Policiais da CORE atiraram em pitbull para contê-lo após o animal atacar e morder traficante que era alvo de operação em Niterói
Durante operação para prender bandidos envolvidos em uma guerra de facções no Morro do Pimba, em Niterói, no mês de janeiro, policiais civis da CORE tiveram que atirar em um cachorro da raça pitbull para contê-lo após o atacar um traficante que era alvo dos agentes, segundo processo do Tribunal de Justiça. Não foi informado, porém, o que ocorreu com o animal. Segundo os autos, no dia 19 de janeiro de 2026, por volta das 09h30min, policiais civis da 78a Delegacia de Polícia e da CORE, realizaram incursão na Comunidade do Pimba/Palmeira, em razão de informes de que traficantes vinculados à facção TCP estariam em deslocamento para atacar integrantes da facção rival CV, havendo, ainda, notícias de que moradores da região estariam sendo feitos reféns. Durante a incursão, um dos agentes avistou quatro indivíduos armados com fuzis saindo do terreno de uma casa abandonada, os quais, ao perceberem a presença policial, empreenderam fuga pelas residências vizinhas e pela área de mata. Ao ingressar no terreno, o policial localizou diversos carregadores de fuzil, rádios comunicadores, drogas, munições e um aparelho celular, todos abandonados pelo chão, sem que fosse possível identificar, naquele momento, a quem pertenciam. Na sequência, o policial tomou conhecimento de que policiais da CORE haviam realizado a detenção do suspeito , após este pular o muro de uma residência, ocasião em que foi atacado por um cão da raça pitbull. Segundo informado pelos policiais da CORE, foram feitas tentativas de conter o animal, contudo, sem êxito, restando como alternativa a realização de disparos contra o cão. Enquanto isso, outros policiais permaneceram em diligência no local, ocasião em que localizaram, no muro colado à residência onde o suspeito foi preso, um fuzil calibre 7,62, o qual se encontrava municiado. No local dos fatos, o preso confessou integrar o tráfico de drogas, tendo os demais integrantes do grupo criminoso conseguido fugir pela mata. Em razão das lesões decorrentes da mordida do cão, o preso foi socorrido ao Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), onde recebeu atendimento médicoAo serem indagados acerca das informações de que pessoas estariam sendo mantidas como reféns pelo tráfico local, os moradores da região demonstraram resistência em colaborar, informando que temiam eventuais represálias por parte da organização criminosa. Já em sede policial, o preso declarou ser conhecido pelo vulgo de “Cavaco” e afirmou ter passado a infância e juventude na Comunidade da Palmeira, onde frequentava a boca de fumo local à época em que a facção TCP dominava o tráfico de drogas da região. Relatou que, após a invasão da facção CV e a expulsão dos traficantes locais, passou a residir no bairro da Gardênia, onde exerceu atividades lícitas, até cerca de duas semanas antes dos fatos, quando ficou desempregado. Segundo declarou, nesse contexto recebeu convite de um indivíduo conhecido como “TH” para integrar o tráfico de drogas no Morro do Pimba, na função de “radinho”, aceitando a proposta em razão de sua situação financeira, retornando a Niterói e passando a residir com sua mãe durante o dia, exercendo a referida função no período noturno, diariamente, das 20h às 8h, mediante pagamento O preso afirmou que parte dos traficantes atuantes na localidade havia chegado recentemente do Rio de Janeiro para manter o controle do tráfico e a vigilância contra a facção rival CV, declarando, ainda, que recebia ordens diretas do indivíduo “TH”, oriundo da Favela da Maré, responsável também por efetuar os pagamentos, e que a liderança do tráfico local teria sido exercida anteriormente por indivíduo conhecido como “Galo”, falecido em confronto com a PMERJ, estando, segundo ouviu dizer, atualmente sob responsabilidade de seu irmão, conhecido como “Iuri”. Relatou que, na data dos fatos, após encerrar seu plantão por volta das 8h, encontrava-se na boca de fumo do “Morrinho” quando se deparou com a operação policial, ocasião em que todos os presentes empreenderam fuga, havendo, entre os criminosos, indivíduos armados com fuzis, incluindo o mencionado “TH”, cujo aparelho celular caiu durante a fuga e foi apreendido pelos policiais. O preso declarou ter presenciado o momento em que alguns criminosos efetuaram disparos contra os policiais, os quais revidaram. Informou ainda que o local onde foi preso era rota habitual de fuga dos traficantes armados, os quais costumam invadir residências de moradores até a retirada das forças policiais, bem como que, nas proximidades da Travessa Nome, existem casas abandonadas utilizadas para ocultação de armas e drogas. Por fim, o preso declarou conhecer indivíduo chamado Nome, réu no procedimento 0801285-76.2026.8.19.0002 e conhecido pelo vulgo “Na Onda”, afirmando que este exerceria a função de “atividade” armada na comunidade, estando presente na boca de fumo no momento inicial da operação policial e também tendo empreendido fuga antes de ser posteriormente preso por policiais militares nas imediações





