro que elas ganham Entretanto, na data de 24 de agosto de 2021 – pouco mais de um mês após a assinatura dos contratos – a pessoa foi surpreendida quando o grupo econômico ganhou as manchetes dos jornais por meio da operação da Polícia Federal batizada de Operação Kryptos, momento em que foi apreendido mais de R$ 150 milhões sob a acusação de que Glaidson e comparas na verdade foram articuladores um esquema de pirâmide financeira, o que constitui contra o sistema financeiro. A partir daí, a empresa deixou de honrar os compromissos avançados entre as partes utilizando-se do argumento de que não mais se tinha possibilidade de realizar qualquer tipo de pagamento em função de bloqueios sofridos por determinações judiciais, restando os valores inadimplentes desde o início da Operação Kryptos. Argumentaram ainda que mesmo com a rescisão contratual entre as partes não possuem qualquer outro modo de devolver o valor primitivo investido.]Glaidson foi acusado de contratar um grupo para eliminar concorrentes no mercado de bitconis. Um deles sofreu tentativa de homicídio, mediante disparos de arma de fogo contra a vítima em via pública em horário de grande circulação de pessoas. A vítima narrou que a arma de fogo ´falhou´ quando o autor tentava efetuar mais disparos, motivo pelo qual recebeu golpes com a arma (´coronhadas´) na cabeça A vítima teria enviado mensagem para diversos clientes ´investidores´ sobre uma matéria noticiando que a empresa concorrente G.A.S. estaria sendo investigada pelo Ministério Público e que deveria quebrar até o fim do ano, sugerindo que pessoas ‘retirassem’ o dinheiro lá investido, pois as contas da G.A.S. seriam bloqueadas, estando, ‘a de Búzios’, já bloqueada. A vítima atuava como ´Operador de Investimentos´ em moedas de bitcoin e no mês em que fora vitimado estaria em débito com alguns ´investidores´, entretanto sem se apurar possíveis ameaças. FONTE: Superior Tribunal de Justiça

Suspeito preso com celulares no Morro dos Macacos (TCP) tentou subornar PMs com R$ 20 mil

Policiais militares da UPP Macacos detiveram no sábado (18/05),  um homem e apreenderam com ele oito aparelhos celulares na Rua Armando Albuquerque, em Vila Isabel, no Morro dos Macacos. .Na ação, o suspeito tentou subornar os policiais oferecendo 20 mil reais por sua liberdade. A ocorrência foi encaminhada para a 20ª DP.  FONTE: PMERJ

Leia agora sobre o terror e as condições insalubres que viviam paraguaios que trabalhavam em regime de quase escravidão em fábricas clandestinas de cigarros de poderoso contraventor do Rio

Sobre os paraguaios que foram achados durante a semana trabalhando em quase regime de escravidão em uma fábrica clandestina de cigarros pertencentes ao contraventor Adilsinho, investigações da Polícia Federal de anos atrás apontaram que eram oferecidas a eles promessa salarial de R$ 3.000,00 (três mil mensais, que seriam depositados em favor da família do trabalhador ou quitados, no Paraguai, quando o trabalhador retornasse para casa; A remuneração seria acrescida de um vale de R$ 500,00 (quinhentos reais), em espécie, que poderia ser adiantado para financiar seu translado para o Brasil ou pago no local de trabalho. Às vezes, o aliciador mencionava que a fábrica estaria em São Paulo, mas sempre dizia ser legalizada, jamais revelando quem seria o empregador e qualseria, precisamente, o endereço do local de trabalho. Alegava que o trabalho duraria pouco tempo, variando de 2 a 4 meses, com a possibilidade de retorno. Os cidadãos paraguaios eram orientados a cruzar a fronteira em Foz do Iguaçu, sem passar pelo controle migratório, e pegar um ônibus turístico para São Paulo, muitos deles a suas próprias expensas. Há casos de trabalhadores que pegaram outro ônibus no terminal rodoviário até o Rio de Janeiro, desembarcando no meio do caminho para encontrar pessoas responsáveis por seu transporte até a fábrica. Nos demais casos, os trabalhadores já foram abordados na rodoviária de São Paulo e transportados de ônibus fretado para o Rio de Janeiro. Porém, o trecho final era sempre realizado da mesma forma. Todos os cidadãos paraguaios precisaram desembarcar dos coletivos para entrar em um carro particular, sem saber o destino. Quando muitos trabalhadores eram recrutados simultaneamente, todos eram transportados em vans. Dentro dos veículos, os trabalhadores tinhamseus olhos vendados e seus aparelhos de telefonia móvel eram tomados pelos motoristas, que não se identificavam, nem mantinham diálogo durante o trajeto. A venda somente era retirada dos olhos do trabalhador dentro do galpão, quando descobriam que não poderiam mais sair do local, nem mesmoolhar para o lado de fora, e que seus telefones não seriam restituídos. Os trabalhadores eram frequentemente ameaçados de morte quando manifestavam sua vontade de deixar o galpão. Na fábrica, havia câmeras de segurança, totalizando 16 canais de monitoramento eletrônico com gravação DVR. Um homem alertava que os trabalhadores estavam sendo observados e quem tentasse sair seria capturado novamente, prometendo que mal injusto e grave lhe acometeria. Ele também afirmava que os arredores eram extremamente perigosos para dissuadir a evasão de trabalhadores aqueles que cogitavam fugir do galpão, sequer sabiam onde estavam e temiam por sua vida. Trata-se de trabalhadores estrangeiros, com situação migratória irregular, sem recursos financeiros, privados de acesso a meios de comunicação, que não foram informados quanto ao endereço do local de trabalho. transportados de olhos vendados por mais de uma hora, sendo diariamente ameaçados e sujeitos a vigilância ostensiva. Por isso, os cidadãos paraguaios eram forçados a permanecer trabalhando, não tendo decisão a respeito da continuidade da prestação de serviços.Na fábrica, os trabalhadores cumpriam jornadas extenuantes e eram submetidos. a condições desumanas e degradantes. A fábrica clandestina de cigarros funcionava 24 horas por dia, 7 dias por semana, e contava com dois geradores de energia para que a produção não precisasse ser interrompida. Nesse sentido, os 24 trabalhadores se revezavam em 2 turnos de trabalho, com duração de 12 horas consecutivas, trocando toda a equipe nos horários de 07h00 e 19h00. Como as máquinas não poderiam parar de operos trabalhadores faziam apenas uma pausa de 10 a 15 minutos para se alimentar, não podendo o intervalo ser usufruído por mais de um trabalhador simultaneamente. Nessa dinâmica, os trabalhadores ficavam impossibilitados de gozar de repouso semanal. Além disso, os trabalhadores eram encarregados da própria limpeza do local, inclusive das instalações sanitárias, sempre fora de seu turno de trabalho. Na área de produção do galpão, havia fiações expostas, vazamento de combustível, ausência de ventilação natural e acúmulo de materiais inflamáveis (e.g., diversas caixas de papelão empilhadas), causando grave risco de incêndio e Nas imagens, nota-se que não havia aparelhos extintores de incêndio, sinalização de emergência ou rota de fuga. Havia um único alojamento coletivo, cujas condições eram precárias. As camas eram revezadas pelos trabalhadores de diferentes turnos, sendo que algumas ficavam separadas por papelões. A falta de revestimento nas paredes prejudicava a limpeza e a higiene do recinto, enquanto a falta de janelas dificultava a ventilação e a renovação doar.Na cozinha, a higiene também era precária. Havia alimentos sem controle de validade e sem acomodação ou armazenamento adequados, além de estarem expostos ao contato com animais domésticos. Nos depoimentos, consta que não eram fornecidos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ou vestimentas de trabalho. As vítimas eram obrigadas a continuar trabalhando mesmo quando estavam doentes, sendo-lhes negada a assistência médica. Uma pessoa sem qualificação profissional ministrava medicamentos e fazia curativos, às expensas do trabalhador. Havia pessoas operando maquinário com cortes e queimadurasnas mãos. Não havia treinamentos para operação de máquinas e equipamentos, nem sobre adequado uso, guarda e conservação de EPIs. Também há relatos decalor excessivo no galpão, goteiras na área de produção da fábrica e no alojamento, presença de pragas no local, como mosquitos, baratas e ratos, e falta de material para limpeza, secagem e enxugo das mãos nos lavatórios. Alguns trabalhadores narraram, ainda, que consumiam água da torneira ou proveniente de um poço, sendo que esta sequer era transparente.. FONTE: Relatório da Polícia Federal disponível no site jurídico Jusbrasil

Chefe do PCC preso na Bolívia correu risco de ser excluído e até morto pela facção anos atrás

Preso na última sexta-feira em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, principal líder do PCC que estava em liberdade, correu risco de ser expulso e até morto pela facção anos atrás. Na época, foi enviada uma carta de um suposto integrante da facção a um promotor de Justiça que dizia “Nessa operação contra o Tuta isso fará com que o Tuta seja excluído do PCC e será alvo fácil pos perderá o apoio da facção e corre o risco de morrer na mão da própria facção”. Tuta teria assumido a chefia do PCC após “Marcola” e outros 21 integrantes da liderança da facção terem sido transferidos, em fevereiro de 2018, de presídios de São Paulo para o Sistema Penitenciário Federal. Tuta estava foragido desde 2020 detido por uso de documento falso em Santa Cruz de la Sierra. O diretor-geral da Polícia Federal, informou que o escritório da Interpol na capital federal — que é uma coordenação dentro da Diretoria de Cooperação Internacional da PF — foi acionado para checar suas bases de dados e informar com precisão à polícia boliviana a respeito da pessoa que estava se apresentando com documento falso. “Imediatamente foi feita a checagem e aqui eu ressalto a importância, uma vez mais, da nossa base de dados biométrica, que permitiu praticamente em tempo real retornar a informação ao nosso oficial de delegação lá em Santa Cruz de la Sierra e aos colegas da Polícia da Bolívia, informando tecnicamente quem era exatamente aquela pessoa que estava ali e, com isso, permitindo que a polícia boliviana fizesse a detenção dessa pessoa”, ressaltou. Após feita a identificação do foragido, a Polícia Federal comunicou o êxito da captura ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). “O ministro Ricardo Lewandowski também, pela relevância do caso, informou ao presidente Lula e ao nosso chanceler, embaixador e ministro Mauro Vieira, que prontamente acionou a nossa missão diplomática na Bolívia para que acompanhasse o caso e prestasse todo o apoio às nossas unidades naquele país”, afirmou Rodrigues. FONTE: Tribunal de Justiça de São Paulo e Governo do Brasil

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