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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Quatro PMs poderão ser excluídos do órgão acusados de receberem propina de R$ 1.000 cada para não reprimir transporte irregular de combustível no Sul Fluminense

Quatro PMs estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina, que poderá excluí-los da corporação suspeitos de, em dezembro de 2019, nos municípios de Piraí e Barra Mansa, por receberem cada um deles, vantagem indevida consistente em R$ 1.000,00 para não reprimir o transporte irregular de combustível. Conforme revelou o monitoramento das comunicações telefônicas, na madrugada do dia 10/12/2019, no Auto Posto Ted de Piraí – RJ, dois homens tinham sob sua posse caminhão carregado de combustível quando foram abordados por policiais militares. Na ocasião, PMs suspeitos, ao constatarem irregularidade na documentação da carga de combustível, determinaram a condução dos envolvidos à delegacia de polícia. Para evitar a condução até a unidade, a prisão em flagrante e a apreensão da carga, os agentes negociaram com as vítimas, que seguiam ordens de um terceiro homem. Os PMs aceitaram receber cada um a quantia de R$1.000,00. Em contrapartida, os militares deixaram de praticar ato de ofício, a saber, a prisão e condução dos responsáveis pela carga para a delegacia de polícia. fonte: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Investigação aponta parceria entre o CV do Rio e Amazonas no fornecimento de drogas no atacado e lavagem de dinheiro (tem até ex-prefeito envolvido). Bando movimentou R$ 30 milhões em dois anos. Polícia faz operação

Investigação revela parceria entre o Comando Vermelho do Rio com o do Amazonas para o fornecimento de drogas em atacado e lavagem de dinheiro. . Para esconder os recursos obtidos de forma ilícita, a quadrilha fazia pagamentos de forma pulverizada a diversas pessoas interpostas. Entre elas, um frigorífico no Amazonas, pertencente a um ex-prefeito de um município daquele estado, que teve o mandato cassado por abuso de poder econômico. Em um período de dois anos, o bando movimentou aproximadamente R$ 30 milhões de forma ilegal. A polícia tenta obter provas para realizar o confisco de bens móveis e imóveis relacionados às atividades de tráfico. Os agentes estão cumprindo 99 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Justiça, nos Estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Minas Gerais e Pará, em desfavor de pessoas físicas e jurídicas identificadas como integrantes ou associados a um dos “braços operacionais e financeiros” do Comando Vermelho. Alguns desses mandados têm como alvo comunidades Fallet, Fogueteiro, além de endereços em bairros ricos da capital fluminense como Ipanema, Arpoador, Copacabana, Barra da Tijuca, Catete, Recreio; e áreas turísticas, como Cabo Frio e Búzios. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

DENÚNCIAS QUE CHEGARAM NA POLÍCIA TRAZ DETALHES SOBRE O FUNCIONAMENTO DO TRÁFICO NA VILA CRUZEIRO (CV): ESCONDERIJOS DE BANDIDOS, REGRAS PARA CAMPANHA POLÍTICA, INFLUÊNCIA NA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES, CEMITÉRIO CLANDESTINO, BARRICADAS, MATUTOS, BAILES FUNK, FEIRÃO DE DROGAS, INTERNET DO CRIME, DESRESPEITO A MORADORES, ENFERMARIA, BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS E COMUNIDADES, EXPULSÃO DE MORADORES, VENDA DE CARGAS ROUBADAS, ETC

A polícia do Rio recebeu nos últimos anos diversas denúncias sobre o tráfico na comunidade da Vila Cruzeiro, que compõe o Complexo da Penha. As denúncias mostram como funcionaria o crime em um dos quarteis generais da facção criminosa Comando Vermelho. Uma delas descreve a realização diária e em todos os horários, um feirão de drogas que ficam expostas em uma banca com os traficantes gritando e anunciando a venda de entorpecentes. Armados, os bandidos ameaçam e coagem moradores e param veículos que eles não conhecem. Tendo operação, eles fogem pulando muros e lajes das casas. A venda de drogas ocorreria, por exemplo, próximo da antiga base da UPP Parque Proletário, os bandidos usando pistolas e fuzis traficam crack, maconha, cocaína e loló, incluindo menores de idade. Há informes de barricadas de concreto, latões de lixo e ferros por várias vias. O chefão do tráfico local, vulgo Doca ou Urso, só costuma ser visto aos finais de semana quando ocorre o famoso Baile da Gaiola.Um de seus esconderijos era uma casa branca, cercada por vários bandidos armados. Um outro é um imóvel de dois andares com portão e grades pretos onde haveria uma lona de piscina pendurada para dificultar a visão para dentro. Outro líder do crime na favela, Pedro Bala, costumava se esconder na residência da namorada que fica rodeada de seus seguranças armados.Vários traficantes de outras localidades dominadas pelo CV buscam refúgio na Penha como DT, que comanda a Kelsons, que também fica na Penha, e Faustão, que atua no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Informações de que bandidos do Jacarezinho e do Complexo da Maré também circulam pelo local. Outro que tinha esconderijo na Vila Cruzeiro era o falecido Piranha do Castelar, em Belford Roxo, que ficava em um prédio de três andares com 15 comparsas armados com fuzis e granadas. O bandido tinha um comércio de quentinhas na favela usado para lavar o dinheiro do tráfico. Criminosos de outros estados também escolheram a Vila Cruzeiro para se esconder. Um deles era oriundo de Manaus que ganhou queima de fogos e baile funk pelo seu aniversário. Quem também andou por lá foi o criminoso capixaba Marujo. Ele possuía vários veículos e vinha semanalmente ao Rio buscar armamentos e drogas. O transporte era feito por Uber. Marujo era matuto e atuava no envio de armas pesadas como fuzis, além de drogas em grande quantidade. Por ser da facção Primeiro Comando de Vitória (PCV), ele se aliou ao CV para atacar o PCC. Como forma de demonstração de poder, os bandidos da Vila Cruzeiro teriam expulsado o ponto final de duas linhas de ônibus para montar uma boca de fumo com menores armados e ainda instalou barricadas. Bailes funks são realizados com dezenas de criminosos armados com fuzis traficando drogas, inclusive lança perfume. Tem evento que começa no fim da noite e vai até as 10h e as vias ficam interditadas com barricadas. O som é altíssimo e as músicas fazem apologia ao crime e a sexo. Outro ponto de venda de drogas, traficantes armados e olheiros vigiando fica perto da estação do BRT e também próximo do Parque Shangai. Os traficantes da Vila Cruzeiro fazem uso de uma empresa de internet e TV a cabo clandestina e impõem esse serviço aos moradores.Os bandidos cortaram os cabos das operadoras legalizadas e impediam os funcionários de fazerem os reparos para que as pessoas usem o serviço clandestino deles. Criminosos baleados costumam ser atendidos na própria favela com auxílio de enfermeiras. Os locais ficam sob vigílias de olheiros armados com pistolas e munidos de radiotransmissores. Há traficantes que instalaram câmeras em suas moradias para monitorar quem entra e quem sai. Quem também estaria na Vila Cruzeiro é uma criminosa conhecida como ‘Princesinha do tráfico’, que era proprietária de uma loja de moda íntima. Ela seria cunhada do traficante DT da Kelsons. Haveria na localidade da Vacaria um cemitério clandestino do tráfico de drogas. Os criminosos da favela são suspeitos de diversos homicídios em que as vítimas são esquartejadas e têm os corpos incendiados. Entre as vítimas estavam três rapazes que foram até o local tentar resgatar um veículo. O traficante Doca aliciaria menores de 12 anos para entrar para o crime, segundo denúncias. Em uma verdadeira fortaleza, com muro de pedra e portão de chapa branca, vivia o contador da quadrilha, conhecido como Fred, que também atua como matuto (fornecedor) vendendo armas e munições importadas para diversas comunidades. O suspeito seria muito discreto no seu dia a dia. A mansão pertencia a um chefe do tráfico local que, após ser preso, migrou para a comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. Fred venderia munições oriundas do Paraguai para Rocinha, e localidades de Bangu, Niterói e São Gonçalo. Ele também faria encomendas de cargas de maconha e cocaína. Doca teria ordenado através de seu filho que apenas um candidato poderia fazer campanha política na comunidade. Quem descumpre a regra poderá sofrer punições severas. Os criminosos teriam executado um homem chamado Felipe que havia matado a facadas sua esposa Juliana. Os traficantes não têm nenhum respeito pelos moradores. Eles fazem o uso de drogas na frente de crianças e jogam a fumaça da maconha no rosto das pessoas. Há relatos de bandidos circulando de motos e carros roubados e de informes que poderão atacar as bases das UPPs. Denúncias apontam que, por ordem do tráfico, integrantes de uma mineradora estariam expulsando moradores de uma área particular com restrições ambientais. Os criminosos ameaçariam os proprietários e realugariam os imóveis para outras pessoas. Houve denúncia também que a associação de moradores local estava em conluio com os traficantes. O representante era braço direito de Doca e foi o bandido quem teria determinado sua eleição. Atua também no local um traficante que foi o responsável pelo sequestro e morte de um policial civil e de um bombeiro. Esse bandido, junto a um comparsa, vende gelo nos bailes funks e os comerciantes só podem comprar com eles. Esse criminoso ainda vende diplomas do ensino

Investigação sobre o Complexo do Alemão (CV) apontou traficante Professor como possível sucessor de Beira Mar

A investigação sobre o Complexo do Alemão cita o traficante Fhillip da Silva Gregório, o Professor, como um dos sucessores de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ele tem uma atuação mais próxima da figura de “matuto” grande fornecedor de drogas), sendo certo que seus contatos, especialmente no Paraguai, credenciaram-no também para fins de comércio de armas de fogo, sendo detentor de enorme arsenal, o qual cede a várias outras lideranças em troca de “preços” de drogas. De se afirmar que, pelo empréstimo de armas a chefes do tráfico de comunidades, “Professor recebe um percentual dos lucros do comércio de drogas de determinado produto (a exemplo do “pó de 50”, da “maconha de 10”, ou seja lá como for o acordado). Sua influência aumentou com a morte do traficante Leandro Simões Nascimento Furtado, o Diminho, que era chefe dos morros da Fazendinha e Nova Brasília, neutralizado em confronto com policiais. Diminho ou Oliver era detentor de um verdadeiro arsenal de guerra, atuando da mesma forma que “Professor”, quem o sucedeu, inclusive na herança do “arsenal”. Diversos fuzis foram apreendidos com a inscrição Oliver. Provas da enorme influência do “Professor foram encontradas por ocasião da devassa no material arrecadado na prisão de Elton Rumich da Silva, vulgo Galã, um dos maiores narcotraficantes do país, indivíduo ligado à máfia internacional do comércio de drogas e armas. Conversas encontradas no telefone de Galã dão conta do diálogo que manteve com usuário de aplicativo de mensagens de apelido “Professor”, elo daquele com a cúpula do Comando Vermelho. Na conversa, Professor disse que falará pessoalmente com Marcelo Xará acerca de pagamento pendente a Galã, Ele explicou para Elton o motivo pelo qual a dívida não teria sido paga enquanto Xará estava responsável pela Comunidade Fazendinha, Complexo do Alemão. Nas redes sociais há fartas referências à liderança de Professor na região do Complexo do Alemão. O perfil “oficial” do “Baile da Fazendinha”, @FzdDoCpx, em sua “imagem de capa”, conta com a figura do “professor Professor determina que seus seguranças confrontem com policiais militares e traficantes de outras facções criminosas, e por esse motivo os agentes do Estado desmembraram-se e procederam em patrulhamento no interior da comunidade Professor chegou a brigar com Abelh durante o Baile de Nova Iorque. Na ocasião, Professor teria dito a Abelha ” que este não tinha comando nenhum sobre a Fazendinha pois o “chão” seria de titularidade de Marcelo Xará. , FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil

Onze narcomilicianos ligados ao CV que agiam no Complexo do Roseiral, em Belford Roxo, foram condenados a penas de até 18 anos de prisão. Investigação revelou trama para matar um dos ‘cabeças’ dentro de Bangu 3

Onze narcomilicianos que atuaram durante anos no Complexo do Roseiral, em Belford Roxo, foram condenados a penas variadas que chegam a até 18 anos de cadeia. Entre os sentenciados estão o líder do crime local vulgo Criam, o antigo chefe, vulgo Coroa e o irmão de Criam, conhecido como pastor Elisamar. Coroa era o chefe da comunidade mas seguia as ordens de Criam, preso há vários anos. Com sua prisão, em 2020, Criam voltou a mandar e nomeou seu irmão como seu homem forte. Após Coroa ser preso, a investigação apontou que ele seria morto em Bangu 3 sob alegação de que estaria roubando Criam. Os bandidos eram ligados ao Comando Vermelho e exploravam condomínios do Minha Casa Minha Vida na cidade. A quadrilha atuava na prática de diversos crimes, como roubos, extorsão de motoristas de vans, proibição de venda de gás e água porterceiros sem autorização para que o grupo monopolizasse a comercialização de tais itens, além de frequente envolvimento de seus integrantes no comércio ilegal de drogas. Só o acordo com os motoristas de vans rendia R$ 20 mil aos criminosos. Os narcomilicianos buscavam não só extorquir pessoas, com cobranças de “taxas” de segurança, como também controlava a administração dos condomínios Monza, Vicenza, Arezzo e Ipê e se valiam da cobrança de “valores” aos moradores para fins de manutenção da milícia. Em uma escuta telefônica, um criminoso disse que ia picotar um homem com um facão por ele ter entregue Coroa, quando este foi preso em Guapimirim. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação mostra o quem é quem da milícia alvo de operação ontem. Escutas mostram planos para morte, homicídio de líder, negociação para compra de armas, encomenda de roubos de veículos, pagamento de propinas a PMs e policiais e uso do sistema da Civil para descobrir investigações com grupo. Um dos milicianos negociou até com coronel. VEJA OS DETALHES

Veja o quem é quem na milícia que agia na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, que foi alvo ontem de operação do Ministério Público Estadual. A reportagem teve acesso a trechos de escuta que mostram conversas sobre pagamento de propinas a PMs e policiais civis, negociação de armas, encomenda de roubos de veículos, informações sobre operações policiais e uso do sistema da Polícia Civil para descobrir investigações sobre os milicianos., Negão – Exerceu função de liderança, até o final do ano de 2021. Após o desligamento desse grupo criminoso, passou a fazer parte da “Milícia do Zinho”, que atua em outras localidades da Zona Oeste.Negão foi identificado no início das investigações, porquanto, de acordo com um relatório formulado pela CSI/MPRJ (Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro), ele teria sido alertado, no dia 09 de junho de 2021, por um policial militar lotado no BOPE, sobre uma incursão policial de agentes do batalhão especial na comunidade Bateau Mouche, o que fez com que o miliciano avisasse seus comparsas, determinando que se escondessem. No período de 1 ano e 4 meses, Negão foi o responsável pela milícia da comunidade Bateau Mouche, envolvendo a prática de crimes de cobranças de “taxa de segurança” mediante o crime de extorsão. Após esse período, Negão, ao saber que milicianos da área em que atuava estavam planejando sua morte. Em uma escuta, ele disse que Evaristo estava tramando sua morte e que “Panda” deu o aval para isso acontecer. A partir daí, passou a integrar a milícia do “Zinho. Ele “aceitou o convite da rapaziada do “Ecko” e do “Zinho”” para administrar a localidade de Guaratiba. Júnior – foi executado poucas semanas antes do oferecimento da Denúncia. Tratava-se de líder da milícia, que dominava as comunidades do Bateau Mouche, Campinho, Chacrinha e Praça Seca/RJ. Tendo sucedido a Negão na liderança da milícia. Ocupou a posição de liderança, pelo menos entre dezembro de 2021 até a data de sua morte, em setembro de 2023. Registre-se terem sido obtidas fotografias de julho de 2022, por meio da quebra de dados da conta as quais são referentes a listas e planilhas relacionadas ao controle da cobrança de taxas realizada pela milícia. Além de imagens diretamente ligadas aos irmãos Braga (“Carlinhos Três Pontes”, “Ecko” e “Zinho”). Mencionem-se, ainda, as fotografias de diversas armas, munições e materiais bélicos, produtos esses utilizados pelo grupo criminoso em suas “tarefas” rotineiras.Leleo ou Panda – era um dos líderes do grupo e responsável por ordenar execuções de indivíduos e distribuir cargos de gerência dentro da organização criminosa.Nesse sentido, inclusive, os dados obtidos demonstram que Leleo “nomeou” Júnior como sucessor como Negão na “direção” da milícia do Bateau Mouche. Leleo determinou a execução de Negão por meio de Júnior. Seita ou Ceta – foram identificadas conversas dele em que há sinais da manutenção de estreita ligação com policiais militares, com o objetivo de intermediar a relação desses com os criminosos. Há conversas dele com dois capitães, um coronel e um tenente. Ele se intitulava amigo do 2L ou Panda. Na quebra de dados de suas contas, também foram obtidas imagens relativas a armas de fogo, acessórios ou munições: Federal ou Mano – irmão de Júnior. Era homem de confiança do líder, tendo sido determinada sua participação em importante reunião criminosa. Seu irmão falou em um áudio que é na Baixada. Fala ainda que o “cara” não falou onde é, pois o “cara” é “mundial” (“possivelmente algum miliciano bastante conhecido e relatou ainda que virá 2 (dois) “carteiras” (possivelmente policiais) amigos do “cara” buscá-los e o pessoal no meio do caminho. Os “carteiras” irão conduzi-los até o local de encontro. Júnior ainda disse que os garotos ficarão lá (Baixada), fala que Telmo deve ir junto também Júnior disse que Negão da 18 (PM) irá com eles e poderá levar um amigo (possivelmente policial). Júnior disse que “ele” (possivelmente o miliciano da baixada) irá falar umas “paradas” (conversar) e explicou ainda que era para Federal ir também. Negão 18 – policial militar tendo sido denunciado perante o juízo da Auditoria Militar. Assim, as mensagens analisadas pela investigação demonstram que Federal também mantinha ligações com policiais, de forma a intermediar relação entre esses e o grupo miliciano. Também há elementos que indicam a sua amizade com Ceta Merece destaque a conversa mantida entre Federa e Júnior sobre valores de armas de fogo, a serem adquiridas pelo grupo: Telmo – integrante da milícia que atua nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências. Há indícios de sua atuação como auxiliar de Júnior. Trata-se de pessoa de confiança dele e foi identificado como responsável por realizar e gerenciar as cobranças das taxas devidas ao grupo criminoso e, ainda, resolver questões decorrentes do pagamento de propinas a policiais militares. Há conversas entre Telmo e Júnior em que citam um possível miliciano de vulgo “Semente. Júnior pediu a Telmo avisar lá (provavelmente aos comparsas) para começarem cedo. Telmo perguntou se pode cadastrar na frente do “bt” (possivelmente cadastrar moradores que residam em frente a comunidade do Bateau Mouche), o que é prontamente autorizado por Júnior.Além de merecer relevo as conversas relacionadas ao pagamento de propinas a policiais militares e civis. Em uma delas, Telmo disse que irá pagar aquele “pessoal”, complementa que “eles” mandaram mensagem falando um “monte”. Em outro áudio, Telmo disse para Júnior que irá fazer isso mesmo, irá pagar um pedaço de 1 (um) e um pedaço da outra, não irá sobrar nada. Telmo complementoou que os “caras” estão perturbando demais, diz que já está com nojo desses “caras”. Em seguida, Telmo falou que o “cara” da Patamo não lhe respondeu hoje, e o “cara” do GAT “entrou para dentro” de Telmo falando um monte de besteira. O miliciano menciona que já falou com o GAT de amanhã. Em mais uma escuta, Telmo falou que foi na Albano (rua), conforme pedido de Júnior, porém ninguém abriu a porta. Telmo falou ainda que precisa ir durante o dia para recadastrar (possivelmente os

Investigação antiga sobre a milícia de Zinho revelou que quadrilha tinha contato na PF e que favela em Santa Cruz iria ser invadida pelo CV

Milicianos ligados a Zinho tinham um contato na Polícia Federal para passar informações privilegiadas sobre operações. A descoberta veio em uma interceptação telefônica de uma investigação feita há dois anos contra a quadrilha em que o paramilitar André Boto faria a intermediação entre Latrell e Japão que teria esse contato com da PF. A mesma investigação descobriu um plano da facção criminosa Comando Vermelho de invadir a comunidade do Rodo, em Santa Cruz, dominada pela milícia do Zinho. A localidade iria receber reforços dos ‘ moleques de Curicica’ para conter o ataque sendo que eles levariam armas longas (tipo fuzis) para preservar o território que estaria sob risco. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

MARRETA NEGOCIOU COMPRA DE 20 FUZIS DE DENTRO DE PRESÍDIO FEDERAL COM OUTROS CHEFÕES DO CV. VEJA TRECHOS DE ESCUTAS FEITAS PELA PF. “QUAL É A MERCADORIA MAIS FORTE?” “E UMA ARZINHA E UMA M4ZINHA TÁ QUANTO?”

Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça pela Polícia Federal revelam que o traficante Luís Cláudio Machado, o Marreta, um dos líderes do Comando Vermelho, mesmo preso, estaria articulando a compra de pelo menos 20 fuzis junto a outros integrantes da organização criminosa, entre eles Luiz Claudio Serrat Correa, vulgo “Claudinho CL”, Robson Aguiar de Oliveira, vulgo “Binho do Engenho”, Alex Marques de Melo, vulgo “Léo Serrote”, e Marcio dos Santos Nepomuceno, vulgo “Marcinho VP”. As interceptações são de setembro quando Marreta ainda estava em penitenciária federal fora do RJ. Atualmente, ele está em Bangu 1 Inicialmente, seriam fuzis AR15 e Ruger e, posteriormente, maiores calibres, para o domínio e expansão territorial, no intuito de fortalecer e expandir a organização criminosa, com o emprego de violência e material bélico então adquirido. Veja trechos “…A minha pergunta é: qual é a melhor mercadoria forte do momento lá Serrat?” Neste trecho, o interlocutor busca saber sobre novos armamentos de grosso calibre disponíveis para aquisição em sua região. Luiz Claudio Serrat Correa “…Não, só conheci ele como Alan. Ae, tá fortão o maluco. Ae, ele tem tudo e aí se você pega com ele, ele te dá enxada, vassoura, picareta, martelo.” Luiz Cláudio Machado “É mesmo?” Luiz Claudio Serrat Correa “Pra você, cada bahia” Luiz Cláudio Machado “Pra se proteger, né?” Luiz Claudio Serrat Correa “Aí faz a fila lá no portão daquele jeitão, pega com ele ali. Não é ruim as coisas dele, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Entendeu!” Pelo contexto, depreende-se que Marreta estaria interessado em adquirir armamentos pesados objetivando resguardar sua área de atuação, relacionada ao controle de tráfico de drogas Luiz Cláudio Machado “Ae, Cláudio. Trabalhar com uma mercadoria com teor, com teor forte, é outra coisa, né Cláudio.” (quando fala em teor forte”, refere-se ao calibre do armamento. Mais destrutivo, mmaior “teor”) Luiz Claudio Serrat Correa “Então, Nenzão, se você chega lá agora, você consegue a diferenciada, a diferenciada, vai sobressair, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Diferenciada, entendeu!” Luiz Claudio Serrat Correa “Aí, né…preço bom, qualidade boa, já era é mole, entendeu?” Aqui, Marreta é informando que voltando para o estado do RJ, conseguirá armamentos diferenciados e sobressair-se-á. Luiz Cláudio Machado “Tá doido, Cláudio. E uma ARzinha? Uma AR? Um M4zinho tá quanto, Cláudio?” Referindo-se abertamente aos fuzis americanos tipo AR e M4. NI (ao fundo) “Tá cemzinho…” Luiz Claudio Serrat Correa “Setenta e cinco, agora os AR 75, entendeu?” Luiz Cláudio Machado “Tá. É mais jogo comprar ARzinha ou M4, né Cláudio?” Neste trecho, Marreta especula preço de armamentos de alto poder bélico e menciona qual tencionaria adquirir ilicitamente. Luiz Cláudio Machado “E essa tabela que tá aí, cem, cento e tal, eu pra mim, pra mim, eu deixo mais lucro comprar AR15, comprar Ruger, entendeu? Leva a mal não, Cláudio. Cento e pau, Cláudio? Aí quando aparecer um FAL, um fechar com 70, 80, pagar em duas vezes, aí vou desenrola aí, vai indo, né não Cláudio? Ao ser informado sobre os preços de armamento praticados no mercado ilícito, Marreta menciona suas preferências para compra: Ruger (outra fabricante de armamento, sendo popular o fuzil AR556, cal. 5.56mm) e FAL, além de como irá quitar os valores. Luiz Cláudio Machado “Aparecendo cinquenta, o Ruger, o AR, eu vou cair pra dentro, viu?” “Ae, tá escutando? Ô Binho aí aparece um cara lá com dez, a quarenta, dá quatrocentos mil, entendeu? Desenrolo com ele, desenrolo com ele…” “Desenrolo com ele, dou a metade, duzentos, aí no final com ele aí no final pelo menos dar uma parcelada, de quatro prestação de cinquenta, já fico com dez Ruger ou dez AR, entendeu Serrote?” “ Verdade, eu tô falando que se ele quiser, assim que tiver com dez AR, eu tô caminhando, tá ouvindo, aí eu falo com ele pra comprar por cem pra ele e parcelar quatro de cinquenta eu fecho rápido, entendeu? Já fico com dez AR.” “Verdade, mas na situação que tá, os calibre grosso, isso aí vai ser lá pra frente, quando eu estiver tranquilo, aí eu posso comprar um ou dois naquele esquema, aí eu vou fechar. Mas antes disso eu vou ficar na lutinha mermo, com os AR e com os Ruger, entendeu Léo?” Neste trecho, fica mais explícito os anseios e planos de Marreta em adquirir armamentos pesados ao voltar para o estado, inclusive eventual forma de pagamento. Luiz Cláudio Machado “Eu gosto sim de calibre grosso, mas do jeito que tá o mercado lá em cima, oxe, pra mim vai cair igual a os Rug , umas R, eu fico de boa, entendeu?” Embora Marreta prefira calibres maiores, em razão do alto valor pedido, contentar-se-á com armamentos “menos pesados”. “Ô Binho, porque eu acho que tu sabe que o fuzil dá respeito pra área. Os oficial não gosta disso, né Leo?” Neste trecho, Marreta menciona o motivo de buscar armamentos “Impor respeito em sua área de atuação”. Demonstrar força. Luiz Cláudio Machado “Leo, cento e cinquenta o G3, aí me vem o Cabelinho, tá com seis AR, querendo cinquenta, cinquenta e cinco, eu vou comprar os AR, tá ligado, Leo?” Novamente Marreta explicita qual armamento comprará ao retornar ao RJ. Luiz Cláudio Machado “O meu cardápio eu posso falar com o Dinho, né?” Robson Aguiar Oliveira “É isso, mas ae…o Xadrez também vai te botar no caô, né?” Luiz Cláudio Machado Não, ae, então eu posso passar pro Xadrez que ele resolve, né?” Neste trecho, Marreta buscaria se cientificar com quem deverá entrar em contato para conseguir o seu “cardápio” de armamentos.” Ressalta ainda a Polícia Federal que nos áudios degravados pelo DEPEN, há advogado integrando a facção criminosa e executando comandos emanados pelos presos em presídios estaduais bem como repassando ordens aos demais integrantes da orcrim: “Mareta “O meu cardápio eu posso falar com o Dinho né?” Rao10 “É isso, mas ae…o Xadrez também vai te botar no caô, né?” Marreta “Não, ae, então eu posso passar pro Xadrez que ele resolve, né?” Rao “Escuta só, o advogado que compra as coisas

Investigação aponta hierarquia em comunidades do CV em Meriti. Bandidos exploram serviços como TV a cabo e internet, impedem o trabalho de empresas legalizadas e mandam do Complexo do Chapadão

Investigação revela a hierarquia do tráfico em comunidades do Comando Vermelho em São João de Meriti como Carrapato, Gogó, Beira Rio e Vila Rosali. O líder destas localidades é um traficante de vulgo Gato, que passava as ordens por videoconferências. Ele está evadido do sistema prisional desde 2019. O frente das comunidades é um bandido conhecido como Coxinha. Outro frente é SG. Abaixo deles está Manga, que exerce a função de recolher os lucros das bocas de fumo, além de ser o gerente da boca da Igrejinha junto com Teleco e GB (da maconha). Tem também Macumbinha, gerente da boca do Cruzeiro. Vitão é gerente da boca do Vasco no Gogó. O bando explora outros serviços como internet, TV a cabo e telefonia. Existe a ordem de Gato para que empresas prestadoras de serviço legalizadas não entrem nas comunidades. Os bandidos fazem abordagens a técnicos destas firmas impedindo seus trabalhos e ainda roubam seus equipamentos. Há relatos de que o dono das bocas de fumo e os seus gerentes ficam no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. As drogas vendidas em Meriti são trazidas por mototaxistas diretamente do Chapadão. Há ainda os vapores Xeroso, Meleca,, D9, Flamengo, Steve Outro que faz parte da quadrilha é Kim que atribui os preços das drogas e Tayão, que é segurança. FONTE: Polícia Civil.do Rio de Janeiro

Relatório da Justiça destrincha máfia de cigarros no Rio: violência, extorsão, hierarquia da quadrilha, corrupção e aliança com milicianos e contraventores

Segundo relatório da Justiça, a quadrilha de Adilsinho que comanda a máfia de cigarros no Rio de Janeiro é composta por 40 integrantes. O bando é suspeito de praticar crimes de extorsão, roubo, corrupção, lavagem de dinheiro, duplicada simulada e delitos tributários. Um ex-integrante, que rompeu com o grupo, ajudou a polícia a identificar os membros. O colaborador premiado foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e os criminosos estavam se movimentando na caça ao colaborador, inclusive com o envio de seguranças e monitorando o seu comércio e sua residência. Tais bandidos, inclusive, chegaram a efetivamente arrombar o comércio do colaborador e subtraíram bens móveis que guarneciam o imóvel. O bando ainda contou com o concurso de funcionário público e se valeu dessa condição para a prática dos delitos, assim como a ORCRIM manteve conexões com outras organizações criminosas independentes, ligadas ao tráfico de drogas e “milícias. A organização adquire cigarros da marca Club One – Após serem adquiridos da fabricante, os cigarros são levados em caminhões para centros de distribuição do grupo, situados nas cidades de Duque de Caxias, Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes. No centro de distribuição os cigarros são repassados para os integrantes da súcia conhecidos como “operadores”, que são os responsáveis pela entrega do produto aos comerciantes finais (vítimas de extorsões e roubos).] Nas áreas de influência do bando, os comerciantes finais são, então, constrangidos, mediante grave ameaça, a somente adquirirem as marcas comercializadas pela malta, , assim como observar o “tabelamento” de preços por ele determinados. ]A ORCRIM se utiliza de fiscais e seguranças para ameaçarem comerciantes que vendem marcas que não aquelas da malta, bem como aqueles que compram cigarros de pessoas não ligadas a BANCA DA GRANDE RIO e/ou descumprem o “tabelamento” de preços. Aqueles comerciantes que, nas áreas de influência do bando, optam por vender cigarros diversos daqueles comercializados pela malta, tem suas mercadorias “apreendidas”, além de terem sua integridade física ameaçada. Tal “apreensão”, em termos práticos, corresponde a um roubo, pintegrantes do bando subtraem, mediante grave ameaça, os cigarros dos comerciantes. Outro modo de atuar do bando, característico de suas extorsões, é a realização de parcerias com outras organizações criminosas, sejam elas ligadas ao tráfico de drogas ou a milícia, para, se valendo da estrutura de medo e coação que tais grupos exercem em suas áreas de domínio, consigam obrigar os comerciantes daquelas áreas a, apenas, venderem as marcas e cigarros da quadrilha. Membros dos primeiros escalões do bando também estão envolvidos com a exploração do jogo do bicho, de bingos e máquinas caça-níquel. Foi identificada, inclusive, ramificação em outro estado brasileiro. Os irmãos Adilsinho e Carlinhos são os “patrões” e líderes da organização criminosa. Também ocupa a função de “patrão”, mas em menor grau, a pessoa de Pedro Henrique. Os “patrões” são os responsáveis pela gestão do esquema criminosoe destinatários finais dos lucros obtidos com as atividades espúrias, além de empenharem suas empresas no exercício da atividade criminosa. Na qualidade de gestores do esquema criminoso, os irmãos lotearam as áreas de atuação da ORCRIM, sendo cada um responsável por determinadas áreas. O “escritório” do grupo está situado em um mesmo imóvel e os integrantes do segundo, terceiro e quarto escalões servem a ambos os “patrões”. O “escritório” ou “firma” é o imóvel onde funciona o “coração” administrativo e operacional do bando, no qual são realizadas reuniões, recebidos e distribuídos os cigarros, bem como os pagamentos. Por ser local de recebimento de pagamentos em espécie e, por consequência, de grande concentração de dinheiro o “escritório” do bando é local de presença de segurança. O segundo escalão tem João Ribeiro, Márcio Roberto e o PM Cabeça. Incumbe a eles o controle dos estoques de cigarro, determinar/regular a quantidade de cigarros destinadas aos “operadores”, a contabilidade dos negócios do bando, o contato com os “patrões” e com a fábrica dos cigarros. São o que pode ser chamado de “gerentes” da engrenagem delituosa. Cabe a eles, da mesma forma, aplicar sanções aos “operadores” que atrasem seus pagamentos ou descumpram normas internas do bando, assim como determinar a ida dos seguranças aos comércios que desrespeitem o monopólio comercial imposto pelo bando. Eles também são remunerados diretamente com parcelas do lucro criminoso, sendo 70% destinados aos primeiros e 30% dividido entre os membros deste segundo escalão. e os membros do primeiro e segundo escalão estejam envolvidos em outras infrações penais, como é o caso da exploração de bingos, máquinas de caça-níquel e jogo do bicho. Existe, inclusive, determinação expressa para que “bancas do jogo do bicho” não comercializem cigarros, o que demonstra a influência dos “patrões”, também na citada contravenção penal. No terceiro escalão do bando estão os integrantes da “equipe”. Por “equipe” podem ser incluídos os seguranças, os fiscais, motoristas e assessores imediatos dos gerentes. São integrantes deste escalão os Diego, Marcelo, Henrique, Salu, Moa, Fortinho, Claudio Luiz, Mito, Batata e Cabeça. Os seguranças realizam o transporte de valores em espécie com destino aos membros dos escalões superiores e para depósitos bancários. Os “seguranças” recolhem o dinheiro no “escritório” e outros pontos da ORCRIM e levam os valores para as residências dos “patrões”, no bairro da Barra da Tijuca. Qualquer pessoa que busque vender os cigarros da marca CLUB ONE nas áreas de atuação do bando precisa da autorização prévia da ORCRIM, sob risco de ter suas mercadorias “apreendidas” (roubadas). Trata-se de cristalina estratégia do bando para assegurar o seu monopólio comercial imposto através de práticas criminosas, na medida em que se assegura que os cigarros sejam comprados apenas junto aos integrantes do bando. Os “operadores” que deixam de cumprir suas funções, como a de fiscalização das marcas de cigarro vendidas em sua “rota”, podem ser punidos com a perda dela. Os “operadores” são responsáveis pela identificação dos locais que vendam “material clandestino” e repassam essas informações para os membros dos escalões superiores, que autorizam e determinam práticas violentas como “sacudir essas p… toda aí” A intervenção da cúpula da ORCRIM para que o seu cigarro pudesse ser

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