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rebelião

Detentos em isolamento iniciaram motim em presídio de Campos (RJ). Como foram impedidos, um deles tentou o suicídio e o outro o incentivou a se matar

Presos do isolamento iniciaram um motim no último dia 15 no Presídio Norberto Ferreira de Moraes, em Campos dos Goytacazes/RJ. Como a rebelião foi controlada, um deles tentou o suicídio e seu companheiro de cela lhe ajudou a tentar se matar, segundo o Tribunal de Justiça do Rio. De acordo com o processo, os presos Wellington Vieira da Silva e Felipe Santos Castro Dias, na cela 15 do isolamento, iniciaram motim, golpeando grades, ateando fogo ao colchão e ameaçando agentes, sendo o incêndio controlado pela equipe. Um tempo depois, Wellington praticou autolesões e tentou suicídio com auxílio e incentivo de Felipe, utilizando lâmina e lençol, sendo o ato impedido pelos policiais. Felipe foi flagrado com estoque artesanal perfurante, apreendido e ambos foram contidos, Wellington encaminhado ao SAMU e Felipe apresentado na delegacia tendo a prisão preventiva decretada.

Menores infratores ficariam sem comida se não fizessem rebelião no Rio. Um deles se recusou e foi agredido fisicamente

Na denúncia que resultou no afastamento de 22 agentes do Degase (Departamento de Ações Sócio-Educativas) que incitaram menores infratores a realizar uma rebelião em 2019 em uma unidade na Ilha do Governador, foi descrito que os funcionários públicos teriam, que adolescentes internados no CENSE Ilha praticassem diversos atos infracionais análogos aos crimes de motim, dano ao patrimônio público, lesão corporal, entre outros. Segundo a denúncia, os internos afirmaram que a rebelião somente ocorreu por determinação dos agentes socioeducativos mencionados, em especial um que foi preso ontem, relatando, ainda, que ele os teria ameaçado, dizendo que se a rebelião não ocorresse na madrugada do dia 05 de novembro de 2019, lhes seriam retirados direitos básicos, como alimentação. Há ainda relatos que, quando um dos reeducandos se recusou a participar da rebelião, o agente ‘Suzano’ o teria retirado do alojamento e lhe desferido um soco no rosto.Foi constatado, ainda, que a referida ordem tinha por objetivo fortalecer os pleitos apresentados pelo movimento grevista da categoria. Inclusive, as imagens captadas pelas câmeras da referida Unidade demonstraram que agentes do Sindicato da categoria grevista estariam no local momentos antes dos atos infracionais ocorrerem, restando evidenciado que o Presidente do Sindicato na época, ingressou no corredor dos alojamentos da Unidade quando os adolescentes ainda estavam sendo contidos pelo Grupo de Ações Rápidas do Degase, para tão somente tirar fotografias do local (quedando-se inerte em apoiar seus colegas na contenção dos adolescentes). Muito embora não tenha sido possível identificar o local e o momento em que teve início a rebelião, as imagens fornecidas evidenciaram que os agentes socioeducativos foram responsáveis por permitirem a saída dos adolescentes dos alojamentos, deixando as portas abertas, ensejando, assim, a rebelião, que precisou ser contida pelo GAR (Grupamento de Ações Rápidas do Degase, acionado em situações de crise). O agente preso ontem torturou psicologicamente os jovens que estavam sob sua batuta, a fim de os pressionar para que fizessem a rebelião que tinha como escopo chamar a atenção da sociedade para a imprescindibilidade da função dos agentes socioeducativos, os quais, com isso, pretendiam fortalecer o movimento grevista. Ademais, torturou fisicamente a vítima K.S.N Sampaio Nobre com o mesmo objetivo.

Vinte e dois agentes do Degase foram afastados pela Justiça suspeitos de incitar menores a fazer rebelião

O Ministério Público Estadual denunciou 22 agentes do Degase (Departamento de Ações Sócio-Educativas) por associação criminosa que resultou na rebelião de internos ocorrida em 5 de novembro de 2019, no CENSE Ilha do Governador. O episódio foi marcado por atos violentos, destruição de patrimônio público e risco à integridade de adolescentes e servidores. A pedido do GAECO/MPRJ, a Justiça afastou todos os denunciados de suas funções e deferiu a prisão de um agente, cumprida pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), na quarta-feira (27/08). Segundo o GAECO/MPRJ, os internos foram incitados pelos agentes a destruir as instalações do CENSE Ilha para atrair a atenção da sociedade e da mídia às reivindicações da categoria. Parte dos denunciados, integrantes do sindicato, registrou a destruição em vez de contê-la, reforçando o cenário de caos. Os promotores de Justiça apontam que os denunciados usaram os adolescentes como “massa de manobra” para dar visibilidade a um movimento grevista, colocando em risco vidas humanas e a segurança institucional. O agente Thiago Guedes Suzano, conhecido como “Suzano”, foi preso pela CSI/MPRJ em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Sua prisão preventiva foi requerida em razão de sua liderança na articulação criminosa. Ele também foi denunciado por tortura. De acordo com as investigações, ele incitou os adolescentes a se rebelarem, praticando tortura física e psicológica contra os internos que resistiram ao motim. Além disso, as apurações revelaram que o denunciado tentou alinhar versões após os fatos, demonstrando risco à instrução processual e possibilidade de reiteração criminosa. A denúncia do GAECO/MPRJ, recebida pela 42ª Vara Criminal da Capital, tornou réus os 22 agentes, que responderão por associação criminosa, dano qualificado ao patrimônio público e facilitação de fuga de pessoa legalmente privada de liberdade. Um dos agentes responderá ainda por falsidade ideológica, por ter inserido informações falsas no livro público de registros da unidade.

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