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Comando Vermelho

Relatório da Polícia Civil destrincha guerra entre CV e TCP na Ilha do Governador

Um relatório da Polícia Civil obtido pela reportagem revela como é a guerra do tráfico na Ilha do Governador.  No bairro, pode-se apontar a presença do tráfico de drogas de duas facções rivais: Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), que constantemente entram em conflito por tomada de território.  Há registros de ocorrência que narram ataques “surpresas” entre as facções, onde dois ou três elementos, passando-se por usuários, se aproximam da boca de fumo e entram em rápido confronto com finalidade de se apoderarem dos fuzis que são utilizados na “contenção”.  Como consequência e reação, uma “boca de fumo” na área da outra facção, sofre o mesmo tipo de ataque, ambas causando morte e feridos em sua maioria.  Tais ataques são pontuais e não visam imediatamente a tomada do território, mas sim, se apropriar das armas utilizadas pela facção rival, tais ações deixam feridos e mortos entre membros das facções.  O Terceiro Comando Puro (TCP) tem por domínio territorial, cerca de 80% do Complexo do Dendê e Morro do Boogie Woogie, que avança geograficamente por toda parte central da Ilha do Governador e por toda sua extensão. O Comando Vermelho (CV) possui como domínio de território principal as comunidades: Comunidade do Barbante e Vila Joaniza, localizadas na entrada da Ilha do Governador, posicionadas aos redores das bases militares da Aeronáutica.  O traficante Chapola,  preso  no Estado de Minas Gerais, fpo apontado nas investigações como líder da facção criminosa local, com domínio territorial do complexo do Dendê, responsável pela exploração do crime de tráfico de drogas, extorsão, distribuição de sinal ilegal (gatonet) dentre outros. Com a sua prisão, assumiu o comando o bandido vulgo Neves que tem como principais assessores Neguinho, Flamengo, Pepa, Bomba,  As comunidades Barbante e Vila Joaniza, localizadas na entrada da Ilha do Governador, possuem estreita ligação com as lideranças do Complexo da Maré, formando um pool na prática de crimes.  Com as análises das ocorrências, pode-se afirmar, que em sua maioria os crimes de Roubo de Veículo, Roubo com retenção de vítima e de carga, além do Tráfico de Drogas, são praticados por elementos destas comunidades, assim como, do Complexo da Maré, esta, tendo em vista as rotas de fuga facilitadas pelas vias Linha Amarela e Linha Vermelha.  Em sua maioria, os crimes praticados por esta facção, limitam-se territorialmente suas práticas até a Praça do Avião, localizada na Estrada do Galeão, provavelmente em razão do rápido retorno ou saída da Iha do Governador.  As investigações apontam o elemento de vulgo “Cachulé, atualmente evadido do sistema penitenciário, como sendo líder do tráfico de drogas destas comunidades. Ambas as facções realizam a defesa de “seus territórios” fazendo uso de armas e barreiras físicas que impeçam a entrada da força policial, visando a manutenção e domínio na venda de drogas em toda sua área. As análises demonstram que tais territórios vem se expandido e tais facções a cada dia reforçam seu poderio bélico.   Na circunscrição desta unidade, notadamente pode-se verificar o aumento dos conflitos armados entre traficantes e policiais, assim como o aumento dos pontos de venda de drogas.  Há investigações em curso, demonstrando a existência do “disque-drogas”, serviço disponibilizado pelo tráfico para entrega delivery de drogas,Em outro curso da investigação, identificou-se o uso de máquinas de debito e crédito em vários pontos de venda de drogas, cuja finalidade seria a lavagem de capitais dos lucros obtidos com a ações criminosas.  Observa-se também, que as “bocas de fumo” passaram a ser posicionadas nas entradas das comunidades, mais próximas a “pista” e não mais no centro ou no alto da comunidade, e estas protegidas por elementos fortemente armados. Toda força armada do tráfico, assim como o gerenciamento na venda de drogas, é comandada a “longa manus” pelos líderes locais, que nunca se expõem diretamente em tais conflitos, mantendo se em segurança e ocultos no interior da comunidade. Devendo citar, que mesmo quando encarcerados, mantêm seus domínios através de contatos e ordem enviadas por linhas telefônicas celulares.  Em razão das facções possuírem delimitação territorial, pode-se facilmente identificar a “propriedade” e origem das drogas apreendidas ou vendidas, bem como dos armamentos utilizados nos conflitos, ou seja, por possuírem natureza territorialista e sendo facções rivais, pode-se atribuir por região, o controle, gerenciamento e o poder de mando de cada um dos identificados. Em conclusão, é possível afirmar que a venda, a estocagem, o uso dos armamentos, o posicionamento das “bocas de fumo”, o controle financeiro, assim como a aquisição de novas drogas a serem preparadas para a venda, somente é possível ocorrer em uma área delimitada, sob o comando e controle dos “líderes” locais FONTE: Relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro disponível no site Jusbrasil

Do Chapadão (CV), mulher comanda a Favela da Chatuba, em Mesquita, e manda pessoas para o ‘tribunal do tráfico’, aponta investigação

Investigações apontam que uma mulher conhecida como Danúbia ou Titia está a frente do tráfico na conhecida comunidade da Chatuba, em Mesquita, dominada pela facção criminosa Comando Vermelho. Ela cumpre ordens do criminoso vulgo Criam, verdadeiro dono das bocas de fumo, e que está preso há vários anos. Segundo a apuração policial, é Danúbia quem decide e organiza o tráfico local. O traficante vulgo MK ou Talibã fica responsável pelo material bélico bem com a distribuição das armas e proteção da localidade. Ele fica ainda encarregado da segurança de Danúbia. Em fevereiro, a PM montou um cerco na comunidade após receberem várias denúncias de vários elementos armados com mais de 10 fuzis, entre eles as lideranças da traficância local como MK. Houve intenso tiroteio. Titia, no entanto, não mora na Chatuba e sim no Complexo do Chapadão. Quando ela vai até Mesquita, é sempre escoltada por diversos traficantes que saem do Chapadão em diversos veículos e fortemente armados. MK também reside no Chapadão PMs disseram que no dia do confronto conseguiram visualizar a presença de dez a doze traficantes armados e que entre eles se encontrava uma mulher, a qual suspeitam ser Danúbia porque desconhecem informação de qualquer outra mulher atuando ativamente entre os traficantes da Chatuba; Juntou-se aos autos a informação policial produzida no IP 861-00851/2021, na qual foi apontada como a atuação do Nome, vulgo CRIAM, e da Nome, se dá dentro da facção criminosa Comando Vermelho que domina as Comunidades da Coreia e Chatuba, cuja transcrição verifica- se abaixo. Danúbia é conhecida pelo rigor com que administra o tráfico de drogas e por compor o Tribunal de Sentença do Crime, ou seja, aquela quem determina quem morre ou vive em toda Chatuba e Coréia. 5.1. Relatório de Informação elaborado pelo Setor de Inteligência da DHBF também consta que os homicídios praticados por traficantes que exercem suas atividades ilegais nas comunidades do Rio de Janeiro, não ocorrem sem a anuência dos líderes do tráfico local e que, dito isso, entende-se que o fato delituoso em apreço (o confronto com PMs), foram perpretados com a autorização de Titia e de Criam. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

Investigação revela como era a hierarquia do tráfico na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão (CV), conhecida nacionalmente por duas chacinas na década de 1990

Investigação revelou como era a hierarquia do tráfico na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, comunidade conhecida nacioalmente por duas chacinas ocorridas na década de 1990. LÍDERES – São responsáveis pelas decisões importantes na favela e a eles de forma indireta o gerente-geral se reporta. Márcio dos Santos Nepomuceno – Marcinho VP lidera o grupo de traficantes de todo o Complexo do Alemão, apesar de preso em presídio federal. Luciano Martiniano da Silva – Pezão- é alvo de vários mandados de prisão, está foragido e, apesar de afastado fisicamente da comunidade citado, exerce ao lado do primeiro a liderança do grupo criminoso investigado. GERENTE-GERAL DA NOVA BRASÍLIA – coordena e supervisiona as atividades ilícitas vinculadas a venda de drogas na comunidade. Eduardo Fernandes de Oliveira – 2D ou Duda. Por ordem dos líderes comanda o território da comunidade Nova Brasília. Também foi indiciado como mandante da tentativa de homicídio contra policiais militares. Há também os gerentes por localidade: Cesinha (Sem Saída), Pardal (Rua Dois), Orelha (Sorveteria), Flamengo (Predinhos), além de Tio Delson ou DS, Garnizé, Binho, Rex, Cara de Mulher, Vitinho ou Malvado, BR, Camelo, King, Os gerentes são responsáveis pelo recolhe do dinheiro oriundo da venda de drogas; que esse dinheiro é recolhido, conferido, contado e entregue para uma pessoa que é chamada de contador, que deposita a grana em contas bancárias com ajuda de motoboys. CONTENÇÃO – São as pessoas que circulam na comunidade com armas de fogo, inclusive de grosso calibre (fuzis) e como tal enfrentam as forças policiais para proteger o território da favela e impedir a movimentação dos agentes. Pebinha, Bigode, Marllon Gasparzinho, Bragado, Bracinho, Sem Cabelo, Anizio, Galinho, Iguinho, José Lucas, Pim Pim, Darlan, Coisada, Da Morte, Perna Podre, Emerson, Alan, Feijão, Tio Chico, Biel, Bode Velho, VAPOR – São as pessoas que circulam na comunidade oferecendo e vendendo drogas (maconha, cocaína, crack e lança-perfume) Chininha, Leon, Lucas, Rodrigo, Ricardo, Fábio, Bará, Caolhinho, Chicletinho, Negueba, Yan, Iago, VISÃO – pessoas que permanecem dia e noite na função de vigilância com obrigação de comunicar os demais comparsas da movimentação da Polícia Jonathan, Paraíba ou Parazinho, José Luiz, Lucas Segundo PMs, além do comércio ilícito de maconha, cocaína e crack os traficantes atuam na venda de cigarros ilegais, controlam atividades de transporte (mototaxistas e kombis), exploram atividades de desvio de sinal de TV e internet, dentre outras. Cada comunidade do Complexo do Alemão existe um grupo de traficantes e na Nova Brasília não é diferente, mas todos esses homens a serviço do crime são lidersdos à distância por Pezão, que escolhe os líderes de cada grupo Os bandidos circulam fortemente armados, inclusive com fuzis e granadas; que a área principal de 2D são lugares dentro da comunidade Nova Brasília a seguir enumerados: (a) Predinhos, que é conjunto habitacional localizado na Estrada do Itararé, bairro de Ramos; (b) Praça do Conhecimento, (c) Capão; (d) Sorveteria; (e) Alvorada; (f) Chuveirinho e (g) Largo do Samba; (h) Rua Sem Saída É comum ocorrerem disparos de armas de fogo contra os policiais militares e assim os traficantes procedem por ordem de Pezão que não aceita perder armas e drogas;Relatos de policiais dão conta que os traficantes ficavam à espreita durante a madrugada e covardemente disparam suas armas contra os agentes da 2ª. UPP. Contudo, ultimamente esses tiroteios passaram a ocorrer pela manhã, exatamente no momento de deslocamento das equipes para troca de turno. Essa “guerra silenciosa” teve várias consequências e já foram contabilizadas mortes e ferimentos em agentes bem como em moradores. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jusbrasil

Veja como Beira Mar (CV) tomou um golpe e perdeu áreas para o TCP em Caxias. Traficantes receberam apoio de Peixão e hoje brigam com a milícia por territórios na cidade

Segundo um relatório da Polícia Civil da qual a reportagem teve acesso, em 2018, o narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, teria enviado uma carta ao criminoso vulgo Corinthians ou Di Austin, pedindo para que ele matasse o bandido vulgo Trem ou Flamengo. A carta, no entanto, caiu nas mãos de Trem. Após lerem a carta, Trem e Di Austin se juntaram e deram um golpe de estado em áres de Beira-Mar como o Barro Vermelho e passaram a integrar a facção criminosa Terceiro Comando Puro. O traficante Peixão deu suporte a Trem com armamentos e homens para evitar a retomada da comunidade por parte do Comando Vermelho. Na época de mudança da facção, havia cerca de 40 fuzis no Barro Vermelho, que mudou seu nome para Barro 3 e os próprios traficantes mudaram seus vulgos passando a se chamar Flamengo e Corinthians. Os vulgos de vários traficantes foram citados por uma testemunha como participantes da quadrilha como Baleado, Diamante (gerente geral),MT (vapor), LC, Xexa (gerente da boca de fumo da Marquesa),, Patinho, Yuri (vapor), Matheus (vapor), Amendoim (roubos de carga), Léo Morango (roubos de carga), Lilica (tesoureira), Monstrão (gerente da boca da Jerusa e tesoureiro de Flamengo),. Segundo as informações da testemunha, o TCP vem tentando expandir seu território na região e por isso estaria em guerra com milicianos que agem no Santo Antônio, Pilar, Vila Rosário, Morro do Sossego e Morro do Cacareco. Flamengo e Corinthians deram ordens para a tomada dos territórios com apoio de Peixão. Os bandidos inclusive teriam matado o miliciano vulgo Bruxo. Os assassinos seriam homens que trabalham para Flamengo e Corinthians. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil

Investigação revela hierarquia do tráfico em favelas do CV no Jardim América

O serviço policial de inteligência (SIP), constatou que todas as comunidades do Bairro Jardim América são lideradas pelos traficantes Nico, sendo ele o primeiro na hierarquia da quadrilha, e Anal, responsável por gerencair os pontos de drogas nas favelas do Furquim Mendes e Dique, ambas dominadas pelo Comando Vermelho. O traficante vulgo Maritaca é o “frente” da Comunidade do Furquim Mendes, o qual conquistou a confiança do chefe Nico. Nico criou o cargo de gerente do roubo, que é ocupado por Maritaca. Todos os veículos roubados e encaminhados para o interior da favela, são negociados pelo próprio Maritaca com receptadores, seguradoras e às vezes com os proprietários que pagam uma espécie de “resgate” para reaver o bem subtraído. Ele manda os seus subordinados praticarem roubos nos bairros Jardim América, Vista Alegre e Cordovil. Maritaca determina que responsável por executar o roubo fique com os pertences das vítimas dos roubos que praticava e não recebesse nenhum pagamento em contrapartida do veículo Nico adotou um novo apelido. Agora quer ser chamado de Mister. Possuí 13 anotações criminais pelos delitos de tráfico, associação para tráfico de drogas, roubos de carga, já teve diversas passagens no sistema penitenciário, atualmente encontra-se evadido. Anal possuí 13 anotações criminais pelos delitos, dentre eles de roubo majorado e homicídio, versa como autor em 12 registros de ocorrência, teve o último ingresso no sistema penitenciário em 09/09/2022, recebendo liberdade condicional em 17/11/2023, atualmente o status encontra-se como egresso. Não possui mandado de prisão pendente. Maritaca possuí cinco anotações criminais pelos delitos de roubo majorado, não possui mandado de prisão pendente, versa como autor em 05 registros de ocorrência. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Investigação revela hierarquia e funcionamento do tráfico no Parque União (CV), na Maré, que é chamado de ‘gestão inteligente’ pelo fato de o chefão nunca ter sido preso

Investigação revela a hierarquia e como funciona o tráfico na Favela Parque União, no Complexo da Maré, dominada pelo Comando Vermelho. O chefão, como todo mundo sabe, é Alvarenga, denominou sua gestão a frente da favela como ‘Gestão Inteligente’, em razão de nunca ter sido capturado pelas forças do Estado durante toda sua jornada criminosa que já perdura por mais de uma década. Seus principais homens de confiança são os vulgos Naldo, Zé Louco e Carlão dedicados integralmente à manutenção e o bom andamento do tráfico de entorpecentes no Parque União. Ele contava também com Ninho para atuar no roubo de cargas. O roubo de cargas é uma atividade que é explorada pelos traficantes do Parque União uma vez que a posição geográfica da comunidade favorece esse tipo de crime por ser localizada às margens da Avenida Brasil e Próximo à Av. Washington Luís e da Via Dutra, sendo um local que pode ser considerado de fácil acesso para quem vem dessas famosas vias pelas quais circulam diariamente milhões de reais em mercadorias em veículos de carga. Ninho é um dos maiores ladões de carga da atualidade e encontrava-se homiziado no Parque União, uma vez que sabe estar cercado de homens fortemente armados e que nessa comunidade pode circular livremente pois destina parte do que subtrai para que “Alvarenga” dê o aval de sua permanência na comunidade,. GB e Tubinha, que foram presos, atuavam como seguranças armados das bocas de fumo e como uma contenção armada para deter o acesso das forças do Estado bem como o acesso de facções rivais na comunidade. Tubinha disse quea ordem dada pelo” chefe do tráfico “é para evitar atirar na polícia, mas caso seja preciso defender as cargas da boca de fumo ou alguém que tenha status de chefe, os atividades devem ser o primeiro contato e possuem liberdade para atirar o quanto for necessário para conter a entrada das forças policiais e dos inimigos. Tubinha disse que exercia a atividade em regime de plantão sendo 12h de trabalho e 12h de descanso, recebendo por isso a quantia de R$ 400,00 (quatrocentos reais) por semana. A arma normalmente deve ser usada para revidar ataques de facções rivais. Disse que o gerente da comunidade era Mário Bigode, que foi morto e após seu falecimentonão foi colocado outro” frente. Falou que não presta contas por não trabalhar com dinheiro, mas o fuzil que estava no dia da prisão é da atividade, ou seja, quando a pessoa assume o plantão, deixa o fuzil para o próximo que vai assumir o plantão. Contou ainda que no Parque União só há três bocas de fumo, sendo na Rua Ary Leão, Darcy Vargas e Roberto Silveira mas não soube dizer quanto cada uma fatura. Falou ainda que sempre sai da favela em operações. Alvarenga lucra demasiadamente com a venda de entorpecentes além de outras práticas criminosas que são viabilizadas por exercer o comando e domínio territorial naquela parte do conjunto de favelas da Maré. Para a manutenção do seu domínio, Alvarenga conta com um arsenal de armas de grosso calibre a fim de impedir o ingresso de forças do Estado e eventuais ataques de outras facções, frisando a iminência de conflito em razão de outra parte do conjunto de favelas da maré ser dominado pela facção TCP. Entre as atividades que geram receita para Alvarenga e mantém seu domínio está o depósito de drogas que chegam através da Av. Brasil e depois são distribuídas a outras comunidades da mesma facção, a receptação de cargas roubadas, o abrigo de outros traficantes foragidos de outros Estados e até do próprio Rio de Janeiro. Alvarenga necessita de homens de confiança que são escalonados de maneira hierárquica a fim de que possam gerir cada um o seu campo de atuação determinado pelo líder O tráfico local obstrui vias públicas com barricadas e impõe resistência fortemente armada com trincheiras e seteiras distribuídas em pontos estratégicos da comunidade para impedir o acesso às forças policiais do Estado e em razão disso, há a imperiosa necessidade de atuação especializada em progressão e confronto armado FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site Jusbrasil

Relatório da Polícia Civil aponta como era formada a quadrilha do traficante Corolla de Manguinhos (CV), preso recentemente

  Investigação revela como era formada a quadrilha do traficante Corolla ou Chacota, que chegou a comandar o Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Corolla foi preso recentemente.  Ele é um dos suspeitos de envolvimento na morte do Soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Daniel Henrique Mariotti, de 30 anos, em janeiro de 2019.  Em desfavor de dele haviam  40 anotações criminais, dentre elas os delitos de roubo majorado, homicídio e associação para o tráfico de drogas.  Ainda contra o bandido foram encontrados 48 registros de ocorrência, dos quais versam como autor.  Constam ainda 09 mandados de prisão pendentes em desfavor do criminoso. Abaixo dele estava Big Big ou Magrinho. Ele tornou-se o “frente” do tráfico de drogas na Comunidade do Mandela, Complexo de Manguinhos, após a morte do irmão, o traficante Diogo de Souza Feitoza, o DG, ocorrida em 2013.  Possui 15 anotações criminais pelos delitos de tráfico de drogas, quadrilha ou bando. Foram encontrados 22 registros de ocorrência contra ele.  Não possui mandado de prisão pendente, ingressou no sistema penitenciário em 2012, posto em liberdade em 2016.  Desde então, atua diretamente no tráfico de drogas na comunidade de Manguinhos, sendo braço direito de Corolla. C Big Big não costuma ficar no Mandela. Ele dá as ordens e receber o dinheiro da venda das drogas de dentro da Comunidade Nova Holanda”… A investigação citou também o traficante Fabinho São João que, segundo relatos, teria deixado o crime. Ele possui 51 anotações criminais por homicídio, homicídio qualificado, organização criminosa e tráfico de drogas.  Foi preso em 2019, mas está em liberdade condicional desde 19/11/2021. Segundo relatório, ele era um dos braços de Corolla. Tem ainda o bandido vulgo Quinze, apontado como gerente do tráfico na CCPL.  Possui seis anotações criminais por tráfico, roubo qualificado e associação; consta como autor em 14 registros de ocorrência. Possui dois Mandados de Prisão pendentes.  Segundo o relatório, todos os indivíduos elencados acima são criminosos contumazes, com área de atuação e poder de mando no Complexo de Manguinhos. Os investigados eram integrantes do tráfico ilícito de drogas da Comunidade de Manguinhos, sendo certo que tal prática típica contra o patrimônio, neste caso, roubo de carga, são perpetrados a fim de financiar a atividade criminosa.  Com esse propósito os membros da organização criminosa roubam os produtos para fins de subsequente comercialização ilícita, realizada pelos próprios ou para abastecimento de receptadores de cargas roubadas. Impende frisar, ainda, que o transbordo de cargas roubadas na localidade em questão, não ocorre sem a anuência dos traficantes locais, sendo certo que as mercadorias subtraídas servem como custeio, ainda que parcial, das despesas necessárias ao incremento das atividades de mercancia ilícita de drogas, praticadas pelos integrantes da facção criminosa que atuam nessa localidade.  FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Justiça aponta envolvidos em guerra constante entre Chapadão (CV) e Pedreira (TCP)

Investigações apontam os envolvidos na sangrenta guerra entre os complexos da Pedreira (TCP) e do Chapadão (CV), em Costa Barros. Segundo a polícia, o traficante Carlos José da Silva Fernandes, o Arafat, apesar de preso desde 2016, continua como chefe de várias comunidades de Costa Barros como B13, Chaves e Terra Nostra, pertencente a facção criminosa Terceiro Comando Puro. O traficante Anderson Hilário Vicente, o Dinho, é seu braço direito e responsável por executar as suas ordens.” Os frentes no vizinho Complexo do Chapadão (CV) são Pará da Xica, 2D e Feijão, todos vinculados ao Comando Vermelho. Feijão é apadrinhado de Nando Bacalhau e seu o homem de confiança deste, responsável pelo Chapadão; Além destes, tem ainda o gerente do Gogó da Ema, vulgo HG. Nando Bacalhau, atualmente preso, continua sendo o dono das bocas de fumo do Chapadão Segundo uma testemunha, os ataques entre as facções rivais ocorrem constantemente Tais invasões ao Chapadão contam com a participação de diversos traficantes provenientes do Complexo da Pedreira; Por conta da proximidade a maioria deles vêm da Comunidade Terra Nostra e B13; O bandido vulgo Sego, que é gerente e frente do B13 e quem possui o maior controle das invasões; O frente das comunidades da Pedreira e da Quitanda é o traficante Raro, também preso. . A testemunha revelou que os “frentes” das comunidades não permitem que crimes patrimoniais aconteçam no seu interior, bem como no entorno, acrescenta que os crimes de homicídios nas comunidades do Chapadão e demais só acontece por ordem dos “frentes”, ressaltando inclusive que por chamada de vídeo o vulgo “Nando Bacalhau” já determinou a sentença de morte de vários indivíduos; fONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Leia com detalhes como age a quadrilha de ladrões de veículos e cargas baseada nas favelas Nova Holanda e Parque União, na Maré, todas do CV

Investigações comprovam que o Parque União e Nova Holanda, no interior do Complexo da Maré, dominadas pela facção “CV – Comando Vermelho”, funcionam como um grande centro de recebimento de veículos roubados/furtados.  O Complexo da Maré é o local de onde os bandidos saem para cometer os crimes, bem como o local para onde os veículos subtraídos são levados e, eventualmente, recuperados.  As lideranças destas comunidades, além de exercer as atividades tipicamente ligadas ao tráfico de drogas, também passaram a explorar outras formas de lucro, mormente o roubo de veículos e cargas, como forma de seu financiamento e sustento.  Os chefões que atuam na região determinam aos sujeitos que se encontram em posições mais baixas da hierarquia que estes vão para a rua e roubem determinado número de veículos ou cargas.  Após os roubos, os indivíduos retornam para a comunidade, local onde, com calma, podem usufruir dos bens roubados, seja lucrando diretamente com a venda da carga ou o desmanche de veículos, seja com a cobrança de “resgate” das seguradoras, etc. Os anos de 2022 e 2023 apresentaram números exorbitantes de roubos de cargas, roubos de veículos e roubos a transeuntes relacionados com a facção criminosa que exerce o comando territorial da comunidade do Complexo da Maré.  As investigações demonstraram que os roubos, quando não acontecem na área, acontecem em áreas próximas com o objetivo de que as cargas, carros e demais produtos roubados sejam levados para o interior do Complexo OS PRINCIPAIS AUTORES SÃO A) Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga – Apontado como criminoso de altissima periculosidade, considerado como o dono do Parque União. Possui 40 anotações criminais e 8 mandados de prisão, sendo o autor ou suspeitos de diversos crimes, entre eles: homicídios, associação criminosa, roubos, tráfico de drogas e associação para o tráfico.  B) Rodrigo da SIlva Caetano, o Motoboy – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos donos da Nova Holanda, do Complexo da Maré. Possui 94 anotações criminais, entre homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubos, além de possuir 12 mandados de prisão pendentes.  C) Luiz Carlos Gonçalves de Souza, o LC – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos donos da Nova Holanda, do Complexo da Maré, juntamente com Motoboy. Possui 57 anotações criminais, entre homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e roubos de cargas.  D) Felipe Ferreira dos Santos, o Jackcargas – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos responsáveis dos roubos de cargas e veículos. Possui 31 anotações criminais, entre homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  E) João Pereira de Araújo Júnior , vulgos Russo ou Russão – Criminoso de altíssima periculosidade, apontado atualmente como um dos responsaveis pelos roubos de cargas e veículos, juntamente com JackCargas. Possui 24 anotações criminais, entre vários homicídios, roubos de cargas e veículos, homicídio, associação criminosa e organização criminosa. Possui 2 mandados de prisão pendentes.   F) Alex dos Snatos Souza Borges, o Pit – Criminoso apontado como um dos roubadores da comunidade e do bonde do JackCargas. Possui 2 anotações criminais sendo de roubo e receptação, além de possuir 2 mandados de prisão pendentes.  G) Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D – Criminoso apontado como um dos roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 35 anotações criminais sendo de roubo e receptação, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  H) Rodrigo Correia Martins Resende, o Loirinho – Criminoso apontado como um dos maiores roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 26 anotações criminais sendo entre homicídios, tráfico de drogas, associação criminosa, receptação, posse ou porte de arma de fogo, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 12 mandado de prisão pendente.  I) Luiz Felipe Medeiros Lage, o Filipinho – Criminoso apontado como um dos maiores roubadores da Comunidade da Nova Holanda e do bonde do JackCargas. Possui 23 anotações criminais sendo entre homicídios, associação criminosa, receptação, roubo de veículo e roubos de cargas, além de possuir 1 mandado de prisão pendente.  Um ladrão de carga relatou que usava  um “Jammer” (grande inibidor de sinal GPS). Disse que, em janeiro, foi chamado por roubadores de cargas e veículos  da Comunidade do Parque União e  Nova Holanda, para roubar uma carga de óleo. Segundo ele, tudo o que acontece na comunidade da Nova Holanda e Parque União passa pelo aval desses dois elementos (Alvarenga e Motoboy); Que todo o armamento utilizado no tráfico de drogas e roubos são fornecidos por esses dois donos;  Que no interior dessas comunidades existem revólveres, pistolas, fuzis e granadas;  Disse que os elementos que compõem o principal grupo de roubadores dessas comunidades é liderado por Jackcargas, tendo como integrantes Dentinho, Horeste, Bel, Cocada, Loirinho, Rato, Russo e 2D. Que todos esses roubadores são ladrões antigos na comunidade, com várias passagens; Que eles faziam parte do bonde do LeoGTA, que se encontra preso atualmente; Que Loirinho é o responsável pela clonagem de todo os veículos das comunidades; Que Russo possui uma pizzaria na comunidade;   Que esse grupo de roubadores, quando vão para a rua roubar cargas e veículos,  sempre utilizam carros blindados, fuzis, pistolas, roupas táticas, coletes e toucas ninjas; Que são utilizados vários veículos para os roubos, dentre eles  SW4, sendo dois blindadas e uma normal, Jeep Compass cinza, Toyota corola, um Toyota Corola Tcross, fiat argo para bater pista, HB20 branco;  Disse que um dos SW4 preto foi utilizado no  roubo de dois veículos que estavam em um caminhão cegonha, próximo da comunidade em Bonsucesso; Que o declarante afirma que toda a carga e  veículos roubados são colocados dentro do galpão desativado de uma empresa de ônibus, onde são desmanchados. Nas comunidades também são aceitos carros roubados em outras localidades e por outros roubadores de fora da comunidades, onde são pagos em dinheiro, geralmente em até 10% do valor do carro ou por troca de drogas; Que os roubos de cargas que foram

Investigação revela hierarquia do tráfico em favela de Belford Roxo que é comandada por filho de lendário Orlando Jogador

Investigação revela a atuação da facção criminosa Comando Vermelho na comunidade da Caixa D´Água, em Belford Roxo. Segundo os dados de inteligência, as lideranças que estão no topo da hierarquia do CV na localidade seriam pertencentes ao bandido conhecido como “Doca” ou “Urso”, sendo certo que ele fica no Complexo do Alemão e que abaixo de dele, na hierarquia quem também exerce liderança é o indivíduo conhecido como “Soró”. Outra liderança forte do CV é fruto do comando dos herdeiros do lendário traficante Orlando Jogador representando, atualmente por seu filho vulgo Popeye. Ele é o líder do CV na Caixa D´Agua é quem autoriza e comanda todas as atividades e empreitadas criminosas feitas pelos seus subalternos do crime. Na sequência da hierarquia do grupo de Popeye está o vulgo Dudu preso recentemente em abril de 2023. Em busca nas redes sociais foi possível identificar diversos perfis ligados ao tráfico da Caixa DÁgua e à facção CV. Vale salientar que todos os criminosos relacionados possuem em seus perfis postagens que os vinculam ao tráfico de drogas local, seja compartilhando fotografias portando armas de fogo, seja de substâncias que divulgam como material entorpecente, além também de publicações onde enaltecem traficantes locais. É sabido que esses perfis servem como forma de demonstração de poder, bem como demonstram grande afronta ao Estado, mais especificamente à Segurança Pública. Após longa pesquisa, foram selecionadas fotografias nitidas de rosto de cada nacional que possuía postagem onde demonstrassem seu envolvimento com o tráfico local, sendo tal demonstração através de fotografias portando arma de fogo, rádios transmissores e/ou grande quantidade de material assemelhado a drogas. Tal material foi enviado ao Instituto de Identificação Félix Pacheco, para que fosse realizado o Exame de Análise Morfológica Facial, Foram identificados outros bandidos como Arroz, Douglas, Marlon, Rafael, André Marcos e Matheus FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jusbrasil

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