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Comando Vermelho

CV tomou comunidade do TCP em Meriti

A Tropa do Esquilo, ligada ao Comando Vermelho (CV), expulsou integrantes da Tropa do Lacosta, da facção Terceiro Comando Puro (TCP), do Conjunto Trio de Ouro, em Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense. Há informações de que três traficantes teriam morrido na ação De acordo com relatos, a invasão ocorreu no fim da noite de ontem, após um intenso tiroteio na comunidade. Após a tomada do território, o local passou a ser chamado pelos criminosos de “Dois de Ouro”. Moradores relataram que receberam orientações para interromper o pagamento de taxas de água, luz e condomínio que antes eram cobradas por traficantes ou milicianos ligados à facção rival. Os invasdores mandaram um recado. “Ai lacosta, messi foca, nunca mais vcx vão ter sossego seus fd… problemão vcs arrumou vermes até dezembro vou subir a serrinha pode esperare, 2 de ouro vermelhou“ FONTE: Redes sociais do jornalista Bruno Assunção e Astrolg1 Submundo Criminal (Telegram)

Investigação que resultou em megaoperação teve uma primeira operação em dezembro com tiroteio e feridos mas sem mortes. Endereços de bandidos identificados já estavam vazios. Apuração esbarrou em deficiência tecnológica da polícia

A investigação que culminou com a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão prosseguiu exitosamente ao longo dos meses, ainda que com as naturais restrições decorrentes da pouca utilização cotidiana de telefones celulares para ligações convencionais, e da ausência de tecnologia em utilização pelos órgãos de segurança estatais para interceptação em conversas em tempo real via aplicativos, como Whats App. O deferimento de mandados de busca e apreensão contra 54 alvos todos localizados no Complexo da Penha, cujos endereços foram identificados no curso da investigação em tela, possibilitou o início de uma Operação chamada pela Polícia Civil de “Torniquete“, cuja primeira etapa justamente ocorreu no Complexo da Penha em 03 de dezembro. Pelo decurso de alguns meses entre a rápida decisão da Justiça, e a morosa expedição de mandados , diversos imóveis já se encontravam vazios, pois, sabidamente, traficantes em regra passam pouco em esconderijos, e em locais utilizados para crimes relacionados à malta. Ademais, certos indivíduos alvos, como BMW”, e Doca” ou “Urso”, não foram localizados para cumprimento de diversos mandados de prisão já existentes contra os mesmos.  Isso porque, tão logo se iniciou a operação policial, contando com centenas de agentes das policiais civil e militar, inclusive CORE e BOPE, houve intensa resistência de criminosos armados com fuzis, monitorados em tempo real por drones e helicópteros policiais. Inobstante os obstáculos, houve apreensão de aproximadamente cinco quilos de maconha, além de cumprimentos de mandados de prisão, e mais prisões em flagrante com apreensão de algumas armas de fogo. Graças aos mandados de busca e apreensão expedidos pelo juízo foi possível a entrada em dezenas de imóveis, sem qualquer ilegalidade. Inobstante o intenso e duradouro confronto armado, sinal não apenas dos armamentos pesados, mas também da cada vez maior ousadia dos traficantes na localidade, não houve notícias de fatalidade, apesar de alguns cidadãos (moradores locais) e um policial civil terem sido feridos.  Essas lesões colaterais, apesar de deverem ser evitadas ao máximo, lamentavelmente, se encontram no contexto da guerra urbana não declarada que vive o Rio de Janeiro contra traficantes das organizações criminosas, mormente o Comando Vermelho e seu projeto expansionista violento para domínio de comunidades pertencentes a outras facções criminosas hoje enfraquecidas. Antes da megaoperação,  diversos terminais tinham sido identificados, inclusive nas últimas interceptações, muitos ligados a lideranças do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Autoridade Policial e sua equipe estavam zelosamente buscando elementos para entrelaçar as relações criminosas entre traficantes do Comando Vermelho e seus respectivos papéis na malta. FONTE: TJ-RJ

Saiba o que o STF pediu ao governo do RJ sobre a megaoperação no Alemão e na Penha que deixou 121 mortos

O Supremo Tribunal de Federal determinou a necessidade imperiosa de preservação de quaisquer vestígios relacionados à materialidade de operações policiais com vítimas fatais como ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha na semana passada que teve 121 mortos, bem como de execução de perícia efetiva e independente,  Preservação dos vestígios de crimes. Os agentes de segurança e profissionais de saúde do Estado do Rio de Janeiro devem preservar todos os vestígios de crimes possivelmente cometidos em operações policiais, de modo a evitar a remoção indevida de cadáveres sob o pretexto de suposta prestação de socorro e o descarte de peças e objetos importantes para a investigação. (…)  Produção de provas periciais em investigações de crimes contra a vida. Os órgãos de polícia técnico-científica do Estado do Rio de Janeiro devem documentar, por meio de fotografias, as provas periciais produzidas em investigações de crimes contra a vida, notadamente o laudo de local de crime e  exame de necropsia, com o objetivo de assegurar a possibilidade de revisão independente, devendo os registros fotográficos, os croquis e os esquemas de lesão ser juntados aos autos bem como armazenados em sistema eletrônico de cópia de segurança para fins de backup. A Corte reafirma a autonomia técnica, científica e funcional das perícias como condição essencial para que ainvestigação conduzida pelo Ministério Público possa ser levada a efeito, nos termos das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas deInconstitucionalidade nº 6.621, 2.943, 3.309 e 3.318. Ontem, o ministro do STF Alexandre de Moraes se reuniu com o governador do Rio, Cláudio Castro e as autoridades da segurança pública fluminense mas eles não deram declarações sobre o encontro. FONTE: STF

CV conquistou quase 500 territórios em sete anos no RJ

Em sete anos, o Comando Vermelho conquistou quase 500 territórios no Estado do Rio de Janeiro.  Mais da metade foram tomados das milícias como a Gardênia Azul e a Muzema.  As últimas conquistas da facção foram os morros do Fubá e do Campinho e o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, tomados do TCP este ano.  O CV se mantém como grupo dominante em termos de número de territórios no RJ. São mais de 2.000 áreas dominadas pela facção.  Há maior incidência de confrontos em áreas com a presença do Comando Vermelho, seja porque é o grupo que mais conquista territórios, seja porque é o que mais perde territórios para outros grupos armados, ou ainda porque é o grupo cujos territórios dominados apresentam maior incidência de confrontos com a presença policia   A retomada do Comando Vermelho foi impulsionada pelo crescimento na Baixada Fluminense e no Leste Metropolitano mas há expansão também pela nova Zona Sudoeste da capital.  FONTE:Geni/UFF

Comando Vermelho se expande em Salvador. Polícia prendeu mais de 30

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Freedom, com o objetivo de desarticular o núcleo armado e financeiro de uma organização criminosa oriunda do Rio de Janeiro que atua em território baiano. A ação é executada de forma simultânea na Bahia e no Ceará, e resultou, até o momento, na prisão de 31 pessoas e no cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos em Salvador, nos bairros da Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca, nos municípios de Aratuípe e Ilhéus, e também na cidade de Eusébio, no Ceará. Ao todo, mais de 90 ordens judiciais foram expedidas e estão sendo cumpridas ao longo do dia. Além das ações de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias ligadas ao grupo investigado. Os alvos da Operação Freedom são suspeitos de envolvimento em homicídios e na expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras cidades da Bahia. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os resultados da operação devem contribuir para a elucidação de cerca de 30 assassinatos ocorridos na capital baiana. A operação conta com o apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A Freedom tem como foco enfraquecer a estrutura criminosa, apreender armas e bens, prender lideranças e interromper o fluxo de recursos ilícitos usados para sustentar o domínio territorial e a prática de homicídios. Mais de 400 policiais civis e militares participam da operação, que reúne equipes dos Departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Inteligência Policial (DIP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Especializado de Investigações Criminais (Deic), de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), além da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core). A Freedom também conta com o apoio do Denarc da Polícia Civil do Ceará e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-BA). A Polícia Militar atua com efetivos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhões de Patrulhamento Tático Móvel (BPatamo), Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), Batalhão Gêmeos, Apolo, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), Esquadrão Águia, Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Polo) e das Rondesp Central, Atlântico e BTS. FONTE: Polícia Civil da Bahia

Veja crimes cometidos por alguns dos chefes do tráfico de outros estados mortos na megaoperação no Alemão e na Penha

Uma das lideranças do tráfico no Amazonas que foi morta na operação nos complexos do Alemão e da Penha, vulgo Gringo ou Suiça, foi denunciado no seu estado por integrar grupo de criminosos que preparavam para atacar outra quadrilha de bandidos de criminosos, por causa do controle de pontos de vendas de drogas. Também morto no Alemão, Rafa Sorriso participava de  associação criminosa armada que praticava extorsões a  comerciantes e condutores de mototáxis da Comarca de Abaetetuba, no Pará, forçando-os a pagar, sob ameaça de morte e destruição de bens, determinada quantia mensal para que permitam o funcionamento regular dos comércios, sendo estabelecida uma espécie de “caixinha” , com os valores utilizados para subsidiar compras de armas e demais insumos destinados ao crime pela Facção Criminosa intitulada de Comando Vermelho – CV. Liderança na Bahia morta na megaoperação, Danilo Ferreira do Amor Divino, o Mazola,  foi acusado do homicídio de Jackson Quintino de Oliveira e da tentativa de assassinato contra dois homens.  Emerson Pereira Solidade, vulgo Píter,  era líder de uma facção denominada Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) na Bahia. O bando se expandiu para a cidade mineira de  Almenara com a finalidade de expandir as atividades de tráfico na região do Vale do Jequitinhonha. Utilizavam residências abandonadas às margens do Rio Jequitinhonha para esconder armas de fogo e substâncias ilícitas. A hierarquia dentro da organização ficou evidenciada, com “Piter” e “Biel” atuando como líderes, ordenando ações criminosas, incluindo o envio de armas e drogas para intensificar as atividades da facção. Bandidos foram enviados para MG sob ordens dos líderes da facção, participando ativamente no transporte e venda de drogas ilícitas, além de atuar em ataques armados contra facções rivais para a tomada de território.  Morto na operação, Adan Pablo Alves de Oliveira, o Madruga, foi acusado de ordenar um homicídio em 27 de fevereiro de 2022 na cidade de Trindade, em Goiás. A vítima foi um rapaz de 19 anos. O crime foi praticado por motivo fútil e mediante emboscada A Polícia Civil confirmou a identificação de Cleiton Souza da Silva, um dos principais articuladores do tráfico de drogas no Norte do país, entre os criminosos neutralizados durante a Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Natural do Amazonas, Cleiton era ligado ao Comando Vermelho e considerado um dos responsáveis por fortalecer a presença nacional da facção. Investigações apontam que ele integrava, originalmente, a facção Família do Norte (FDN) mas migrou para o Comando Vermelho, contribuindo para a reconfiguração das rotas do tráfico de drogas no país. A aliança passou a controlar importantes áreas de fronteira, como as regiões entre o Brasil, o Peru e a Colômbia, por onde grandes carregamentos de entorpecentes ingressam no território nacional. Além de Cleiton, outros oito criminosos do Amazonas já foram identificados entre os opositores mortos. A identificação foi feita pela equipe de peritos da Polícia Civil. As circunstâncias das mortes são investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Em relação à atuação da facção criminosa, as investigações continuam com o objetivo de identificar demais integrantes Comando Vermelho e suas conexões interestaduais e internacionais. FONTE: Informações obtidas no site jurídico Jusbrasil

Fuzis apreendidos no Alemão e na Penha tem origens em vários países, são de seis modelos diferentes, tinha arma desviada das Forças Armadas e montados com peças contrabandeadas

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio das Polícias Civil e Militar, realizou uma das maiores apreensões de armas de guerra já registradas em um único dia. O prejuízo estimado ao crime organizado apenas em armas é de R$ 12,8 milhões, conforme levantamento técnico da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE). A megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha resultou na apreensão de 120 armas, sendo 93 fuzis, além de explosivos, munições, drogas e equipamentos militares utilizados pelo Comando Vermelho. O rastreamento conduzido pela Polícia Civil identificou que parte do arsenal tem origem em países diferentes – entre eles Venezuela, Argentina, Peru, Bélgica, Rússia, Alemanha e Brasil – e inclui modelos usados em zonas de conflito, como AK-47, AR-10, G3, FAL e AR-15. O material também contém armas desviadas das Forças Armadas e fuzis montados com peças contrabandeadas ou adquiridas legalmente na internet. – Cada fuzil retirado de circulação representa uma vida salva. Vamos continuar enfrentando quem lucra com o medo e com a morte. O Estado está presente, atuando com rigor e estratégia para enfraquecer o poder do narcotráfico e devolver o Rio de Janeiro aos cidadãos de bem — reforçou o governador Cláudio Castro. O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, ressaltou que o trabalho de rastreamento é essencial para atingir o núcleo financeiro e operacional das facções. – Estamos diante de um arsenal típico de cenário de guerra. Essas armas são utilizadas nas guerras mais violentas do mundo contemporâneo, como da Síria e Iêmen. Identificar rotas e responsáveis pela chegada dessas armas ao Rio é o próximo passo para enfraquecer o poder bélico das organizações criminosas. O narcoterrorismo se combate com inteligência, integração e ação coordenada, mas também com atuações ostensivas – disse Curi. O delegado Vinícius Domingos, da CFAE, explicou que muitas armas trazem inscrições e símbolos de quadrilhas de outros estados. – Nas gravações e inscrições, encontramos referências a grupos como a Tropa do Lampião, formada por criminosos vindos do Nordeste e associados ao Comando Vermelho. É uma evidência da expansão da facção para outras regiões do país – destacou Domingos. Os fuzis apreendidos estão sob perícia. A Polícia Civil também compartilhará dados com o Exército Brasileiro para rastrear a origem de armamentos desviados. FONTE: Governo do RJ

Como se estrutura o Comando Vermelho em muitos estados brasileiros

A organização criminosa Comando Vermelho (CV) foi criada em 1979 no Instituto Penal Cândido Mendes (conhecido como “Caldeirão do Diabo”), em Ilha Grande/RJ 3 , sendo denominada inicialmente como Falange Vermelha. No início, a principal atividade ilícita realizada era o tráfico de drogas, especialmente de “cocaína”, no Município do Rio de Janeiro/RJ, Estado em que se encontra até hoje seu “quartel general” e alguns membros da alta cúpula do grupo criminoso. Em síntese, pelo que já se verificou das experiências anteriores de combate ao Comando Vermelho em outros Estados brasileiros, sua estrutura hierárquica tem molde piramidal, sendo todas as atividades e ações deliberadas e autorizadas por um colegiado denominado “Comselho dos 13” (assembleia composta por membros que exercem funções de liderança na organização criminosa, referenciados como 01 ou Presidente, 02 ou Vice-presidente, 03 ou porta-voz, 04 ou tesoureiro, além de outras funções intermediárias), que objetiva o controle do quantitativo de seus membros, a determinação das atividades ilícitas a serem praticadas em prol do fortalecimento bélico e financeiro da organização criminosa (tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, roubos, sequestros, dentre outros) e o planejamento de ações criminosas contra a integridade física de agentes públicos e ataques aos órgãos de segurança pública. A estrutura organizacional do Comando Vermelho (CV) se dá em frentes distintas, sendo a primeira delas o setor do “Progresso, responsável por fomentar a parte financeira da malta, a começar pelo tráfico de drogas, que seus membros comercializam no interior dos presídios e pela traficância nas chamadas “lojinhas” (bocas de fumo pelas quais inclusive os integrantes da alta cúpula recebem aluguéis) de propriedade da organização criminosa. Outra captação ilícita de recursos se dá através da prática de crimes patrimoniais, especialmente roubos contra agências e caixas eletrônicos bancários, sendo que, para tanto, os criminosos se utilizam de equipamentos sofisticados e de alto impacto. Ainda, outra forma de angariar recursos financeiros é através do pagamento de uma taxa mensal por cada integrante do grupo, mensalidade essa chamada de “camisa”. Outro quadro distinto na estrutura organizacional é o setor do “Paiol”, responsável por uma atuação ininterrupta no comércio ilegal de armas de fogo ( pistolas, fuzis, escopetas etc.) e artefatos bélicos (coletes à prova de balas, granadas, explosivos, metralhadora antiaéreas etc. ). Nesse ponto, é importante ressaltar que alguns destes materiais bélicos são utilizados somente em situações de guerra devido ao alto grau de destruição que possuem. Outro fato que não passa despercebido é que os integrantes alocados neste setor também ficam responsáveis pela salvaguarda dos materiais bélicos e pela distribuição dentre seus membros quando determinados a cumprirem execuções e confrontarem membros de facções criminosas consideradas inimigas, sendo a mais conhecida o PCC (Primeiro Comando da Capital), com quem há muito travam uma guerra objetivando o monopólio territorial, especialmente do tráfico de drogas. Ainda sobre os armamentos em poder do Comando Vermelho, eles também são utilizados para afrontar ações praticadas pelos órgãos de segurança pública, bem como para engendrarem atentados contra a vida de Magistrados, Promotores de Justiça e agentes de segurança pública. Prosseguindo, também se noticia a existência do setor da “Disciplina”, que acumula a incumbência de controlar de ações praticadas por seus membros e de realizar o julgamento e atribuir possíveis punições contra aqueles que praticarem ações não contempladas em seu próprio “estatuto”. Mais, o quadro tem a finalidade de monitorar e exterminar membros de facções criminosas consideradas rivais, além de realizar o monitoramento, planejamento e execução de ações atentatórias contra membros do Poder Judiciário, Ministério Público e agentes públicos. Fato é que a organização criminosa Comando Vermelho (CV) expandiu seus tentáculos e estabeleceu bases territoriais em diversos Estados da Federação, implantando sua estrutura organizacional e hierárquica, o que fez com que seus líderes passassem a exercer grande influência negativa perante outros membros e novos indivíduos cooptados a ingressar na aludida facção, desencadeando ações para fomentar a estrutura bélica e o setor financeiro do grupo criminoso. É importante ressaltar que atualmente, além do Rio de Janeiro, os Estados com a dominância de ações criminosas praticadas pelo Comando Vermelho estão localizados nas regiões Norte (Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Amazonas), Nordeste (Alagoas e Ceará) e Centro-Oeste (Distrito Federal, Tocantins e Mato Grosso),, entre outros estados. Outro fato que chama a atenção é o poderio financeiro e bélico da organização criminosa em testilha, evidenciado através das ações desencadeadas pelos órgãos de segurança pública Federal e Estadual no combate ao tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo, com apreensões de vultosas quantias de drogas, inúmeras armas de fogo e artefatos bélicos (a exemplo: a apreensão de pistolas banhadas a ouro com as iniciais CV 5 , apreensões feitas pelas Forças de Segurança Estadual 6 e apreensões em outros estados brasileiros 7 ). FONTE: TJ-MS

115 dos 117 suspeitos mortos na megaoperaçâo foram identificados. Mais da metade eram de outros estados

Após o trabalho completo de identificação dos mortos na Operação Contenção, de terça-feira (28/10), o Governo do estado do Rio, por meio da Polícia Civil, divulgou, na noite deste domingo (02/11), sem contar os quatro policiais, o perfil de 115 dos 117 mortos de uma das mais complexas ações de combate ao crime organizado do estado. A lista revela quem são os criminosos que resistiram às forças policiais e foram neutralizados. Mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de fora do estado. Apenas dois laudos resultaram em perícias inconclusivas. O trabalho de inteligência desenvolvido pela cúpula de Segurança Pública do estado identificou que 59 tinham mandados de prisão pendentes, pelo menos 97 apresentavam históricos criminais relevantes e, dos 17 que não apresentaram histórico criminal, 12 apresentaram indícios de participação no tráfico em suas redes sociais. A lista mostra, ainda, que 62 neutralizados são naturais de outros estados – mais da metade. Até o momento, 19 do Pará, 9 do Amazonas, 12 da Bahia, 4 do Ceará, 2 da Paraíba, 1 do Maranhão, 9 de Goiás, 1 do Mato Grosso, 3 do Espírito Santo, 1 de São Paulo e 1 do Distrito Federal. O relatório indica que, no Rio de Janeiro, há chefes de organizações criminosas de 11 estados da federação, de quatro das cinco regiões do país.A apuração concluída é o verdadeiro retrato do cenário que eu venho insistentemente falando. Foi um duro golpe na criminalidade. Entre os que morreram ao reagir à ação das forças policiais, havia diversos líderes criminosos. Inclusive de outros estados, como chefes do tráfico do Espírito Santo, Amazonas, Bahia e Goiás. Se não tiver uma integração efetiva de poderes e demais entes, sob a ótica e apoio federal, vamos vencer batalhas, mas não a guerra. Conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e enfrentar criminosos de alta periculosidade depende de ações unificadas e inteligentes. É o início de um grande processo no Brasil – disse o governador Cláudio CaCastro.l De acordo com o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, essa lista não encerra o trabalho de investigação e todos os resultados estão sendo documentados para garantir a transparência e legalidade da operação. Os relatórios estão sendo confeccionados e serão entregues aos órgãos competentes.Essa mínima fração de narcoterroristas neutralizados que não possuíam anotações criminais, nem imagens em redes sociais portando armas ou demonstrando vínculo com facções criminosas não significa nada. Se eles não tivessem reagido à abordagem dos policiais, teriam sido presos em flagrante pelo porte de fuzis, granadas e artefatos explosivos, por tentativa de homicídio contra os agentes de segurança e também pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Portanto, são narcoterroristas que saíram do anonimato. O secretário de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes, ressaltou que os confrontos ocorreram com criminosos que reagiram à ação policial.Uma estratégia fundamental adotada pelas forças de segurança foi empurrar os bandidos para uma área de mata fora da área habitada, no alto do morro, preservando a segurança da população. Foi lá onde se deram os maiores embates. E quem estava na mata, estava em confronto com a polícia – relembrou Menezes. FONTE: PCERJ

Como o Comando Vermelho expandiu para a Grande Jacarepaguá

A expansão do Comando Vermelho na região da grande Jacarepaguá, verificou-se tal fato se intensificando de alguns anos para cá, objetivando uma aglomeração de comunidades dominada por tal facção criminosa, voltada não somente para tráfico de drogas, mas também para roubo e desmanche de automóveis, e outros crimes correlatos. Numa primeira investida do Comando Vermelho na região, comandada pelasprincipais lideranças estabelecidas no Complexo da Penha, tem-se que a área dos “APs da CDD” foi usada como uma base, pois é uma localidade historicamente dominada por tal facção criminosa, sem históricos de confrontos com outros grupos criminosos. Uma vez estabelecido na Gardênia Azul, o Comando Vermelho começou um processo de expansão para as demais comunidades ao redor. As primeiras investidas foram na região do Anil, principalmente na Região pela Estrada de Jacarepaguá e pelos fundos da comunidade da Gardênia, pela região de mata e água. Ressalta-se que, seguindo pela Estrada de Jacarepaguá (Av. Engenheiro Souza Filho/ Estrada do Itanhangá) também há acesso às comunidades do Rio das Pedras, Muzema, Tijuquinha, Vila da Paz e Morro do Banco. Atualmente, exceto Rio das Pedras, ainda dominada pela facção criminosa milícia, atualmente todas essas comunidades se encontram ocupadas pelo Comando Vermelho, contudo, ainda em conflito com a milícia, que tenta retomar tais áreas. outro lado, a comunidade da Cidade de Deus (CDD), através da Estrada dos Bandeirantes, dá acesso à comunidade do César Maia (Fontela), Cascatinha e Pombo Sem Asa, na região das Vargens (Vargem Pequena e Vargem Grande), regiões historicamente sem influência de grupos criminosos, mas que nos últimos anos vem sofrendo com a atuação de milícias e da facção TCP, e mais recentemente com o Comando Vermelho, que inclusive já se estabeleceu na comunidade César Maia. Quase todas as comunidades na zona oeste acima apontadas eram até 2022 ou 2023 dominadas pela facção criminosa milícia. Todavia, usando como base de comando e até mesmo operacional o Complexo da Penha, o Comando Vermelho vem empregando forte expansão, à custa de dezenas de vidas perdidas anualmente. Essa contextualização, além do notório dinheiro arrecadado com o tráfico de drogas e atividades correlatas, como roubo de automóveis e de carga, colocam os principais traficantes do Complexo da Penha, e seus fortemente armados e leiais soldados, como de altíssima periculosidade. A investigação mediante a obtenção de centenas de arquivos de mensagens (texto e áudio), fotografas e filmagens vinda da telemática de alguns dos denunciados e de seus comparsas, permite a esse MM Juízo visualizar a ostensividade do arsenal de guerra do Comando Vermelho no Complexo da Penha e regiões, como também permite nitidamente se perceber uma inegável estrutura hierárquica de comando imposta pela facção criminosa. Os bandidos possuem atuação de alta ou média hierarquia na cadeia de organização criminosa do Comando Vermelho, ou então são soldados do tráfico de drogas, dispostos a matar ou morrer em nome do predomínio de tal facção criminosa na região do complexo da Penha e arredores. Atualmente, é certo que o Comando Vermelho se espalha por toda a região da grande Jacarepaguá e arredores, avançando violentamente em áreas então dominadas pela milícia, ocupando comunidades na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Itanhangá e Vargens, em nome de interesse de formar o hoje informalmente denominado “complexo de Jacarepaguá”. As lideranças do Complexo da Penha estimulam essa expansão assaz violenta, que ceifa a vida de dezenas de pessoas anualmente, colocando em pânico regiões outrora relativamente mais tranquilas no Rio de Janeiro. As mortes na Grande Jacarepaguá mais que dobraram com a guerra entre tráfico e milícia, cabendo ressaltar que em dois anos foram 684 (seiscentos e oitenta e quatro) homicídios contabilizados na região. O Complexo da Penha, por conta de diversos fatores, como a dificuldade de realização exitosa de operações policiais ao longo dos anos, acabou se tornando um esconderijo fortificado de traficantes fluminenses e até mesmo de outros entes federativos, um verdadeiro “bunker” do Comando Vermelho FONTE: TJ-RJ

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