Investigação revela conteúdo de diálogos mantidos por envolvidos na morte de Marquinho Catiri após o crime. Teve até rap com os nomes dos integrantes da quadrilha e falaram do ‘patrão’. PM morto em Caxias e ex-policial civil abatido em Nova Iguaçu estariam também entre as vítimas do grupo

–Investigações revelam diálogos mantidos por envolvidos no assassinato do miliciano Marquinho Catiri em novembro do ano passado logo após o crime. Em um dos áudios, um homem não identificado, para o corréu José Ricardo Gomes Simões, um dos presos pelo fato, cantando Rap, em que fala o apelido de vários homens da organização criminosa, possivelmente em alusão ao homicídio, tendo em vista além da letra, odia e a hora em que foi enviado, em que cita a atuação de Simões “A notícia eu te dar agora como é que foi. Sem Alma está de luneta, da pra te buscar em casa. Curinga tá de AK”. José Ricardo e George Garcia, outro preso, conversavam sobre o PM Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, mais um envolvido e que está foragido em que se observou que o policial era um dos membros da organização mais próximos do “patrão”, no caso o contrabandista de cigarros vulgo Adilsinho. Sem Alma e Simões intermediariam a comunicação do “patrão” com George, bem como o passariam instruções para ele quando este se evadiu para São Paulo. Em uma das conversas de Simões com George este último encaminhou ao comparsa o print de um trecho da conversa com Sem Alma, onde se observa que o nome do contato seria “Don´t Soul”, uma tentativa de tradução de Sem Alma para o inglês. Há relatos na investigação que Sem Alma, junto a outro policial conhecido como Lemos e um ex-PM estariam envolvidos em diversos homicídios, dentre eles o do ex-policial civil “Tiago Barbosa” em Nova Iguaçu/RJ (IP nº 861- 00533/2022), possivelmente no homicídio do policial militar Ezequias Penido da Rosa na cidade de Duque de Caxias/RJ (IP nº 861- 00110/2022) e também na morte do policial civil João Joel de Araújo no bairro de Ilha de Guaratiba, Rio de Janeiro/RJ (IP nº 901-00398/2022) A denúncia anônima também cita que Sem Alma e Lemos teriam envolvimento com contrabando de cigarros e que os homicídiospraticados pelo grupo seriam a mando de Adilsinho. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro