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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Relatório da DRE explica como o CV tomou a Gardênia Azul e tentou controlar toda Jacarepaguá

Relatório da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do RJ) traz detalhes sobre como foi o ataque do Comando Vermelho na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, no início do ano, expulsando os milicianos. Um PM revelou em 19 de janeiro foi acionado com um colega para ir até a comunidade já que havia relatos de um intenso confronto entre traficantes do CV e milicianos na localidade conhecida como Marcão. Os policiais visualizaram dois elementos com roupas escuras e armados fugindo pelos telhados das casas. Os agentes determinaram que eles parassem mas eles desobedeceram e efetuaram disparos. Eles acabaram não sendo localizados. Em seguida, os PMs recolheram munições para fuzil e estojos de balas deflagradas. O PM revelou que os traficantes invadiram a Gardênia e também a Muzema e que a próxima seria Rio das Pedras. E que os líderes da invasão na Gardênia foram os criminosos Lesk e Gargalhone, intermediados pelos traficantes do Complexo do Alemão. Disse ainda que, após a invasão, os traficantes estavam comercializando drogas na Gardênia no período noturno nas localidades do Chico City denominadas Boca da Lagoa, Beco Silva e Bar da Gal e que dispunha de alto poder bélico com contenções armadas de fuzis calibres 762  e 556 e forte venda de cocaína e maconha. No Favelão, chegaram a ser vistos diversos indivíduos portando fuzis, vestindo roupas camufladas e balaclavas, andando pelas ruas, abordando moradores e ordenando que os comerciantes não mais pagassem as taxas de segurança aos milicianos da região. Na Chico City, houve informações que os traficantes entraram pelo final do Canal do Anil vindos da mata e atravessando de barco. Em outra parte do Chico City, os bandidos do CV de fuzil e roupas camufladas entraram por uma trilha existente na lateral de um shopping. Eles cortaram o arame farpado e as estacas que separavam a rua da trilha. A Gardênia foi tomada pela Tropa do Urso e por traficantes da Cidade de Deus. Já a Muzema e Tijuquinha, os traficantes tiveram o apoio de bandidos da Rocinha comandados por Johny Bravo. Lesk e Gargalhone teriam saído da milícia e passado para o lado do CV. Em 29 de janeiro, após a retirada das forças de segurança, os traficantes se consolidaram de vez na Gardênia. Curicica, Rio das Pedras e Praça Seca O relatório mencionou também que na época, os traficantes da Cidade de Deus tomaram a Vila Sapê, que era controlada pelo miliciano André Boto. Na época da invasão na Gardênia e também na Muzema, um miliciano de Rio das Pedras, vulgo Pokemon, foi morto em um confronto com a polícia. Nesta comunidade, as lideranças são os irmãos Dalmir e Dalcemir Barbosa e Taillon, filho do segundo. Dalmir e Taillon estão presos e davam ordens da cadeia sendo o filho de Dalcemir próximo de traficantes do Terceiro Comando Puro e colocou bocas de fumo na favela. No dia 22 de janeiro, houve notícia de que o CV estariam na parte alta da mata da localidade do Pinheiro esperando a ordem da chefia para invadir Rio das Pedras. No mesmo dia, durante a madrugada, surgiu a notícia de que o ataque a Rio das Pedras havia sido autorizado. Em 24 de janeiro, o Comando Vermelho travou embates com a milícia na Favela da Chacrinha, na Praça Seca. O traficante Bruno Silva Souza, o Tiriça, líder do crime no Morro da Barão, juntamente com Allan da Costa Silva, o Allan Revoltado e Rafael Cardoso do Valle, o Baby, lideraram o ataque e o CV tomou a favela. FONTE: Relatório da Polícia Civil.do Rio de Janeiro

 Traficante de Mesquita que pagava várias propinas a PMs pegou só dois anos de cadeia. Veja algumas das negociações

O traficante vulgo 22, um dos líderes do Comando Vermelho na cidade de Mesquita, pegou uma irrisória pena de dois anos e oito meses de prisão em um processo que o julgou por acusação de pagar propina a policial militar. A ação penal, de 2019, teve sentença em abril deste ano. Mesmo preso, o criminoso foi flagrado fazendo as negociações. Áudios flagaram 22 falando com uma pessoa que era para separar uma quantia em dinheiro para pagar um PM citando onde o policial residia, qual batalhão trabalhava e para qual batalhão foi transferido. Em outras ligações também foram citados outros policiais, bem como as quantias que eram separadas para cada um deles. Nas ligações, ficou claro que os policiais aceitavam propina. 22 determinou, por exemplo, o pagamento da quantia de R$2.000,00 ao policial militar vulgo “Neném”, a fim de que pudesse exercer livremente as atividades de tráfico de drogas na região, sem que fosse reprimido pela força policial.  Esse agente foi denunciado perante a auditoria da justiça militar, incursos no crime de corrupção passiva. 22 dizia que “para eles (policiais) deixarem todas as firmas tranquilas (…) irá pagar o arrego de duas semanas para que possam trabalhar tranquilos”. Apurou-se que os valores variavam entre R$ 2.000,00 a R$ 25.000,00. O acusado chegou a pensar no pagamento de uma quantia mensal e ainda acorda o pagamento de de R$ 3.000,00  semanais a policiais lotados no GAT. O grupo também praticava roubos e homicídios na localidade. Para que a prática das atividades ilícitas desempenhadas pelo bando fosse tolerada, o denunciado contava com apoio de policiais militares lotados no batalhão correspondente à localidade mediante pagamento de espúria quantia semanal aos agentes FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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