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PMERJ

Confira agora a investigação completa do escândalo de corrupção no batalhão de Belford Roxo em que PMs extorquiam comerciantes e empresários em troca de segurança. Leia diálogos e como os agentes suspeitos conseguiam angariar vítimas para o esquema. 11 foram levados a conselho de disciplina e poderão ser expulsos

A PM decidiu submeter a conselho de disciplina que poderá expulsar 11 policiais que atuavam em Belford Roxo envolvidos emum esquema de apadrinhamento‖ de comerciantes no qual eles e empresários de diversos ramos — bares, mercados, farmácias, postosde combustíveis, faculdades, funerárias, mototáxis, feiras livres, clínicas, lojas de material de construção e até, em tese, repartições públicas efetuavam o pagamento de quantias periódicas, geralmente semanais, em contrapartida à prestação de uma cobertura policial diferenciada. O funcionamento do esquema era meticuloso e corriqueiro. Viaturas eram direcionadas de forma seletiva aos estabelecimentos que mantinham pagamentos, realizando rondas mais frequentes nesses pontos. Policiais se apresentavam nos comércios para ―tomar uma água‖ ou ―fumar um cigarro‖ com os proprietários, simulando uma visita amistosa, mas, na realidade, cultivando uma relação ilícita e reforçando o vínculo do chamado ―apadrinhamento. Na transcrição extraída do aparelho celular do cabo Maia, este expõe ao cabo Lameira dinâmica do esquema, instruindo-o acerca da inclusão de um novo comerciante ―apadrinhado‖. ―Coé, Lameira. Tu passou lá no depósito, do lado da Câmara dos Vereadores. Lá é Galo, beleza? Porque o maluco não te conhece. Ele fechou agora também. É, então. Aí tu passa lá depois de novo. E durante a semana é aquele esquema: de vez em quando dá umapassada lá, entendeu?! Tomar uma água, dar um alô, fumar um cigarro, bater um papo. Aquele normal de Padrinho. Já é? Valeu, tamo junto‖. Esse diálogo demonstra que não se tratava de mera cortesia ou de auxílio pontual, mas de um sistema criminoso regular e estável, estruturado em pagamentos semanais, com valores previamente fixados e acontrapartida concreta de policiamento especial. Tal dinâmica, ao contrário do que a Corporação dispõe à sociedade cotidianamente, inverte a lógica da segurança pública — que deve ser universal, gratuita e impessoal — transformando-a em um privilégio reservado aos que pagavam. Mais grave ainda, conferia aos “padrinhos” acesso direto e privilegiado aos policiais, que podiam ser requisitados quase como em um serviço particular de segurança. O Ministério Público, ao denunciá-los, entendeu que esse grupo de policiais militares tratava-se de uma organização criminosa, a qual possuía estrutura ordenada e funcional, com clara divisão de tarefas que abrangiam: (i) recrutamento de novos ―padrinhos‖; (ii) recolhimento dos valores pagos; (iii) atendimento prioritário a chamados e patrulhamento direcionado; e (iv) partilha periódica dos lucros obtidos. Embora houvesse essa divisão, as funções não eram rígidas, permitindo que qualquer integrante assumisse diferentes papéis conforme a necessidade, de modo a assegurar que os interesses dos pagadores fossem sempre atendidos, independentemente da escala de serviço. Outro aspecto relevante foi a capacidade de perpetuação da atividade ilícita diante das mudançasnaturais de lotação no batalhão. A cada substituição de policiais, os que deixavam o setor transmitiam aosrecém-chegados uma lista de ―padrinhos‖, contendo a identificação dos estabelecimentos, os valores ajustados e a periodicidade de recolhimento. Esse revezamento contínuo de militares estaduais demonstra que o esquema estava enraizado naRP do Setor Alfa do 39o BPM, que sobrevivia às trocas de efetivo e à passagem dos policiais, revelando ummodelo duradouro. Do mesmo modo, constatou-se que os ―padrinhos‖ identificados situavam-se, em regra,dentro da área de policiamento daquele setor, o que reforça o vínculo territorial da atividade ilícita. Os elementos de convicção colhidos também evidenciam que os acusados mantinham relações estreitas com milicianos atuantes em Belford Roxo/RJ, reforçando a similitude do esquema com a famigerada ―taxa de segurança‖ cobrada por tais grupos. Paralelamente, emergem diálogos entre os militares que revelam a busca de vantagens ilícitas junto a traficantes de drogas, por meio do chamado ―desenrolo‖ de prisões em troca de pagamentos.Em uma dessas conversas privadas, o CB PM Maia comenta com o CB PM Silva sobre a prisão de dois indivíduos ligados ao tráfico, ocasião em que se cogitou o recebimento de R$10.000,00 (dez mil reais) para liberar os detidos. No entanto, segundo relatado, a negociação não prosperou porque muitas pessoas haviam presenciado a prisão em flagrante, inclusive com os presos armados em via pública. Transcrição do diálogo: CB PM MAIA: (envia foto contendo duas pessoas presas).CB PM SILVA SANTOS: Os dois fechado na boca da Ouro Preto.CB PM MAIA: O tal do angolano ligou e ofereceu 10.000.CB PM SILVA SANTOS: P, tu só mandou foto depois que chegou na DP. Era pra mandar antes.CB PM MAIA: A rua tava cheia. Bar cheio. Eles me ligaram. Não dava pra desenrolar não. O que eu ia falar depois?CB PM SILVA SANTOS: Não, pessoal viu a arma deles?CB PM MAIA: Eles estavam com a arma na mão dentro do bar.CB PM SILVA SANTOS: Ah tá. Aí não tem jeito.CB PM MAIA: Geral viu. Por isso que me ligaram. A troca de mensagens deixa claro que o único fator impeditivo para o ―desenrolo‖ foi a ampla visibilidade da prisão, circunstância que inviabilizou o recebimento de vantagem ilícita oferecida pelos traficantes aos policiais. Mensagens interceptadas via WhatsApp, tanto em grupos de serviço da RP do setor ALFAquanto em conversas privadas entre o CB PM Maia e os demais militares, expõem de forma clara a rotina do esquema, tratando abertamente sobre o recolhimento de valores indevidos, a divisão de lucros e o favorecimento dos “padrinhos”. Importa ressaltar que as transcrições anexadas não esgotam o material apreendido pelo MP, mas são suficientes para demonstrarem os fortes indícios de permanência e a estrutura organizada. O processo de identificação dos interlocutores das conversas e dos usuários dos terminais interceptados seguiu critérios técnicos e objetivos, baseando-se na análise de múltiplos fatores, tais como: (i) o nome ou apelido sob o qual o contato estava salvo na agenda do CB PM Maia; (ii) a forma como o interlocutor era tratado ou se identificava nas mensagens; (iii) o envio ou recebimento de arquivos e mensagens contendo dados qualificativos; e (iv) a vinculação do número de telefone a chaves PIX registradas em nome dos investigados.Cumpre destacar que o referido grupo de WhatsApp foi criado em 18 de março de 2017, mesma data em que o CB PM Maia foi adicionado a ele. Entretanto, as primeiras mensagens armazenadas no celular em questão datam de 09 de outubro

Três PMs poderão ser expulsos da corporação suspeitos de devolverem dinheiro e drogas apreendidos em operações em troca de informações privilegiadas sobre o tráfico em Três Rios

Três policiais mlitares poderão ser expulsos da corporação após uma investigação apontar o envolvimento deles com o tráfico de drogas na cidade de Três Rios. Eles estão sendo submetidos a conselho de discipliina. A decisão ocorre quatro anos após os crimes. Os PMs forneciam a um traficante parte do material entorpecente e do dinheiro apreendido em ocorrências policiais no combate ao tráfico na área do 38o BPM, em troca de informações privilegiadas sobre o tráfico local com vistas à retroalimentação de benefícios pecuniários decorrentes da empreitada delituosa. O criminoso envolvido atuava como informante e como traficante de drogas na região conhecida com Barros Franco no bairro Vila Isabel na Cidade de Três Rios. Durante a realização da interceptação telefônica do traficante foi observado que no dia 09NOV2021, às 18h12min, o bandido cobrou de um PM a entrega da droga em troca de informações privilegiadas, ocasião em que o militar responde: “Vou desembolar com ele, vou desembolar com ele. Deixa Comigo!” Em outra interceptação, observado que no dia 17JUN2021, em ligação iniciada às 15h17min05s, o militar informou ao traficante que está com um presente para lhe entregar, mas que precisava de uma ajuda. Já no dia 07JUL2021, o bandido disse que precisa de dinheiro, e o militar perguntou: “É o quê? Vinte Reais?”. Em seguida, ambos combinam se falar mais tarde.

PM e assessor da Prefeitura de Petrópolis sâo alvos de operação contra o CV na Região Serrana

A Policia Civil e o Ministério Público deflagraram, nesta quinta-feira (02/10), a maior operação contra o tráfico de drogas na Região Serrana. Os agentes estão nas ruas para cumprir 18 mandados de prisão contra narcotraficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho atuantes, principalmente, em Petrópolis. Além disso, cerca de R$ 700 mil em bens da organização criminosa foram bloqueados, atingindo o patrimônio usado para sustentar as atividades ilícitas. Até o momento, 12 criminosos foram presos. As investigações identificaram 55 envolvidos no esquema, e revelaram que o líder da organização criminosa, seu braço direito e outros comparsas estão escondidos no Parque União, no Complexo da Maré, onde também há diligências. Eles são responsáveis por coordenar a logística de transporte dos entorpecentes. O material ilícito é transportado da capital para a Região Serrana, sendo redistribuído em diferentes áreas de Itaipava, cada qual sob a responsabilidade de gerentes locais. De acordo com os agentes, o grupo também exercia o controle territorial e aplicava regras violentas à comunidade, impondo medo e repressão a quem se opunha à facção. A apuração também demonstrou a atuação de um policial militar que recebia pagamentos para repassar informações sigilosas à facção. Ele também facilitava a logística do tráfico e expunha a atuação de outros policiais, agindo como aliado dos criminosos. As diligências que levaram à captura dele contaram com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.Além disso, um dos alvos presos exerce cargo de assessor especial da Prefeitura de Petrópolis. Isso demonstra a infiltração da facção em estruturas institucionais e a utilização de funções públicas para assegurar a manutenção e expansão de suas atividades ilícitas. A operacâo provocou intenso tiroteio no.Complexo da Maré. Os disparos foram registrados por volta das 5h50 nas localidades do Parque União e da Nova Holanda.

Traficante do Espírito Santo preso em São Gonçalo é suspeito de matar mulher, adolescente e funcionário de empresa de energia além de deixar duas crianças feridas

A policia prendeu ontem (01), no Jardim Catarina e no Complexo da Alma, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, o criminoso, membro da facção Primeiro Comando Puro (PCV/ES), e chefe do tráfico de drogas nos bairros  de Alecrim e Zumbi dos Palmares, em Vila Velha/ES, João Victor de Oliveira Moura, de 25 anos, conhecido como “VT”. Na ação, foram 11 presos, sendo dez presos cariocas e o capixaba ‘VT’, além de armas e drogas.  “VT, é apontado como braço direito do traficante Stanley dos Santos da Silva, mais conhecido como “Nego Stanley” (foragido), um dos criminosos mais procurados do Estado do Espírito Santo. Segundo as investigações, “VT”, é um dos responsáveis em um ataque a tiros que matou uma mulher, de 31 anos, e uma adolescente, de 15, e deixou ao menos duas crianças feridas na tarde do dia 09 de agosto deste no bairro Santa Rita, em Vila Velha. O bairro Santa Rita fica na Região Três de Vila Velha e vem sendo palco de ataques a tiros. Moradores se queixam que há uma guerra entre facções rivais, pelo controle do tráfico de drogas na região. “VT”, também estaria diretamente ligado no assassinato de Luciano Souza de Andrade, profissional terceirizado da EDP, empresa de energia, em julho deste ano. o traficante teria participado de um tiroteio ordenado por Nego Stanley contra rivais do Terceiro Comando Puro (TCP). Luciano era supervisor de uma empreiteira que presta serviço para a EDP e estava há três dias no bairro Zumbi dos Palmares realizando a revisão elétrica. Ele estava fazendo serviço em um poste quando um carro com traficantes teria passado atirando. Contra o traficante “VT”, constava um Mandado de Prisão, expedido pela 4ª Vara Criminal de Vila Velha/Tribunal de Justiça do ES, Espécie de prisão: Preventiva, pelo crime de Homicídio Qualificado.  Diante dos fatos, “VT”, foi encaminhado à 75ª DP (Rio D’Ouro), onde foi comprido o mandado de prisão e tomadas as medidas cabíveis sobre o caso e, posteriormente, foi conduzido a uma unidade prisional da SEAP/RJ, onde ficará acautelado à disposição da Justiça  do ES.    —

Niterói volta a ter caos com ônibus feito de barricada em represália à operação policial. VIDEO

Criminosos sequestraram um ônibus da linha TransOceânica e o usaram como barricada em uma das vias centrais do bairro do Cantagalo, em Niteroi, , em um ato que a Polícia Militar classificou como retaliação a uma operação policial. Este é o segundo caso de sequ3stro de ônibus na cidade em menos de uma semana. Além da int3rceptação do veículo, os criminosos montaram barricadas em chamas em diversos pontos da região, levando motoristas ao deswspero. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram condutores subindo em calçadas para tentar escapar do cerco. A Polícia Militar informou que a ação crimin0sa ocorreu logo após equipes do 12º BPM (Niterói) realizarem um patrulhamento na Comunidade do Carniçal. Segundo a corporação, os policiais foram atacados por s#speitos arm5dos, houve reação, e os crimin0sos f#giram para uma área de mata. A PM acrescentou que as barricadas foram rapidamente desfeitas com o apoio do Programa Niterói Presente, e o ônibus foi recuperado pelas autoridades. Apesar do grande susto e da interrupção da rotina, não houve registro de feridos. O policiamento foi reforçado em toda a região de Piratininga.

AH A JUSTIÇA: Miliciano envolvido em morte de policial em Meriti foi abatido. Ele estava na condicional

Solano Peixoto da Silva, vulgo “Bolt”, de 36 anos, um dos envolvidos na morte do sargento da Polícia Militar Leonardo Santos Portugal, de 42 anos, foi morto na noite desta terça-feira (30) durante uma operação das polícias Civil e Militar na comunidade Pau Branco, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. De acordo com a Polícia Civil, a ação foi conduzida por agentes da 64ª DP (São João de Meriti), com apoio da 66ª DP (Piabetá) e do 21º BPM (São João de Meriti). “Bolt”, foi baleado em confronto com agentes e não resistiu. Um fuzil foi apreendido e um carro roubado foi recuperado na ação. Ele era o segundo na hierarquia da milicia que atua em São João de Meriti, e era subordinado ao criminoso de vulgo “Monstrão ou Vando”, “Bolt”, se encontrava em liberdade condicional desde julho deste ano.

Desde o ano passado, PM do Rio prendeu 253 bandidos de outros estados

Em 2025, a Polícia Militar do Rio já prendeu 113 prisões de indivíduos com mandados expedidos pela Justiça de outras unidades da Federação. No ano passado, foram presos 140 criminosos oriundos de outros estados em território fluminense. Hoje, a corporação prendeu um bandido do Espírito Santo contra o qual havia mandado de prisão por homicídio em operação no Complexo da Alma e Jardim Catarian, em São Gonçalo. Foram presos ao todo, 11 suspeitos e apreendidas duas pistolas, material entorpecente e radiocomunicadores. Um homem foi atingido no braço esquerdo e socorrido ao Hospital Estadual Alberto Torres. Posteriormente, os policiais foram informados de que um homem, ferido por disparo de arma de fogo, deu entrada na mesma unidade de saúde.

PMs do Bope flagrados por câmeras furtando pertences de uma casa no Alemâo (CV) foram afastados

Vídeos de câmeras corporais mostraram oito policiais do Bope vasculhando uma casa no Complexo do Alemão (CV) durante a Operação Caixinha (15/1) e levando pertences do local. Eles foram flagrados mexendo em móveis, experimentando perfumes, avaliando roupas e separando tênis de grife; parte dos itens foi guardada em mochilas. A Corregedoria afastou os agentes da atividade externa e encaminhou o caso ao Ministério Público.

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