Leia agora mais detalhes sobre o espancamento de dois homens ocorridos em 23 de maio na saída de uma boate na Lagoa, na Zona Sul do Rio, que terminou com a prisão de quatro suspeitos ontem. A testemunha S.S informou que a discussão teve início ainda dentro da boate e que ao chegarem no estacionamento, o carro do dos agressores estava de frente para o veículo da vítima e que neste momento, iniciou uma nova discussão, onde foi atacado, sendo derrubado, quando então viu a vítima sendo atingida na cabeça por um dos acusados. A vítima, por sua vez, afirmou que após ser abordado dentro da boate por Pedro Vasconcelos, observou que três pessoas que o acompanhavam, ficaram encarando-o com “cara de ódio” e que uma dessas pessoas, seria uma mulher, e, que mesmo após esperar um tempo desde a saída dos autores da boate, avistou que os denunciados estavam dentro do carro no estacionamento, quando então ouviu a moça gritar: “Ali o gorducho! pega ele! pega o gorducho! você não vai fazer nada não? pega o gorducho! mata o gorducho!”sendo após cercado pelos agressores que deram início as agressões. Declarou que o modelo Bruno Krupp proferiu também gritos de incentivo às agressões: “Mata ele! e os capetas! mata o gorducho! tem que matar! tem que matar! é os capeta! é os capeta! mata esse fdp!” tendo incentivado ativamente a prática de agressões e até da morte da vítima. Constou detalhada também a participação de João Gabriel Florêncio Alexandrino Fonseca ao tentar desferir chutes na cabeça de S especificando a autoridade policial que os agressores efetivamente derrubaram e golpearam a cabeça da vítima, já caída, com socos, chutes e pisões, sendo o indivíduo de blusa vermelha, Pedro Vasconcellos, que junto aos coautores,teria iniciado as agressões em uma proporção de quatro contra um, derrubam a vítima, e a agridem enquanto esta está indefesa e desmaiada. Pedro, entre chutes, pisões e socos na cabeça da vítima – sendo a maior parte destes golpes desferida enquanto esta encontrava-se desacordada – teria desferido pelo menos 22 golpes na cabeça da vítima Pedro Jordão, sendo estes os que aparecem na filmagem, indicando outros golpes que estariam fora de enquadramento da câmera .A vítima ainda ressaltou que antes de ficar desacordada, se recorda de “(…) ter sido pisoteado por diversas pessoas” declarando “que Pedro exercia liderança sobre os demais” e que mesmo os indivíduos que agrediram o seu amigo, também gritavam “Mata ele! pega ele! é os capetas! mata o gorducho! bem como que Pedro, após pisotear por diversas vezes a sua cabeça, subtraiu o seu boné. Os autos dizem ainda que a vítima, após a tentativa de homicídio, permaneceu 5 (cinco) dias desacordado, com acompanhamento de familiares e se levantando apenas para que tomasse remédios. No curso da investigação, S foi capaz de reconhecer os denunciados Pedro, a mulher, Arthur Veloso, Bruno e um colombiano, através do Instagram “domjacob00”, como sendo parte dos autores das agressões que sofreu, FONTE: TJ-RJ