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MILICIA

Testemunhas de três inquéritos contra narcomilícia de Vargem Grande disseram que acusados ameaçaram exterminar sua família e tiveram que deixar o bairro. Uma outra pediu a delegado sigilo porque comandante da PM não ia poupar sua vida

MARIO HUGO MONKEN Testemunhas e informantes de três inquéritos da Delegacia de Homicídios da Capital sobre a atuação da narcomilícia em Vargem Grande foram ameaçadas por integrantes da quadrilha com o nítido propósito de prejudicar a reta administração da justiça criminal, para favorecer interesse próprio e de seus comparsas. As ameaças partiram de dois bandidos_ um deles já morreu. As vítimas estavam em sua própria residência quando uma delas recebeu ligação telefônica, originada pelo denunciado Deivid Salgado da Silva (já morto), ocasião em que a vítima ouviu promessa de mal injusto e grave, consistente no extermínio dela própria e de sua família inteira. Do mesmo modo, ambos os denunciados, mancomunados pelo grupo de extermínio da região, por interpostas pessoas, ameaçaram as vítimas, obrigando-os a deixar a própria casa. As vítimas aterrorizadas contaram com o apoio de policiais da Delegacia de Homicídios para abandonarem o bairro e se refugiarem em outro local. Uma outra testemunha disse que temia pela sua vida e pediu para a autoridade policial que ponha este procedimento em mais alto sigilo, “pois o Comandante da Polícia Militar que ordena o grupo para militar (sic) não pouparia a sua vida nem a de seus familiares”. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Justiça deu novas penas a integrantes da milícia de Austin. Veja o quem é quem e trechos de escutas que mostram os criminosos falando sobre propinas a PMs

MARIO HUGO MONKEN Em acórdão do último dia 1 de setembro, a Justiça estabeleceu novas penas para integrantes de uma milícia que agia no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O processo é de 2020. Vladimir Guimarães Ferreira – 12 anos, sete meses e seis dias. Regime fechado Nandinho- 12 anos, em regime inicialmente fechado. Feiuk- cinco anos, sete meses e seis dias e mantido o regime inicialmente semiaberto, Nerildo S.S – cinco anos, sete meses e seis dias e regime inicialmente semiaberto. Gutierrez N.O, Baixinho, Beto do Ponto, Niko, Diogão, Pedro Bala ou Pedrinho da Marissol, Abner M.G e X-tudo- quatro anos, 10 meses e 24 dias, regime inicialmente semiaberto para cada réu. Segundo as investigações, o bando foi atuou no período compreendido entre o mês de outubro de 2019 até o mês de março de 2020, praticando diversos crimes como extorsão, exploração de transporte de mototáxi e gato net, mediante cobrança de taxas indevidas daqueles que pretendiam circular com transporte alternativo na região da Biquinha em Austin, além de fomentaram irradiação na exploração de outros domínios regionais, mediante atuação armada. Vladimir era o líder junto com Nandinho, que emitia ordens para execução de desafetos  assim como no que diz respeito ao recolhimento de taxas de mototaxistas atuantes na localidade Parque da Biquinha. Beto do Ponto ocupava o posto de gerente administrando a meta no que diz respeito ao recolhimento da taxa de segurança paga pelos comerciantes e mototaxistas na localidade, sendo responsável pelo pagamento de valores (arrego) aos PMs responsáveis pelo patrulhamento na região em que a quadrilha atuava. Babu era responsável por efetuar lideranças com traficantes da cidade de Queimados, pertencentes ao TCP e recebia quantias provenientes da exploração de gatonet. Saimon efetuava as execuções de desafetos enquanto Renan era o responsável por passar informações ao bando acerca da movimentação policial na localidade. Leo Portuga recebia valores provenientes da arrecadação ilícita de taxas. Bambam seria agiota e braço armado do grupo criminoso. Emanuel Bomba atuava no roubo de carros e cargas cujo produto era revertido em prol do grupo. Gutierrez seria responsável pelo recolhimento da taxa e atuava como braço armado da malta, enquanto Abner seria encarregado pelo recolhimento da taxa dos mototaxistas tendo ainda contato direto com policiais lotados no Aptran e DPO de Austin Baixinho seria responsável pelo recolhimento da taxa dos mototaxistas nos pontos “Três Fontes” e “Vinho”. Dinho administrava um dos pontos de mototáxi e fornecia informações sobre a movimentação policial, sendo também responsáveis pelo recolhimento das taxas os réus. Beto do Ponto, Niko, Diogão, Nerildo e X-tudo atuavam na administração do “Ponto 40”, sendo responsável pelo recolhimento da taxa de mototaxistas e prestando contas sobre o pagamento da meta. Pedro Bala ou Pedrinho Mirassol recebia os valores arrecadados pela organização Gustavo participava de empreitadas criminosas, como homicídios de desafetos e visando a arrecadação de armas e dinheiro para o grupo. Uma conversa em grupo de whatsapp revelou que um dos integrantes da quadrilha havia sido preso por agentes estatais e pela conversa se depreende não apenas que havia repasse de  dinheiro a policiais, como também urgia que um dos membros da organização se antecipasse em ida ao DPO para que não levassem preso o elemento, cuja custódia entenderam decorrer de alcaguete ou delação. Em uma conversa do miliciano Niko, ele fala sobre a propina a ser paga aos policiais, vulgarmente conhecida pelo termo “arrego”. “Vou adianta logo hoje prós amigos (Comentário: Indica que os “amigos” seriam policiais que em troca do arrego,  deixam de incomodar as ações da ORCRIM) Em uma outra conversa envolvendo Nerildo e Feiuk, eles comentaram sobre a propina. “Eu tenho que paga o arrego os cara” “Isso aí e dinheiro de arrego” “Eu so pago arrego” “Eu sou responsável de paga arrego” “Visando o Bem estar da nossa amizade. Segue $ 480…. Q é o combinado oficial do ponto. 480 Arrego + 150 Em outra conversa, Feiuk perguntou a Diogão se  vai demorar a trazer o dinheiro, diz que só faltava a parte dele para pagar “os caras” (Policiais) “Isso aí que vc me dá e dinheiro de Arrego”. “Mano mais eu tenho que paga o arrego os cara mano” FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Saiba como se formou o Bonde do Tubarão, um dos maiores rivais da milícia de Zinho

MARIO HUGO MONKEN Investigações revelam como se formou a milícia do Tubarão, que hoje é uma das maiores rivais do maior grupo paramilitar do Estado do Rio, liderado por Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho. Um dos responsáveis pela criação do grupo foi o miliciano Xandy, integrante original do Bonde do Zinho, que passou a rivalizar com ele costurando diversas alianças com outros milicianos que também possuíam o desejo em comum de fazer oposição a quadrilha do irmão do falecido Ecko. Xandy passou a se encaixar no cenário da baixadafluminense, em bairros do município de Nova Iguaçu, conhecidos como Km32 e Km34, além de parte do município de Seropédica.  Tais regiões, por anos, encontram-se sob influência de organizações criminosas armadas, constituídas em forma de milícia privada, e ao menos desde o ano de 2021, estavam sendo palco de conflitos entre os grupos liderados por Zinho e Tandera. Tandera após meses de conflitos, sofreu uma série de baixas de material humano e bélico, levando sua organização, a extinção. Com a extinção do “Bonde do Tandera”, os territórios antes influenciados por ele, passaram a ser geridos em uma parte por Juninho Varão e outra por Tubarão, identificado como  Tauã de Oliveira Francisco. Tubarão intensificou suas ações em busca da influência nas localidades.Ele é considerado o executor das ações criminosas, cujo autor mediato é apontado como “Xandy”, que se encontra acautelado na penitenciária Bandeira Stampa. Desta forma, “Tubarão” é apontado como atual líder operacional da milícia que atua em Seropédica e parte de Nova Iguaçu (Km32 e Km34), na Baixada Fluminense, autodenominada “Bonde do Tubarão”, que mantém conflitos frequentes com o “Bonde do Zinho”.  Outros dados apontam também para a aliança firmada entre milicianos do “Bonde do Tubarão” junto a traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Ocorrências policiais do ano de 2013 indicam que “Tubarão ainda adolescente, já integrava o tráfico de drogas em Seropédica, fato que comprova seu conhecimento e sua ligação à região e à dinâmica do narcotráfico, facilitando seu estabelecimento na localidade e sua aliança ao TCP. Tal ligação a traficantes do TCP se fundamenta ainda por apontamentos de inteligência que indicam que o miliciano conhecido como “Boto”, identificado como André Costa Bastos também teria firmado aliança semelhante para reforçar seu grupo diante de invasões e ataques rivais.  Salienta-se que Boto e Xandy estão acautelados na mesma galeria de presos, na Penitenciária Bandeira Stampa, comprovando a associação entre os dois líderes milicianos. O criminoso “Xandy, também conhecido como “Solinha”, foi alvo da “Operação Dinastia”, realizada em agosto de 2022, que levou ao cárcere mais de 10 (dez) integrantes da orcrim liderada por “Zinho”.  As investigações ocorreram a partir de dados extraídos do aparelho celular de Rodrigo dos Santos, o Latrell, elemento da alta cúpula da citada milícia. Dados da citada investigação revelaram que, mesmo preso na penitenciária Bandeira Stampa, “Xandy tinha o papel de compilar e gerenciar o repasse de informações sobre a movimentação policial e sobre a região de conflito entre a milícia de “Zinho” e de “Tandera”, à época.  “Xandy” também era responsável pelo recrutamento de novos informantes para expansão da rede de informações do grupo.  Interceptações flagraram a participação de “Xandy” em negociações sobre compra e venda de armas e munições para a milícia de “Zinho”, bem como o repasse de fotos de armas e do dinheiro proveniente das extorsões a moradores e comerciantes. Xandy foi apontado também foi como responsável pelas ordens que culminaram no incêndio de vans nos bairros de Paciência e Cosmos, na Zona Oeste do Rio, área de influência do miliciano rival “Zinho”, fato ocorrido em 22MAR2023.  Em março recente, milicianos ligados ao grupo do “Zinho” teriam ingressado no Km32, mais precisamente na localidade conhecida como “Guacha”, mantendo intenso conflito com criminosos ligados ao grupo do “Tubarão”.  Na data de 14 de janeiro de 2023, três corpos foram encontrados no bairro Incra, em Seropédica, fato investigado sob inquérito policial em andamento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, e que levou ao indiciamento de “Xandy, Tubarão”, ” e outros integrantes do grupo miliciano.  Pelo exposto, sabe-se que “Xandy” inicialmente integrava a quadrilha liderada por “Zinho”, porém atualmente é considerado membro de relevância na hierarquia do Bonde do Tubarão  apontado inclusive como autor intelectual na tomada de decisões do grupo paramilitar e um dos principais rivais de Zinho” FONTE: Site do Tribunal de Justica do Rio de Janeiro .

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