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investigação

Suspeitos de envolvimento em homicídio ligado à máfia dos cigarros vão a júri popular. Eles eram associados a contraventor

Dois suspeitos de participarem do homicídio do empresário Cristiano de Souza vão a júri popular. O crime está ligado a máfia dos cigarros. Ele foi cometido no dia 06 de junho de 2023, por volta das 11h54min, em via pública, próximo ao nº 95 da Rua Crispim Laranjeiras, no bairro Recreio dos Bandeirantes. Um dos envolvidos foi o responsável por comprar os rastreadores usados no monitoramento da vítima e passar as informações sobre a sua localização para o restante do grupo e executores. Cristiano relatou que vinha recebendo ameaças. O outro que foi pronunciado porque foi o responsável por identificar a vítima como sendo o empresário que vinha comercializando cigarros na região de domínio da organização criminosa e em desacordo com os ditames dela O ex-PM Sem Alma também foi apontado nas investigações como participante do crime sendo o encarregado de obter o veículo utilizado na execução do homicídio e, também, providenciar o monitoramento da vítima mas não foi pronunciado. A investigação aponta para uma possível ligação com outro homicídio, o do policial Bruno Killer. Isto porque o reastreador encontrado no carro de um vizinho da vítima apresentava características semelhantes ao dispositivo instalado no carro do policial, e, ambos adquiridos do mesmo vendedor, que é um dos acusados da morte de Cristiano. Bruno também era envolvido com a venda de cigarros. Um dos acusados do crime chegou a ser visto nas proximidades do endereço de um contraventor apontado como o cheffe da máfia dos cigarros na orla da Barra da Tijuca. Sem Alma e o outro acusado da morte de Cristiano (o fornecedor do rastreador) constavam como pessoas autorizadas a entrar na residência do contraventor. Na [epoca, houve diversos homicídios relacionados à chamada “máfia do cigarro” em várias regiões do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense, envolvendo pessoas ligadas à venda de cigarros ilegais; que, dois dias após a morte de Cristiano, ocorreu outro homicídio na mesma região, no Recreio dos Bandeirantes, cuja vítima era um policial penal identificado como Bruno Killler, executado ao sair de casa por indivíduos encapuzados, em circunstâncias semelhantes ao crime de Cristiano. Depois, houve outro homicídio na Barra da Tijuca, tendo como vítima Mateus, e anteriormente ocorrera um homicídio em Campo Grande.

Saiba detalhes sobre o esquema de roubo de veículos montado por traficantes do Complexo da Penha (CV)

Investigações revelam que o traficante vulgo Parazin é apontado como o chefe de uma celula de roubadores e receptadores de veículos de traficantes do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, além de realizar a “clonagem” de veículos, ou seja, a adulteraçao dos sinais identificadores. A atividade de roubo de veículos visa o lucro com a comercializaçao dos mesmos, resgate do seguro e suas peças, Para atingir esse fim, Parazin e Gadernal, apontado como o ‘general’ de Doca se valem de uma rede de pessoas que os assessora, fornecendo suas contas bancárias para dar liquidez ao crime. São pessoas que dentro de um contexto de divisao de tarefas são fundamentais para a estrutura criminosa, pois sem elas os criminosos nao obtem o objetivo principal Durante a investigação, foram citadas várias chaves Pix enviadas por Gadernal em nomes de terceiros a Parazin para que ele depositasse o dinheiro referente a venda de veículos roubados. Parazin chegou a enviar fotos de 15 carros roubados em uma semana para o chefe.Gadernal também enviou chaves para o criminoso vulgo Gordo. Há valores de R$ 5.000, R$ 6.000 e até R$ 10.000. As vezes, Gadernal exigia dinheiro na mão. O repasse dos recursos demonstra que os roubadores e receptadores estão associados a facção criminosa, sendo tais recursos pagos a título de permissao e proteçao do Comando Vermelho, que por vezes ainda fornece os armamentos. Alguns veículos são destinados para uso de lideranças do Complexo da Penha. Em uma conversa, Gadernal determinou que um dos veículos fosse levado para o traficante Pedro Bala,.

Investigação revela existência de celulares usados por traficantes do CV para negociar propinas com policiais

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil do Rio de Janeiro estão monitorando telefones celulares de diversos bandidos do Comando Vermelho. E descobriram um fato relevante: Há informações de terminais usados para negociar com policiais criminosos o “arrego” (taxa da corrupção), para reduzir a fiscalização e atuação contra o tráfico de drogas As investigações confirmam o projeto expansionista da facção que começou por Jacarepaguá com a invasão à comunidade Gardênia Azul Isso vem causando execuções em séries não apenas de rivais, como de supostos relacionados a rivais, e até mesmo por “bala perdida”decorrente de intenso confronto armado. A apuração também confirma que o Complexo da Penha, cada vez mais, é uma fortaleza do crime, de difícil acesso a policiais para operaçõesregulares, sendo que os traficantes locais usam armas de grosso calibre, mormente fuzil, bem como se valem de barricadas e outrosobstáculos para dificultar qualquer tipo de atuação policial. Segundo a investigação, o tráfico de drogas no Complexo da Penha, vem sendo palco constantes de roubos de carga, de veículos e estabelecimentos comerciais financiados por tais famigerados traficantes, além de agentes da lei corruptos e inescrupulosos. Em um dos terminais interceptados, foram descobertos diálogos .relacionados a “cobranças” ao comércio local . O traficante Doca continua sendo a maior das lideranças da cupula da Facçao Comando Vermelho, e segundo informaçoes de inteligencia, o mais violento dos líderes da facçao, responsavel por uma postura de enfrentamento ao Estado e por fomentar roubos a transeuntes, roubos de veículos e de cargas Alem de ser o chefe do Complexo da Penha, Doca tambem e o chefe do trafico de diversas outras comunidades, tais como Vila Kosmos, Juramento, Quitungo, Guapore, Ipase, etc. E tambem e o responsavel pelas recentes guerras expansionistas do comando Vermelho por toda Jacarepagua, Vargens, Itanhanga e Rio das Pedras. Ele tambem é responsavel pelas recentes guerras expansionistas do Comando Vermelho, ordenando e financiado confrontosarmados que resultaram na invasao de diversas regioes de Jacarepagua, como Rio das Pedras,Muzema, Morro do Banco, Cesar Maia, Gardenia Azul e Itanhanga. Doca conta com o apoio de Gardenal que fica responsável por definir as estratégias de “guerra” contra facçoes rivais, e pelas taticas de enfrentamento as forças de segurança do Estado. Tambem e responsavel por coordenar as guerras expansionistas da Facção. Os dois são responsáveis por diversos homicídios ocorridos durante essa guerra expansionista do Comando Vermelho. Dentre esses homicídios um teve repercussao nacional, no qual 4 medicos foram assassinados na orla da praia da Barra da Tijuca, confundidos com milicianos de Jacarepaguá, Os homicídios ocorreram em momento em que o Comando Vermelho disputava com milicianos o controle da comunidade GardêniaAzul. Outra figura central no comando do tráfico é Grandão sendo conhecido como síndico do Complexo da Penha, funcionando como um gestor da comunidade. E responsavel por montar as escalas de plantão, gerir os bailes funk na comunidade, pagamento de propinas, e por filtrar todos quedesejam falar com Doca. Em grupos de Whatsapp, os três emitem ordens de carater geral, ordens sobre a comercializaçao de drogas para os subordinados, determinam as escalas de plantoes sejam em pontos de comercializaçao de drogas (bocas), pontos de visao (monitoramento), ou pontos de contenção, (segurança armada). Tambem chamam atenção de seus subordinados, falam sobre veículos roubados, monitoramento de viaturas policiais, contabilidade das vendas de drogas e at sobre a execuçao (morte) de rivais. Enquanto isso, seus subordinados enviam mensagens referentes ao monitoramento da comunidade (diversas fotos), movimentaçao de viaturas policiais e sobre comercializaçao de drogas. Ficou demonstrado que os integrantes da facção utilizam diversas armas de fogo, veículos roubados, e empregam violencia em suas açoes.Desta forma, a analise dos chats (whatsapp) de Gardenal apresentou conversas em diversos grupos do trafico, de diferentes comunidades, e tambem diversos chats privados. A parte dos lucros que cabe a facçao integram a caixinha do trafico, sendo utilizado ainda para compra de armamentos, drogas, radios, muniçoes, drones, pagamento de advogados de faccionados, e para bancar os luxos dos traficantes e seus familiares Durante as investigaçoes, restou evidenciado que os indivíduos responsaveis pela pratica de roubos de veículos na regiao nao atuam de forma autonoma ou isolada, mas sim vinculados a organizaçao criminosa denominada Comando Vermelho, com a qual mantem relaçao de dependencia e subordinação. . Constatou-se que, para a pratica dos delitos de roubo de veículos, os autores dependem de autorizaçao previa da liderança local da facçao criminosa, sendo que parte dos lucros oriundos dos crimes e repassada a organizaçao como forma de “tributo” pelo uso do territorio e pela permissao para atuaçao delituosa lem disso, os roubadores contam com o apoio logístico e operacional da facção, que fornece armamentos, proteçao armada durante e apos a pratica dos delitos, esconderijos para os veículos subtraídos em areas dominadas e facilidade para o escoamento dos bens. Tal estrutura permite nao apenas a pratica reiterada dos roubos, mas tambem dificulta sobremaneira a repressao estatal. Esses elementos demonstram que os roubadores de veículos atuam como mais uma engrenagem da facçao criminosa, sendo o roubo de veículos uma atividade explorada institucionalmente pelo Comando Vermelho, ao lado de outras praticas ilícitas como o trafico de drogas, o trafico de armas e a extorsão. A investigação revelou outros elementos importantes Parazin 157. homem de confiança de “Gadernal”, para a realização de roubos e clonagens de veículos, sendo o “chefe” de uma célula de roubadores e receptadores de veículos. Gordinho da VK ou Gordo recebe o dinheiro pelas vendas dos automóveis roubados e demanda ao “DOCA” a forma sobre proceder para lhe repassar a referida quantia. E quatro mulheres que atuam como “assessoras”, recebendo os valores do tráfico para repassar à facção criminosa.

Traficantes de Campos (RJ) usavam recipientes de laboratório para embalar cocaína

Policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e agentes do Ministério Público realizam, neste terça-feira (09/09), uma operação contra traficantes de drogas, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Eles foram identificados a partir da aquisição de embalagens para comercialização de entorpecentes. A investigação teve início a partir de diversas reportagens jornalísticas que destacavam o uso de recipientes laboratoriais conhecidos como “eppendorfs” para venda de cocaína. Esse material é tradicionalmente empregados em ambientes científicos, mas vêm sendo utilizados por traficantes para o fracionamento e acondicionamento de entorpecentes. A aquisição em larga escala ocorria por meio de plataforma digital de vendas. Com base nas informações reunidas pelo Ciberlab, foi possível identificar 77 usuários que, somente no ano de 2024, adquiriram entre 200 mil e 1,8 milhão de unidades cada, totalizando milhões de recipientes com possível destinação ilícita. Dentre eles, 11 usuários com endereços no estado do Rio de Janeiro, que, juntos, compraram mais de 3,3 milhões de unidades do recipiente. Diante da quantidade expressiva e da incompatibilidade com o uso laboratorial regular, a autoridade policial da DRE-CAP representou pela busca e apreensão. As evidências arrecadadas ajudarão a aprofundar a identificação dos responsáveis pelas práticas criminosas. As investigações prosseguem com o intuito de esclarecer toda a cadeia envolvida na comercialização e uso desses insumos no tráfico de drogas. Secretaria de Estado de Polícia Civil Assessoria de Comunicação SocialTelefone: (21) 2332-9930 / (21) 2332-9931 Site Oficial: www.policiacivilrj.net.brTwitter: twitter.com/pcerjFacebook: facebook.com/pcivilrjInstagram: instagram.com/policiacivil_rj/ Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira, de 8h às 19h. Plantões aos sábados, domingos e feriados, de 10h às 18h.

O histórico do traficante Pezão, um dos chefões do CV. Bandido conseguiu escapar de cerco após vazamento de operação por parte de secretário estadual que foi convidado a jantar depois como forma de agradecimento

A investigação da Polícia Federal sobre o vínculo de políticos, autoridades e PMs com traficantes do Comando Vermelho revelou o histórico do traficante Pezão, chefão da facção. Ele possui vínculo com o Comando Vermelho há quase 30 anos. Em 2008, assumiu a liderança da ORCRIM no Complexo do Alemão após a ordemde Marcino VP e Fernandinho Beira-Mar.”, para que ele matasse o traficante Antônio de Souza Ferreira, o Tota. Tota teria sido assassinado por não estar enviando a quantia obtida com a comercialização de drogas para os líderesdo Comando Vermelho, queestavam custodiados em penitenciárias estaduais e federais. Em 2005, “Pezão” foi preso pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro quando chefiava a venda de drogas na favela da Grota, comunidade integrante do Complexo do Alemão, e libertado em 2008. Como se sabe, em 2010, após a intervenção das forças de pacificação no Complexo do Alemão, “Pezão” teria buscado abrigo em diversos locais controlados por sua facção, de modo que, até os dias atuais, ele continua orquestrando as ações ilícitas da ORCRIM. Para mais, a presente investigação delineou que “Pezão” foi o responsável pelo planejamento e execução das seguintes ações criminosas: a) Importação de armas de fogo e drogas, além do comércio doméstico de drogas e armas e munições;b) Aquisição de equipamentos para a derrubada de drones;c) Vazamento de operações policiais;d) Transação não autorizada de câmbio;e) Lavagem de capitais advindos de diversos ilícitos penais; informações prestadas pelo então secretário estadual no governo do RJ Alessandro Pitombeira Carracena sobre uma operação policial possibilitaram que Pezão e índio do Lixão conseguissem escapar. Por conta disso, os bandidos convidaram Carracena junto com o deputado estadual TH Joias para jantar no dia seguinte como forma de agradecimento. Havia um grave esquema de corrupção e vazamento de informações sigilosas, com vistas à blindagem da ORCRIM, sobretudo em relação às operações policiais.

Ex-PQD servidor da Alerj e agente do Degase tinham papel importante na quadrilha do deputado estadual preso por envolvimento com o CV. SAIBA MAIS

Um ex-militar servidor da Alerj e um agente do Degase, órgão que cuida das unidades que abrigam menores infratores, tinham papel importante na quadrilha do deputado estadual TH Joias. Davi Costa Rodrigues Kobbi da Silva, ex-militar e servidor da Alerj, atuou diretamente nas negociações de entorpecentes com Dudu e na venda de armas e munições, integrando o núcleo logístico e operacional da ORCRIM. Sua posição e as condutas praticadas justificam aprisão para cessar o uso da estrutura estatal para fins criminosos.” Leandro Alan dos Santos é servidor do Degase e atuou comoagente logístico na entrega de drogas e armamentos. A pedido de Dudu, ele se dirigiu à comunidade da Serrinha para receber e transportar um fuzil modelo G3 e4 kg de cocaína, entregando-os posteriormente na Rua Canitar, no Complexo doAlemão, área dominada pela facção Comando Vermelho A assessora da Aler Fernranda Ferreira Castro tinha a função de de dissimular e ocultar recursos provenientes de diversos ilícitos penais. Cumpre assinalar que ela efetuou um depósito de R$ 54.800,00 em espécie, ocasião em que alegou origem comercial incompatível com o porte de sua empresa, além de manter vínculos financeiros com indivíduos investigados por crimes graves e com familiares de outros alvos da operação. Ainda foi verificado que Fernanda recebeu de “TH Joias ” e “Dudu” um cargo de assessoria na ALERJ como recompensa pelosserviços prestados por“Índio.

Traficantes do CV e deputado usaram delegado da PF envolvido na quadrilha para levantar dados sobre autoridade que presidia o inquérito contra eles

Os traficantes do Comando Vermelho e o deputado estadual TH Joias pediram ao delegado da Polícia Federal, Gustavo Stteel que fizesse um levantamento detalhado de dados pessoais, imagens e informações funcionais do Delegado de Polícia Federal chefe da DRE/DRPJ/SR/PF/RJ e presidente do Inquérito Policial, Samuel Jose de Escobar Massena Fayad. consistente na pesquisa deliberada e na disseminação de informações sensíveis sobre a autoridade policial responsável pela investigação. “As diligências empreendidas revelam que a organização criminosa objeto da apuração ostenta notável capacidade operacional no que tange à obtenção, manipulação e compartilhamento indevido de dados sigilosos, inclusive com relação a informações sensíveis vinculadas ao Delegado de Polícia Federal Samuel José de Escobar Massena Fayad – chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/DRPJ/SR/PF/RJ) e autoridade responsável pela condução do referido inquérit. Isso representa inequívoco atentado à autoridade do Estado e às prerrogativas do sistema de justiça criminal, com nítidopotencial intimidatório, visando constranger e coagir o agente público no exercício de suas funções”..diz a investigação. Dudu chegou a enviar uma foto de Samuel para o traficante índio do Lixão Em 27/10/2024, “Índio” pediu que “Dudu” falasse para Stteel que o responsável pelos flagrantes teria sido o “doutor Samuel”. “Dudu” respondeu que já teria repassado a informação a Stteel. Stteel expôs serviços realizados no Aeroporto do Galeão (apreensões de entorpecentes e medicamentos controlados) para promover-se e tentar conseguir cargo comissionado na ALERJ. É importante notar que Stteel prevaricou por deixar de comunicar, indevidamente, ao seu chefe superior que integrantes do Comando Vermelho buscavam informações sobre o Delegado Samuel Fayad e outros acontecimentos criminosos, para satisfazer interesses pessoais.

Traficantes do CV entregaram R$ 9 milhões a deputado estadual preso para serem trocados por dólares. Parlamentar foi buscar dinheiro no Complexo do Alemão

Segundo a investigação da Polícia Federla, depois de ser acionado por Índio do Lixão sobre a possibiidade de realizar compra de dólares, no dia 17/04/2024 o deputado TH Joias buscou R$5.000.000,00 (cinco milhões de reais) em espécie na residência do traficante localizada no Complexo do Alemão. Os diálogos interceptados confirmamque os vultosos valores pertenciam a Pezão, Dudu auxiliou na operação realizando a compra de dólares pelo valor de R$1.020.000,00, em casa de câmbio localizada no bairro de Copacabana. O valor total da operação atingiu US$1.000.000,00 (um milhão dedólares), compatível com a conversão dos R$5.000.000,00. Nesta primeiraoperação, TH Joias obteve um lucro pessoal de R$50.000,00, evidenciando o proveito econômico direto da atividade ilegal. Índio entregou mais R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais) a TH Joias para câmbio, novamente com o auxílio de Dudu. No entanto, nessa ocasião, o dinheiro não foi devolvido integralmente, gerando um conflito interno entre os três.. Os diálogos sugeremque parte do dinheiro foi utilizado por TH Joias e Dudu, incluindo a realização de um “chá de revelação” organizado pelo deputado. A investigação da Polícia Federal revelou uma movimentação total de aproximadamente R$119.881.504,00 entre 2020 e 2025 em nome do traficante Índio do Lixão, o qual ocultou e dissimulou a propriedade. de dois imóveis: um localizado em Arraial do Cabo/RJ, ocultado através de uma pessoa, que não possuía capacidade econômica para justificara aquisição de um imóvel de R$1.000.000,00; outro situado em Sergipe, que está em nome de uma mulher. Dudu movimentou aproximadamente R$ 8.764.303,49 entre 2021 e 2024, distribuídos em contas pessoais e de empresas. Muitas das movimentações eram feitas em benefício de Índio, como se deu quando Dudu fez um pix para o policial Costa para pagar pelo serviço de escolta realizado por Policiais Militares. TH Joias e sua esposa movimentaram aproximadamente R$13.038.406,00 entre 2021 e 2023. As contas da mulher concentram a maior parte das movimentações financeiras relevantes do casal, com valores de crédito que variam entre R$440.000,00 e R$1.900.000,00, além de três comunicações específicas de depósitos em espécie de R$50.000,00 cada. Instituições financeiras apontaram movimentações incompatíveis com sua capacidade financeira, bem como evasão rápida de valores, depósitos fragmentados e uso de terminais de autoatendimento para burlar a identificação dos remetentes. O casal tinha empresas de joias, açougue e um ateliê que foram utilizadas para mascarar transferências ilícitas. A soma dos créditos movimentados por ela totaliza aproximadamente R$8.184.301,00

Assessor parlamentar de deputado preso intermediava venda de drogas entre traficante do CV e bandido do TCP

A quadrilha do deputado estadual TH Joias também estava envolvida com o tráfico de drogas. Em uma sequência, TH Joias enviou a Índio do Lixão ” vídeos de sacos contendo maconha. O último vídeo enviado mostra uma sala cheia de sacos contendo a substância. Em seguida, “TH Joias” diz que são 200 kg. “Índio” responde: “isso não é bom de vender”. (Outrossim, entre os dias 16/8/2024 e 19/8/2024, Dudu e “Índio conversam sobre a venda de cocaína a um indivíduo identificado como “Salomão ”,qualificado posteriormente como Walace de Brito Trindade, o Lacoste da Serrinha. Em um dos áudios encaminhados por Dudu, Salomão cobrou de Indio “não esqueça de mandar “outros dois quilos de Ciroq”. Cabe ressaltar que Ciroq é a “marca” de um tipo de cocaína vendida por “Índio”. “Dudu” atua como um intermediário da venda. Dudu encaminha áudio que novamente demonstra que ele está intermediando a venda de cocaína de “Índio” para terceiros. O interlocutor pergunta o preço de cocaína da “marca” Jacaré e da “marca” Ciroq. “Índio” responde que a Jacaré seria R$ 13.000,00 por quilo, e a Ciroq R$ 9.500,00 por quilo. Em seguida, “Dudu” encaminha foto de diversos tabletes de cocaína, e encaminha áudio em que o interlocutor diz: “Acabou decompletar minha remessa agora”. Em 19/8/2024, “Dudu” manda uma mensagem para Lacoste ”, dizendo que o “amigo” (Índio), havia ligado para ele, dando continuidade as negociaçõesiniciadas anteriormente Em conversa com o interlocutor de contato, Dudu afirma estar indo naquele mesmo dia na serrinha ver o “mano” (Lacoste). “Dudu” então manda mensagem para “Indio” avisando que já estava na serrinha e pede para que “Indio” ligue pra ele do outro número, e logo depois, “Indio” liga para “Dudu” A investigação concluiu que Dudu” atuou como elo entre os traficantes “Índio” (Comando Vermelho) e “Lacoste” (Terceiro Comando Puro), viabilizando a comercialização de grandes quantidades de cocaína e armamentos. Os criminosos simularam identidades falsas (como a de um capitão do BOPE e de um secretário de governo) para ,enganar “Lacoste” e garantir a concretização das transações ilícitas. “ Dudu” também participou de outras negociações de drogas com diversos interlocutores, demonstrando envolvimento habitual com o tráfico

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