No dia 18 de agosto de 2023, Anderson Almeida Costa, estava assistindo ao jogo do Flamengo num bar na Rua Canitá, em frente a numérica 546, Inhaúma, interior do Complexo do Alemão. Por volta das 22h40m do mesmo dia, ele foi sequestrado por bandios. Na ação havia o veículo Corolla com quatro ocupantes e mais seis motocicletas com dois ocupantes cada, todos fortemente armados; Os traficantes mandaram todos que estavam no local ficarem quietos e disseram ainda: “ninguém viu nada, ninguém sabe de nada e ninguém fala nada”. Falaram ainda para não comparecerem na polícia para não sofrerem as consequencias. Anderson foi obrigado a entrar num veículo Corolla que se dirigindo para o interior da comunidade para desenrolar uma situação. Todos seguiram para a Grota. Um dos bandidos que teriam participado da ação é o vulgo Caoco. Era ele quem dava as ordens para os outros traficantes. Outros criminosos envolvidos eram Mamo e Filipinho O pai de Anderson questionou Caoco sobre o motivo de levarem seu filho e o bandido mandou ele ficar tranquilo. Ele disse que se Anderson estivesse devendo não iria ficar de “bobeira” fazendo churrasco na entrada da favela; O pai disse ao criminoso que estavam fazendo covardia com seu filho mas Caoco não deu ouvidos, virou de costas e foi embora. Filipinho ainda falou para ele para não se meter, pois não tem nada haver contigo não; Desde então, o pai não teve mais notícias do filho. No dia seguinte do desaparecimento, a família conseguiu acessar a conta do interior da comunidade, e todos disseram que Anderson foi morto e teve seu corpo ocultado pelo tribunal do tráfico de drogas por ser considerado como “X9”; Diante de tal situação, com medo de ser morto mudou-se da Rua Canitá n° 546, alguns dias após o desaparecimento de Anderson, o pai se mudou do local e não frequentou mais a localidade com medo dos traficantes que lá se encontram; Comentou-se que Caoco era matador da localidade sendo autor do homicídio do Michel do Depósito do Rock, Davi do Ferro velho, Manelzinho da internet da Relicário entre outros; O líder do tráfico local é o traficante Pezão. E que nenhuma morte que acontece no interior da comunidade acontece sem anuência dele. A família só registrou o fato um ano após o ocorrido, em 23/07/2024, pois tanto o comunicante como seus familiares residiam na favela e tinham medo de represálias. Após deixar a comunidade, o pai e seu outro filho se sentiram confortáveis o suficiente para relatar o acontecido. FONTE: Polícia Civil do RJ