Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Traficantes do CV obrigaram moradores a comprarem gás com eles no Lins com preço mais caro

Em mais uma ação da “Operação Contenção”, policiais civis da 26ª DP (Todos os Santos), com apoio da 25ª DP (Engenho Novo) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), deflagraram, na manhã desta sexta-feira (28/11), uma ação contra um esquema criminoso que ameaçava moradores da região do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em um depósito de gás vinculado à facção criminosa Comando Vermelho. Até o momento, 700 botijões foram apreendidos. Segundo as investigações, narcoterroristas do Comando Vermelho danificaram e interromperam o fornecimento regular de gás encanado na região, para obrigar os moradores a comprar o insumo de um único estabelecimento a preço acima do valor de mercado. Enquanto em outros locais o custo era de cerca de R$ 100, os moradores da região chegavam a pagar R$ 300, de acordo com a vontade dos traficantes. Essa é apenas mais uma das fontes de renda do CV no Complexo do Lins. A facção explora as comunidades para esconder e clonar veículos roubados e para o transbordo de cargas subtraídas, além do comércio de drogas e de cobranças ilegais. No curso da apuração, uma concessionária confirmou que seus técnicos foram ameaçados e impedidos de entrar na localidade para restabelecer o fornecimento. Além disso, diversas distribuidoras relataram que não poderiam entregar os itens em endereços da região com medo de represálias. No decorrer das investigações, agentes identificaram que um depósito realizava entregas no local, mesmo diante da proibição imposta pelos criminosos. As equipes, então, confirmaram que o estabelecimento tinha exclusividade nas vendas, consolidando o monopólio ilegal e prejudicial aos clientes. Em troca, a dupla responsável pelo comércio realizava pagamentos às lideranças criminosas. O local funcionava como um braço econômico da facção criminosa, que financiava e estruturava atividades ilícitas de modo permanente. A operação desta sexta, portanto, tem o objetivo de desmantelar esse esquema criminoso e coletar novas provas que corroborem as investigações da ação criminosa. A ação faz parte da “Operação Contenção”, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Desde o início das ações da “Contenção”, mais de 250 capturados e outros 136 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 460 armas, sendo 189 fuzis, e mais de 50 mil munições.

PMs flagrados em festas da milícia poderão ser expulsos da corporação

Um PM está sendo submetido a conselho de disciplina que pode levá-lo a ser expulso da corporação suspeito de participar da festa de aniversário de um miliciano em Nova Iguaçu O fato ocorreu no dia 24 de fevereiro. Na ocasião, um grupo festejava o aniversário de um miliciano vulgo Burgão em um sítio no TinguazinhoDiante dessas informações, foi determinado o deslocamento de quatro equipes da Área 04 e do Setor de Capturas da DHBF ao local, para verificação. Às 17h40min, assim que as equipes chegaram, alguns homens, ao perceberem a aproximação policial, iniciaram fuga em direção a um muro baixo que separava o imóvel de um terreno anexo, efetuando disparos de arma de fogo contra os agentes. Segundo registrado, não houve revide, em razão da presença de mulheres e crianças no local. No total foram conduzidas ao menos 40 (quarenta) pessoas à distrital; entretanto, apenas as 15 (quinze) citadas nos parágrafos anteriores foram autuadas. Ademais, foram encontradas nas proximidades do ponto de fuga para o terreno anexo 11 (onze) armas de fogo, diversos carregadores e munições de vários calibres, além de aparelhos celulares abandonados. Também foram recuperados 3 (três) veículos produtos de roubo, todos ostentando placas inidôneas: Mitsubishi Pajero TR4, cor preta, ano 2010/2010, placa ERP4F03, ostentando LTP3D27 — produto de roubo (R.O. n.o 053-02991/2023); Renault Sandero, cor branca, ano 2016/2016, placa KRQ7B71, ostentando RJI0J36 — produto de roubo (R.O. n.o 016-14033/2024); e Honda City Touring, cor prata, ano 2024/2024, placa SRJ6C71, ostentando SVO9120 — produto de roubo (R.O. n.o 038-07284/2024). No dia seguinte (25/02/2025), em diligências complementares realizadas por equipes da DHBF nas áreas de mato alto e adjacentes, localizaram-se mais 2 (duas) pistolas, além de carregadores e munições adicionais. O PM que foi flagrado em uma homenagem aos milicianos Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes; Wellington da Silva Braga, o Ecko, e Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão, também está sendo submetido a conselho de disciplina que pode levá-lo a ser expulso da corporação.

PMs que participaram da megaoperação no Alemão e na Penha são suspeitos de furtar um fuzil e vender a criminosos

A Corregedoria da PM realizou uma operação para prender cinco policiais do Batalhão de Choque suspeitos de crimes cometidos durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro. Entre as acusações está o furto de um fuzil, identificado por imagens de câmeras corporais, que teria sido revendida a criminosos. Imagens mostraram um sargento desmontando um fuzil encontrado no chão e colocando na mochila e um outro policial mexendo em um veículo dentro da comunidade. Também foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão. A investigação é conduzida pela 1ª DPJM. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que a Corregedoria-Geral da Corporação iniciou, nesta sexta-feira (28/11), uma operação decorrente de investigações realizadas a partir da análise das imagens das Câmeras Operacionais Portáteis utilizadas pelos policiais militares no dia 28/10. Na ação, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão. Ao todo, dez policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque são alvos da operação. As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que identificou indícios de cometimento de crimes militares no decorrer do serviço. Eles já foram presos e serão encaminhados para a Corregedoria. Os Mandados de buscas ainda estão sendo cumpridos. O comando da corporação reitera que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos. A megaoperação deixou 122 mortos, sendo 117 suspeitos e cinco policiais.

PMs foram expulsos da corporação por envolvimento com a milícia de Jacarepaguá

Três PMs foram excluídos da corporação este mês após investigação indicar que eles tinham envolvimento com a milícia da comunidade da Asa Branca, em Jacarepaguá, entre os anos de 2017 e 2020. Os três PMs foram acusados de receberem propina de um criminoso vulgo PC ”, para fornecer informações privilegiadas sobre operações policiais militares, bem como liberar os mototaxistas da malta, eventualmente detidos operações policiais militares de trânsito, ocorridas na área de atuação do 18o BPM, independentemente das infrações de trânsito verificadas. A milícia  praticava um número incontável de crimes como a exploração e comercialização de sinais clandestinos de televisão a cabo, venda de cigarros, exploração de pontos de mototáxi, com cobrança de taxas, extorsão aos mototaxistas e corrupção de agentes públicos. Existindo ainda indícios da prática de esbulho possessório, grilagem de terras, exploração sexual de menores e lesões corporais contra membros da malta miliciana que cometessem erros e/ou desobedecessem ordens superiores. O criminoso vulgo Dô atuava como líder da organização criminosa miliciana, sendo o principal beneficiário dos valores indevidamente obtidos pela horda criminosa

Quatro PMs do BPRv envolvidos em sequestro poderao ser expulsos da corporação. CONFIRA O CASO

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho de disciplina que pode resultar na expulsão de seus quadros de quatro PMs do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) supostamente envolvidos em um caso de sequestro em fevereiro deste ano. Trata-se de Inquérito Policial Militar inaugurado com a finalidade de apurar  escalados de serviço no dia 03 de fevereiro de 2025. No dia 3 daquele mês, por volta das 11h, a Divisão Antissequestro (DAS) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, recebeu comunicado do Delegado Helton Cota, da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, relatando possível crime de extorsão mediante sequestro em curso no Município de Rio Bonito/RJ. Na ocasião, a vítima tratava-se de Gabriel A. F, cidadão de dupla nacionalidade Brasileira/Americana) recém-chegado ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o qual se deslocava em um veículo locado com destino ao Município de Búzios/RJ. Contudo, de forma inesperada, Gabriel realizou contato com familiares, alegando que teria sido interceptado na estrada, sem poder fornecer detalhes, limitando-se a informar problemas no veículo e a necessidade de uma transferência de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por meio de Pix para sua conta. Momentos depois, Gabriel A.F realizou novo contato com os familiares e com a Autoridade Policial da DAS/PCERJ, esclarecendo que, na verdade, havia sido abordado por Policiais Militares no Posto de Polícia de Boa Esperança de Rio Bonito, os quais durante revista no automóvel, localizaram remédios e alguns suplementos polivitamínicos, e sob alegação de que aqueles tipos de produtos seriam ilícitos no Brasil e passível de prisão. Assim, exigiram o pagamento de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) como condição de não reter seu passaporte e tampouco efetuar sua prisão emflagrante. A vítima relata que estava acompanhada de um amigo, o qual não fala o idioma português, que foram levados para o  interior do Posto de Policiamento, onde permaneceu conversando com os agentes durante aproximadamente quarenta e cinco minutos. Na ocasião, em inglês, falou o que estava ocorrendo de fato e pediu para que seu companheiro, de forma discreta, iniciasse gravação das conversas. Em seguida, foi apresentado, por um policial, uma espécie de “Boletim” com seus dados do passaporte, e informado por um dos agentes, que somente o Delegado da Polícia Federal,. João Pedro, poderia resolver o seu problema, visto que a referida Autoridade já tinha ciência da situação irregular e sua saída do país estaria sendo monitorada, que os policiais militares atuariam como facilitador junto à referida Autoridade. No desencadeamento dos fatos, a vítima conseguiu realizar a transferência do valor, de R$ 10.000,00 (dez mil reais), por meio de Pix, em nome do suposto Delegado da Polícia Federal. Contudo, o ofendido deixou de seguir para Búzios e se deslocou para o Estado de Minas Gerais, onde encontravam-se seus familiares. Os fatos em questão foram repassados ao Delegado da Divisão Antissequestro da PCERJ, o qual, incontinente, determinou diligências na Rua Rodrigues Coelho, Rio Bonito/RJ, no endereço do nacional João Pedro dos Santos Carvalho, suposto Delegado Federal e titular da contacorrente, destinatária da indevida vantagem econômica.

Traficante do CV que foi responsável por ataque à delegacia em Caxias comanda esquema de extorsão a empresas que atuam no entorno da Reduc. Ele conta com o apoio de um líder comunitário que é pastor

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), da Baixada Fluminense (DRE-BF) e da 60ª DP (Campos Elíseos) deflagraram, nesta quinta-feira (27/11), a “Operação Refinaria Livre”, para desarticular uma associação criminosa responsável por extorsões sistemáticas contra empresas que atuam no entorno da Refinaria Duque de Caxias (Reduc). O grupo é liderado pelo chefe do tráfico de drogas na região, o narcoterrorista Joab da Conceição Silva, integrante da facção Comando Vermelho, e por um pastor que se apresenta como líder comunitário e religioso, mas atuava como intermediador do tráfico nas ações de coação empresarial. Até o momento, três criminosos foram presos. J oab foi apontado como o mentor do ataque à 60° DP, em Campos Elíseos, em fevereiro, quando dois policiais civis ficaram feridos. Os agentes foram para as ruas para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, expedidos a partir de investigação da DRE-CAP, a fim de aprofundar a colheita de provas, impedir a coação de testemunhas, frear a interferência criminosa sobre empresários e trabalhadores, e evitar a destruição de evidências essenciais. O inquérito revelou que empresas instaladas na área industrial da Reduc eram forçadas a pagar valores mensais ao tráfico, sob ameaça de incêndio de caminhões, agressões a funcionários, interrupção violenta das atividades produtivas e impedimento de acesso às instalações industriais. O pastor comparecia pessoalmente às empresas apresentando-se como representante comunitário, mas impondo regras ditadas por Joab. Ele citava proibição de permanência de caminhões nos pátios, imposição de contratação de moradores específicos, ligados aos traficantes, e oferta de “mediação” para evitar represálias. Segundo os agentes, isso era uma fachada para a prática de extorsão. Relatos formais de representantes empresariais, termos de declaração e atas do Ministério do Trabalho demonstram que empresas foram obrigadas a interromper suas atividades por diversos dias, em razão das ameaças feitas pelo grupo criminoso. A investigação identificou que sindicatos e associações de fachada vinham sendo instrumentalizados pelo tráfico para pressionar as empresas. Segundo os agentes, integrantes da associação criminosa infiltravam-se em setores industriais, controlando ilegalmente processos de contratação, indicando candidatos sem qualificação, interferindo em processos seletivos, e cobrando vantagens indevidas em troca de vagas de emprego. O grupo também impunha a contratação de parentes e aliados do tráfico, garantindo presença e controle direto dentro do polo industrial. Entre os contratados identificados está a companheira de Joab, que atuava em uma empresa sem critérios técnicos e por imposição territorial. Ela ingressou na companhia poucos dias antes do ataque criminoso à 60ª DP ocorrido em fevereiro de 2025, ordenado e comandado por Joab da Conceição Silva. O pastor também já foi alvo das forças de segurança. No início desse mês, ele foi preso em Betim, no estado de Minas Gerais, durante a ” Operação Aves de Rapina”. Ele estava transportando uma pistola e seis granadas artesanais, além de munições e valores em espécie. O homem admitiu ter levado os artefatos explosivos desde Duque de Caxias para realizar ações de intimidação e interrupção de serviços na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, a pretexto de atender a um “movimento grevista” organizado por sindicatos alinhados ao grupo criminoso. No veículo, também estava o presidente de uma associação de empresas de transporte de combustível, evidenciando a participação direta de sindicatos e entidades formais na estrutura criminosa. A presença de explosivos reforça o modus operandi de ameaçar empresas e trabalhadores por meio de atentados, inclusive com possível risco ao transporte nacional de combustíveis.

Operação no Complexo de Israel (TCP) contra barricadas parou a Avenida Brasil e apreendeu fuzis

A polícia realizou uma operação contra o Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel, na Zona Norte da cidade como etapa da Operação Barricada Zero e encontrou diversos obstáculos em chamas. Há relatos de que os bandidos, nos dias anteriores, teriam retirado outras barricadas do local. Por questões de segurança, a Avenida Brasil foi fechada para o avanço das equipes. Segundo o secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, oito veículos foram usados como barricadas e incendiados, dois fuzis foram prendemos e foram presos dois marginais na comunidade Cidade Alta. Teve resistência. ” Nosso foco principal é garantir a paz, a tranquilidade, o direito de ir e vir das pessoas e entregar esses territórios aos verdadeiros donos, que são os moradores dessas regiões”, disse. De acordo com a PM, a ação ocorreu na Cidade Alta, Pica Pau, Kelsons, Quitungo, Tinta, Dourados, Dique, Furquim Mendes, Guaporé,

Operação na Maré que teve três mortos e deixou criança baleada era para pegar traficante do TCP que deu golpe em Beira-Mar em Caxias

Alvo principal de operação emergencial ontem no Complexo da Maré,, o traficante Corinthains que comanda a comunidade do Barro Três, em Duque de Caxias, deu um golpe em Fernandinho Beira-Mar há alguns anos e tomou algumas de suas áreas na cidade. A operação se deveu porque o serviço de inteligência da Polícia Civil descobriu um suposto plano de traficantes do Terceiro Comando Puro de invadir uma comunidade do Comando Vermelho. Um menino de 12 anos acabuo baleado na perna. Dois fuzis foram apreendidos,. No confronto, houve três mortos, dois deles seguranças de Corinthians. Mas também morreu Bruno Paixão. O Homem trabalhava como vendedor de queijos na comunidade e foi atingido pela polícia logo após gritar que era trabalhador. Imagens de drone mostraram o momento em que um criminoso joga um fuzil e sai de uma casa agarrado numa mulher e a uma criança durante a operação na Maré. Segundo a polícia, esse criminoso estava com vendedor de queijos e teria fugido depois que o vendedor viu o drone monitorando a região e avisou os bandidos para fugirem

Vereador da Baixada preso suspeito de ajudar o TCP a fazer barricadas foi denunciado pelo MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada dos Núcleos Duque de Caxias, denunciou o vereador Ernane Aleixo por integrar uma associação criminosa armada ligada ao tráfico de drogas, com atuação em São João de Meriti e Belford Roxo. A Justiça acolheu integralmente o pedido do MPRJ e decretou a prisão preventiva do parlamentar e de outros oito investigados, entre eles Marlon Henrique da Silva, conhecido como “Pagodeiro”, apontado como um dos líderes da facção. O vereador foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (25/11). Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão requeridos pelo MPRJ à Justiça em diversos endereços relacionados ao grupo. De acordo com a denúncia, o vereador atuava para favorecer o domínio armado da facção, fornecendo suporte logístico e operacional ao grupo criminoso em troca de benefícios financeiros e eleitorais. As investigações revelam mensagens e áudios que indicam inclusive o uso de maquinário público na construção de barricadas erguidas por traficantes, permitindo a expansão e a consolidação do controle territorial da quadrilha. A organização criminosa denunciada é ligada à facção TCP e possuía divisão de tarefas, emprego de armas de fogo e atuação violenta voltada ao tráfico de drogas, extorsões, homicídios e outras práticas destinadas à manutenção do domínio territorial. O investigado conhecido como “Pagodeiro” é apontado como responsável por execuções, pelo gerenciamento do comércio ilícito e pela movimentação financeira da atividade criminosa. A investigação Policiais civis da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagraram, nesta terça-feira (25/11), a “Operação Muro de Favores”, ação integrada à estratégia da “Operação Barricada Zero”, do Governo do Estado. O objetivo é desarticular uma complexa estrutura criminosa ligada à facção Terceiro Comando Puro (TCP), atuante na Baixada Fluminense, especialmente nas comunidades Trio de Ouro, em São João de Meriti, Guacha e Santa Tereza, em Belford Roxo. Os criminosos se valiam de apoio político para praticar diversos crimes, inclusive instalando barricadas nas comunidades exploradas para dificultar o acesso das forças de segurança. Um vereador de São João de Meriti foi preso, além do irmão de um traficante. A investigação revelou o modus operandi da organização criminosa, que mescla tráfico de drogas, homicídios, extorsão qualificada de proprietários de estabelecimentos e lavagem de dinheiro, utilizando armas de fogo de uso restrito. O núcleo investigado era gerenciado por um homem apontado como braço-direito do líder do TCP na região. Elementos da investigação confirmam que ele confessou ter matado três vítimas, incluindo uma mulher, durante confronto com a facção rival em novembro de 2023. A operação atinge o coração logístico e financeiro do esquema, que se sustenta por vínculos diretos com agentes políticos locais. As apurações indicam que essa rede de “favores” oferecia suporte logístico e operacional em troca de benefícios financeiros e eleitorais. O destaque é o indiciamento de um vereador de São João de Meriti. Áudios e mensagens comprovam que o parlamentar ofereceu material e suporte para a construção de barricadas em Vilar dos Telles, prática que impedia o acesso policial e de serviços básicos à população, além de negociar vagas de nomeação em troca de apoio político. A “Operação Muro de Favores” é uma ação estratégica da Polícia Civil no enfrentamento direto ao crime organizado, à violência e à corrupção na Baixada Fluminense. O objetivo central é desmantelar a estrutura hierárquica e financeira do TCP na região, removendo barricadas e obstáculos instalados por organizações criminosas nas entradas de comunidades, restabelecendo o direito de ir e vir dos cidadãos, a circulação segura, a presença do Estado e a prestação de serviços públicos nessas áreas.

Jacarepaguá volta a sofrer com guerra entre milícias e com o CV

Depois dos confrontos pelo controle da Gardênia Azul e na Muzema, Jacarepaguá voltou a ter guerra. Entre as milícias e com o Comando Vermelho também. A disputa começou depois que o miliciano Fabi, integrante do antigo grupo de Orlando Curicica, tentou invadir a comunidade do Dois Irmãos, em Curicica, área comandada por André Boto e Capitão América. Ele teve o apoio do Comando Vermelho. Depois de semanas de confronto em que uma mulher acabou baleada e seis corpos foram encontrados dentro de um carro, Fabi foi morto em confronto com PMs quando se preparava para invadir a Dois Irmãos com cerca de 30 homens. Boto nesta guerra passou a contar com o apoio de milicianos de Rio das Pedras. Uma nova guerra se iniciou na Taquara mais especificamente na comunidade dos 700. Boto e Capitão América junto com Rio das Pedras passaram a investir no local que é comandado por Play do Jordão e Léo Problema que tomaram todas as áreas do antigo dono, Nem da Malvina e contam com o apoio das milícias do Catiri e Santa Cruz. Agora quem entrou na guerra foi a milícia de Rodrigo Barraca, que comanda o Camorim, que está junto com Boto e Rio das Pedras. Havia grande movimentação de homens na Dois Irmãos. Ontem houve Intenso tiroteio nos 700 com uso de granadas e drones. Os invasores foram recebidos a tiros pelos milicianos locais que já aguardavam pelo ataque. . Segundo informações, esse ataque teria partido desta vez de traficantes do Comando Vermelho da comunidade do Teixeiras, também na Taquara. Por conta desta guerra, foram registrados dois homicídios em um mesmo dia na região na semana passada. Um deles de um homem vulgo TH que chegou a ir até a DRACO fazer denúncias contra milicianos. A outra morte ocorreu no Anil. Além disso, tem havido confrontos esporádicos entre Rio das Pedras e Gardênia Azul com mortes.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima