Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

lavagem de dinheiro

Deputado estadual preso ontem teria feito negociação de R$ 5 milhões com o CV

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro investiga uma negociação de R$ 5 milhões feitas pelo deputado estadual TH Joias, preso ontem, com traficantes do Comando Vermelho. Outro ponto em apuração diz respeito à prática de lavagem de dinheiro. O MPRJ investiga a utilização de uma franquia de loja que comercializa produtos de um clube do Rio de Janeiro, localizada no Mato Grosso do Sul (MS). A suspeita é de que o estabelecimento tenha sido usado para ocultação de capitais, já que o faturamento seria incompatível com o serviço prestado. Ainda segundo Antonio José, foram identificados indícios de corrupção, com suposta oferta de propina a policiais por intermédio de um advogado. De acordo com o MPRJ, as investigações que culminaram na denúncia revelaram que o poder econômico adquirido pelas organizações criminosas, a partir do domínio territorial, é utilizado não apenas para corromper agentes públicos e autoridades, mas também para permitir o ingresso de criminosos nos poderes constituídos. “São necessárias ações de prevenção para evitar que pessoas envolvidas com atividades criminosas obtenham o registro de candidatura. Deve haver uma investigação prévia mais efetiva. É fundamental também que os partidos políticos tenham consciência e não registrem em seus quadros pessoas com estes antecedentes. Estamos atuando para que, além de outros objetivos, haja uma verdadeira limpeza dos órgãos públicos quando identificada a presença de pessoas ligadas ao crime”, afirmou Antonio José, procurador-geral. A investigação foi realizada pela Polícia Federal e pela Polícia Civil, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-RJ), que reúne diferentes forças policiais no enfrentamento ao crime organizado. O trabalho foi conduzido sob supervisão da Procuradoria-Geral de Justiça, responsável pela ação penal em razão da prerrogativa de foro do deputado estadual. Antonio José informou que o parlamentar será submetido à audiência de custódia, para verificação da legalidade da prisão, e que será feita comunicação formal à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que tem a prerrogativa constitucional de deliberar sobre a manutenção ou o relaxamento da prisão. Operação Bandeirantes De acordo com a denúncia oferecida pelo MPRJ ao Órgão Especial do TJRJ, os acusados atuavam nos Complexos da Maré e do Alemão e na comunidade de Parada de Lucas, intermediando a compra e venda de drogas, armas e equipamentos antidrones, usados para dificultar operações policiais nos territórios ocupados pela facção. Também movimentavam grandes somas em espécie para financiar as atividades do grupo criminoso. Para o MPRJ, o parlamentar denunciado utilizou o mandato para favorecer a organização, inclusive nomeando comparsas para cargos na Alerj. Ainda segundo a denúncia, ele é acusado de intermediar diretamente a compra e a venda de drogas, armas de fogo e aparelhos antidrones, além de realizar pagamentos a integrantes do Comando Vermelho.

Suposto operador financeiro do falecido traficante Professor do Alemão (CV) não conseguiu desbloquear seus bens na Justiça. Ele organizava bailes funks na comunidade contratando artistas por valores elevados

Um homem suspeito de lavar o dinheiro para o falecido traficante Fhillip da Silva Gregório, o Professor do Alemão, soliciotu à Justiça a liberação dos valores bloqueados em suas contas bancária. Alega que não foi demonstrada a origem ilícita dos valores bloqueados ou o risco de dilapidação O suspeito argumentou ainda ser produtor de eventos, tendo realizado bailes funk no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, patrocinados pela associação de moradores e bares da região. Afirmou que o depósito identificado de R$ 50.000,00 em favor da empresa não permite inferir seu envolvimento em organização criminosa, destacando não ter conhecimento de eventual esquema ilícito. Defendeu que as provas seriam frágeis e não denotariam os elementos objetivo e subjetivo do crime. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo indeferimento do pedido sustentando que a análise dos aparelhos celulares apreendidos na residência do requerente revelou sua afinidade e vínculo habitual com o traficante liderança do Comando Vermelho no Complexo do Alemão e denunciado na Operação Dakovo. Segundo o MPF, as mensagens trocadas emonstram que o requerente organizava bailes funk no Complexo do Alemão sob coordenação e financiamento do criminoso, bem como realizava pagamentos através de suas contas bancárias a mando dele. Tais elementos,segundo o órgão ministerial, revelariam que o requerente atuava como operadorfinanceiro vinculado ao tráfico de drogas.. A invetsigação revelou evidências concretas de movimentações financeiras atípicas por parte do requerente, incompatíveis com seu perfil econômico-financeiro, bem como da identificação de transferência específica realizada para empresa investigada no contexto da organização criminosa cujo sócio administrador foi posteriormente denunciado O conteúdo das mensagens extraídas dos aparelhos celulares apreendidos indica que o requerente não se limitava a organizar eventos sociais de maneira legítima, como alega, mas que atuava sob coordenação e financiamento direto de liderança do tráfico de drogas, realizando, inclusive, pagamentos através de suas contas bancárias a mando de Professor. Tais circunstâncias apontam para um quadro de possível atuação como operador financeiro de organização criminosa. De se notar que o próprio requerente admite em sua petição complementar que produzia bailes funk no Complexo do Alemão, envolvendo movimentações financeiras elevadas, com pagamento de artistas com cachês expressivos e vendas de camarotes a valores significativos. No entanto, sua tentativa de justificar tais atividades como meros eventos patrocinados pela associação de moradores não se sustenta diante das mensagens encontradas em seu aparelho celular, que indicam subordinação ao líder do tráficoi local. FONTE: TRF-BA

Saiba mais sobre Danúbia de Souza Rangel, ex-mulher do traficante Nem da Rocinha, que voltou a ser presa ontem

Relembre agora algumas das acusações que foram feitas para Danúbia de Souza Rangel, ex-mulher do traficante Nem da Rocinha, que voltou a ser presa ontem.Segundo relatórios policiais antigos, Danúbia, com a prisão de Nem em 2011, chegou a assumir a chefia da associação para o tráfico de drogas, assim como a lucrativa atividade de mercancia de drogas na favela da Rocinha, em conluio na época com Rogério 157. Na condição de companheira e pessoa de confiança de Nem, Danúbia”, assumiu o posto de comando e de chefia da associação criminosa de traficância de drogas, passando a ser conhecida pelas alcunhas “Xerifn da Rocinha”, “Dada”, “Patroa” e “Primeira Dama”, tamanha influência que a ¡mesma detinha no controle do tráfico de drogas da Rocinha Segundo as investigações, a função de chefia no tráfico de drogas na favela da Rocinha, desempenhada por Danúbia consistia na supervisão e administração da atuação dos demais integrantes da associação criminosa no tocante à compra e venda de drogas na localidade; controle da receita (faturamento) da venda de drogas, e, principalmente, prestar contas da atividade criminosa, da atuação do grupo criminoso, transmitindo todas informações do que ocorria na favela da Rocinha ao custodiado e seu companheiro “Nem”, com quem mantinha relacionamento amoroso, encontrando preso e condenado criminalmente. Danúbia prestava contas a Nem” e obtinha informações, orientações e determinações que deveriam ser repassadas ao grupo criminoso de traficantes, em sua maior parte, sendo que estas ocorriam por meio de conversas travadas durante visitas feitas por Danúbia a Nem” no estabelecimento prisional, valendo-se da sua condição de companheira, no período em que o mesmo estava custodiado em presídios federais, inclusive em varias oportunidades Penitenciária Federal de Campo Grande/MS e no de Porto Velho/ Rondónia, dada a periculosidade do mesmo. Inclusive em 2014, em Campo Grande (MS), Danúbia foi presa em decorrência de estar em seu poder dez aparelhos de telefonia celular e três aparelhos” tablets ” 5, inclusivecom conexão a rede mundial de computadores: internete, instrumentos importantes para comunicação entre presos e o mundo exterior e entre integrantes do mesmo grupo criminosos, inclusive para fins de controle do grupo criminoso e orientações para a traficância de drogas. De acordo com as provas produzidas, a fim de exercer a função de “Xerifa da Rocinha” e pessoa de confiança de “Nem, Danúbia era remunerada semanalmente com a quantia, em espécie, de trinta mil reais) valores de origem criminosa, decorrente de tráfico de drogas, e obtidos de forma criminosa, ou seja, para atuar como “longa manus” de Nem. Restou apurado que estou apurado ainda que a família de Danúbia incluindo sua irmã, ora também era sustentada com recursos financeiros (dinheiro) de origem ilícita, precisamente da atividade de tráfico de drogas’, situação esta que era do conhecimento de todos. Em razão do notório envolvimento com associação para o tráfico de drogas e com tráfico de drogas na Rocinha, obtendo, semanalmente, recursos financeiros ilícitos decorrentes da atividade de mercancia de drogas, sua forma de se sustentar, assim como sua vida de luxo s e de ostentação, Danúbia foi condenada a justamente por ser autora dos crimes de associação para o tráfico de drogas circunstanciado, em concurso material com o crime de corrupção ativa com pena fixada em 17 anos e 04 meses de reclusão em regime fechado e 1.133 dias-multa evidenciando que a mesma não se limita a ser” mulher de traficante “, mas também tem atuação efetiva e dolosa no mundo do tráfico de drogas. Danúbia, em sua página na rede social, chegou a postar: i que não existe mulher feia, mas mulher sue não conhece o dinheiro do tráfico. KKK” demonstrando elevado sentimento de impunidade e escárnio com o Poder Público. A irmã de Danúbia sempre teve conhecimento do envolvimento dela em atividades ilícitas, relacionadas com o tráfico de drogas, tendo também se beneficiado do dinheiro ilícito oriundo do tráfico de drogas, ciente desta origem criminosa. Para lavar o dinheiro do crime, as irmãs constituíram formalmente no interior da favela da Rocinha a sociedade Star Hair Comércio de Produtos de Beleza, sendó . um “salão de beleza de fachada”, uma vez que não exercem efetivamente atividade econômica, estando constituído formalmente, inclusive a fim de fazer crer que as duas irmãs eram empreendedoras e empresárias. Com esse salão, Danúbiz fazia a conversão dos valores obtidos de forma criminosa em ativos lícitos, assim como procuraram aparentar serem bem sucedidas, tentando justificar seus ganhos financeiros criminosos como se fossem oriundos de um salão de beleza formalmente constituído, mas com atividade econômica duvidosa. Danúbia também comprava joias de elevado valor. FONTE: TJ-RJ

Todo o dinheiro recolhido para a caixinha do CV era levado para a Cidade de Deus e administrado por traficante que já morreu

Relatório da Justiça apontou que o dnheiro do Comando Vermelho oriundo do tráfico de drogas e outras de infrações penais acessórias, como o furto, roubo ¿ principalmente de veículos e cargas ¿ e a receptação, era recolhido nos postos da facção criminosa espalhados pelo estado e depois reunido na CIdade de Deus sendo administrado pelo falecido traficante Carlinhos Cocaína, Segundo o documento, a maior parte do dinheiro advindo do tráfico de drogas e crimes acessórios era ¿lavado¿ em contas que apresentaram elevada movimentação (parte dos valores tendo como objetivo o ¿lucro¿ da cúpula do Comando Vermelho, e outra parcela utilizada para comprar mais drogas e armas de fogo e, assim, aumentar o poder da organização criminosa e sua dominação territorial), por um grupo sob o estrito controle dos líderes da malta, formado, dentre outros, por uma mulher. A polícia identificou identificou 140 transações suspeitas ou atípicas suas, sem identificação de origem e destino ou justificativa da operação financeira, totalizando o valor de R$ 346.523,55 (trezentos e quarenta e seis mil, quinhentos e vinte e três reais e cinquenta e cinco centavos). A mulher, em conjunto com outros dois codenunciados, ocultou e dissimulou a quantia de R$ 1.139.839,06 (um milhão, cento e trinta e nove mil, oitocentos e trinta e nove reais e seis centavos), com o ¿nítido intuito de ludibriar as autoridades e, assim, conferir a aparência lícita ao dinheiro criminoso, Uma outra teria participado de um esquema de branqueamento de capitais, movimentando R$ 215.233,00 oriundos de crimes do Comando Vermelho. 5. A atuação teria, em princípio, viabilizado o abastecimento financeiro da organização, bem como da denominada “Caixinha do CV” – fundo coletivo composto por repasses periódicos efetuados pelos responsáveis pelos pontos de venda de drogas, as chamadas “bocas de fumo”. O referido fundo teria por finalidade financiar a expansão territorial da facção criminosa e sustentar atividades ilícitas. Ela teria recebido R$ 3.850,00 do tráfico, além de ocultar valores totais superiores a R$ 09 milhões, convertendo-os em ativos lícitos. FONTE: TJ-RJ

Consórcio entre o CV e o PCC movimentou mais de R$ 250 milhões

Um consórcio das organizações criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital voltado para o abastecimento de armas de fogo e drogas para o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio , movimentou mais de R$ 250 milhões. O esquema é alvo de operação hoje da Policia Civil. Os dois alvos da ação foram capturados, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A investigação revelou uma rede de pessoas interpostas, empresas de fachada, contas bancárias de laranjas e logística interestadual para mobilização e dissimulação dos produtos e ativos ilícitos, com núcleos na capital fluminense e no Mato Grosso do Sul. A apuração contou com análise de conversas telemáticas, dados financeiros e laudos periciais. Foi constatado que Fhillip da Silva Gregório, o “Professor”, morto no início de junho, estava envolvido no esquema. Um dos alvos capturados, em Taubaté, interior de São Paulo, é uma mulher com ligações estreitas com o PCC. Com uma grande rede de contatos, ela era a interface do Professor com fornecedores de armas do Mato Grosso do Sul. A autora é também ex-esposa de um chefe da facção, preso no Rio em 2020, que atuaria diretamente na fronteira do Brasil com o Paraguai. O outro preso é o homem que atuava na mobilização dos recursos financeiros oriundos de transações ilícitas do CV. Ele coordenava pessoalmente a realização de eventos em comunidades, que eram uma maneira de mesclar ativos de origem lícita com outros advindos do tráfico, possibilitando a inserção no sistema financeiro sobre a aparência de receitas ilícitas.  A operação tem ainda o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra outros investigados, a fim de reunir elementos que possam auxiliar no inquérito. FONTE: PCERJ

Preso no Recreio ‘laranja’ de quadrilha internacional de tráfico de drogas e armas

A Polícia Federal prendeu ontem no Recreio dos Bandeirantes um homem foragido que atuava como ‘’laranja’’ – possível funcionário fantasma – em um esquema criminoso, emprestando sua identidade para ocultar bens adquiridos com recursos provenientes do tráfico internacional de drogas e armas. O envolvimento do preso foi identificad.nas investigações que descobriram a atuação de três organizações criminosas com ramificações em pelo menos 11 estados brasileiros, com destaque para movimentações financeiras envolvendo imóveis registrados em nome de terceiros ou empresas de fachada. A partir disso, foi constatada a ligação do preso ao grupo criminoso por meio de empresas ligadas aos setores de confecção, alimentos e empreendimentos imobiliários, utilizadas como fachada para a lavagem de capitais oriundos do tráfico. As investigações indicaram que a rede criminosa empregava rotas aéreas e terrestres para o envio de cocaína a grandes centros urbanos do Brasil e a países da América Central. Após o levantamento de dados de inteligência e trocas de informações, policiais federais do Núcleo de Capturas da Delegacia da PF de Nova Iguaçu (DPF/NIG) tiveram êxito em efetuar a prisão do homem, de 50 anos. A ação cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela 5ª Vara Federal de Campo Grande/MS. Até o momento, a Polícia Federal já executou 64 mandados de busca e apreensão e 36 mandados de prisão, como parte das ações de desarticulação do e. FONTE: squema. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias e bens pertencentes a 80 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de 90 imóveis relacionados às atividades ilícitas do grupo investigado. O indivíduo responderá pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. FONTE: Polícia Federal

Alvo de operação contra lavagem de dinheiro do CV, mulher de MC Poze acusa polícia e governador de perseguição

A mulher de MC Poze do Rodo ,Viviane Noronha usou as redes sociais do cantor para denunciar ação policial e criticar o governador Cláudio Castro. Ela foi alvo de operação hoje da Policia Civil que mira a lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Em tom de desabafo, ela afirmou que o nome do governador será lembrado nas urnas nas próximas eleições, em função da suposta perseguição (declaração da própria) cometidos pelas forças de segurança do estado. Poze deverá ser colocado em liberdade hoje 03/06/2025. FONTE,: Redes sociais de MC Poze do Rodo

Polícia faz operação contra lavagem de dinheiro do CV. Professor do Alemão comandava esquema e esposa de MC Poze do Rodo está envolvida

Em pouco tempo depois da morte do traficante Professor do Alemão, e da decisão de soltar o funkeiro MC Poze do Rodo. a Polícia Civil do Rio de Janeiro faz uma operação para desarticular o núcleo financeiro do Comando Vermelho, responsável pela lavagem de mais de R$ 250 milhões. Os valores são oriundos do tráfico de drogas e da aquisição de armamentos de uso restrito. As investigações identificaram Professor, como uma das figuras centrais da engrenagem financeira do Comando Vermelho, responsável por eventos como o “Baile da Escolinha”, que funcionava como ferramenta de dominação cultural e captação de recursos para o tráfico de drogas e armas. O criminoso morreu neste domingo (01/06), mas este fato não compromete o andamento do inquérito, tampouco interfere nas medidas judiciais em curso. Mesmo com sua morte, permanece clara sua importância dentro do esquema, sobretudo na consolidação da cultura do tráfico e na estruturação de empresas de fachada para dar aparência de legalidade ao dinheiro sujo. A apuração revelou outro nome de destaque, a influenciadora digital Vivi Noronha, e esposa de MC Poze do Rodo, preso na última quinta-feira (29/05). Ela e sua empresa figuram como beneficiárias diretas de recursos oriundos da facção Comando Vermelho, recebidos por meio de pessoas interpostas (“laranjas”) com o objetivo de ocultar a origem ilícita do dinheiro. As análises financeiras apontam que valores provenientes do tráfico de drogas e de operadores da lavagem de capitais da facção foram canalizados para contas bancárias ligadas à mulher, que passou a ser um dos focos centrais do inquérito. A posição dela, segundo os agentes, na estrutura criminosa é simbólica, pois representa o elo entre o tráfico e o universo do consumo digital, conferindo aparente legitimidade a valores oriundos do crime organizado e ampliando o alcance da narcocultura nas redes sociais. As investigações apontam ainda que um restaurante situado estrategicamente em frente ao local onde é realizado o “Baila da Escolinha” funcionava como ponto de lavagem de dinheiro, movimentando recursos provenientes do tráfico sob a fachada de atividade empresarial lícita. O local era utilizado como polo logístico e símbolo de poder da facção, conectando a vida noturna da comunidade à engrenagem financeira do Comando Vermelho. Outra empresa com papel relevante no esquema é uma produtora identificada como operadora de lavagem de dinheiro e fomentadora de bailes funk promovidos por integrantes da facção, que funcionavam como ponto de venda de drogas e difusão da narcocultura. As investigações revelaram que o responsável pela firma e a própria empresa figuram como destinatários diretos de recursos financeiros oriundos de operadores do Comando Vermelho, recebendo valores de pessoas físicas e jurídicas interpostas com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos lucros do tráfico. Entre os remetentes identificados nas análises financeiras, destacam-se um segurança pessoal do traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, chefe da facção no Complexo do Alemão, e outro indivíduo com histórico relevante no sistema financeiro informal ligado à facção, e procurado pelo FBI por suspeita de atuar como operador de valores para a Al-Qaeda, conforme dados de cooperação internacional. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A ação inclui ainda ordens de bloqueio e indisponibilidade de bens e valores de 35 contas bancárias. O esquema criminoso utilizava pessoas físicas e jurídicas para dissimular a origem ilícita dos valores, promovendo o reinvestimento em fuzis, cocaína e na consolidação do poder territorial da facção em diversas comunidades. FONTE: Polícia Civil do RJ

Grupo que extorque comerciantes no Camelódromo da Uruguaiana é alvo de operação. Oito já foram presos

O Ministério Público e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO-IE) da Polícia Civil fazem operação para prender integrantes de uma quadrilha que age no Cameldóromo da Uruguaiana, no centro da capital fluminense. Entre os alvos estão um policial civil aposentado e um policial penal. Eles tentam cumprir 11 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa armada, extorsão, usurpação de função pública e lavagem de dinheiro. Oito já foram presos. Segundo as investigações, o grupo se apropriou da administração da Associação Comercial da Uruguaiana, utilizando segurança armada e ameaças para extorquir comerciantes, mediante a cobrança de “taxa social” e “taxa de segurança”. Em caso de inadimplência, os comerciantes eram submetidos a cortes de energia e expulsões. Além das extorsões, o bando razia a gestão ilegal de espaços públicos, promovendo a venda e locação irregular de boxes. Também praticava lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada e laranjas, inclusive uma lavanderia, para mascarar a origem dos recursos. A denúncia descreve a atuação de integrantes responsáveis pela contabilidade, intimidação armada e administração das extorsões, além da participação de agentes públicos. Foi apurado, ainda, que eram realizadas vendas de boxes de forma irregular, uma vez que o espaço do camelódromo é público, só podendo ser cedido seu uso por ordem e autorização da Prefeitura do Rio. Os valores variavam entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. Os mandados são cumpridos no próprio camelódromo e em endereços na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes e na Baixada Fluminense. Durante as diligências, os agentes obtiveram informação de que o líder do grupo estaria no estado do Ceará. Com o apoio da Polícia Civil daquele estado, ele foi capturado em Fortaleza. FONTE: Ministério Público Estasdual e Polícia Civil

Saiba agora a função de cada um na quadrilha ligada ao CV que teve 240 armas e 48 mil munições apreendidas na semana passada em residência de luxo na Barra da Tijuca

Saiba agora a função de cada um na quadrilha ligada ao Comando Vermelho que foi alvo de operação na semana passada do Ministério Público e da Polícia Civil que culminou com a apreensão de 240 armas e 48 mil munições em uma residência de luxo na Barra da Tijuca., Zeus ou Da Roça – elementos sugerem sua possível posição de liderança no Comando Vermelho, com atuação estratégica e estruturante no financiamento e operacionalização das atividades ilícitas da facção. Conforme narrado na denúncia, trata-se, em tese, de figura central no tráfico de drogas e armas, com possível domínio territorial da comunidade da Muzema e participação ativa na guerra de expansão contra milicianos, circunstâncias que indicam elevado grau de periculosidade e capacidade de desestabilização da ordem pública. Há indícios de que sua influência ultrapasse a atuação local, intermediando grandes volumes financeiros, logísticos e operacionais, movimentando cifras milionárias, como sugerido pelos registros de compra de mais de R$ 5 milhões em drogas e armamentos em período inferior a um mês. Zeus encontra-se foragido da Justiça, homiziado no Complexo do Alemão, utilizando-se, em tese, de terceiros e de empresas para fins de lavagem de dinheiro, dificultando o rastreio patrimonial e a execução de medidas judiciais. As provas extraídas da nuvem de seus dispositivos apontam para o exercício de função de comando e coordenação sobre outros denunciados, atuando como elo entre fornecedores, operadores logísticos e agentes financeiros da organização. Doca ou Urso – ocupa liderança de alto escalão do tráfico de drogas no Complexo da Penha. Ele mantém Edgar mantém vínculo direto com o também denunciado Zeus”, o qual é apontado nas investigações como um dos principais responsáveis pela logística de aquisição e distribuição de armas e entorpecentes em larga escala no Estado do Rio de Janeiro. O conteúdo das conversas interceptadas e documentadas nos autos aponta indícios de que “Doca” possa integrar o núcleo de comando da organização criminosa, figurando em tese como destinatário direto de materiais bélicos e entorpecentes, bem como devedor de valores relacionados a transações ilícitas. Tais elementos sugerem que o denunciado poderia manter ativa e relevante participação nas atividades do grupo, inclusive com possível articulação de abastecimento de seus redutos. Dom ou Baixinho do Mato – exerça liderança direta em uma célula interestadual da organização, sendo possivelmente responsável por articular o transporte e a distribuição de drogas e armas, ordenar atos de violência e manter comunicações com diversos subordinados – ao menos 11 denunciados sob sua influência direta. Tal poder de comando seria evidenciado, inclusive, em episódios como a suposta ordem para queimar um ônibus, resultando na morte do motorista, com o intuito de desviar ações policiais, circunstância que evidenciaria sua periculosidade e absoluto desprezo pela vida humana e pela ordem institucional. Ele encontra-se foragido da Justiça, ocultando-se no Complexo do Alemão e utilizando identidade falsa com documentos emitidos em nome de “Júlio Renner de Lima Ferreira”, Cupim – exerce a função de transportar drogas e armas de fogo a mando de liderança hierárquica superior, como o denunciado Jonathan (“Dom”).As interceptações apontam para uma atuação reiterada no transporte de armamentos, inclusive com a aceitação de valores por quilo transportado, sugerindo uma ação profissionalizada e estável na prática criminosa. Em um dos diálogos captados, o denunciado teria admitido estar encarregado pelo fretamento de três carabinas, o que evidencia risco concreto à segurança pública, diante da natureza do armamento em circulação. Zebete – ocupa posição estratégica e de confiança na facção Comando Vermelho, sendo, em tese, responsável por acautelar grandes quantias em espécie, oriundas do tráfico de drogas e do comércio ilícito de armas. As provas colhidas sugerem que o denunciado atue como tesoureiro informal do denunciado Jonathan (“Dom”), com atribuições consistentes em guardar valores, realizar pagamentos por determinação da liderança e negociar carregadores de armamento com outros traficantes, afigurando-se, em tese, como elo financeiro relevante na engrenagem da facção. Ademais, a movimentação de valores vultosos, como os R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) possivelmente arrecadados em nome da organização criminosa, reforça os indícios de envolvimento direto e permanente com o financiamento das ações do tráfico Mototáxi Manguinhos – atua na logística armamentista do grupo, sendo possivelmente responsável pelo transporte clandestino de armas de fogo, inclusive fuzis desmontados, com o objetivo de dificultar a ação policial e assegurar o abastecimento bélico da facção. Ainda segundo a denúncia, há indícios de que ele não se limita ao transporte, mas também comercializa armamentos, tendo, em tese, oferecido 40 carregadores de fuzil, o que, se confirmado, indica sua participação ativa no núcleo operacional e comercial do arsenal da organização. Armeiro Salgueiro – responsável direto pela manutenção e conserto de armamento pesado (incluindo fuzis), supostamente pertencente ao denunciado Jonathan, vulgo “Dom”. Os elementos colhidos na investigação, como áudios, vídeos e mensagens trocadas por aplicativos, indicam que o denunciado atua como armeiro de confiança do tráfico há pelo menos um ano, tendo sob sua responsabilidade um acervo rotativo de armamento de guerra, essencial para manter o poder bélico da facção nas comunidades dominadas. Leda – responsaãvel pelo transporte e guarda de valores em espécie provenientes da venda de entorpecentes, além de gerenciar repasses destinados à chamada “caixinha do tráfico”. Sua eventual ligação com supostas lideranças da facção, como os denunciados Zeus e Xurupita sugere um papel ativo e permanente na estrutura criminosa, não se limitando a atos isolados, mas indicando um comprometimento duradouro com os objetivos ilícitos da facção.JC – atuação direta no comércio ilícito de armas e drogas, em parceria com outros integrantes da organização, incluindo o suposto líder, ora denunciado, “Dom”. Além disso, segundo a denúncia, há indícios de que JC teria solicitado ajuda de “Dom” para a confecção de documento falso, o que reforçaria sua intenção de se ocultar da persecução penal.Locco – Xurupita – é supostamente responsável por transações de grande porte, como a negociação de 100 kg de entorpecentes diretamente com outro possível membro de alta hierarquia da organização criminosa, o denunciado “Dom”. Além disso, há indícios de sua forte inserção na estrutura da facção, com articulação direta na distribuição de drogas

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima