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Comando Vermelho

Investigação revela hierarquia e funcionamento do tráfico no Parque União (CV), na Maré, que é chamado de ‘gestão inteligente’ pelo fato de o chefão nunca ter sido preso

Investigação revela a hierarquia e como funciona o tráfico na Favela Parque União, no Complexo da Maré, dominada pelo Comando Vermelho. O chefão, como todo mundo sabe, é Alvarenga, denominou sua gestão a frente da favela como ‘Gestão Inteligente’, em razão de nunca ter sido capturado pelas forças do Estado durante toda sua jornada criminosa que já perdura por mais de uma década. Seus principais homens de confiança são os vulgos Naldo, Zé Louco e Carlão dedicados integralmente à manutenção e o bom andamento do tráfico de entorpecentes no Parque União. Ele contava também com Ninho para atuar no roubo de cargas. O roubo de cargas é uma atividade que é explorada pelos traficantes do Parque União uma vez que a posição geográfica da comunidade favorece esse tipo de crime por ser localizada às margens da Avenida Brasil e Próximo à Av. Washington Luís e da Via Dutra, sendo um local que pode ser considerado de fácil acesso para quem vem dessas famosas vias pelas quais circulam diariamente milhões de reais em mercadorias em veículos de carga. Ninho é um dos maiores ladões de carga da atualidade e encontrava-se homiziado no Parque União, uma vez que sabe estar cercado de homens fortemente armados e que nessa comunidade pode circular livremente pois destina parte do que subtrai para que “Alvarenga” dê o aval de sua permanência na comunidade,. GB e Tubinha, que foram presos, atuavam como seguranças armados das bocas de fumo e como uma contenção armada para deter o acesso das forças do Estado bem como o acesso de facções rivais na comunidade. Tubinha disse quea ordem dada pelo” chefe do tráfico “é para evitar atirar na polícia, mas caso seja preciso defender as cargas da boca de fumo ou alguém que tenha status de chefe, os atividades devem ser o primeiro contato e possuem liberdade para atirar o quanto for necessário para conter a entrada das forças policiais e dos inimigos. Tubinha disse que exercia a atividade em regime de plantão sendo 12h de trabalho e 12h de descanso, recebendo por isso a quantia de R$ 400,00 (quatrocentos reais) por semana. A arma normalmente deve ser usada para revidar ataques de facções rivais. Disse que o gerente da comunidade era Mário Bigode, que foi morto e após seu falecimentonão foi colocado outro” frente. Falou que não presta contas por não trabalhar com dinheiro, mas o fuzil que estava no dia da prisão é da atividade, ou seja, quando a pessoa assume o plantão, deixa o fuzil para o próximo que vai assumir o plantão. Contou ainda que no Parque União só há três bocas de fumo, sendo na Rua Ary Leão, Darcy Vargas e Roberto Silveira mas não soube dizer quanto cada uma fatura. Falou ainda que sempre sai da favela em operações. Alvarenga lucra demasiadamente com a venda de entorpecentes além de outras práticas criminosas que são viabilizadas por exercer o comando e domínio territorial naquela parte do conjunto de favelas da Maré. Para a manutenção do seu domínio, Alvarenga conta com um arsenal de armas de grosso calibre a fim de impedir o ingresso de forças do Estado e eventuais ataques de outras facções, frisando a iminência de conflito em razão de outra parte do conjunto de favelas da maré ser dominado pela facção TCP. Entre as atividades que geram receita para Alvarenga e mantém seu domínio está o depósito de drogas que chegam através da Av. Brasil e depois são distribuídas a outras comunidades da mesma facção, a receptação de cargas roubadas, o abrigo de outros traficantes foragidos de outros Estados e até do próprio Rio de Janeiro. Alvarenga necessita de homens de confiança que são escalonados de maneira hierárquica a fim de que possam gerir cada um o seu campo de atuação determinado pelo líder O tráfico local obstrui vias públicas com barricadas e impõe resistência fortemente armada com trincheiras e seteiras distribuídas em pontos estratégicos da comunidade para impedir o acesso às forças policiais do Estado e em razão disso, há a imperiosa necessidade de atuação especializada em progressão e confronto armado FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site Jusbrasil

Relatório da Polícia Civil aponta como era formada a quadrilha do traficante Corolla de Manguinhos (CV), preso recentemente

  Investigação revela como era formada a quadrilha do traficante Corolla ou Chacota, que chegou a comandar o Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Corolla foi preso recentemente.  Ele é um dos suspeitos de envolvimento na morte do Soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Daniel Henrique Mariotti, de 30 anos, em janeiro de 2019.  Em desfavor de dele haviam  40 anotações criminais, dentre elas os delitos de roubo majorado, homicídio e associação para o tráfico de drogas.  Ainda contra o bandido foram encontrados 48 registros de ocorrência, dos quais versam como autor.  Constam ainda 09 mandados de prisão pendentes em desfavor do criminoso. Abaixo dele estava Big Big ou Magrinho. Ele tornou-se o “frente” do tráfico de drogas na Comunidade do Mandela, Complexo de Manguinhos, após a morte do irmão, o traficante Diogo de Souza Feitoza, o DG, ocorrida em 2013.  Possui 15 anotações criminais pelos delitos de tráfico de drogas, quadrilha ou bando. Foram encontrados 22 registros de ocorrência contra ele.  Não possui mandado de prisão pendente, ingressou no sistema penitenciário em 2012, posto em liberdade em 2016.  Desde então, atua diretamente no tráfico de drogas na comunidade de Manguinhos, sendo braço direito de Corolla. C Big Big não costuma ficar no Mandela. Ele dá as ordens e receber o dinheiro da venda das drogas de dentro da Comunidade Nova Holanda”… A investigação citou também o traficante Fabinho São João que, segundo relatos, teria deixado o crime. Ele possui 51 anotações criminais por homicídio, homicídio qualificado, organização criminosa e tráfico de drogas.  Foi preso em 2019, mas está em liberdade condicional desde 19/11/2021. Segundo relatório, ele era um dos braços de Corolla. Tem ainda o bandido vulgo Quinze, apontado como gerente do tráfico na CCPL.  Possui seis anotações criminais por tráfico, roubo qualificado e associação; consta como autor em 14 registros de ocorrência. Possui dois Mandados de Prisão pendentes.  Segundo o relatório, todos os indivíduos elencados acima são criminosos contumazes, com área de atuação e poder de mando no Complexo de Manguinhos. Os investigados eram integrantes do tráfico ilícito de drogas da Comunidade de Manguinhos, sendo certo que tal prática típica contra o patrimônio, neste caso, roubo de carga, são perpetrados a fim de financiar a atividade criminosa.  Com esse propósito os membros da organização criminosa roubam os produtos para fins de subsequente comercialização ilícita, realizada pelos próprios ou para abastecimento de receptadores de cargas roubadas. Impende frisar, ainda, que o transbordo de cargas roubadas na localidade em questão, não ocorre sem a anuência dos traficantes locais, sendo certo que as mercadorias subtraídas servem como custeio, ainda que parcial, das despesas necessárias ao incremento das atividades de mercancia ilícita de drogas, praticadas pelos integrantes da facção criminosa que atuam nessa localidade.  FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Justiça aponta envolvidos em guerra constante entre Chapadão (CV) e Pedreira (TCP)

Investigações apontam os envolvidos na sangrenta guerra entre os complexos da Pedreira (TCP) e do Chapadão (CV), em Costa Barros. Segundo a polícia, o traficante Carlos José da Silva Fernandes, o Arafat, apesar de preso desde 2016, continua como chefe de várias comunidades de Costa Barros como B13, Chaves e Terra Nostra, pertencente a facção criminosa Terceiro Comando Puro. O traficante Anderson Hilário Vicente, o Dinho, é seu braço direito e responsável por executar as suas ordens.” Os frentes no vizinho Complexo do Chapadão (CV) são Pará da Xica, 2D e Feijão, todos vinculados ao Comando Vermelho. Feijão é apadrinhado de Nando Bacalhau e seu o homem de confiança deste, responsável pelo Chapadão; Além destes, tem ainda o gerente do Gogó da Ema, vulgo HG. Nando Bacalhau, atualmente preso, continua sendo o dono das bocas de fumo do Chapadão Segundo uma testemunha, os ataques entre as facções rivais ocorrem constantemente Tais invasões ao Chapadão contam com a participação de diversos traficantes provenientes do Complexo da Pedreira; Por conta da proximidade a maioria deles vêm da Comunidade Terra Nostra e B13; O bandido vulgo Sego, que é gerente e frente do B13 e quem possui o maior controle das invasões; O frente das comunidades da Pedreira e da Quitanda é o traficante Raro, também preso. . A testemunha revelou que os “frentes” das comunidades não permitem que crimes patrimoniais aconteçam no seu interior, bem como no entorno, acrescenta que os crimes de homicídios nas comunidades do Chapadão e demais só acontece por ordem dos “frentes”, ressaltando inclusive que por chamada de vídeo o vulgo “Nando Bacalhau” já determinou a sentença de morte de vários indivíduos; fONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Leia com detalhes como age a quadrilha de ladrões de veículos e cargas baseada nas favelas Nova Holanda e Parque União, na Maré, todas do CV

Investigações comprovam que o Parque União e Nova Holanda, no interior do Complexo da Maré, dominadas pela facção “CV – Comando Vermelho”, funcionam como um grande centro de recebimento de veículos roubados/furtados.  O Complexo da Maré é o local de onde os bandidos saem para cometer os crimes, bem como o local para onde os veículos subtraídos são levados e, eventualmente, recuperados.  As lideranças destas comunidades, além de exercer as atividades tipicamente ligadas ao tráfico de drogas, também passaram a explorar outras formas de lucro, mormente o roubo de veículos e cargas, como forma de seu financiamento e sustento.  Os chefões que atuam na região determinam aos sujeitos que se encontram em posições mais baixas da hierarquia que estes vão para a rua e roubem determinado número de veículos ou cargas.  Após os roubos, os indivíduos retornam para a comunidade, local onde, com calma, podem usufruir dos bens roubados, seja lucrando diretamente com a venda da carga ou o desmanche de veículos, seja com a cobrança de “resgate” das seguradoras, etc. Os anos de 2022 e 2023 apresentaram números exorbitantes de roubos de cargas, roubos de veículos e roubos a transeuntes relacionados com a facção criminosa que exerce o comando territorial da comunidade do Complexo da Maré.  As investigações demonstraram que os roubos, quando não acontecem na área, acontecem em áreas próximas com o objetivo de que as cargas, carros e demais produtos roubados sejam levados para o interior do Complexo OS PRINCIPAIS AUTORES SÃO A) Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga – Apontado como criminoso de altissima periculosidade, considerado como o dono do Parque União. Possui 40 anotações criminais e 8 mandados de prisão, sendo o autor ou suspeitos de diversos crimes, entre eles: homicídios, associação criminosa, roubos, tráfico de drogas e associação para o tráfico.  B) Rodrigo da SIlva Caetano, o Motoboy – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos donos da Nova Holanda, do Complexo da Maré. Possui 94 anotações criminais, entre homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubos, além de possuir 12 mandados de prisão pendentes.  C) Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos donos da Nova Holanda, do Complexo da Maré, juntamente com Motoboy. Possui 57 anotações criminais, entre homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubos de cargas.  D) Felipe Ferreira dos Santos, o Jackcargas – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos responsáveis dos roubos de cargas e veículos. Possui 31 anotações criminais, entre homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  E) João Pereira de Araújo Júnior , vulgos Russo ou Russão – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos responsaveis pelos roubos de cargas e veículos, juntamente com JackCargas. Possui 24 anotações criminais, entre vários homicídios, roubos de cargas e veículos, homicídio, associação criminosa e organização criminosa. Possui 2 mandados de prisão pendentes.   F) Alex dos Snatos Souza Borges, o Pit – Criminoso apontado como um dos roubadores da comunidade e do bonde do JackCargas. Possui 2 anotações criminais sendo de roubo e receptação, além de possuir 2 mandados de prisão pendentes.  G) Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D – Criminoso apontado como um dos roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 35 anotações criminais sendo de roubo e receptação, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  H) Rodrigo Correia Martins Resende, o Loirinho – Criminoso apontado como um dos maiores roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 26 anotações criminais sendo entre homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, receptação, posse ou porte de arma de fogo, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 12 mandado de prisão pendente.  I) Luiz Felipe Medeiros Lage, o Filipinho – Criminoso apontado como um dos maiores roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 23 anotações criminais sendo entre homicídios, associação criminosa, receptação, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  Um ladrão de carga relatou que usava  um “Jammer” (grande inibidor de sinal GPS). Disse que, em janeiro, foi chamado por roubadores de cargas e veículos  da Comunidade do Parque União e  Nova Holanda, para roubar uma carga de óleo. Segundo ele, tudo o que acontece na comunidade da Nova Holanda e Parque União passa pelo aval desses dois elementos (Alvarenga e Motoboy); Que todo o armamento utilizado no tráfico de drogas e roubos são fornecidos por esses dois donos;  Que no interior dessas comunidades existem revólveres, pistolas, fuzis e granadas;  Disse que os elementos que compõem o principal grupo de roubadores dessas comunidades é liderado por Jackcargas, tendo como integrantes Dentinho, Horeste, Bel, Cocada, Loirinho, Rato, Russo e 2D. Que todos esses roubadores são ladrões antigos na comunidade, com várias passagens; Que eles faziam parte do bonde do LeoGTA, que se encontra preso atualmente; Que Loirinho é o responsável pela clonagem de todo os veículos das comunidades; Que Russo possui uma pizzaria na comunidade;   Que esse grupo de roubadores, quando vão para a rua roubar cargas e veículos,  sempre utilizam carros blindados, fuzis, pistolas, roupas táticas, coletes e toucas ninjas; Que são utilizados vários veículos para os roubos, dentre eles  SW4, sendo dois blindadas e uma normal, Jeep Compass cinza, Toyota corola, um Toyota Corola Tcross, fiat argo para bater pista, HB20 branco;  Disse que um dos SW4 preto foi utilizado no  roubo de dois veículos que estavam em um caminhão cegonha, próximo da comunidade em Bonsucesso; Que o declarante afirma que toda a carga e  veículos roubados são colocados dentro do galpão desativado de uma empresa de ônibus, onde são desmanchados. Nas comunidades também são aceitos carros roubados em outras localidades e por outros roubadores de fora da comunidades, onde são pagos em dinheiro, geralmente em até 10% do valor do carro ou por troca de drogas; Que os roubos de cargas que foram

Investigação revela hierarquia do tráfico em favela de Belford Roxo que é comandada por filho de lendário Orlando Jogador

Investigação revela a atuação da facção criminosa Comando Vermelho na comunidade da Caixa D´Água, em Belford Roxo. Segundo os dados de inteligência, as lideranças que estão no topo da hierarquia do CV na localidade seriam pertencentes ao bandido conhecido como “Doca” ou “Urso”, sendo certo que ele fica no Complexo do Alemão e que abaixo de dele, na hierarquia quem também exerce liderança é o indivíduo conhecido como “Soró”. Outra liderança forte do CV é fruto do comando dos herdeiros do lendário traficante Orlando Jogador representando, atualmente por seu filho vulgo Popeye. Ele é o líder do CV na Caixa D´Agua é quem autoriza e comanda todas as atividades e empreitadas criminosas feitas pelos seus subalternos do crime. Na sequência da hierarquia do grupo de Popeye está o vulgo Dudu preso recentemente em abril de 2023. Em busca nas redes sociais foi possível identificar diversos perfis ligados ao tráfico da Caixa DÁgua e à facção CV. Vale salientar que todos os criminosos relacionados possuem em seus perfis postagens que os vinculam ao tráfico de drogas local, seja compartilhando fotografias portando armas de fogo, seja de substâncias que divulgam como material entorpecente, além também de publicações onde enaltecem traficantes locais. É sabido que esses perfis servem como forma de demonstração de poder, bem como demonstram grande afronta ao Estado, mais especificamente à Segurança Pública. Após longa pesquisa, foram selecionadas fotografias nitidas de rosto de cada nacional que possuía postagem onde demonstrassem seu envolvimento com o tráfico local, sendo tal demonstração através de fotografias portando arma de fogo, rádios transmissores e/ou grande quantidade de material assemelhado a drogas. Tal material foi enviado ao Instituto de Identificação Félix Pacheco, para que fosse realizado o Exame de Análise Morfológica Facial, Foram identificados outros bandidos como Arroz, Douglas, Marlon, Rafael, André Marcos e Matheus FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jusbrasil

Veja detalhes da investigação que apontou lavagem de dinheiro do CV entre o Rio e Amazonas. Chefão do crime no Norte do país se esconde na Nova Holanda

A investigação da Polícia Civil que resultou na deflagração ontem de uma operação contra a a lavagem de dinheiro da facção crminosa Comando Vermelho aponta que o dinheiro obtido com o tráfico da organização” no Rio de Janeiro seria lavado por intermédio de depósitos bancários em favor de contas tituladas por pessoas jurídicas localizadas em regiões de fronteira do Estado do Amazonas. As pessoas jurídicas beneficiadas seriam fictícias ou reais, mas que emprestariam suas contas para a passagem do dinheiro sujo, valor dissociado de sua atividade-fim, de forma a ocultar sua origem. Os traficantes Mano Kaio e Silvinho seriam líderes do Comando Vermelho do Amazonas no Rio de Janeiro. Rafael, Manoel, Ednelson, Felipe e Luciana seriam traficantes colaboradores depositantes dos valores oriundos do tráfico. Antônio, Raimundo, Alcides, André Luiz, Andre Luis, Maria de Fátima, Antônio Carlos, Patrick, Francisco, Simone, Valmir, Tatiane e Kássia seriam donos ou gestores das empresas destinatárias dos depósitos. Pablo e Flor seriam destinatários finais dos valores. Joseane, Maria do Socorro e Lilian seriam familiares colaboradores ou “laranjas”. Mano Kaio seria fugitivo da Justiça do Estado do Amazonas e estaria escondido na Comunidade “Nova Holanda”, aderindo ao tráfico local.Teria se utilizado de terceiros para a dissimulação da origem do dinheiro oriundo do tráfico. Sua participação e liderança estão indiciadas pela quebra telemática retratada, exemplificativamente, com fotografias indicando que ele seria líder do tráfico armado local. A quebra telemática de sua companheira teria revelado movimentação de altas quantias, além de fotografias que indiciam o papel de liderança de Kaio no tráfico e o elo do casal nas atividades. Dados retratados às da denúncia indiciam a complexidade das operações realizadas por ambos Silvinho também usaria terceiros para a prática do crime de lavagem. Rafael seria outro intermediário nos depósitos dos valores, tendo, em tese, adquirido veículos em valores muito acima de sua capacidade financeira. Há planilhas de transações financeiras indicando movimentações suspeitas de vultosas quantias. Ednelson também teria realizado inúmeros depósitos em prol de pessoas jurídicas e outras contas vinculadas aos envolvidos. As transações dele foram superiores a R$ 170.000. A empresa de Alcides recebido depósitos em valores superiores a R$ 640.000,00 de traficantes. Os dois Andrés (um deles policial) atuariam igualmente, como gestores de empresas destinatárias de depósitos oriundos do tráfico, cobrando uma taxa de 2% por essa atividade, dividida entre os dois. Luciana teria sido responsável por 10 (dez) depósitos em espécie oriundos de Rafael e Ednelson. Patrick seria responsável por empresa sediada em Cascavel/PR, destinatária de depósitos realizados por traficantes fluminenses. Simone utilizava de empresa de colchões, também com sede em Cascavel/PR, para fazer movimentações bancárias atípicas. Os depósitos em espécie na empresa gerida por Pablo chegariam a valores superiores a R$ 2.724.000,00. Kássia teria, inclusive, emprestado seu nome para que ele comprasse motocicleta, Joseane, companheira de Mano Kaio, auxiliaria na transmissão de ordens de seu marido, bem como especificaria as contas participantes do esquema de lavagem, contando com transações financeiras atípicas A empresa de Antônio e Maria do Socorro teria movimentado, em cinco meses, valores superiores a R$ 3.000.000,00. Dibh seria depositante de valores, tendo realizado ao menos dois depósitos em espécie em prol de pessoas jurídicas implicadas, em tese, no esquema criminoso. A investigação aponta indícios da prática de graves crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, tendo como crimes antecedentes o tráfico interestadual de drogas e sua associação. A apuração aponta para mais de 20 envolvidos e uma complexidade do esquema de lavagem de dinheiro com múltiplas transações financeiras, envolvendo cifras milionárias, utilização de várias pessoas jurídicas distintas, em diversos estados federados, como Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Amazonas, além do envolvimento de cidadãos estrangeiros e líderes do tráfico com atuação nacional (ao menos nas regiões sudeste, sul e norte) FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro e Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Relatório do caso Marielle cita estudo que denuncia que PMs faziam operações em favelas para abrir caminho para a ocupação do TCP e da milícia. Moradores denunciaram que eram abordados por policiais para saber qual facção eles apoiavam e quem declarasse CV eram entregues para ser mortos

No relatório sobre a investigação sobre o caso Marielle Franco, a Justiça cita um trecho do estudo “Expansão das Milícia” feito pelo GENI/UFF que cita existência de denúncias de que policiais estariam realizando operações a fim de abrir caminho para a ocupação de territórios pelas milícias e pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Relatam as denúncias que, em alguns territórios, o TCP teria se aliado a milícias para conquistar territórios para a venda dedrogas com a ajuda da polícia. Segundo alguns relatos encontrados, num território em disputa entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro, agentes policiais estariam abordando os moradores que transitavam na localidade para os interrogar sobre qual facção eles apoiavam e entregando aos criminosos do TCP, para serem executados, aqueles que declarassem apoio ao CV. Houve um relato de relato de parceria entre milícia e Polícia Militar para a ocupação de um condomínio do Programa Minha Casa, MinhaVida que ilustraria perfeitamente esse tipo de favorecimento político-coercitivo e sua indissociabilidade com os processos de formação das bases econômicas para a reprodução das milícias Em uma unidade na zona oeste da cidade, a milícia passou a dominar o conjunto do MCMV por conta de um cabo da PM que se tornou síndicoe tornou a milícia local um ente permanente da administração condominial. Segundo relatos, o policial expulsou diversos moradores, se apropriou dos apartamentos e os vendeu com “contratos de gaveta” providenciados pelos milicianos. Em uma outra unidade, após um um confronto com os membros do Comando Vermelho, os traficantes retomaram o território. No mês seguinte, algumas denúncias alertavam que os milicianos estavam recebendo suporte do BPM local, no intuito deexpulsar o Comando Vermelho da região. Segundo relatos, os policiais chegaram inclusive a transportar os milicianos para pontos estratégicos dentro dos veículos blindados do batalhão. Após nova expulsão dos traficantes, moradores denunciaram que os milicianos passaram a contar com o apoio direto dos policiais militares para realizar suas cobranças e que estes também mantiveram uma viatura da PM na portaria do condomínio em tempo Integral FONTE: Relatório da Polícia Federal no caso Marielle disponível no site do STF

Chefão da Cidade de Deus (CV) montou esquema de lavagem de dinheiro em estados fora do RJ onde ficou preso que tinha como laranjas até advogados de Fernandinho Beira Mar

Inquérito policial aponta para suposta prática de lavagem de dinheiro perpetrada pelos integrantes do Comando Vermelho, associação criminosa para o tráfico atuante na comunidade da Cidade de Deus. Foram apurados diversos atos cartorários realizados por Ederson José Gonçalves Leite, vulgo Sam, líder da facção na Cidade de Deus, e por seus procuradores e pessoas do seu relacionamento, nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Rondônia, locais em que o bandido esteve aprisionado em estabelecimentos federais. A partir disso elaborou-se relatório de análise de vínculos criminais, familiares, empresariais, imobiliários, procuratórios e de visitação penitenciária, no qual foi possível verificar o modus operandi da organização criminosa na ocultação e dissimulação de capitais provenientes do tráfico de drogas. Um homem nomeado procurador de Sam foi Sócio Administrador de de um posto de gasolina , cuja sociedade era composta por familiares, entre eles advogados do megatraficante Luiz Fernando da Costa, vulgo Fernandinho Beira-Mar e de Marcos Marinho dos Santos, vulgo Chapolin, também integrantes do Comando Vermelho. Sam nomeou uma mulher como sua procuradora para cuidar das questões envolvendo seu casamento e, por óbvio, as questões patrimoniais dele decorrente, apesar do bandido manter uma união estável com outra. Conforme resposta do 3º Serviço Notarial de Mato Grosso do Sul/Campo Grande, um cunhado de Sam. era sócio de uma empresa fornecedora de sinal de internet. Essa firma presta serviço de internet dentro da Comunidade dominada por Sam e seus comparsas, Verificou-se ainda que um sobrinho de Sam é ligado a uma empresa de comércio de alimentos (um açougue), que tinha um capital social de R$ 20,000,00. A empresa era de fachada para emissão de notas fiscais e movimentação financeira da quadrilha investigada, eis que sequer declarava qualquer transação, lucros e dividendos etc. A sociedade movimentou R$ 522.666,74 em transações financeiras com notas fiscais que alcançaram a soma de R$522.666,74. O relatório aponta ainda um imóvel na Taquara em nome de uma ex companheira de Sam, adquirido pelo valor de R$ 350.000,00. O A ex-mulher do criminoso ainda seria proprietária de um bar e restaurante, , com capital social de R$ 10,000,00. No mesmo endereço do imóvel funcionaria uma outra empresa. O local foi usado para dezenas de transações e aquisições de bens. Sam também adquiriu um imóvel em Senador Camará no valor de R$ 100 mil, colocado em nome de uma outra ex-mulher dele. A filha de Sam registrou ainda em nome de outras pessoas, um imóvel no Mato Grosso do Sul onde o traficante ficou preso. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação aponta parceria entre o CV do Rio e Amazonas no fornecimento de drogas no atacado e lavagem de dinheiro (tem até ex-prefeito envolvido). Bando movimentou R$ 30 milhões em dois anos. Polícia faz operação

Investigação revela parceria entre o Comando Vermelho do Rio com o do Amazonas para o fornecimento de drogas em atacado e lavagem de dinheiro. . Para esconder os recursos obtidos de forma ilícita, a quadrilha fazia pagamentos de forma pulverizada a diversas pessoas interpostas. Entre elas, um frigorífico no Amazonas, pertencente a um ex-prefeito de um município daquele estado, que teve o mandato cassado por abuso de poder econômico. Em um período de dois anos, o bando movimentou aproximadamente R$ 30 milhões de forma ilegal. A polícia tenta obter provas para realizar o confisco de bens móveis e imóveis relacionados às atividades de tráfico. Os agentes estão cumprindo 99 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Justiça, nos Estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais e Pará, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas identificadas como integrantes ou associados a um dos “braços operacionais e financeiros” do Comando Vermelho. Alguns desses mandados têm como alvo comunidades Fallet, Fogueteiro, além de endereços em bairros ricos da capital fluminense como Ipanema, Arpoador, Copacabana, Barra da Tijuca, Catete, Recreio; e áreas turísticas, como Cabo Frio e Búzios. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

DENÚNCIAS QUE CHEGARAM NA POLÍCIA TRAZ DETALHES SOBRE O FUNCIONAMENTO DO TRÁFICO NA VILA CRUZEIRO (CV): ESCONDERIJOS DE BANDIDOS, REGRAS PARA CAMPANHA POLÍTICA, INFLUÊNCIA NA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES, CEMITÉRIO CLANDESTINO, BARRICADAS, MATUTOS, BAILES FUNK, FEIRÃO DE DROGAS, INTERNET DO CRIME, DESRESPEITO A MORADORES, ENFERMARIA, BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS E COMUNIDADES, EXPULSÃO DE MORADORES, VENDA DE CARGAS ROUBADAS, ETC

A polícia do Rio recebeu nos últimos anos diversas denúncias sobre o tráfico na comunidade da Vila Cruzeiro, que compõe o Complexo da Penha. As denúncias mostram como funcionaria o crime em um dos quarteis generais da facção criminosa Comando Vermelho. Uma delas descreve a realização diária e em todos os horários, um feirão de drogas que ficam expostas em uma banca com os traficantes gritando e anunciando a venda de entorpecentes. Armados, os bandidos ameaçam e coagem moradores e param veículos que eles não conhecem. Tendo operação, eles fogem pulando muros e lajes das casas. A venda de drogas ocorreria, por exemplo, próximo da antiga base da UPP Parque Proletário, os bandidos usando pistolas e fuzis traficam crack, maconha, cocaína e loló, incluindo menores de idade. Há informes de barricadas de concreto, latões de lixo e ferros por várias vias. O chefão do tráfico local, vulgo Doca ou Urso, só costuma ser visto aos finais de semana quando ocorre o famoso Baile da Gaiola.Um de seus esconderijos era uma casa branca, cercada por vários bandidos armados. Um outro é um imóvel de dois andares com portão e grades pretos onde haveria uma lona de piscina pendurada para dificultar a visão para dentro. Outro líder do crime na favela, Pedro Bala, costumava se esconder na residência da namorada que fica rodeada de seus seguranças armados.Vários traficantes de outras localidades dominadas pelo CV buscam refúgio na Penha como DT, que comanda a Kelsons, que também fica na Penha, e Faustão, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Informações de que bandidos do Jacarezinho e do Complexo da Maré também circulam pelo local. Outro que tinha esconderijo na Vila Cruzeiro era o falecido Piranha do Castelar, em Belford Roxo, que ficava em um prédio de três andares com 15 comparsas armados com fuzis e granadas. O bandido tinha um comércio de quentinhas na favela usado para lavar o dinheiro do tráfico. Criminosos de outros estados também escolheram a Vila Cruzeiro para se esconder. Um deles era oriundo de Manaus que ganhou queima de fogos e baile funk pelo seu aniversário. Quem também andou por lá foi o criminoso capixaba Marujo. Ele possuía vários veículos e vinha semanalmente ao Rio buscar armamentos e drogas. O transporte era feito por Uber. Marujo era matuto e atuava no envio de armas pesadas como fuzis, além de drogas em grande quantidade. Por ser da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), ele se aliou ao CV para atacar o PCC. Como forma de demonstração de poder, os bandidos da Vila Cruzeiro teriam expulsado o ponto final de duas linhas de ônibus para montar uma boca de fumo com menores armados e ainda instalou barricadas. Bailes funks são realizados com dezenas de criminosos armados com fuzis traficando drogas, inclusive lança perfume. Tem evento que começa no fim da noite e vai até as 10h e as vias ficam interditadas com barricadas. O som é altíssimo e as músicas fazem apologia ao crime e a sexo. Outro ponto de venda de drogas, traficantes armados e olheiros vigiando fica perto da estação do BRT e também próximo do Parque Shangai. Os traficantes da Vila Cruzeiro fazem uso de uma empresa de internet e TV a cabo clandestina e impõem esse serviço aos moradores.Os bandidos cortaram os cabos das operadoras legalizadas e impediam os funcionários de fazerem os reparos para que as pessoas usem o serviço clandestino deles. Criminosos baleados costumam ser atendidos na própria favela com auxílio de enfermeiras. Os locais ficam sob vigílias de olheiros armados com pistolas e munidos de radiotransmissores. Há traficantes que instalaram câmeras em suas moradias para monitorar quem entra e quem sai. Quem também estaria na Vila Cruzeiro é uma criminosa conhecida como ‘Princesinha do tráfico’, que era proprietária de uma loja de moda íntima. Ela seria cunhada do traficante DT da Kelsons. Haveria na localidade da Vacaria um cemitério clandestino do tráfico de drogas. Os criminosos da favela são suspeitos de diversos homicídios em que as vítimas são esquartejadas e têm os corpos incendiados. Entre as vítimas estavam três rapazes que foram até o local tentar resgatar um veículo. O traficante Doca aliciaria menores de 12 anos para entrar para o crime, segundo denúncias. Em uma verdadeira fortaleza, com muro de pedra e portão de chapa branca, vivia o contador da quadrilha, conhecido como Fred, que também atua como matuto (fornecedor) vendendo armas e munições importadas para diversas comunidades. O suspeito seria muito discreto no seu dia a dia. A mansão pertencia a um chefe do tráfico local que, após ser preso, migrou para a comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. Fred venderia munições oriundas do Paraguai para Rocinha, e localidades de Bangu, Niterói e São Gonçalo. Ele também faria encomendas de cargas de maconha e cocaína. Doca teria ordenado através de seu filho que apenas um candidato poderia fazer campanha política na comunidade. Quem descumpre a regra poderá sofrer punições severas. Os criminosos teriam executado um homem chamado Felipe que havia matado a facadas sua esposa Juliana. Os traficantes não têm nenhum respeito pelos moradores. Eles fazem o uso de drogas na frente de crianças e jogam a fumaça da maconha no rosto das pessoas. Há relatos de bandidos circulando de motos e carros roubados e de informes que poderão atacar as bases das UPPs. Denúncias apontam que, por ordem do tráfico, integrantes de uma mineradora estariam expulsando moradores de uma área particular com restrições ambientais. Os criminosos ameaçariam os proprietários e realugariam os imóveis para outras pessoas. Houve denúncia também que a associação de moradores local estava em conluio com os traficantes. O representante era braço direito de Doca e foi o bandido quem teria determinado sua eleição. Atua também no local um traficante que foi o responsável pelo sequestro e morte de um policial civil e de um bombeiro. Esse bandido, junto a um comparsa, vende gelo nos bailes funks e os comerciantes só podem comprar com eles. Esse criminoso ainda vende diplomas do ensino

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