Pelo menos 40 bandidos mortos na operação na Penha e no Alemão eram de outros estados
Segundo a Polícia Civil do Rio, dos 117 suspeitos mortos na operação nos complexos do Alemão e da Penha, 99 foram identificados, 42 tinham mandados de prisão e 78 possuíam revelância no crime organizado respondendo a diversos delitos como homicídios, tráfico de drogas, organização criminosas e roubos. Dos 117 traficantes mortos, 40 eram de outros estados sendo 13 do Pará, sete do Amazonas, seis da Bahia, quatro do Ceará, um da Paraíba, quatro de Goiás, um do Mato Grosso e três do Espírito Santo. O secretário da Políica Civil,, Felipe Curi, afirmou que as restrições da ADPF das Favelas que restrinigiu as operações em comunidades permitiu o deslocamento de criminosos de outros estados para o Rio de Janeiro. Segundo ele, os complexos do Alemão e da Penha eram QGs do CV no Rio mas agora viraram centros de decisão da facção em nivel nacional. Bandidos de fora são treinados nestas comunidades. Recebem treinamento de tiros, manuseio de armamentos, táticas de guerrilha e retonaram para os seus locais de origem para espalhar a cultura da facção. Curi disse que as UPPs permitiram a expansão do tráfico para outros locais do estado como Região dos Lagos, Baixada Fluminense, Região Serrrana e Costa Verde. Curi disse ainda que os complexos do Alemão e da Penha viraram centros de distribuição de armas e drogas para comunidades do Rio. Por mês, são negociadas cerca de 10 toneladas de drogas e de 50 a 70 fuzis. As apurações indicam que pelo menos 24 comunidades do Rio de Janeiro — entre elas o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, a Rocinha, o Complexo da Maré, o Jacarezinho e o Complexo do Lins — são diretamente abastecidas por esses fluxos ilícitos. A Polícia Civil está finalizando um documento de inteligência com centenas de páginas, que reúne a qualificação dos criminosos mortos e uma análise detalhada sobre o papel estratégico dos complexos da Penha e do Alemão dentro da estrutura da organização criminosa. Entre os paraenses mortos na Operação Contenção foram Lucas da Silva Lima (“LK”), Jhonata de Lima Albuquerque (“Turista”), Gilberto Nascimento (“Bigodinho”), Nailson Miranda (“Mujuzinho”), Ednelson da Silva Abreu (“Caboco”) e Wesley Martins e Silva, todos já com passagem pelo sistema de segurança pública do Pará. FONTE: Polícia Ciivl do RJ









