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Investigação destrincha o tráfico no Morro do Turano (CV) com todos seus vulgos e funções

Relatório da Justiça destrincha o tráfico no Morro do Turano, no Rio Comprido. A comunidade dominada pela facção criminosa Comando Vermelho tem por líder o narcotraficante Wallace Pereira Barbosa, vulgo “Safadinho”, preso pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em 08 de março de 2022, após informações obtidas por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) de que ele deixaria um hospital na Tijuca, próximo a comunidade, local em que foi atendido sob documentação falsa, na tentativa de evitar sua captura, haja vista a existência de um mandado de prisão preventiva pendente contra ele. Policiais militares ouvidos informaram que o Morro do Turano atualmente está divido em áreas, sendo elas: “Chacrinha/Raia”, “Matinha Macua”, “Rodo/Bicão (818)”, “Paula Ramos” e “117”. Além disso, restou apurado que uma prática comum dos narcotraficantes é a formação de “bondes” para o cometimento de roubos, havendo todo um aparato do tráfico de drogas, que, além de fornecer armas de fogo e um lugar para a guarda dos veículos roubados, também possui suas próprias oficinas para a clonagem dos veículos e auxílio na comercialização dos veículos frutos dessa prática. Restou apurado, ainda, que o grupo criminoso, apesar de ter uma estrutura organizacional, seus integrantes exercem diversas funções, ora sendo “vapor” (vendedor da substância entorpecente), ora sendo radinho/olheiro (pessoas que ficam observando a aproximação de policiais e avisam aos demais traficantes) e, algumas vezes fazendo a segurança/contenção (proteção armada do local). Além disso, numa hierarquia superior e mais rígida, há os líderes do morro, sendo que abaixo na linha de cadeia hierárquica estão os gerentes gerais, territorial ou de venda de uma droga específica. Além de Safadinho, atuam no local Barbosinha e Zé Manai, que também são apontados como líderes. Sapudo é o “chefe” do tráfico da localidade conhecida como “Julio Otoni”. Tio Comel, também preso, é o “chefe” da quadrilha voltada para o cometimento de roubo de veículos e clonagem, os quais ocorrem sob as ordens do líder do tráfico no local. Cocão”, é “gerente” da área conhecida como “Paula Ramos” e “líder” da quadrilha de roubos de veículos. Bodinho é o “gerente geral” da área do Chacrinha/Raia. Gordinho da Bagda”, é o “gerente” da área do Rodo/Bicão (818). Gazela ou Adidas”, é o “gerente” da “boca de fumo” sendo o responsável pela área da Chacrinha/ Raia. Toti e Douglas são os responsáveis pela segurança armada da área da “Matinha”. Boleba, Menorzinho e Tino ” exercem a função de “vapores” do tráfico de entorpecentes na área do Chacrinha/Raia. Dembele, Sandi ou Bonitão, RLC da Raia, Cabelinho, Fumaça são os responsáveis pela contenção armada da área do Chacrinha/Raia. Periquito cuida da segurança armada da área do Rodo/Bicão (818). RD ou RUD é o responsável pela segurança armada da área do Chacrinha e do Macua. Tripa é o responsável pela contenção armada e segurança do integrante “Bodinho”. China ou Tigrezinho ” possui a função de contenção da área do Chacrinha/Raia. PQD “, é o responsável pela contenção armada. Badeco é o responsável pela contenção armada da área conhecida como “Paula Ramos”. Os bandidos para praticarem o tráfico de drogas, utilizam-se de armas de fogo de uso proibido e restrito, tais como fuzis, pistolas,. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

CONHEÇA A ESTRUTURA DO TRÁFICO NOS REDUTOS DO CV NO COMPLEXO DA MARÉ. DOS VULGOS, A BAILES FUNKS, EXIBIÇÃO DE ARMAS, HISTÓRIA DOS LÍDERES E ALIANÇAS COM BANDIDOS DE OUTROS ESTADOS

Relatório policial explica como funciona o tráfico de drogas nas comunidades do Parque União e da Nova Holanda, redutos da facção criminosa Comando Vermelho no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. No Parque União, o líder é Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, Enteado de José Evaristo Resende, o Zé Gordo, conhecido sequestrador e assaltante de banco nos anos 90, um dos grandeslíderes do CV, Alvarenga herdou o império daquele que o criou desde jovem. Ele costuma promover bailes funks na comunidade sendo certo que que com essas festas o criminoso consegue incrementar a venda de material entorpecente. Alvarenga controla o Parque União há mais de uma década, O criminoso, nascido no conjunto de favelas, nunca foi preso.É considerado foragido desde 2006, quando passou a responder o primeiro processo criminal por tráfico de drogas. Contando com pelo menos 23 anotações no banco de dados do portal da segurança, “Alvarenga” possui em seu desfavor pelomenos outros nove mandados de prisão preventiva. Os demais integrantes da quadrilha se reportam e seguem suas orientações referentes à compra e venda de drogas, incluindo valores, forma de venda e de acondicionamento, local, arregimentação de mão-de-obra e definição de funções na empresa criminosa, conquista de território então explorado pela quadrilha rival, aquisição de armamento e munições, definição de punições para os desafetos ouqualquer pessoa que descumpra suas ordens ou possa, de qualquer forma, ser um obstáculo para a realização do tráfico de drogas e demais delitos a ele conexos. Determina, ainda, as regras de trânsito de veículos e posturas no Parque União. Alvarenga é associado a figura de um tubarão. Imagens do tubarão constam, inclusive, em diversos fuzis, quase que como uma “marca registrada”. Seu gerente geral era Mário Bigode, morto em confronto com a polícia em 2022. Ele, eventualmente, substituía o líder e repassava as orientações a serem cumpridas aos chamados “gerentes de firmas”. Ele era associado ao personagem Super Mário. O relatório ainda aponta como soldados Naldo, Léo GTA, Gordinho, Bicuí e Buda. Na Nova Holanda, o líder era Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy que, segundo relatos, teria deixado a comunidade pressionado por supostas dívidas com a facção. Ele herdou o comando de Amabílio. Motoboy tem pelo menos 13 mandados de prisão e. 64 anotações criminais, a maioria por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, homicídio e latrocínio. Quem estaria a frente hoje da Nova Holanda é Luiz Carlos Gonçalves de Souza, vulgo LC, mas Motoboy era cultuado.. Seus subordinados o chamavam de “pai” e “patrão”. Seu aniversário rendia inúmeras postagens nas redes sociais. Outras figuras importantes do tráfico na Nova Holanda são JD (gerente geral) Barriga (atuante no roubo de carga), Jovem (gerente), Ninho (gerente), Milinho (roubo de carga), Geléia (roubo de carga). Segundo o relatório, a região, hostil às forças de segurança, é totalmente conflagrada, mormente pelos constantes conflitos armados com a facção rival, sobretudo na divisa com a comunidade da Baixa do Sapateiro, dominada pela facção rival Terceiro Comando Puro (TCP).Fazem parte da rotina da comunidade os tiroteios envolvendo traficantes e policiais e traficantes das facções rivais. O ingresso nestas regiões pelas forças de segurança só é possível com aparatos especiais, tais como blindados e aeronaves, tamanho o arsenal dos marginais da lei. Em perfis de redes sociais dos criminosos, há exibições de armas de grosso calibre, capazes de derrubar aeronaves e romper blindagens de veículos especiais, com nome de cantoras populares, uma referência ao barulho que fazem (no sentido de que “cantariam” muito):São comuns as festas do tráfico, algumas delas até muito famosas, a exemplo dos bailes funks nas duas comunidades do CV .” com a participação de artistas populares. Essas festas servem para promover e patrocinar as atividades de tráfico de drogas. Veja a letra de um proibidão dos traficantes da Nova Holanda. A postagem é de uma “música” (famoso “proibidão”)com os seguintes dizeres: “Na relíquia do MB, agora Motoboy, o mano LC, mas o nosso estatuto aqui nada mudou, estamos aí para matar ou morrer, defendendo o favelão, com toda disposição, fazendo a segurança dos moradores e honrando a nossa facção; (… Traficantes foram flagrados em reportagem televisiva circulando armados pela Nova Holanda, entre eles o próprio Motoboy, Parque União e Nova Holanda são comunidades com acessos estratégicos do ponto de vista do recebimento de grandes quantidades de drogas, armas e munições, bem como do acolhimento de quadrilhas de roubadores de cargas e carros. Além de estarem localizadas estrategicamente, os líderes de tais comunidades contam com poder bélico que dificulta demasiadamente a atuação policial no território. Diante das inúmeras rotas e da difícil fiscalização pela segurança pública nos territórios de entrada e saída de armas e drogas no estado do Rio de Janeiro, a rota marítima vem sendo investigada já que beiram as comunidades, haja vista a localidade ser um importante entreposto para o tráfico no Rio. No Parque União, foi feita em 2019, uma das maiores apreensões de drogas e armas da história do Rio, fizeram a maior apreensão de armas e drogas da história do Estado do Rio. No total, foram apreendidas 31 armas, das quais 23 eram fuzis e 75 granadas, além de vasta munição para diversos calibres e 8,5 toneladas de drogas. Havia também a associação com criminosos de outros estados, como Silvinho, integrante do CV em Manaus e fornecedor de skunk colombiano para os traficantes cariocas. Silvinho espalhou seus homens pela Penha (Mano Kaio, Jogador) e Nova Holanda (Ednelson, Rafinha e Playboy). Em março deste ano, foi preso o líder máximo do CV em Sergipe, vulgo Ramster, que estava escondido no Parque Rubens Vaz, parte integrante do complexo de comunidades que compõem o Parque União e Nova Holanda. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Infiltrados em grupos de WhatsApp, policiais descobriram toda a hierarquia das favelas do Lixão e Vila Ideal. em Caxias. Confira detalhes da investigação

Policiais se infiltraram em grupos de WhatsApp para desvendar o esquema criminoso de uma quadrilha que comandava há anos as favelas do Lixão e da Vila Ideal, em Duque de Caxias e pagava propinas a PMs. Contaram também com a colaboração de um ex-integrante do bando que teve uma desavença com Charlinho do Lixão, elemento que foi morto em confronto com a polícia militar. No curso da presente investigação, esse criminoso se retirou do bando e resolveu colaborar sob a garantia do anonimato, e forneceu informações extraídas do aparelho celular que utilizava quando ainda integrava a quadrilha que que possibilitou a identificação de vários grupos de WhatsApp utilizados pelos seus integrantes para gerirem seus negócios escusos, e das linhas telefônicas utilizadas pelos integrantes de cada grupo. O bando é liderado dentro do presídio pelo traficante Charles do Lixão,  Charles da Vila Ideal, Charles Brown ou Coroa e tinha como braço-direito seu filho, Charlinho, já falecido. Foi possível verificar que todos os integrantes da organização criminosa dentre os que tem maior posição hierárquica na estrutura de poder até os mais subalternos, prestam referências a Charles, Muitos clamam pela sua ¿liberdade¿, e ainda dão como certo a realização de churrasco em comemoração, chegando um deles a dizer que os demais superiores, ou seja, os gerentes não deixarão o fato passar em branco Muitos criminosos inclusive muitos se referiam à o bando como ¿Tropa do Coroa e do eterno menor 22¿, uma alusão a como forma de homenagem póstuma ao meliante. Foi verificado que o grupo tinha como como atividade primordial o tráfico de drogas, mas restou evidenciado que outras atividades criminosas são perpetradas pelo bando, tudo para obtenção de vantagem econômica. Há registro de práticas de roubos qualificados pelo emprego da arma e concurso de pessoas; roubos de cargas, de tráfico de armas e munições, dentre outros. Os membros da quadrilha A investigação descobriu que o criminoso Gordão, Abençoado o Salmo, era é o responsável por fazer a ponte entre o tráfico de drogas e policiais corrompidos do 15º BPM, procedendo ao pagamento de ¿arregos¿ para evitar prisões ou apreensões nas Comunidades do Lixão e da Vila Ideal, ou para conseguir a liberação para realização de bailes funks, eventos que impulsionam as vendas de drogas. Anos atrás, ele já havia sido apontado por uma testemunha como sendo o integrante responsável pelos pagamentos dos ¿arregos¿ aos policiais militares do 15º BPM Na hierarquia do crime, Bocão era o gerente geral do Lixão e assumiu a condição de frente com a morte do Charlinho. Ele promovia semanalmente espécie de reunião normalmente realizada aos domingos com todos os gerentes de carga, para conferência das contabilidade, verificando se as cargas vendidas na semana são compatíveis com os valores apresentados. “Atenção tropa do Coroa e do eterno menor 22 Amanhã será nossa eleição se iniciará as 7 horas em ponto 6 horas tem q ta todos os g e corredo já reunidos pra troca as anotação pra quando chega 7 horas todos os fecho estarem organizados… lembrando que nossa fiel e valorosa facção é conhecida mundialmente pela nossa organização então vamos ser organizado pra noos chega ao sucesso e ser o mais breve possível nas quadra do coroa oooliberdade. Bocão ficava encarregado de promover bailes funks e forrós de modo a incrementar as vendas de drogas nas bocas de fumo, e pagar os demais gerentes para que eles possam remunerar os demais ¿funcionários¿ da baixa hierarquia da quadrilha. Bocão era auxiliado por Chapoca, Russinho e Bimbo. Na Vila Ideal, o gerente era Tcheno. Já a que é apontado como irmão de consideração de Charlinho. Tcheno tinha como braço-direito o traficante Mickey. Bimbo tinha a responsabilidade do gerenciamento de todo o tráfico de ¿crack¿,. Zangado ou Russinho era o gerente da cocaína. Chapoca cuidava da gestão da segurança de todo o Lixão.   Havia também os gerentes de carga que atuavam em esquema de plantão de 24 horas, e prestavam conta ao final, em sintonia com os respectivos ¿corredores¿, ¿vapores¿ e ¿atividades¿ do turno atuam em sintonia com os gerentes de entorpecentes, controlando os abastecimentos das bocas de fumo. Um deles era o Cirrose juntamente com seu irmão Carlinhos. Eles administravam a logística de abastecimento e a contabilidade geral do tráfico da Vila Ideal. Outro gerente de carga era HG, que foi preso em flagrante pela Delegacia Anti-Sequestro, quando tentou extorquir uma vítima. Betão também era gerente de cargas e agia como uma espécie de agente de ¿contrai-nteligência¿ a serviço do tráfico de drogas do Lixão e da Vila Ideal, como foi constatado pelo agente virtual infiltrado já que há vários prints feitos por ele que servem de alerta par à presença de policiais militares. Macarrão é outro que ocupa o cargo de gerente da carga, participando diretamente na endolação de material entorpecente e  na guarda de cargas, Também eram gerentes de cargas Negão Dieguinho, Tatu e Boliço. Negão ficou encarregado da função de liderança no tráfico da Comunidade da Coréia, que funciona como uma espécie de ¿filial¿ da quadrilha do Lixão e da Vila Ideal. Os corredores tinham a função de receber e guardar determinada quantidade de carga de entorpecentes, cabendo-lhes abastecer os ¿vapores¿, quando o estoque das bocas de fumo está baixo, e auxiliam na endolação. Os corredores eram Marcell, MT, Chaninha, Picolé, Mendigo e Begueira. Havia ainda os vapores mas só um fopi citado, o de vulgo Saci. Os atividades eram os responsáveis pela segurança dos funcionamentos das bocas de fumo e dos seus comparsas, e exercem suas funções em pontos estratégicos para garantir a segurança cotidiana dos pontos de vendas, e para defender os territórios dominados de investidas policiais ou de facções rivais, Estavam entre os atividades Doguinha ou Dodo da 62, Cavanhaque, Big Big,  Canivete e JG. Tinham também os fogueteiros e radinhos. O traficante Cepacol era o responsável. .O bandido de vulgos Zona Sul, Mais de 20 e Cadeirante, repassava o informações sobre o deslocamento de comboios policiais ou sobre fatos coletados nos outros grupos do WhatsApp da orcrim, realizando trabalho

Favela onde ocorreram as mortes de sete jovens em Nova Iguaçu teve 42 traficantes identificados durante investigação. Confira o quem é quem

MARIO HUGO MONKEN Investigação feita há alguns anos revelou quem eram todos os integrantes do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, local onde sete pessoas teriam sido assassinadas há duas semanas, conforme denúncias recebidas pelo Fórum Grita Baixada. Ao todo, são 42 bandidos, muitos já presos ou que abandonaram o crime. Alguns têm ligações com comunidades de Angra, Magé e da Zona Oeste do Rio. Há menção a propinas pagas a policiais, negociações sobre venda de armas e o pagamento de uma pensão a traficantes presos. Veja a relação. Confira: Peixão – é apontado como o verdadeiro controlador do tráfico na comunidade do Buraco do Boi, ocupando posição hierárquica superior aos chamados “frentes”, que são por ele nomeados apenas para gerir o tráfico local. Seu nome – e sua autoridade hierárquica – são explicitados em vários dos diálogos dos demais membros do grupo, que também costumam ostentar símbolos alusivos ao peixe em suas redes sociais. De acordo com as investigações, o tráfico do Buraco do Boi é historicamente controlado por Parada de Lucas – que é a principal base de Peixão -, havendo várias menções e registros de deslocamentos de membros do grupo criminoso entre as duas comunidades Bigode – era o “gerente geral” da comunidade do Buraco do Boi, tendo exercido a função de “frente” do tráfico até ser preso, em 01/07/2019. Mesmo depois de preso, segue recebendo participação nos lucros do tráfico. Foi citado como líder por outros membros do grupo. 3K – foi apontado como um dos “frentes” do tráfico local, tendo assumido esse posto após a prisão de Bigode. Ostentava fotos portando fuzis em perfis de redes sociais. Tratava explicitamente de atividades relacionadas à distribuição de cargas de drogas e pagamentos, monitoramento da atividade policial e compra de armas. Era mencionado e tratado como líder por outros membros do grupo. É suspeito de ter ordenado o homicídio do motorista de aplicativo Jonahan Camilo Correa da Silva, sem a autorização do traficante Peixão, o que fez com que fosse destituído do posto de “Frente” no Buraco do Boi e retornasse para Parada de Lucas. Michele -também é apontada como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a destituição de 3K. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas ao comando do tráfico de drogas, ao emprego de armas de fogo e ao monitoramento da atividade policial. Foi presa em 19/12/2019, em razão de mandados de prisão pendentes e na posse de um celular roubado (RO 040-07083/2019); Aliciane – esposa de Bigode. Em um deseus diálogos interceptados, diálogos em trata de assuntos do interesse de seu marido, então preso, demonstrando terenvolvimento em suas atividades. Além disso, afirma explicitamente que, após a prisão de Bigode, ficou encarregada de receber a participação nos lucros do tráfico a que ele fazia jus; Astronauta – era apontado como “ex-frente” do tráfico na comunidade, em razão de afirmações feitas por ele mesmo em diálogos interceptados, nos quais se vangloria de sua atuação na atividade, mas diz preferir uma vida normal. Conversou com Peixão para deixar o tráfico e entregou a ele seu fuzil e suas cargas . Afirmou manter boas relações com membros do tráfico e diz que Bigode não permitiria que sua casa na comunidade fosse invadida; Manteve diversos diálogos sobre os acontecimentos envolvendo os membros do grupo. Segundo as investigações, sua saída do tráfico se deu em janeiro de 2019; Romarinho -também é apontado como “Frente” do tráfico, tendo assumido a função após a prisão de Michele. Possui histórico de prisões anteriores. Antes de assumir como Frente, trabalhava na segurança de Michele. Mantém diálogos Rabetão – foi apontada como uma espécie de assistente pessoal da acusada Michele. Em vários diálogos interceptados, aparece como intermediária das comunicações entre Michele e outros bandidos. Manteve diálogos sobre o monitoramento de guarnições policiais Mexicano – foi apontado como gerente das bocas de fumo. Em vários diálogos, trata explicitamente de atividades relacionadas à venda de entorpecentes, bem como sobre distribuição de cargas e prestação de contas Juliana – Namorada de Mexicano, exercia a função de “vapor” em uma das bocas de fumo. Ostenta a imagem de um peixe segurando um fuzil em seu perfil do Facebook (em clara alusão ao traficante Peixão ). Mantém diálogos explícitos sobre cargas de entorpecentes e sobre a rotina dos plantões nas bocas de fumo Nescau – irmão de Mexicano. Deixou de ser gerente para ser vapor. Manteve diálogo com DL e Seringuinha, no qual comenta sobre o fato de Seringuinha ter sido solto no “dia do PG” e afirma “três forte”, fazendo alusão ao Terceiro  Comando Puro. DL – Gerente do tráfico. Em uma escuta, tratou diretamente de uma carga de drogas com Michele Wendel ou WD – um dos gerentes do tráfico e segurança do frente da comunidade. Manteve diálogos em que menciona o nome do acusado 3K tenta conseguir um ônibus com o objetivo de transportar moradores do Buraco do Boi para um baile funk em Parada de Lucas, que diz se tratar de “festa do patrão” RD – “gerente dos radinhos”, além de “prestar favores pessoais” ao acusado 3K. Mantém diálogo em que trata explicitamente do “recrutamento de Deltas” (radinhos) e do carregamento de baterias (fl. Mantém diálogos em que atua como batedor em situações de deslocamento do acusado 3K e também trata da compra de um cordão a pedido  dele , afirmando ao joalheiro que seria bom manter contato com 3K, pois assim também poderia a fazer jóias para “o cara lá em Lucas” (em aparente alusão ao traficante Peixão). Mantém diálogo em que comenta detalhes sobre a substituição de 3K por Michele e indaga à sua interlocutora se “foram buscar os fuzil e a mochila” na casa dela (fl. 200). Bê – Mantee diálogo com o acusado RD, no qual falam sobre questões relativas à logística dos radinhos. Foi o responsável por socorrer o acusado GB, após ele ter sido baleado em uma troca de tiros. Mantém diálogos sobre o monitoramento de viaturas e sobre uma moto roubada que

Veja o quem é quem por área no tráfico da Cidade de Deus (CV)

MARIO HUGO MONKEN Um processo que tramita desde 2019 na 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá ainda sem sentença traz informações inéditas sobre como era ou que possivelmente ainda está o tráfico na Cidade de Deus, um dos QGs do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio.As informações dos autos foram passadas por um PM que atuou no 18º Batalhão. No Karate, o dono do tráfico é Éderson José Gonçalves Leite, o Sam  é bem pouco tempo estava preso na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde mesmo assim continuava a dar ordens para os traficantes e também determina quem .fica na “gerência do tráfico”. Óleo era o”gerente do tráfico no “karatê e na Tangará”; RD dividia a gerência geral com ‘Óleo. Tomé era gerente da cocaina e Di Bala, da maconha. Alho exercia a função de segurança do tráfico e Thaina era a contadora. Edvanderson Gonçalves Leite, o Deco, irmão de Sam, não tinha na época função direta no tráfico, porém, transmitia as ordens de seu irmão e recebia determinado valor do tráfico. Foi preso recentemente. Na localidade da Casinhas ou 15, o dono era o Dedei. Ifael era o gerente geral, Jardel era o gerente, Índio segurança das bocas de fumo. Wallace exercia a função de segurança de Óleo. Nenezinho era o “vapor da “boca do lixão”. Marlon da 15 era vapor. André Luiz exercia a função de “atividade” ou seja, aquele que fica com rádio comunicador e avisa quando policiais entram na comunidade. Butucap era o segurança do tráfico e também pratica roubos de veículos para os traficantes da “15”.No Treze, o dono sera Sardinha,. Vinicinho da 13 era o “gerente. Zidane, o gerente geral do tráfico. E dois gêmeos eram outros gerentes, assim como Guga.Jonathan era o vapor da ponte azul. Diego também era vapor. Pintinho e Marreco são seguranças nas bocas. Nos Apartamentos ou APs, o dono é Carlinhos Cocaína. Peleco é o gerente geral. Rael gerente do pó de R$ 40 e segurança das bocas. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Saiba como se formou o Bonde do Tubarão, um dos maiores rivais da milícia de Zinho

MARIO HUGO MONKEN Investigações revelam como se formou a milícia do Tubarão, que hoje é uma das maiores rivais do maior grupo paramilitar do Estado do Rio, liderado por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Um dos responsáveis pela criação do grupo foi o miliciano Xandy, integrante original do Bonde do Zinho, que passou a rivalizar com ele costurando diversas alianças com outros milicianos que também possuíam o desejo em comum de fazer oposição a quadrilha do irmão do falecido Ecko. Xandy passou a se encaixar no cenário da baixadafluminense, em bairros do município de Nova Iguaçu, conhecidos como Km32 e Km34, além de parte do município de Seropédica.  Tais regiões, por anos, encontram-se sob influência de organizações criminosas armadas, constituídas em forma de milícia privada, e ao menos desde o ano de 2021, estavam sendo palco de conflitos entre os grupos liderados por Zinho e Tandera. Tandera após meses de conflitos, sofreu uma série de baixas de material humano e bélico, levando sua organização, a extinção. Com a extinção do “Bonde do Tandera”, os territórios antes influenciados por ele, passaram a ser geridos em uma parte por Juninho Varão e outra por Tubarão, identificado como  Tauã de Oliveira Francisco. Tubarão intensificou suas ações em busca da influência nas localidades.Ele é considerado o executor das ações criminosas, cujo autor mediato é apontado como “Xandy”, que se encontra acautelado na penitenciária Bandeira Stampa. Desta forma, “Tubarão” é apontado como atual líder operacional da milícia que atua em Seropédica e parte de Nova Iguaçu (Km32 e Km34), na Baixada Fluminense, autodenominada “Bonde do Tubarão”, que mantém conflitos frequentes com o “Bonde do Zinho”.  Outros dados apontam também para a aliança firmada entre milicianos do “Bonde do Tubarão” junto a traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Ocorrências policiais do ano de 2013 indicam que “Tubarão ainda adolescente, já integrava o tráfico de drogas em Seropédica, fato que comprova seu conhecimento e sua ligação à região e à dinâmica do narcotráfico, facilitando seu estabelecimento na localidade e sua aliança ao TCP. Tal ligação a traficantes do TCP se fundamenta ainda por apontamentos de inteligência que indicam que o miliciano conhecido como “Boto”, identificado como André Costa Bastos também teria firmado aliança semelhante para reforçar seu grupo diante de invasões e ataques rivais.  Salienta-se que Boto e Xandy estão acautelados na mesma galeria de presos, na Penitenciária Bandeira Stampa, comprovando a associação entre os dois líderes milicianos. O criminoso “Xandy, também conhecido como “Solinha”, foi alvo da “Operação Dinastia”, realizada em agosto de 2022, que levou ao cárcere mais de 10 (dez) integrantes da orcrim liderada por “Zinho”.  As investigações ocorreram a partir de dados extraídos do aparelho celular de Rodrigo dos Santos, o Latrell, elemento da alta cúpula da citada milícia. Dados da citada investigação revelaram que, mesmo preso na penitenciária Bandeira Stampa, “Xandy tinha o papel de compilar e gerenciar o repasse de informações sobre a movimentação policial e sobre a região de conflito entre a milícia de “Zinho” e de “Tandera”, à época.  “Xandy” também era responsável pelo recrutamento de novos informantes para expansão da rede de informações do grupo.  Interceptações flagraram a participação de “Xandy” em negociações sobre compra e venda de armas e munições para a milícia de “Zinho”, bem como o repasse de fotos de armas e do dinheiro proveniente das extorsões a moradores e comerciantes. Xandy foi apontado também foi como responsável pelas ordens que culminaram no incêndio de vans nos bairros de Paciência e Cosmos, na Zona Oeste do Rio, área de influência do miliciano rival “Zinho”, fato ocorrido em 22MAR2023.  Em março recente, milicianos ligados ao grupo do “Zinho” teriam ingressado no Km32, mais precisamente na localidade conhecida como “Guacha”, mantendo intenso conflito com criminosos ligados ao grupo do “Tubarão”.  Na data de 14 de janeiro de 2023, três corpos foram encontrados no bairro Incra, em Seropédica, fato investigado sob inquérito policial em andamento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, e que levou ao indiciamento de “Xandy, Tubarão”, ” e outros integrantes do grupo miliciano.  Pelo exposto, sabe-se que “Xandy” inicialmente integrava a quadrilha liderada por “Zinho”, porém atualmente é considerado membro de relevância na hierarquia do Bonde do Tubarão  apontado inclusive como autor intelectual na tomada de decisões do grupo paramilitar e um dos principais rivais de Zinho” FONTE: Site do Tribunal de Justica do Rio de Janeiro .

Chefão do TCP na Maré agora quer ser chamado de Gabigol. Confira a hierarquia completa da quadrilha

O traficante Thiago da Silva Folly, o TH, um dos chefões do Terceiro Comando Puro (TCP) está usando também o apelido de Gabigol, segundo denúncia do Ministério Público Estadual. O documento deste ano traz mais detalhes sobre a cúpula da facção e da hierarquia do crime no conjunto de favelas.  Gabigol divide a liderança das comunidades com Menor P (preso). Mesmo encarcerado,tem grande influência na comunidade da Maré, enviando ordens aos demais integrantes da facção, para a organização e a realização do comércio ilícito de drogas.  Mangole e TH são membros da organização criminosa conhecida como “Terceiro Comando Puro desde o ano de 2009.  Além disso, os dois possuem uma atuação que se estende para além dos limites territoriais da Maré, inclusive, para as cidades vizinhas de Niteroi e de São Gonçalo, sendo conhecidos por serem um dos principais “puxadores de guerra” contra a facção rival, “Comando Vermelho”. Outros cabeças do tráfico na Maré são os vulgos Cria e Chocolate, que são membros do TCP desde 2001.  Java atua como gerente geral do tráfico de entorpecentes Pescador, Carrapato, Drogadão e RN”, atuam como gerentes do tráfico. respondendo por diversos pontos de venda de drogas, organizando a venda de drogas, bem como, realizando a proteção armada daqueles.    Pescador cuida do Conjunto Esperança, Drogadão a Vila do Pinheiro, Carrapato a Baixa do Sapateiro e RN a Vila do João. Pequeno, Grande ou Gigante é soldado e segurança de Mangole Beh, Galo, Pitbull ou Da Trezentas, Cabeleira e Jackson ocupam a função de “contenção ou soldado”, atuando na segurança armada dos pontos de venda de drogas do Complexo da Maré. Para tal função, os denunciados andam armados, protegendo os pontos de vendas de drogas e “policiando” as ruas do Complexo. Jackson é da Vila do João enquanto que os outros atuam na Vila do Pinheiro. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Relatório da DRE aponta que traficante Pezão do Alemão herdou funções de Beira-Mar no elo com fornecedores de armas e drogas de outros países do continente. Documento diz que Tropa do Urso tem 300 integrantes

Segundo relatório da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil (DRE), o narcotraficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, herdou as funções de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar tratando-se do elo entre o Comando Vermelho e os grandes fornecedores de armas e drogas com conexões no Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia. Há notícias de que Pezão atuaria até mesmo na remessa de cigarros contrabandeados do Paraguai para todo o Brasil fazendo desta atividade mais uma fonte de riqueza para a facção. O traficante Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, recebeu de Marcinho VP uma procuração intitulada de Carta, uma espécie de procuração para resolver as questões dos presos da facção. Abelha atuava como presidente do conselho dos presos, órgão que abrange os líderes da facção presos em todo o país, que é responsável por diversas decisões. Mesmo solto, continua integrando o conselho, sob ordens de Marcinho VP. Edgar Alves de Andrade, o Doca, divide a Carta com Abelha. O Bonde do Urso, do qual comanda, conta com cerca de 300 integrantes fortemente armados e treinados para a defesa e tomada de territórios. Ele tem uma política expansionista pela dominação de áreas. O Bonde do Urso está a frente da guerra pelo controle de áreas em Jacarepaguá aproveitando-se da desestruturação das milícias em razão da repressão da Polícia Civil. A política expansionista de Doca inclui o domínio da Cidade Alta e da Cinco Bocas, áreas dominadas atualmente pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, é quem comanda as incursões e outras tarefas determinadas pela cúpula do CV ao Bonde do Urso. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Relatório da DRE explica como o CV tomou a Gardênia Azul e tentou controlar toda Jacarepaguá

Relatório da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do RJ) traz detalhes sobre como foi o ataque do Comando Vermelho na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, no início do ano, expulsando os milicianos. Um PM revelou em 19 de janeiro foi acionado com um colega para ir até a comunidade já que havia relatos de um intenso confronto entre traficantes do CV e milicianos na localidade conhecida como Marcão. Os policiais visualizaram dois elementos com roupas escuras e armados fugindo pelos telhados das casas. Os agentes determinaram que eles parassem mas eles desobedeceram e efetuaram disparos. Eles acabaram não sendo localizados. Em seguida, os PMs recolheram munições para fuzil e estojos de balas deflagradas. O PM revelou que os traficantes invadiram a Gardênia e também a Muzema e que a próxima seria Rio das Pedras. E que os líderes da invasão na Gardênia foram os criminosos Lesk e Gargalhone, intermediados pelos traficantes do Complexo do Alemão. Disse ainda que, após a invasão, os traficantes estavam comercializando drogas na Gardênia no período noturno nas localidades do Chico City denominadas Boca da Lagoa, Beco Silva e Bar da Gal e que dispunha de alto poder bélico com contenções armadas de fuzis calibres 762  e 556 e forte venda de cocaína e maconha. No Favelão, chegaram a ser vistos diversos indivíduos portando fuzis, vestindo roupas camufladas e balaclavas, andando pelas ruas, abordando moradores e ordenando que os comerciantes não mais pagassem as taxas de segurança aos milicianos da região. Na Chico City, houve informações que os traficantes entraram pelo final do Canal do Anil vindos da mata e atravessando de barco. Em outra parte do Chico City, os bandidos do CV de fuzil e roupas camufladas entraram por uma trilha existente na lateral de um shopping. Eles cortaram o arame farpado e as estacas que separavam a rua da trilha. A Gardênia foi tomada pela Tropa do Urso e por traficantes da Cidade de Deus. Já a Muzema e Tijuquinha, os traficantes tiveram o apoio de bandidos da Rocinha comandados por Johny Bravo. Lesk e Gargalhone teriam saído da milícia e passado para o lado do CV. Em 29 de janeiro, após a retirada das forças de segurança, os traficantes se consolidaram de vez na Gardênia. Curicica, Rio das Pedras e Praça Seca O relatório mencionou também que na época, os traficantes da Cidade de Deus tomaram a Vila Sapê, que era controlada pelo miliciano André Boto. Na época da invasão na Gardênia e também na Muzema, um miliciano de Rio das Pedras, vulgo Pokemon, foi morto em um confronto com a polícia. Nesta comunidade, as lideranças são os irmãos Dalmir e Dalcemir Barbosa e Taillon, filho do segundo. Dalmir e Taillon estão presos e davam ordens da cadeia sendo o filho de Dalcemir próximo de traficantes do Terceiro Comando Puro e colocou bocas de fumo na favela. No dia 22 de janeiro, houve notícia de que o CV estariam na parte alta da mata da localidade do Pinheiro esperando a ordem da chefia para invadir Rio das Pedras. No mesmo dia, durante a madrugada, surgiu a notícia de que o ataque a Rio das Pedras havia sido autorizado. Em 24 de janeiro, o Comando Vermelho travou embates com a milícia na Favela da Chacrinha, na Praça Seca. O traficante Bruno Silva Souza, o Tiriça, líder do crime no Morro da Barão, juntamente com Allan da Costa Silva, o Allan Revoltado e Rafael Cardoso do Valle, o Baby, lideraram o ataque e o CV tomou a favela. FONTE: Relatório da Polícia Civil.do Rio de Janeiro

 Traficante de Mesquita que pagava várias propinas a PMs pegou só dois anos de cadeia. Veja algumas das negociações

O traficante vulgo 22, um dos líderes do Comando Vermelho na cidade de Mesquita, pegou uma irrisória pena de dois anos e oito meses de prisão em um processo que o julgou por acusação de pagar propina a policial militar. A ação penal, de 2019, teve sentença em abril deste ano. Mesmo preso, o criminoso foi flagrado fazendo as negociações. Áudios flagaram 22 falando com uma pessoa que era para separar uma quantia em dinheiro para pagar um PM citando onde o policial residia, qual batalhão trabalhava e para qual batalhão foi transferido. Em outras ligações também foram citados outros policiais, bem como as quantias que eram separadas para cada um deles. Nas ligações, ficou claro que os policiais aceitavam propina. 22 determinou, por exemplo, o pagamento da quantia de R$2.000,00 ao policial militar vulgo “Neném”, a fim de que pudesse exercer livremente as atividades de tráfico de drogas na região, sem que fosse reprimido pela força policial.  Esse agente foi denunciado perante a auditoria da justiça militar, incursos no crime de corrupção passiva. 22 dizia que “para eles (policiais) deixarem todas as firmas tranquilas (…) irá pagar o arrego de duas semanas para que possam trabalhar tranquilos”. Apurou-se que os valores variavam entre R$ 2.000,00 a R$ 25.000,00. O acusado chegou a pensar no pagamento de uma quantia mensal e ainda acorda o pagamento de de R$ 3.000,00  semanais a policiais lotados no GAT. O grupo também praticava roubos e homicídios na localidade. Para que a prática das atividades ilícitas desempenhadas pelo bando fosse tolerada, o denunciado contava com apoio de policiais militares lotados no batalhão correspondente à localidade mediante pagamento de espúria quantia semanal aos agentes FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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